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HarperCollins lança pré-venda do livro ‘Os Filhos de Húrin’ de J.R.R. Tolkien

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Miguel Oliveira, em O Vício

Continuando suas publicações do autor de O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, a editora HarperCollins lançou a pré-venda do livro ‘Os Filhos de Húrin’, que além da capa dura, conta com um pôster para os fãs. Confira:

Depois da publicação de O Silmarillion, Os Filhos de Húrin é o trabalho seguinte de Christopher Tolkien como editor e curador dos manuscritos de seu pai, J.R.R. Tolkien. O livro é o terceiro dos Três Grandes Contos dos Dias Antigos e, assim como A Queda de Gondolin e Beren e Lúthien, conta com ilustrações de Alan Lee.Seis mil anos antes de o Um Anel ser destruído, a Terra-média é assombrada por Morgoth, o Primeiro Senhor Sombrio, senhor e mestre de Sauron. Húrin, um poderoso guerreiro da raça humana se recusa a trair os Elfos e, por isso, ele e sua família são amaldiçoados. Assim, os destinos de Túrin e de sua irmã Niënor são tragicamente entrelaçados. Em tom épico e trágico, a narrativa foi inspirada nas mitologias grega, finlandesa e escandinava. Seus personagens, reconhecivelmente humanos, seguem determinados a resistir, mesmo sem a menor esperança de triunfar.

Os livros contam com nova tradução e novo formato. Desta vez, eles são traduzidos por Reinaldo José Lopes, um leitor e fã de Tolkien. As novas edições prometem trazer vários aspectos que foram deixados de lado na tradução anterior, além de buscar por um tratamento merecido para a obra.

5 livros escritos em período de exílio

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Conheça as obras memoráveis que foram censuradas ao longo da História, juntamente com seus escritores

Publicado na Aventuras na História

1. O cavaleiro da esperança, de Jorge Amado (1942)

A obra foi escrita por Jorge Amado enquanto ele estave exilado em Buenos Aires e foi publicada originalmente na Argentina, em 1942, até que foi proibida e queimada por ordem do governo de Juan Domingo Perón.

O cavaleiro da esperança chegou no Brasil apenas em 1945, mas durante a ditadura militar voltou a ser censurado. A obra narra a trajetória de Luís Carlos Prestes.

2. Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões (1572)

Camões escreveu o clássico Os Lusíadas enquanto esteve excluso no Oriente, por conta de uma série de adversidades. Nesse período foi preso várias vezes e serviu ao lado das forças portuguesas. Na obra, o escritor enaltece a coragem dos portugueses ao explorarem o oceano Atlântico, em busca de encontrar uma nova rota para as Índias. Em Os Lusíadas, os navegadores enfrentam também deuses mitológicos, como Baco e Netuno.

3. Educação como prática da liberdade, de Paulo Freire (1967)

A obra foi escrita enquanto o autor esteve exilado no Chile, entre 1964 a 1969. O pensador aborda diversos temas como: liberdade, democracia e justiça. Para ele essas três palavras expressam um grande poder libertador e são um instrumento de transformação global do ser humano diante à sociedade. Além disso, estabelece ideais de coletivo e nacional de desenvolvimento para ativar a democracia.

4. Dentro da Noite Veloz, de Ferreira Gullar (1975)

Este volume de poemas apresenta uma grande carga política. A obra foi escrita enquanto o escritor esteve exilado por conta do regime militar no Brasil. O autor denuncia a desigualdade social eminente no país. Seus poemas apresentam aventura, perigo e mistério.

5. Convívio, de Dante Alighieri (1304 – 1307)

A obra foi escrita entre 1304 e 1307, enquanto o autor esteve exilado. O Convívio é composto por uma série de poemas sobre amor e filosofia, que podem ser interpretados como explicações filosóficas, literárias, morais e políticas desta época. O autor escolheu a língua italiana para que todos tivessem acesso ao conhecimento, não somente os letrados em latim.

“Na escola, seguimos escravos”, diz professora que emocionou a Flip

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Lázaro Ramos se emociona com a fala da professora Diva Guimarães. Foto: Iberê Perissé/Divulgação Flip

Lázaro Ramos se emociona com a fala da professora Diva Guimarães. Foto: Iberê Perissé/Divulgação Flip

A mulher que comoveu o Brasil com seu relato conta sua trajetória

Wellington Soares, na Nova Escola

“Não sei o que me deu.” É assim que a professora aposentada Diva Guimarães explica a sua fala na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip). Ela falou por exatos 13 minutos e 16 segundos, tempo suficiente para produzir um discurso magnético. Viralizou – e por bons motivos. A participação de Diva tocou em feridas abertas sobre o racismo no Brasil. A base das reflexões foram sua própria vida: dos tempos como estudante à experiência em sala de aula e o seu abrir de olhos sobre a situação dos negros no país.

