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Escola católica dos EUA bane livros de “Harry Potter” por “risco de conjurar espíritos malignos”

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Padre disse que consultou diversos exorcistas nos Estados Unidos e em Roma allmoviephoto / divulgação

Padre da instituição alega que os feitiços das obras de J.K. Rowling “são reais”

Publicado no Gaucha Zh

Os alunos da escola St. Edward Catholic School, em Nashville, nos Estados Unidos, não terão mais acesso aos sete livros da saga Harry Potter. Em e-mail enviado aos pais dos estudantes, o padre responsável pela instituição, Dan Reehil, alega que os feitiços da obra da britânica J.K. Rowling são reais e conjuram “espíritos malignos”. As informações são do jornal local Tennessean.

“Esses livros apresentam magia como algo bom e mau, o que não é verdade, mas, de fato, um engano inteligente. Os feitiços e maldições usados nos livros são reais; ou seja, quando lidos, os humanos podem correr o risco de conjurar espíritos malignos para o leitor”, diz um trecho do comunicado.

No e-mail, Reehil disse que consultou diversos exorcistas nos Estados Unidos e em Roma, que recomendaram a retirada dos livros da biblioteca.

Rebecca Hammel, superintendente de escolas da Diocese Católica Romana de Nashville, confirmou à imprensa local que o comunicado foi realmente enviado aos pais e alunos, e que o padre tem “autoridade canônica” para tomar decisões pela escola.

— Ele está condizente com a sua autoridade para agir desta maneira. A meta é promover engajamento, qualidade literária e construção de estudante com alto grau de conhecimento — disse Rebecca ao Tennessean.

Os Testamentos, segundo livro de “O Conto da Aia”, será publicado no Brasil esse ano

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Após a grande repercussão de O Conto da Aia, a escritora Margaret Atwood anunciou esse ano a sequência literária dessa narrativa que está surpreendendo diversas pessoas através da adaptação em série lançada pelo Hulu, mas em território brasileiro exibida no streaming GloboPlay. Até horas atrás não existiam confirmações do livro ser lançado no Brasil, mas a Editora Rocco acaba de confirmar esse lançamento através de suas redes sociais.

Os Testamentos, o título da continuação, é narrado após 15 anos do cenário presente em O Conto da Aia, onde acompanhamos Gilead vivendo em uma ditadura teocrática com base no puritanismo do século XVII que substituiu a democracia liberal dos Estados Unidos. Esse é um ambiente onde as mulheres não têm direitos e são utilizadas como escravas.

Inicialmente o título será lançado dia 09 de setembro em Londres, mas a ideia é continuar com uma entrevista ao National Theatre e transmiti-la para mais de mil cinemas do mundo, em breve os ingressos serão disponibilizados no site de Atwood.

The Handmaid’s Tale é uma obra bastante intensa, principalmente por retratar a repressão sofrida por diversas mulheres. O livro foi oficialmente publicado em 1985, mas atualmente está conseguindo fazer um estrondoso sucesso, inclusive ultrapassando o número de vendas do escritor Stephen King e dos livros de Harry Potter e Game of Thrones durante 2017.

Em 2018 O Conto da Aia chegou ultrapassar 8 milhões de exemplares comercializados somente nos Estados Unidos, conseguindo ocupar a 10a colocação dos títulos mais vendidos. É válido relembrar que o lançamento de Michelle Obama também teve uma repercussão de vendas inacreditável.

Segundo a Editora Rocco o lançamento está previso para novembro de 2019.

Livro de Michelle Obama pode se tornar a autobiografia mais vendida da História

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Reuters
“Escrever foi uma profunda experiência pessoal. Falo sobre minhas raízes e de como uma garota encontra sua voz”, escreve a ex-primeira-dama em seu Twitter.

Andréa Martineli, no Huffpost

O livro de memórias de Michelle Obama, Minha História, pode se tornar a autobiografia mais vendida da História. O dado foi divulgado nesta terça-feira (26), editora Bertelsmann, que detêm direitos da publicação.

A editora ainda tem a expectativa de que a autobiografia de Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos e marido de Michelle, seja outro sucesso. A expectativa é publicar neste ano, mas ainda não há uma data certa.

