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Antes e depois do Estado Islâmico: voluntários reinauguram biblioteca da Universidade de Mossul

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Antes e depois: mais de 32 mil livros foram resgatados dos escombros do prédio original da biblioteca da Universidade de Mossul em 2017, após a saída do Estado Islâmico, e levados para outro prédio no campus, onde em fevereiro de 2018 a biblioteca foi reaberta (Foto: Divulgação/Saad Hadi/Mosul Eye)

Depois de meses de trabalho de limpeza e remoção de milhares de livros para um novo prédio, iraquianos de Mossul comemoraram nesta terça-feira (6) a reinauguração da biblioteca.

Ana Carolina Moreno, no G1

Antes em meio à poeira, à penumbra e aos destroços de guerra, os livros da Biblioteca Central da Universidade de Mossul que sobreviveram à ocupação de mais de dois anos do Estado Islâmico na cidade iraquiana voltaram a estar disponíveis para empréstimos. Nesta terça-feira (6), o historiador iraquiano Omar Muhammed, que criou o blog Mosul Eye e coordena um grupo de voluntários no projeto de recuperação da biblioteca, anunciou sua reabertura.

No perfil oficial do blog no Twitter, ele publicou fotos de algumas salas da nova biblioteca. A original, em um imponente prédio no campus da universidade, foi invadida pelo Estado Islâmico em junho de 2014 e virou o quartel-general do “ministério da educação” dos jihadistas até janeiro de 2017, quando eles deixaram o local danificado.

Foto publicada em fevereiro de 2018 pelo historiador iraquiano Omar Muhammed, responsável pelo blog Mosul Eye, comemora a reabertura da biblioteca da Universidade de Mossul, em um novo edifício no campus (Foto: Divulgação/Mosul Eye)

Em entrevista ao G1, Muhammed explicou que a biblioteca foi reaberta fora do prédio original, que sofreu danos estruturais graves após a batalha pela retomada de Mossul. Durante meses, voluntários se arriscaram dentro do prédio para resgatar parte dos mais de 800 mil livros, manuscritos, periódicos e outras obras, incluindo raridades, dos escombros do edifício.

“A partir de agora ela está aberta todo dia, as pessoas podem entrar e especialmente pedir livros. É incrível. É um prédio pequeno, mas muito bom”, explicou ele.

O historiador diz que, por enquanto, podem emprestar obras para fora do prédio apenas os professores, pós-graduandos e pesquisadores da Universidade de Mossul.

O esforços de reabertura da biblioteca fazem parte do trabalho de reconstrução da universidade. Mas o historiador afirma que o trabalho principal de resgate, limpeza e reorganização dos livros se deve ao trabalho dos voluntários.

Vida no exílio

Muhammed coordena esse e outros projetos de longe: no fim de 2015, ele precisou fugir de Mossul, com medo de ser morto por causa do blog. Ele só revelou sua identidade em dezembro de 2017, seis meses depois de o exército do Iraque expulsar o Estado Islâmico da cidade, em uma dura batalha que durou nove meses e deixou a maior parte do lado oeste de Mossul completamente destruída.

Ao G1, o historiador, que atualmente vive na Europa, mas não divulga em que cidade por motivos de segurança, afirmou que o grupo de voluntários conseguiu cumprir o prazo, estabelecido por eles mesmos, de reabrir a biblioteca em fevereiro deste ano, pouco mais de um ano após a saída do EI.

Andar principal do prédio original da biblioteca da Universidade de Mossul ficou reduzido a destroços após a expulsão do Estado Islâmico (Foto: Divulgação/Saad Hadi)

Doações de livros

Além de limpar a biblioteca e resgatar os livros que sobreviveram à batalha, o grupo também recebe doações de livros ao redor do mundo, em qualquer língua. Além dos cerca de 32 mil livros resgatados do prédio original, outros cerca de 50 mil chegaram de vários países.

“Durante a batalha pela retomada da cidade, o Estado Islâmico queimou e destruiu a biblioteca. Mas, felizmente, depois que a batalha acabou, conseguimos achar e resgatar livros”, afirmou ele.

A campanha internacional mobilizou pessoas de todas as partes do mundo, principalmente no Ocidente, explicou Muhammed. “Já recebemos mais ou menos 50 mil livros de muitos países, e estamos esperando por mais. Gostaria de agradecer a todos que fizeram isso acontecer, que pensaram na biblioteca, que nos apoiaram mesmo sem poder doar um livro.”

Depois de meses de trabalho de limpeza e remoção de milhares de livros para um novo prédio, iraquianos de Mossul comemoraram nesta terça-feira (6) a reinauguração da biblioteca.

Michelle Obama denuncia obstáculo das “crenças culturais” na educação de meninas

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Publicado em UOL

Doha, 2 Nov 2015 (AFP) – No início de sua viagem ao Oriente Médio, Michelle Obama pediu que se questionem as várias “crenças culturais” que constituem obstáculos para o acesso das meninas à educação.

A primeira-dama chegou na noite (pelo horário local) desta segunda-feira a Doha, capital do Catar, onde na terça-feira discusará na Cúpula Mundial sobre a Inovação na Educação (WISE).

“Não podemos responder à crise da educação das meninas se não abordaRmos a questão mais ampla das crenças culturais e práticas que contribuem para perpetuá-la”, escreveu Michelle Obama em um artigo publicado no The Atlantic.

Michelle pede que se questionem as “leis e costumes que silenciam as mulheres, as rebaixam e as brutalizaM; desde as mutilações genitais passando pelos casamentos forçados e leis que autorizam a violação conjugal, até sua discriminação no trabalho”.

Embora considere “compreensível” que esse assunto seja tratado pela perspectiva econômica, Michelle acredita que o investimento não é suficiente para solucioná-lo.

Durante sua estadia no Catar, a primeira-dama visitará os militares americanos na base aérea de Al Udeid, utilizada para lançar ataques contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque.

Na Jordânia, ela visitará uma escola construída com o apoio técnico e financeiro da Agência americana de Ajuda (USAID) e as ruínas de Petra.

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