Ao final do discurso emocionado, um apelo do ator e escritor Lázaro Ramos, que palestrava: “A gente precisa fazer um pacto de investir em Educação pública de qualidade”. Aplausos.

Em entrevista por telefone a NOVA ESCOLA, Diva reforça o discurso de Lázaro. Afirma que a falta de qualidade é ainda mais grave na abordagem de questões raciais. “São poucos os professores que conseguem contar a verdadeira história da África, do povo negro, dos indígenas.”

Na entrevista abaixo, ela relaciona a própria trajetória como aluna e professora da Educação Básica ao racismo no país e diz acreditar na Educação como principal motor de mudança.

NOVA ESCOLA O que motivou sua fala naquela sessão da Flip?

DIVA Não sei. Não foi pensado, mas foi a oportunidade que eu tive de falar sobre o meu sentimento e o sentimento das pessoas negras. Em Paraty, eu pude participar, pela primeira vez, de uma mesa com negros e que falasse sobre os negros. Durante a semana, participei de várias palestras que foram me tocando e, naquela mesa, quando começaram a falar sobre o racismo no passado de Portugal, eu pensava: não, isso não acontece em Portugal. Isso é o que acontece aqui, agora. Eu queria falar com o Lázaro depois porque ele mexeu muito com as minhas emoções, mas aquela foi a oportunidade que eu encontrei.

Foto: Bruno Santos/Folhapress

Foto: Bruno Santos/Folhapress

Na palestra você disse que somos escravizados até hoje. É uma colocação forte. O que você quis dizer?

DIVA São as oportunidades que nos dão que nos escravizam. É só perguntar para qualquer pessoa negra, ou de periferia, ou indígena. Quando era pequena, tive a oportunidade de fazer o primário em um colégio interno, mas eu era obrigada a trabalhar lá. Além disso, passava por situações que os alunos brancos de classe média não passavam: apanhava muito e evito até hoje as coisas que eu comia lá – uma sopa de lentilha com gosto de mofo e pão molhado no café com leite. No ginásio, passei a dar aulas em troca de moradia e de um tempo livre para estudar pela manhã. Nada mudou desde o período da escravidão, nem para mim nem para o mundo. Seguimos escravos.

Além dos maus-tratos, como foi a experiência escolar para você?

DIVA Estive sempre cercada de uma maioria de pessoas brancas. No colégio interno, todas as minhas colegas negras eram as pessoas que estavam ali por serem assistidas – estavam ali nas mesmas condições que eu. No ginásio e no magistério, tinha uma ou outra colega com a cor da pele como a minha. Nas aulas, aprendi o que estava nos livros. Não tinha nada de bom que a gente [os negros] fazia. Você não se via nas páginas escolares como negro. Você estudava a história dos Estados Unidos – às vezes a gente até tinha que decorar palavras em inglês –, estudava sobre a Europa, mas nada sobre a África. Tudo o que diziam era que a gente veio de lá escravizado para trabalhar no Brasil. Eu passava mal. Ficava revoltada quando falavam da escravidão porque as pessoas começavam a olhar para mim porque eu era a única negra.

Esse sentimento de revolta foi muito presente na sua vida?

DIVA Sim. Sempre briguei muito e fui muito revoltada… Não, eu era justiceira. Lembro de ler um livro sobre a vida do Lampião e ele se tornar meu ídolo. Ele foi um oprimido: viu toda a família morrer quando era criança porque roubaram as terrinhas deles, depois se salvou e cresceu e foi se vingar. Eu tinha vontade de me vingar também. Não tinha oportunidade, mas tinha vontade. Eu fiz até o plano de fugir para me juntar ao bando dele. Era uma revolta contra a discriminação – hoje a gente fala bonito, fala bullying! A minha vingança, felizmente, é a Educação. Você não precisa pegar em armas, com a Educação, com a leitura, você passa a saber quem você é, quais os seus direitos e seus deveres. A coisa muda. Pela arma ninguém muda ninguém.

Então a revolta passou?

DIVA Ah, ainda tem horas que eu tenho vontade de explodir. [ela gargalha e volta rápido ao tom sério que dominou a conversa] Quando eu vejo a matança de jovens negros… Não só de negros, mas das pessoas da periferia – em que a maioria é negra. Vão empurrando a gente cada vez mais para os cantos.