Após a publicação de Minha História, a receita anual da editora aumentou cerca de 2,8% ― o maior número em seus 183 anos de existência ― 10 milhões de cópias foram vendidas desde seu lançamento, em novembro de 2018.

“Isso torna o livro de Michelle o nosso sucesso criativo mais notável do ano passado”, disse o diretor-executivo da Bertelsmann, Thomas Rabe, em coletiva de imprensa, segundo a Reuters.

O livro, traduzido para mais de 28 idiomas, mostra uma Michelle sem medo de revisitar o passado e tocar em feridas. Ela escreve abertamente não só sobre sua infância, mas também sobre sua incredulidade ao ser a 1ª primeira-dama negra dos Estados Unidos, entre 2009 e 2017. Michelle também classifica a campanha de Donald Trump como “preconceituosa e perigosa”.

Parte dos ganhos com os livros ― que giram em torno de U$ 60 milhões de dólares (cerca de R$ 250 milhões) ― serão doados para instituições, incluindo a Fundação Obama. Para divulgar seu livro, Michelle Obama realizou uma turnê durante dois meses nos Estados Unidos.

“Escrever foi uma profunda experiência pessoal. Falo sobre minhas raízes e de como uma garota encontra sua voz. Espero que minha viagem inspire os leitores a encontrar o valor para conseguir tudo a que aspiram”, escreveu em seu Twitter à época. “Chicago moldou quem eu sou. Quero também prestar um tributo à comunidade de South Side que me deu tanto amor desde sempre.”

Quando o livro foi publicado no Brasil, o HuffPost Brasil publicou um trecho exclusivo da autobiografia da ex-primeira-dama dos Estados Unidos.

Nele, Michelle conta que, mesmo com um currículo exemplar e compatível com o nível de Princeton, chegou a ouvir de uma orientadora que “não fazia bem o tipo” da universidade.

“Naquele dia, ao sair da sala da orientadora, eu estava furiosa, o ego ferido mais do que tudo. Naquele momento, meu único pensamento era: vou mostrar a você”, escreve. A jovem desejava seguir os passos de seu irmão mais velho Craig, que se formou lá em 1983.

Meses depois, uma carta chegou à caixa de correio da casa em que morava com seus pais, em Chicago, oferecendo uma vaga. Michelle não só entrou para cursar Sociologia, mas fez especialização em estudos afro-americanos e, mais tarde, deu continuidade à sua carreira acadêmica estudando Direito em Harvard.

“Ninguém da minha família mais próxima tinha muita experiência direta com faculdades”, conta em livro. “Nunca achei que entrar na faculdade seria fácil, mas estava aprendendo a me concentrar e a ter fé na minha própria história.”

Star Wars | Livro sobre as personagens femininas da saga é lançado nos Estados Unidos

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Alexandre Guglielmelli, no Observatório do Cinema

Não há dúvidas que o Universo de Star Wars tem se tornado mais inclusivo à personagens femininas nos últimos anos, para desespero de alguns fãs mais conservadores. A jornalista Amy Ratcliffe lançou um livro especial que discorre sobre as mulheres da Galáxia.

Women of the Galaxy traz ao plano principal Leia Organa, Rey, Rose Tico, Jyn Erso e outras 71 personagens da obra de George Lucas.

O livro retrata e investiga o papel das personagens femininas na franquia. Suas influências, construções e importância na obra geral. O tomo também traz ilustrações originais, indo da guerreira Jedi Aayla Secura à vilã Capitã Phasma.

As ilustrações que acompanham o projeto foram produzidas por 18 artistas femininas ou não-binárias. Algumas delas retratam personagens que nunca apareceram nos filmes, apenas em projetos satélites, como HQs e livros.

Star Wars: Women of the Galaxy foi lançado pela editora Chronicle Books. Sua versão em inglês em capa dura já pode ser adquirida no site da Amazon por 19 dólares.

