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Entender o bullying é mais eficiente do que punir, indica artigo

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Entenda por que a essência do bullying permaneceu a mesma ao longo dos anos

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Publicado em Universia Brasil

O bullying é uma ocorrência bastante comum, principalmente no ambiente escolar, e é definido como um tipo de agressão – física ou verbal – que ocorre de uma forma frequente contra quem tem dificuldades para se defender. Segundo estudo publicado no blog TeachThought, a tendência é que a definição para essa prática seja mantida nos próximos anos, mesmo que as formas como o bullying é praticado possam ser diferentes.

Segundo Terry Heick, educador que desenvolveu o artigo, umas das principais diferenças entre o bullying atual e o antigo consiste no maior número de possibilidades de praticar esse tipo de violência, considerando um cenário marcado por diversas ferramentas tecnológicas, sendo a internet uma das principais delas. Para Heick, a essência do bullying não foi alterada. O que mudou foi apenas as formas de praticá-lo.

Punir é a solução?

Para o professor, o mais eficiente para solucionar uma situação de bullying seria investigar o comportamento dos envolvidos ao invés de “demonizá-los” ou puni-los. Para ele, é importante entender quais são as raízes do problema, deixando claro que se trata de algo que costuma acontecer com todas as pessoas e pode variar de acordo com o grau, comportamento e ambiente. Contudo, trata-se de uma prática solucionável.

Cyberbullying e cidadania digital

O artigo ainda aponta que a tecnologia pode ter duas utilidades completamente opostas: pode ser usada tanto para despertar características boas quanto ruins nas pessoas. Para Heick, o cyberbullying é apenas mais uma forma de praticar um tipo de violência que há anos é cometida, tanto no ambiente educacional quanto no profissional. De acordo com ele, um possível caminho é o que ele chama de “cidadania digital”, ou seja, a compreensão ao colocar-se no lugar da outra pessoa.

 

Curiosidades e esquisitices da palavra são tema de painel na Fliporto

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Humberto Werneck e J. Rentes de Carvalho, com mediação de Silio Boccanera (Foto: Reprodução/TV Globo)


Gabriela Alcântara, no G1

Saudade, amor, palavra, conhecimento, vida, pernambucana, amizade, essência, miscigenação e tolerância. Essas foram as dez palavras mais bonitas segundo os visitantes da Festa Literária de Pernambuco (Fliporto) 2012, que se encerra neste domingo. O anúncio foi feito durante o painel “Palavras: as implicâncias, as preferências e as esquisitices”, que contou com a participação de Humberto Werneck, J. Rentes de Carvalho e Silio Boccanera como mediador.

Amantes da palavra, os debatedores logo assumiram o hábito de leitura do dicionário. “Eu tenho uma relação com ligeiros toques de tara com a palavra. Amo as palavras, gosto do tamanho físico da palavra, da sonoridade. Até hoje sei palavras que nunca usei, só conheço porque vi no dicionário. Como ‘alpondra’, que são aquelas pedras que tem no rio e permitem atravessá-lo a pé”, afirmou Werneck.

O escritor e jornalista afirmou ainda que a constante leitura do dicionário não é para o uso descontrolado, mas pelo puro prazer do conhecimento. “Não tenho medo das palavras. É paupérrima a lista de palavras que se pode usar na imprensa brasileira hoje, eu sou contra isso, as palavras estão aí para serem usadas”, explicou.

Português que mora na Holanda há anos, J. Rentes de Carvalho também confessou a paixão pela leitura dos dicionários. Ao falar sobre a diferença entre a o português de Portugal e o brasileiro, ele afirmou que a língua-mãe começa a ficar ultrapassada: “Em Portugal temos a ideia de que a língua brasileira é um pouco infantil. O português tem essa ideia tola, de que a língua brasileira não é afinada. É uma tolice, porque não há línguas infantis, todas elas tem o mesmo valor. O que nós temos é uma arrogância de velhos, que não aceitamos neologismos, variações. Tenho a impressão de que o futuro da língua portuguesa está no Brasil. E nós vamos ser o museu, talvez o cofre ou a biblioteca onde as pessoas guardam as coisas preciosas”.

Em uma conversa divertida e apaixonada sobre as palavras das mais diversas línguas, os escritores debateram ainda sobre a ausência de algumas palavras com significados específicos.

“Segundo o Houaiss, a língua portuguesa tem 400 mil palavras. Em todas elas, não encontrei algo que designasse minha posição como avô. Existe para pai e mãe, mas não há para avô e avó”, comentou Werneck. O trio falou ainda sobre palavras que acham curiosas. Para os visitantes da Fliporto 2012, as três mais curiosas seriam procrastinação, idiossincrasia e oligofrênico.

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