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Jovem em SP ajuda irmã a pagar faculdade vendendo comidinhas deliciosas

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Publicado no Razões para Acreditar

O Pedro Adegas, estudante da ESPM, em São Paulo, publicou no seu Facebook um relato contando a história de um homem chamado Antonio Cesar, que vende comidas feitas pela irmã, estudante da Belas Artes, para ajudar a pagar a faculdade dela.

“Esses dias tava saindo da faculdade e dei de cara com esse cara vendendo algumas coisas, todo alegre. Comecei a trocar uma idéia com ele e descobri que são comidas feitas pela irmã dele, que ele vende enquanto ela está na aula, pra ajudar a pagar a faculdade dela (Belas Artes)”, escreveu Pedro.

Antonio vende pão de batata com catupiry e calabresa, chocolate quente e potes de biscoitos amanteigados “que derretem na boca” em frente ao prédio da faculdade, à noite. Cada item é vendido por R$ 5. “Comprei um de cada e é tudo realmente gostoso”, garante Pedro.

Tanto é que ele pegou o número do telefone do Antonio para passar a pessoas dispostas a ajudá-lo de alguma forma. “Ele me pediu ajuda pra fazer com que as pessoas saibam que ele tá sempre ali e assim, ajudar nas vendas, que subindo, ajudariam um pouco a pagar a mensalidade da faculdade da irmã.”

Deu certo!

Em conversa com o Pedro, ele nos contou que com toda a mobilização que o post gerou, muita gente comprou os produtos dele. E acabou chegando à reitoria da Belas Artes, que o procurou para dizer que tinha dado uma bolsa para a irmã dele por conta do post que ele fez. O Antonio, personagem principal da história, viu que sua missão foi cumprida, quis voltar para sua cidade natal, e novamente os estudantes se mobilizaram para comprar sua passagem de avião e conseguiram arrecadar valor suficiente para que ele voltasse para casa.

Grafite invade sala de aula

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Depois de vencer preconceito e chegar a galerias, a arte urbana conquista espaço nos bancos de universidades e escolas, onde é debatida e ensinada

O artista Igor Nunes foi convidado a compor um dos espaços da ESPM, onde ele estuda Ana Branco / Agência O Globo

O artista Igor Nunes foi convidado a compor um dos espaços da ESPM, onde ele estuda Ana Branco / Agência O Globo

Eduardo Vanini, em O Globo

Quando ainda cursava o ensino médio, o artista plástico Igor Nunes, de 22 anos, costumava ouvir da mãe: “seu caderno tem mais rabiscos do que matéria”. Ainda bem. Em poucos anos, os mesmos traços que apareciam despretensiosamente nas folhas pautadas começaram a ganhar força e identidade. Hoje, Igor encara a arte urbana com profissionalismo, estuda a linguagem na faculdade de Design da ESPM e ganha dinheiro com isso.

Os tempos de marginalidade do grafite ficaram para trás. Ele ganhou prestígio das galerias, caiu no mundo dos negócios e agora é discutido nos bancos de universidades e escolas. O próprio Igor, que entrou no ramo por influência de amigos, buscou a graduação para incrementar sua atuação profissional.

Hoje ele ganha, em média, R$ 2.500 por mês com os trabalhos de grafite. Com a faculdade, pretende ficar ainda mais conectado ao mercado. No curso, Igor encontrou total liberdade para trabalhar a técnica e chegou a grafitar um dos espaços da própria faculdade.

O professor André Beltrão, que leciona a disciplina de desenho livre na ESPM, é um dos incentivadores do uso do grafite. Ele conta que, frequentemente, os próprios alunos buscam essa linguagem como referência para seus trabalhos.

— Esta arte se insere em diversas matérias do curso e é, inclusive, uma tendência hoje. Já deixou de habitar apenas muros para ocupar também embalagens e superfícies de objetos.

E mesmo sendo algo essencialmente urbano, Beltrão lembra que a profissionalização é sempre enriquecedora. Afinal, quando há o domínio de ferramentas e técnicas, as possibilidades de atuação aumentam.

Artista plástico e designer, Bruno Big dá aulas de estêncil e gravura na PUC e também defende a profissionalização.

— Há vários grafiteiros que fizeram cursos de Design e depois começaram a mostrar seus trabalhos. Esses são os melhores que conheço — afirma.

Para ele, quem gosta da arte tem mais é que aproveitar.

— O grafite sempre abriu portas para mim. Vejo a aceitação cada vez maior. Com isso, se beneficia quem faz a coisa com seriedade.

