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Americana pode ser presa por esquecer de devolver livros à biblioteca

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Publicado no UOL

Uma americana corre o risco de ser presa por não devolver dois livros que pegou emprestado em uma biblioteca pública de Michigan. Ela descobriu por acaso que havia um mandado devido ao empréstimo e agora passa por audiências.

Melinda Sanders-Jones pegou dois livros emprestados em 2017 e esqueceu de devolvê-los. Ela foi avisada dos atrasos quando tentou usar uma impressora na Charlotte Community Library e foi impedida devido à pendência. Ela então encontrou os livros na estante de seu filho e os devolveu.

Melinda Sanders-Jones emprestou dois livros na biblioteca em 2017 e esqueceu de devolvê-los Imagem: Reprodução/CNN

Após a devolução, a mulher esperava para receber uma notificação da multa pelo atraso. Porém, na semana passada, Melinda descobriu que havia um mandado contra ela.

Ela passava por uma promoção na empresa onde trabalha e, na hora de seu chefe checar seus antecedentes criminais, constou o mandado. Quando ele a contou pelo telefone, ela riu, mas ele garantiu que falava sério. “Eu estava tipo, não, não tem jeito. Não tem jeito, eu tenho um mandado”, contou Melinda ao canal WILX, filiado da CNN.

A diretora financeira da biblioteca, Marlena Arras, contou à CNN que foram enviadas diversas notificações para Melinda. Depois de quatro meses, a biblioteca enviou um aviso: “Se você não devolver esses materiais em duas semanas, enviaremos à Unidade de Crimes Econômicos”, contou Marlena.

O caso se encaixa em roubo de propriedade que, no Código Penal do Estado do Michigan, pode levar a 93 dias de prisão e uma multa de 500 dólares (R$2 mil) se o valor roubado for menor que 200 dólares (R$800).

Ela já teve uma primeira audiência sobre o caso e uma segunda está marcada para ocorrer amanhã.

“Realmente não acho que ir para a cadeia por esses dois livros seja normal, e definitivamente não queria roubar suas propriedades”, disse Melinda.

Você lê, mas esquece rápido? Esta dica fará sua memória funcionar melhor

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Publicado no UOL

Sempre foi importante ter uma comunicação cativante e envolvente. Hoje, com a presença da tecnologia atuando nos contatos pessoais, essa habilidade se tornou ainda mais necessária. Pessoas articuladas, simpáticas e espirituosas são recebidas com alegria em qualquer roda de conversa. Com esse comportamento, sobressaem de maneira positiva nas reuniões corporativas e no relacionamento social.

Para isso é preciso que tenham voz firme, com bom ritmo. Vocabulário amplo, pronto e adequado a todas as circunstâncias. Domínio da expressão corporal, para que os gestos sejam elegantes e harmoniosos. Expressão facial arejada. Pensamento bem ordenado, com raciocínio lógico e concatenado.

Para que todos esses aspectos possam efetivamente contribuir com o sucesso da comunicação é fundamental que a pessoa tenha conteúdo. Se não tiver o que dizer, o indivíduo será repetitivo, vazio, prolixo e apenas um falador chato. Quem possui informações, naturalmente associa e complementa as ideias com facilidade, e torna seu discurso mais atraente.

Alguns, entretanto, reclamam que não conseguem guardar as informações que leem. Em pouco tempo, o que parecia tão interessante para ser usado em uma conversa desaparece da mente. Já me disseram que, depois de ler um romance, não conseguem contar a história que no momento da leitura parecia ser tão fascinante.

Para solucionar essa questão e conseguir reter as informações relevantes apreendidas em uma leitura, vou sugerir um recurso que me caiu às mãos de maneira curiosa. Ganhei um livro de oratória que havia pertencido ao poeta Guilherme de Almeida. A obra, com o título de “El Arte de Hablar Bien” (A Arte de Falar Bem) é de autoria de Paul C. Jagot e J. C. Noguin. Foi publicada na Argentina em 1943 e traduzida do francês para o espanhol por J. C. Guiñon.

Embora seja uma obra relativamente comum, Guilherme de Almeida fez dela uma espécie de livro de cabeceira. Leu cada uma de suas páginas e assinalou a lápis todas as passagens que julgou interessante. Observe que não estamos falando de qualquer pessoa, mas sim de um dos mais brilhantes poetas brasileiros de todos os tempos.

Guilherme de Almeida nasceu em Campinas, no Estado de São Paulo, em 1890 e faleceu na capital paulista em 1969. Deixou uma vasta produção literária e, em 1930, teve o mérito de se tornar o primeiro poeta moderno a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Foi figura de destaque na Semana de Arte Moderna de 1922.

Não se encontra uma página sequer do livro que não tenha pelo menos uma pequena anotação feita de próprio punho pelo poeta. Em alguns casos, Guilherme de Almeida chama a atenção que determinado trecho deveria ser lido várias vezes. Um deles assinala com destaque uma sugestão dos autores de como reter as informações lidas em um livro.

“Ao acabar de ler o capítulo de um livro resuma o conteúdo, o significado da mensagem da mesma maneira como se precisasse expô-lo diante de uma centena de pessoas.” Quem seguir essa sugestão assinalada por Guilherme de Almeida, terá dado um passo importante para assimilar com mais facilidade o conteúdo de suas leituras.

O resultado é impressionante. Ao resumir o capítulo de um livro, ou um artigo de jornal ou revista, imaginando que precisará apresentá-lo diante de uma plateia, aprenderá o conteúdo com mais tranquilidade. Esse recurso faz com que a pessoa tenha domínio da matéria que acabou de ler. O exercício será ainda mais eficiente se for feito em voz alta.

Dessa forma, além de fixar as informações que leu, terá oportunidade também para aprimorar a comunicação. Depois desse treinamento, quando falar em público fazendo uso do conteúdo aprendido, as exposições se revestem de uma qualidade diferenciada.

A leitura é uma das mais importantes fontes de conhecimento. Quem se dedica a essa tarefa de resumir o que acabou de ler e faz o exercício de apresentar as informações como se estivesse falando em público, incorpora definitivamente esse conhecimento, que passa a ser muito útil quando se apresentar diante da plateia.

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