Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Estruturas

O melhor e o pior da Flip 2014

0

Com altos e baixos, como estrutura de tendas reduzida, que deixou público ao sol, edição do evento agradou

RI Paraty (RJ) 03/08/2014 FLIP 2014 - Movimento na cidade no último dia da Festa Literária de Paraty. Na foto, a Praça do Telão.. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo - Márcia Foletto / Agência O Globo

RI Paraty (RJ) 03/08/2014 FLIP 2014 – Movimento na cidade no último dia da Festa Literária de Paraty. Na foto, a Praça do Telão.. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo – Márcia Foletto / Agência O Globo

Publicado em O Globo

PARATY – A incerteza de uma Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) sem grandes estrelas da literatura internacional foi quebrada por boas mesas, algumas que emocionaram a plateia. O resultado do evento, encerrado ontem, fez com que seu curador, Paulo Werneck, chegasse a declarar que essa havia sido a “Flip das Flips” — um termo considerado exagerado por muitos visitantes, sobretudo por causa da estrutura mais enxuta da festa em 2014.

A 12ª edição do evento começou na quarta-feira com uma surpresa para o público: a Tenda dos Autores dos últimos anos foi substituída por uma espécie de pavilhão, mais simples e menos imponente. Além disso, a Tenda do Telão foi abolida. Dois telões, ambos pela primeira vez com entrada gratuita, foram instalados em Paraty, sendo que um parcialmente coberto e outro sem cobertura para proteger o público do sol — que foi inclemente — e da chuva — que felizmente cessou antes do início da festa. Entre editores, jornalistas e escritores, comentou-se a nova configuração.

— Achei muito acertado o fato de o show ter sido aberto ao público. Minha crítica é ao telão, pelo fato de não haver cobertura. Minha impressão é que o público do telão foi muito menor do que os últimos anos — diz o escritor Marcelo Moutinho, que esteve em todas as 12 edições da Flip. — Houve um dia em que eu e meus amigos ficamos embaixo de um sol abrasador, e o evento teve sorte de não ter chovido.

“FLIP DAS FLIPS”

Ontem, na coletiva de imprensa de balanço, os organizadores da festa destacaram, porém, o que chamam de “evolução” na estrutura do evento. Mauro Munhoz, diretor-presidente da Casa Azul, instituição que organiza a Flip, se disse satisfeito, sobretudo pela integração das novas instalações com a cidade.

— A Tenda dos Autores era toda aberta, você não sabia onde terminava a tenda e começava o espaço comum — disse, destacando, ainda, os dois telões instalados na cidade. — No telão da Praça da Matriz, foi um clima supergostoso, com pessoas tomando sol de biquíni e curtindo a tenda.

De acordo com Munhoz, os acessos à Tenda dos Autores foram maiores este ano do que nas últimas edições, muito pela “fila do último minuto”, ou seja, a possibilidade de os visitantes comprarem ingressos conforme a organização fosse percebendo que havia assentos vazios. Foram 16.806 espectadores na Tenda dos Autores, mais do que os 13.471 de 2013.

Munhoz não confirmou se Paulo Werneck, curador pela primeira vez este ano, continuará em 2015. Werneck, por sua vez, fez um balanço bastante positivo de seu trabalho:

— É a Flip das Flips, se a gente pudesse usar uma expressão que a Dilma usou na Copa. Mas com a diferença de que a gente saiu ganhando.

A avaliação geral entre os visitantes foi que, realmente, a programação agradou — mas sem o mesmo entusiasmo do curador. O sábado, com debates que abordaram jornalismo, ditadura, a questão indígena e a guerra na Faixa de Gaza, foi o dia mais forte do evento, com destaque para a mesa que reuniu Bernardo Kucinski, Marcelo Rubens Paiva e Pérsio Arida, que emocionou o público. Outras boas mesas foram as de Andrew Solomon, na sexta, e a de Fernanda Torres e Daniel Alarcón, ontem. Uma das decepções foi com o encontro da britânica de origem indiana Jhumpa Lahiri, que ocupou o horário nobre de sábado.

A Flip 2014 também será lembrada por ter sido a primeira a incluir na programação principal um vencedor do Oscar (o diretor Charles Ferguson, de “Trabalho interno”) e um índio (Davi Kopenawa), além do sucesso da homenagem a Millôr Fernandes.

— Vi mesas muito boas e outras que me decepcionaram um pouco. Como é minha primeira Flip, não tenho como comparar com edições passadas. Mas foi uma boa experiência — disse a escritora Socorro Acioly.

Por outro lado, houve reclamações sobre a falta de nomes literários de peso.

— Minha impressão é que esta Flip foi pouco literária. Mas isso não é um juízo de valor. De todo modo, foi uma boa festa — avaliou Carlos Andreazza, editor-executivo do Grupo Record, que, meses antes, criticou a programação da Flip nas redes sociais.

No ano que vem, sem a concorrência da Copa do Mundo, a Flip volta ao mês de julho. O próximo autor homenageado deve ser anunciado em dois meses.

