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Posts tagged espião

007 Casino Royale vai virar QUADRINHO

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Publicado no Combo Infinito

Muitos personagens fazem história no cinema, mas poucos conseguem esse feito tantas vezes, por tanto tempo. Esse é o caso do maior espião que esse planeta já viu, o agente 007. Não apenas nas telonas, o homem que tem licença para matar, faz parte, originalmente, de um livro de Ian Flemming, bem como já protagonizou jogos memoráveis como Goldeneye para Nintendo 64.

Dito isso, a publisher Dynamite Entertainment, que iá estar na Comic Con de San Diego na semana que vem, anunciou que Casino Royale, um dos livros e filme do agente, interpretado por Daniel Craig, irá se tornar também uma HQ.

Essa nova etapa, a qual será a primeira em uma série de adaptações dos livros de Fleming, chegará escrita por Van Jensen (The Flash) e o artista será Matthew Southworth (“Stumptown”).

O CEO da Dynamite, Nick Barrucci, disse ao Hollywood Reporter – “Anunciamos que nós temos os direitos de adaptar a ideia original de 007. É incrivelmente recompensador, pois é a história que qualquer editora gostaria de ter em sua biblioteca. Nós fomos muito sortudos de conseguir os direitos desse produto.”

007 tem total cara de HQ, não apenas por ser um personagem que já faz parte de um grupo seleto, no qual a população idolatra, mas também por ter histórias intrigantes, vilões marcantes, espionagem e muita ação. Acredito que será um grande sucesso e com certeza vou prestigiar.

Ainda não há nenhuma data confirmada para a HQ.

Livros sobre espionagem que são melhores que James Bond

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Apesar do Agente 007 praticamente dominar o hall da fama dos espiões graças a sua enorme franquia de filmes, não podemos esquecer que antes disso ele foi um protagonista clássico de um livro sobre espionagem. Inclusive sendo até um espião bem mais insano que no cinema.

Mas ao contrário do que vemos transportado para os filmes, não é apenas de um personagem principal durão que se faz um bom livro de espionagem. Para funcionar, o gênero precisa principalmente da intriga e rivalidade entre duas superpotências mundiais com ávido desejo de ganhar vantagens sobre o outro. Algo que tivemos em abundância durante o século passado, período em que o gênero se popularizou fortemente.

Mestres do estilo como Ian Fleming e Robert Ludlum ajudaram a popularizar grandes espiões da ficção e nos emocionaram com histórias incríveis, mas abaixo você pode encontrar outras obras de espionagem que merecem a sua atenção.

O-Inocente-Ian-Mcewan-113710✔ O Inocente (Ian McEwan)
Em meados da década de 50, Berlim está dividida segundo a lógica da Guerra Fria. A cidade ainda exibe marcas dos bombardeios da Segunda Guerra, mas tem uma vida noturna intensa – e bastante americanizada. Para fazer dinheiro nesse momento de reconstrução, alguns jovens trabalham como informantes para espiões dos países que controlam a Alemanha.

Esse é o cenário que o jovem técnico do governo britânico Leonard Marnham encontra ao chegar a Berlim Ocidental para trabalhar na Operação Gold, uma missão secreta dos serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. A operação – que de fato existiu – consiste na escavação de um túnel sob a região controlada pelos soviéticos para instalar escutas nas principais linhas de comunicação com o Leste Europeu.

Longe dos pais, com quem levava uma vida pacata em Londres, o tímido e ingênuo Leonard se sente, pela primeira vez, um homem livre e passa por uma dupla iniciação, sexual e política. Sob influência do chefe americano, o jovem começa a desvendar os meandros do mundo da espionagem. Ao mesmo tempo, conhece Maria Eckdorf, uma bela alemã que o apresenta ao sexo e ao amor. Ao lado de Maria, porém, Leonard acaba por cometer uma atrocidade e sua vida se transforma num pesadelo. (Companhia das Letras)

nosso-homem-em-havana✔ Nosso Homem em Havana (Graham Greene)
Mr. Wormold possui uma loja de aspiradores de pó em Havana. A única preocupação do inglês é garantir o futuro de Milly, sua bela e devota filha de 16 anos. Porém, a vida na Cuba pré-Fidel Castro parecia mais pacata do que realmente estava. Um misterioso inglês aparece na ilha para fazer uma proposta irrecusável a Mr. Wormold: espionar, em troca de um ótimo dinheiro. Isso implicava identificar possíveis infiltrações comunistas, observar suspeitos e escrever longos relatórios. Mr. Wormold aceita o trabalho e mais: passa a criar inúmeras intrigas e personagens para continuar recebendo o salário. De repente suas fraudes parecem uma a uma se tornar realidade e então sua rede de mentiras começa a ruir.