Se a escola não a preparou, como você criou consciência sobre o que é ser negro?

DIVA Eu aprendi pela leitura. Teve uma mãe de família para quem a minha mãe lavava roupas que me incentivou demais. Pelos livros, eu fui despertando. Li Darcy Ribeiro, que fala muito bem sobre a África, sobre os negros. O que me ajudou muito também os livros do Jorge Amado que são livros-denúncia. Tem outro que acho espetacular, que eu acho que são fantásticos é o José Mauro de Vasconcelos, autor de Meu Pé de Laranja Lima. Muitos livros são aparentemente romanceados, mas são denúncias! O Jorge Amado fez a denúncia da exploração sexual de crianças negras lá nos anos 1930 e 1940.

Como as escolas hoje podem fazer diferente?

DIVA Eu acredito principalmente na força da fase da pré-escola. O preconceito que as crianças têm, elas trazem da orientação de casa e vão se tornando assim, se nada é feito. E nada é feito, porque a maioria deste país é branca. Quer dizer, a maioria é negra, mas eles são mais bem protegidos – não vou nem dizer que eles têm mais força, porque se eles tivessem mais força a gente nem existiria.

Você disse que não mudamos até hoje. Você tem esperança de que mudemos no futuro?

DIVA Eu tenho esperança na Educação. A geração de hoje, em que muitos são cotistas, e os filhos deles vão ter outra cabeça. Muitos jovens vieram conversar comigo em Paraty. Muitos mesmo. A gente pensa que eles não estão ligados em tudo o que acontece, mas eles estão muito ligados. A mudança vem daí. Vai demorar um tempo, mas vai mudar.

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência

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Publicado na Revista Prosa Verso e Arte

O primeiro livro impresso data do séc. XV, mas antes de Cristo já o Homem começara a escrever em folhas de papiro, no Egito. Desde então quase todo o conhecimento ficou gravado em páginas de livros e, nas últimas décadas, as obras publicadas cresceram ainda mais em número, assim como foram surgindo investigações sobre os benefícios da leitura.

De fomentar a inteligência a prolongar a esperança média de vida, a leitura só traz benefícios

Os sete benefícios de ler um livro, segundo a ciência:

Alarga o vocabulário
Nenhuma atividade expõe uma pessoa a maior e mais diversificada quantidade de palavras. Mais do que assistir a programas televisivos de conversas, vulgo talk shows, ou infantis, como a “Rua Sésamo”, e mais do que uma conversa de amigos, mesmo que sejam todos licenciados, é a leitura que aporta um vocabulário mais alargado, indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Desperta a inteligência
A ciência já mostrou que a genética e a educação são fatores que influenciam a inteligência, sendo que ler é uma das principais fontes de conhecimento. Um estudo de 2014 com crianças, realizado por investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da King’s College of London, em Inglaterra, concluiu que a evolução das capacidades de leitura “pode resultar em melhorias nas habilidades cognitivas verbais e não verbais”, que “são de vital importância ao longo da vida”. E quanto mais cedo se começar, melhor.

Previne doenças
Correr e ir ao ginásio são atividades físicas na moda porque o exercício fortalece o corpo e promove o bem-estar. Mas, por mais variado que seja o treino, nem todos os músculos são trabalhados. Para garantir que nenhum fica para trás, ler um livro é um bom remédio: inúmeros estudos indicam que a leitura estimula os músculos do cérebro e torna-os mais fortes, podendo atuar como fator preventivo em doenças degenerativas como o Alzheimer. Está também provado que pessoas com profissões intelectualmente mais exigentes têm menor propensão para desenvolver patologias ligadas à deterioração do cérebro.

Reduz o stresse
Nem caminhar, nem ouvir música, nem beber um chá. Nada resultou melhor do que ler um livro para acalmar um coração acelerado, segundo uma pesquisa liderada pelo neuropsicólogo britânico David Lewis, da Universidade de Sussex. Bastaram seis minutos de leitura para os níveis de stresse das pessoas que aceitaram participar diminuírem até 68%, contra um máximo de 61% quando tentaram acalmar através da música. Um chá (54%) ou uma caminhada (42%), outras alternativas avaliadas, mostraram-se menos eficazes.