Confira algumas das ilustrações do livro abaixo:

Financiamentos afundam os estudantes nos EUA: dívidas superam 5,9 trilhões de reais

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Cerimônia de graduação em uma instituição educacional do Texas. Chelsey Cox AP

Carga financeira para cursar a universidade obriga os recém-formados a adiar por vários anos investimentos como a compra da casa própria

Sandro Pozzi, no El País

A geração Y, a que nasceu entre meados dos anos 1990 e começo do novo milênio, está afundada em dívidas nos Estados Unidos. O dado do Federal Reserve sobre a situação financeira das famílias é preocupante. Quatro de cada dez pessoas que concluíram os estudos universitários têm de devolver algum tipo de empréstimo. O total acaba de superar 1,5 trilhão de dólares (5,9 trilhões de reais), um montante que ultrapassa a riqueza de uma economia avançada como a da Espanha.

A dívida universitária supera tranquilamente o 1,1 trilhão (4,3 trilhão de reais) em financiamentos para a compra de automóvel. Também a que se acumula nos cartões de crédito, que se aproxima do trilhão. O problema, como mostram as estatísticas do banco central dos Estados Unidos, é que esses empréstimos se combinam. A dívida média do recém-formado chega a 28.400 dólares (cerca de 112.000 reais), segundo The College Board. A cifra é maior para os estudantes que vão para universidades privadas.

As mulheres devem dois terços do total, de acordo com cálculos que utilizam como referência o relatório do Fed correspondente ao primeiro trimestre e outras instituições. A American Association of University Women (AAUW), uma organização que promove a educação entre as adolescentes, explica que a predominância feminina se deve em parte ao fato de haver mais mulheres matriculadas do que homens. Elas representavam 56% do total em 2016. E também porque pedem mais empréstimos.

A brecha de gênero na dívida estudantil explica por que uma recém-formada deve em média 2.740 dólares (10.700 reais) a mais do que um homem. Os dados também mostram que elas devolvem o valor mais lentamente, o que significa que acabam pagando mais em juros. “É um problema ao qual não se presta atenção”, afirma a AAUW, que o atribui à menor renda disponível das mulheres para quitar a dívida.

O custo médio da matrícula em uma instituição pública é de 14.210 dólares (55.700 reais) se o estudante permanecer em seu Estado. Essa cifra sobe para 20.090 dólares (78.800 reais) quando se inclui o gasto com acomodação. A diferença também se explica pelas bolsas disponíveis conforme a origem do aluno. Os preços sobem mais rápido que a inflação, a um ritmo superior a 10% nos últimos cinco anos.

Atrasos nos pagamentos

Há mais de 44 milhões de norte-americanos que carregam algum tipo de dívida desde o período de estudos. O volume total cresce a um ritmo vertiginoso. Há dez anos beirava 640 bilhões de dólares (2,5 trilhões de reais). Duplicou em 2012, e os fatores que impulsionaram essa escalada não vão desaparecer com o Fed elevando as taxas de juros, a ponto de os especialistas verem aí uma bolha como a hipotecária de 2008.

O pagamento mensal médio do financiamento se aproxima dos 400 dólares (1.570 reais), estima o Fed. Em termos gerais, 20% o fazem com o atraso. Os que têm mais problemas são os que optaram por não concluir os estudos. Esta carga, por sua vez, ameaça retardar investimentos para o futuro, como a compra da casa própria. O índice de propriedade está em 21%, em comparação com 32% antes da recessão.

O salário médio para os novos recém-formados beira os 50.000 dólares anuais (196.000 reais), segundo um estudo da empresa Korn Ferry. É 14% maior do que para o grupo que terminou antes da recessão. Mas, como observa a National Association of Realtors, a compra da casa própria está sendo adiada em sete anos por causa da dívida. Em paralelo, indica o Fed, aumentou em 45% o número de jovens que permanecem na casa dos pais.

Aliviar a dívida

O aumento das matrículas, a estagnação dos salários e o corte dos investimentos públicos em educação superior fazem com que as famílias norte-americanas dependam mais dos financiamentos. A American Student Assistance acrescenta que essa situação leva muitos a optarem por adiar sua formação. Por isso, pede aos congressistas que reduzam a carga financeira dos estudantes.

O Institute for Higher Education Policy afirma que esse nível de endividamento representa um fracasso na hora de enfrentar a desigualdade que domina o sistema educacional dos Estados Unidos.Uma mudança legislativa que permita aliviar a situação cancelando parte da dívida, segundo cálculos do Levy Economics Institute, resultará em cerca de 100 bilhões de dólares para o crescimento econômico a cada ano.

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