‘Inseparáveis’, gêmeos de SP vão estudar na Universidade de Michigan

0

Augusto e Henrique Labella, de 17 anos, já haviam passado na USP.
Irmãos visitaram a universidade nos EUA e se encantaram com a estrutura.

1

Augusto (jaqueta clara) e Henrique Labella (jaqueta escura) foram visitar a Universidade de Michigan; aulas começam em agosto (Foto: Arquivo pessoal)

Vanessa Fajardo, no G1

Nem a faculdade os separa. Depois de passar a vida toda estudando na mesma escola, de vez em quando até na mesma sala, os irmãos gêmeos Augusto e Henrique Labella, de 17 anos, moradores da Zona Oeste de São Paulo, vão juntos para o Estados Unidos estudar na Universidade de Michigan. O campus, no entanto, não será o mesmo. Augusto quer cursar economia e seguir carreira na área financeira do sistema bancário. Henrique pretende se dedicar à engenharia biomédica e pesquisar a área de desenvolvimento de próteses, entre outras.

Ambos já tinham passado no vestibular da Fuvest, mas sonhavam mesmo com uma vaga em uma instituição americana. A Universidade de Michigan está em 12º lugar no ranking mundial de reputação acadêmica divulgado no início do mês de março pela instituição londrina Times Higher Education (THE). No ano passado, a universidade também aceitou um brasileiro, o estudante Cauê Sciascia Borlina que cursa engenharia aeroespacial.

Os irmãos visitaram a universidade e se encantaram com a estrutura dos campi. “Adorei tudo o que eu vi até agora, tenho certeza que serão os melhores anos da minha vida. As estruturas são todas lindas, parece cena de filme, lembra Hogwarts. Além disso, a universidade toma a cidade inteira, é basicamente uma cidade universitária”, diz Henrique.

Augusto compartilha a empolgação. “É um paraíso acadêmico. São infinitas oportunidades e mais recursos do que eu preciso para me tornar um profissional de sucesso. É de deixar qualquer um boquiaberto e qualquer faculdade brasileira com inveja. Estou com a sensação de que fiz a escolha certa.”

Henrique e Augusto comemoram aprovação na Fuvest (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Henrique e Augusto comemoram aprovação na
Fuvest (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Augusto foi o primeiro a receber a carta de admissão de Michigan no mês de fevereiro. A notícia sobre a admissão de Henrique chegou quase um mês depois, mas ele estava tranquilo. “Sabia que quando um irmão gêmeo passa, o outro também consegue. Mas também sabia que existe um delay [atraso] até porque são escolas diferentes.”

Semelhanças

Apesar de não serem univitelinos, os gêmeos são muito parecidos fisicamente e sempre causaram confusão entre amigos e professores por conta das semelhanças. Atualmente ambos estão com cabeça raspada por conta do trote da Universidade de São Paulo (USP), por isso pelo menos o cabelo não tem nenhuma diferença.

Os irmãos contam que além de confundi-los, as pessoas costumam fazer sempre as mesmas piadas, coisas do tipo: “você é você ou seu irmão?”, “um já fez prova pelo outro?”, “um já ficou com a namorada do outro?”. Para ajudar a diferencia-los, há três anos eles tiveram uma ideia simples, engraçada e eficaz: Henrique passou a usar só camisetas da cor preta, e Augusto da cor branca. “Eu casualmente já usava bastante roupa preta, aí o Augusto passou a adotar o branco”, diz Henrique. “Mas de modo geral é divertido ser gêmeo, eu aprovo e recomendo”, brinca Augusto.

Augusto e Henrique Labella foram aprovados na Universidade de Michigan, nos EUA (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Augusto e Henrique Labella foram aprovados na
Universidade de Michigan, nos EUA
(Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Gosto de estudar, mas ser chamado de ‘nerd’ não é legal. Eu sou não ‘nerd’, faço muitas coisas além de estudar. Jogo mais videogame do que me orgulho, por exemplo”
Augusto Labella, de 17 anos, aceito pela Universidade de Michigan

Livros e música

A vontade de se graduar fora do país é antiga, foi fomentada por viagens que começaram ainda na infância. No ensino fundamental, aos 13 anos, os irmãos fizeram intercâmbio de um mês nos Estados Unidos. No ensino médio, aos 15, foram para o Canadá. “Achei interessante eles terem essa vivência, apesar da pouca idade”, diz a mãe dos meninos, a psicóloga Claerte Martins, de 54 anos.

Desde criança os meninos gostam de estudar. Todos os dias, após a escola – eles concluíram o ensino médio no Colégio Etapa – eles voltavam para casa e pegavam nos cadernos. As notas sempre foram acima da média da sala. Augusto diz que era melhor aluno que o irmão até o 3° ano do ensino médio. “Mas ele [Henrique] começou a estudar mais, até porque o curso que ele quer [engenharia] é mais difícil, e fiquei para trás.” Apesar da afinidade, eles nunca estudavam juntos para as provas.