Promove a empatia
Ainda que um livro seja encarado como uma companhia, ler é em si mesmo um ato solitário. Mas entre os seus benefícios encontra-se também a tendência para causar melhor impressão nos outros. Um estudo de dois investigadores holandeses mostrou que a leitura de narrativas ficcionadas influencia características própria da condição humana como a capacidade de criar empatia. E esse é um trunfo importante em qualquer relação, seja pessoal ou profissional.

Combate o envelhecimento do cérebro
Há uma relação direta entre a atividade cognitiva realizada ao longo dos anos e a perda das capacidades cognitivas associadas ao envelhecimento natural, como a memória, o raciocínio ou a perceção. Quanto maior atenção se dedicar à primeira, por exemplo através da leitura de livros, mais lenta se torna a segunda, concluiu um estudo de 2013 publicado no jornal científico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Aumenta a esperança média de vida
Mais dois anos. Em rigor, 23 meses. Conforme um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que, em média, é esse o tempo que vivem a mais as pessoas que leem um livro 30 minutos por dia, quando comparadas com as que não o fazem. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao fim de 12 anos de estudo, publicado no jornal Social Science and Medicine.

Fonte: Revista Visão

Ferréz leva para França seu ódio aos ricos e à classe média

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Rodrigo Casarin, no UOL

“Sou o pregador do ódio!”.

Todos leitores sabem que os alvos preferidos de Ferréz são os ricos e a classe média alta. Em entrevista exclusiva ao UOL, após ser questionado sobre quem prega a conciliação entre todas as classes existentes no Brasil, disparou o torpedo que abre este texto. “Querem conciliação do quê? Enquanto meu povo lavar privada, quero que ele não idolatre os ricos, que entenda que já nasceu sendo roubado. Nosso povo aceita muito as coisas, é muito simpático”, continuou.

Antes, em sua fala na mesa que dividiu com Ronaldo Correia de Brito e Godofredo de Oliveira Neto no Salão do Livro de Paris, já havia seguido linha semelhante. “Se a gente da periferia não é a esperança, essa classe média preguiçosa que não sabe nem fazer café que também não é. Nós que possibilitamos a vida deles, só não recebemos a renda por isso”.

O autor de “Capão Pecado” disse estranhar o luxo de Paris, mas que isso faz com que entenda um pouco as vontades dos brasileiros mais abastados. “Em São Paulo eu não frequento os lugares da hora, aí, chego aqui, vejo o que o rico de lá quer fazer”. O escritor sabe que seu discurso incomoda muita gente, mas não se importa com isso, pelo contrário, afirma que seu papel não é “fazer massagem”. “Eles não gostam quando eu falo, mas da favela eles podem falar, né!?”.

É o povo mais simples, aliás, que está retratado em “Os Ricos Também Morrem”, seu novo livro, lançado pela Planeta, que apresenta contos feitos ao longo dos últimos três anos, escritos com uma linguagem bastante acessível para que possam ser facilmente compreendidos por alunos e por adultos que não estão habituados a ler.

Em um dos contos, o alvo são os food trucks, algo que também causa indignação em Ferréz. “Tem essa tendência de pegar tudo que já existe e colocar nome em inglês. Daqui a pouco lançam o super motoboy”, ironiza. “A classe média tem um esvaziamento cultural tão grande que precisa desses supérfluos, pagar R$30,00 em um pão com salmão, para achar que está vivendo”.

Ao ser questionado, por conta do título da obra, se os ricos morrem de maneira diferente, disse que sim: “eles morrem tomando suco verde e achando que são eternos”.

Dentre os textos está também “Pensamentos de um ‘Correria’”, conto inspirado em um assalto a Luciano Huck (levaram o relógio do apresentador), publicado originalmente na Folha de São Paulo. Narrando a situação da perspectiva do assaltante, Ferréz acabou sendo acusado de apologia ao crime e precisou prestar explicações em uma delegacia. Hoje, a respeito de Huck, diz que o global “é um bom representante da classe dos coxinhas”.

Ainda sobre a Globo, Ferréz não mostrou empolgação alguma ao saber que três novelas da emissora programadas para este ano serão, de alguma forma, ambientadas na favela. “Nunca vi nada na Globo ser positivo. Outro dia, vi que em uma novela tinha três estereótipos em um único personagem, que era negro, gay e cabeleireiro. Falta profundidade, qualquer tema eles transformam em uma idiotice”.

Neste ano Ferréz também lançará mais um livro juvenil, este pela Dsop, com ilustrações de Fernando Vilela. “A Menina Ana e o Balão” contará a história de uma garota que, após perder o seu pai, aluga um balão para procurá-lo no céu, uma forma de abordar a morte junto às crianças.

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