Neste livro publicado em 1958, Graham Greene (1904-1991) adota um tom satírico para falar sobre um tema recorrente em sua obra: o do espião em terra estrangeira. Neste caso, a experiência como agente do Serviço Secreto Britânico permitiu ao escritor situar suas tramas em lugares reais – restando sempre a dúvida de onde começa e termina a ficção. Em Nosso homem em Havana, Greene descreve o ambiente da Cuba pré-revolução, revelando uma rede de intrigas e um ambiente paranóico que mostra o esquema – muitas vezes absurdo – das relações internacionais. A história se transformou num grande filme noir em 1959, nas mãos do diretor Carol Reed, que captou perfeitamente o clima tropical da Havana de Greene. (Editora L&PM)

OS_39_DEGRAUS_1305669779B✔ Os 39 Degraus (John Buchan)
John Buchan estava se recuperando de uma úlcera no estômago em uma casa de repouso em Ramsgate, na costa do extremo sudeste da Inglaterra, ele começou a trabalhar no que se referia como seu primeiro “choque”. Em 1914, Buchan supostamente tirou o título do romance de uma escada de madeira que levava até a praia de Ramsgate.

Embora existam vários relatos conflitantes: uma versão da história diz que a filha mais nova de Buchan descia as escadas de dois em dois, anunciando que havia “39 passos” para a praia, enquanto outro afirma que, como houve na verdade 78 passos, Buchan cortpou o número pela metade simplesmente para o título ficar mais curto, ou então mudou, porque ele tinha 39 anos na época.

O romance inspirou o filme homônimo de Alfred Hitchckok, a peça de Patrick Barlow e a peça radiofônica de Orson Welles, e é considerado um dos dez melhores livros de espionagem da história. (Editora Tordesilhas)

FUGA_1383238720B✔ Fuga (William Boyd)
Por quanto tempo uma pessoa consegue viver sob uma pesarosa atmosfera de segredo sem gerar desconfianças, embora se corroa dia após dia, temendo as trágicas conseqüências que um passado velado possa acarretar? Sally Gilmartin, 66 anos, uma respeitável viúva inglesa, escondeu de todos, num meticuloso cofre de silêncio, sua real identidade. Mas é chegada a hora de acertar as contas com o passado. E somente sua filha, Ruth, terá acesso à combinação deste cofre que guarda um espelho em que a velha inglesa Sally enxerga a jovem russa Eva Delectorskaya. Este é o ponto de partida de Fuga, eletrizante e envolvente thriller histórico de suspense e espionagem, novo livro do laureado ganês William Boyd.

Na trama, Sally resolve revelar, em capítulos, sua verdadeira identidade como Eva a sua filha (e ao leitor) através de uma minuciosa e detalhada história contada em terceira pessoa: o olhar da avó da década de 70 sobre a pré-balzaquiana na Paris de 1939, que, no funeral de Kolia, o caçula da casa, é recrutada pelo misterioso e ambíguo homem de chapéu de feltro marrom, “sorriso camaleônico e enorme autoconfiança”, Lucas Romer, como espiã do serviço secreto britânico na Segunda Guerra. Ela assume o posto que foi de seu irmão, assassinado por nazifascistas em perigosa missão ? “um gesto de desafio para mostrar que sua morte não tinha sido em vão”.

Aceito o emprego, Eva Delectorskaya se vê mudando de identidade (Eve Dalton, a primeira de muitas) e abandonando o cargo de tradutora da Frellon, Gonzáles et Cie. para tornar-se espiã na Escócia sob o comando do sargento Law. Código Morse, taquigrafia, manejo de vários tipos de revólver, leitura de mapa e bússola, criação e quebra de códigos simples, falsificação de documentos, fabricação de tinta invisível, e uma memória precisa, capaz de arquivar senhas e esquemas variados, estão entre as muitas lições de espionagem que recebeu. Porém, apesar de todo treinamento, movida pelo coração e por uma entrega cega, ela se esquece da única regra em seu serviço: não confiar em ninguém. (Editora Rocco)

Roleta-Russa✔ Roleta Russa (Jason Matthews)
Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo.

Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem.
Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR.

Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro. (Editora Arqueiro)

Os carros mais famosos dos livros de 007

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Dianteira do Aston Martin DB9 GT Bond Edition (Foto: Divulgação)

Dianteira do Aston Martin DB9 GT Bond Edition (Foto: Divulgação)

 

O novo filme da série terá novamente um Aston Martin, mas o agente já teve outros carros; selecionamos os mais interessantes aqui

Publicado no Auto Esporte

James Bond parece ter uma fixação por martinis mexidos, pistolas Walther e Aston Martins. No novo filme 007 contra Spectre, que estreou nesta semana no Brasil, o Aston DB10 dará o ar da graça. Mas se você deixar o merchandising de lado e embarcar nos livros do Ian Fleming e dos autores seguintes, vai ver que a obssessão do famoso 007 era com outra marca: a Bentley. O clássico modelo 4.5 litros (ou 4 1/2-litre na denominação da marca) apareceu já no primeiro livro, Cassino Royale, de 1953. O modelo 1933 foi comprado quase novo e contava com supercompressor da Amerherst-Villiers e foi guardado ciumentamente durante a Segunda Guerra Mundial. Ciúme de motivações amorosas.