Para se aprofundar:

Graduação

O curso de Design da ESPM aborda o grafite em algumas disciplinas, além de abrir espaço para que os alunos desenvolvam trabalhos a partir dessa linguagem. Na PUC, a arte urbana também está presente em cursos, como Design e Desenho Industrial, nos quais especialistas em grafite fazem parte do corpo docente.

Gratuitos

O AfroReggae tem oficinas de grafite nos núcleos de Nova Era, Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão (www.afroreggae.org). O Núcleo de Educação e Cultura da Fundição Progresso, na Lapa, também oferece aulas gratuitas de grafite para jovens (www.fundicaoprogresso.com.br). Outra opção é a Central Única das Favelas (Cufa), que realiza oficinas de grafite no Viaduto de Madureira (www.cufa.org.br). Nos três casos, as inscrições estão abertas.

Aulas particulares

No Espaço Rabisco, em Copacabana, é possível fazer aulas particulares que abordam diferentes vertentes do grafite, divididas em oito módulos. A idade mínima para participar é de 10 anos, e a escolaridade é livre (www.espacorabisco.com).

Encontro do GLOBO debate tecnologia e educação

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Para professor Klaus Denecke-Rabello, Isadora Faber é exemplo de como transformar a realidade utilizando as redes sociais

William Helal, editor da Formou!, Isadora Faber e o professor Klaus Denecke- Rabello Ana Branco / Agência O Globo

William Helal, editor da Formou!, Isadora Faber e o professor Klaus Denecke- Rabello Ana Branco / Agência O Globo

Marina Morena Costa, em O Globo

O primeiro evento da série “Encontros O GLOBO nas universidades” promoveu um debate entre Isadora Faber, criadora do “Diário de classe” no Facebook para denunciar problemas em sua escola, e Klaus Denecke-Rabello, professor da ESPM e especialista em comunicação digital há 12 anos. Com mediação do jornalista William Helal Filho, editor de Educação do GLOBO e da “Formou!”, o evento realizado nesta quarta-feira discutiu as influências da era digital na vida dos estudantes.

Uma entrevista com Isadora abriu o evento. Ela falou sobre a trajetória da sua página, que com menos de um ano contabiliza mais de 600 mil curtidas no Facebook. A estudante da Escola Básica Municipal Maria Tomazia Coelho, em Florianópolis, contou que a instituição passou por reformas e melhorias após suas denúncias. Mas nem tudo foi fácil. A direção da escola e professores ficaram contra a aluna, que passou a sofrer ameaças de outros estudantes.

— Acho que nem todo mundo gosta de ouvir a verdade. Os professores registram queixas contra mim na delegacia. Fico meio insegura, mas meus pais estão sempre junto, me apoiando — disse a estudante, que já foi acusada de calúnia e difamação por uma professora.

O professor Klaus disse que Isadora é um ótimo exemplo do uso das redes sociais em prol da educação. Em uma apresentação em que abordou o impacto da era digital nas escolas e universidade, o especialista destacou a importância dos valores éticos nos tempos atuais.

— Podemos levar excelência, aulas ministradas por professores de ponta, para os quatro cantos do mundo. Tempo e espaço ficam suspensos. Tecnologia é meio, nunca fim — destacou o professor. — A melhora da educação parte de pontos como a Isadora, que estimulam a rede a falar e pensar.

Laura Tardin, 21 anos, estudante de Administração da ESPM, participou do debate e acredita que a tecnologia exige muito mais disciplina e concentração dos alunos.

— A tecnologia facilita, deixa tudo mais rápido e mais fácil. Mas pode comprometer a formação, se o estudante não valorizar a pesquisa e a própria aula — opina.

Louise Marins, 21 anos, estudante de jornalismo da ESPM, acha que é necessário que as escolas acompanhem as mudanças tecnológicas.

— O professor é fundamental, mas essas facilidades tecnológicas são um incremento importante e ajudam na formação dos alunos.

Este foi o primeiro de uma sequência de eventos que vão reunir estudantes e especialistas para debater os temas abordados pela “Formou!”. A primeira edição da revista foi inteira sobre a Tecnologia e pode ser conferida na página da revista na internet.

O “Encontros O GLOBO nas universidades” integra uma série de medidas do jornal voltadas para a educação. Além da revista, publicada sempre na primeira segunda-feira de cada mês, a página de Educação do site do GLOBO ganhou diversas ferramentas, como a seção de jornalismo participativo “Eu-Estudante”, um espaço com vídeos exclusivos e uma janela com ofertas de estágio do LinkedIn.

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