Os irmãos são bons amigos, os pais dizem que nunca brigaram. Também dividem a paixão por instrumentos musicais e boa música. Ouvem de bossa nova a rock, mas dispensam as modinhas de axé e música sertaneja e eletrônica. Chegaram a tocar juntos em uma banda para um concurso de talentos na escola. Henrique toca guitarra e saxofone, e Augusto, contrabaixo, teclado e gaita. Os instrumentos ficam pendurados em seus quartos, onde também costumar ensaiar.

Augusto toca contrabaixo em uma banda de rock progressivo que fez cover de Pink Floyd. Além de estudar, ler e tocar, os irmãos também gostam de esportes: Augusto faz natação e Henrique joga basquete, e é bom no xadrez. Os dois falam inglês e espanhol, e Henrique ainda tem domínio básico de mandarim.

Quando questionados se são bons em tudo, Augusto se adianta. “Sou péssimo no futebol, um verdadeiro cone no gol. Também não sei dançar.” Os irmãos não gostam de balada, “porque é barulhenta, apertada e tem muita gente” e preferem, por exemplo, se divertir no cinema com os amigos.

Quarto do Henrique e sua preferência pela cor preta; do lado Augusto e a cor branca (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Quarto do Henrique e sua preferência pela cor preta; do lado Augusto e a cor branca (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Maioridade

Na próxima quarta-feira (17), quando completam 18 anos, Augusto e Henrique não vão comemorar a possibilidade de dirigir e outros ‘privilégios’ da maioridade. Neste momento eles não pensam em adquirir a carteira de habilitação, muito menos um carro, pois vão se mudar para os Estados Unidos no próximo semestre. As aulas em Michigan começam em agosto.

Apesar das peculiaridades que os diferem de muitos adolescentes da mesma idade, os dois não se consideram ‘nerds’, aliás, têm pânico desse tipo de estereótipo. “Gosto de estudar, mas ser chamado de ‘nerd’ não é legal. Eu sou não ‘nerd’, faço muitas coisas além de estudar. Jogo mais videogame do que me orgulho, por exemplo.”

Para os pais dos meninos, a sensação agora é antagônica. “Estou muito orgulhosa pela conquista, mas triste em pensar na partida deles”, diz a mãe. “Os meninos estão realizando um grande sonho que tive, o de estudar fora. Estou feliz, mas aos mesmo tempo preocupado”, afirma o pai, o consultor Antonio Labella, de 57 anos.

Por que nos lembramos melhor do que lemos no Facebook em vez do que vemos nos livros?

0

Pesquisa aponta que os posts lidos na rede social são mais recordados do que rostos e textos conhecidos.

Publicado no Tecmundo

 

Por que nos lembramos melhor do que lemos no Facebook em vez do que vemos nos livros? (Fonte da imagem: Thinkstock)

De acordo com o Daily Mail, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, apontou que os posts publicados no Facebook são uma vez e meia mais lembrados do que frases extraídas de livros conhecidos, e duas vezes e meia mais lembrados do que o rosto de uma pessoa. E você pensando que todo mundo ia se esquecer daquele seu comentário infeliz do outro dia!

Segundo os pesquisadores, a diferença com relação ao que é mais lembrado — frases, rostos ou posts — é tão assombrosa que pode ser comparada à diferença de memória de pessoas que sofrem de amnésia e pessoas com memórias normais.

“Comédia da vida privada”

Por que nos lembramos melhor do que lemos no Facebook em vez do que vemos nos livros? (Fonte da imagem: Thinkstock)

Conforme explicaram os cientistas, a chave do sucesso dos posts no Facebook é o fato de o nosso cérebro ter mais facilidade em lidar com formas mais coloquiais de linguagem, já que as publicações normalmente adotam um formato bem casual e espontâneo, parecendo-se muito com a maneira como as pessoas se comunicam no dia a dia. Muitas vezes, esses breves comentários nem mesmo apresentam sinais ortográficos ou estruturas gramaticais corretas.

Além disso, a natureza das publicações geralmente envolve temas triviais ou relacionados com a vida privada de alguém — olha a fofoca aí! —, e as nossas mentes são como esponjas para esse tipo de assunto. E olha que essas historinhas são atualizadas 30 milhões de vezes a cada hora. Haja assunto!

(mais…)

Japoneses criam sensacional livro pop-up de LEGO

0

Wikerson Landim no Tecmundo

 

Os japoneses da equipe de construtores de LEGO Talapz são especialistas em duas coisas: recriar famosas estruturas orientais em LEGO e transformar essas criações em livros pop-up. A mais nova criação da equipe impressiona pela beleza e pela perfeição com que o encaixe das peças é feito.

O visual multicolorido de um bloco de peças que se assemelha a um livro fechado, ganha vida e a forma de uma construção tipicamente oriental quando aberta. A equipe trabalha com construções como essa desde 2009 e no canal da Talapz no YouTube você pode conferir outros projetos do grupo.

Fonte: YouTube | Talapz

Go to Top