“Bond o dirigia rápido e com prazer quase sensual”, já dizia Fleming, fã dos Bentley. Claro que o tempo passou e vieram outros Bentley e até um Aston na literatura, o que inspirou a escolha do eterno DB5. Mas o espião já dirigiu ou estrelou ao lado de carros de todo lugar. Até do Brasil.

Bentley Continental GT

007 teve vários autores, entre eles Raymond Benson, que reproduzia o gosto por Aston Martins e BMWs dos filmes. Mas Jeffery Deaver homenageou Fleming em Carte Blanche de 2011, no qual Bond tem um Continental GT.

Bentley Continental GT (Foto: Divulgação)

Bentley Continental GT (Foto: Divulgação)

 

Saab 900

Nos três livros escritos por John Gardner, Bond dirige um 900 Turbo. O modelo prata ganhou o apelido de Silver Beast. Havia gadgets como visão noturna e o 2.0 turbo foi preparado para levá-lo além dos 270 km/h.

Saab 900 (Foto: Divulgação)

Saab 900 (Foto: Divulgação)

 

Bentley 4.5 litros

O primeiro foi um 4.5 litros que foi perdido em uma perseguição contra Hugo Drax em Moonraker. Depois veio um Mark II Continental batido que ele comprou barato e reformou. Como outros, era tratado no feminino. “Ela voava como um pássaro e como uma bomba e Bond amava ela mais do que todas as mulheres que passaram na sua vida, se possível, reunidas”, dizia Fleming em Thunderball.

A origem do fetiche pela Aston Martin

Fleming gostava de carros chamativos, teve um Ford Thunderbird, Bentley Continental e até um Studebaker Avanti. Mas nunca teve um Aston Martin.

A inspiração

No livro Goldfinger, Bond abandona o seu Continental por um Aston DB4. Foi uma escolha familiar. Um modelo DB2/4 era o carro da família de Lord Swinton, exchefe de Fleming no serviço secreto MI6.

Aston Martin DB4 (Foto: Divulgação)

Aston Martin DB4 (Foto: Divulgação)

Frederick Forsyth, escritor best-seller inglês, revela que foi espião do MI6

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Autor de ‘O dia do chacal’ publicou trecho de autobiografia em jornal.
Ele revelou ter trabalhado para o serviço de inteligência britânico.

Publicado no G1

Frederick Forsyth, que revelou ter espionado para o MI6 (Foto: Divulgação/Site oficial)

Frederick Forsyth, que revelou ter espionado
para o MI6 (Foto: Divulgação/Site oficial)

O escritor britânico Frederick Forsyth revelou em trechos de sua autobiografia publicados neste domingo (30) pelo jornal “Sunday Times”, ter cumprido missões para o MI6, o serviço de inteligência britânico.

Forsyth, autor de “O cia do chacal”, afirmou ter trabalhado por mais de 20 anos para o MI6 na então República do Biafra, Nigéria, Alemanha Oriental, Rodésia e África do Sul.

O romancista conta que, em 1968, um membro do MI6 chamado “Ronnie” o contactou, enquanto trabalhava como jornalista freelancer, à procura de um agente infiltrado no coração do enclave nigeriano de Biafra, onde aconteceu uma guerra civil entre 1967 e 1970.

“Quando voltei da floresta tropical, ele ganhou um”, escreveu Forsyth, de 77 anos, em suas memórias, intituladas “The outsider”, que serão publicadas mês que vem.

Durante sua estadia em Biafra o escritor escreveu artigos sobre a situação humanitária e militar do país enquanto enviava informações a Ronniem “que, por diversos motivos, não poderiam sair nos jornais”.

Então, em 1973, ele foi convidado a realizar uma missão para o MI6 na Alemanha Oriental comunista.

“Sua proposta era fácil. Havia um infiltrado, um coronel russo, que trabalhava para nós no extremo leste da Alemanha e que tinha um pacote que precisava sair do país”, conta.

Forsyth viajou até Dresde em um Triumph conversível e recebeu o pacote das mãos do coronel russo no banheiro do museu Albertinum.

Na Rodésia, hoje Zimbábue, foi convidado a analisar as intenções do governo durante os anos 1970.

Nos anos 1980, foi encarregado de descobrir o que pretendia fazer o governo sul-africano com suas armas nucleares após o fim do apartheid com a chegada do Congresso Nacional Africano ao poder.

Além disso, o escritor descreve que recebeu ajuda de vários membros da organização na busca de informações necessárias para redigir seus livros.

Forsyth, que escreveu 20 obras e vendeu mais de 70 milhões de exemplares no mundo todo, já tinha reconhecido que financiou uma tentativa de golpe de Estado na Guiné Equatorial em 1973.

Em “O dia do chacal”, ele descreveu uma tentativa de golpe de Estado em um país africano fictício.

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