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Aprovado para medicina em 2 federais revela segredo: ‘estudar sozinho’

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João Marcos, de 20 anos, foi aprovado para medicina na Ufac e na UFPR (Foto: Mardilson Gomes/Ascom SEE)

João Marcos, de 20 anos, foi aprovado para medicina na Ufac e na UFPR (Foto: Mardilson Gomes/Ascom SEE)

 

João Marcos, de 20 anos, conta que estudava cerca de 13 horas por dia.
Jovem afirma que foi aprovado em universidades federais do AC e do PR.

Iryá Rodrigues, no G1

João Marcos Santos da Silva, de 20 anos, que foi aprovado para o curso de medicina nas universidades federais do Acre (Ufac) e do Paraná (UFPR), disse que um dos segredos para chegar a esse resultado foi se dedicar cerca de 13 horas por dia aos estudos e, principalmente, estudar sozinho. O jovem ficou em primeiro lugar na categoria cotista – de alunos da rede pública de ensino – na Ufac.

Ele, que concluiu o ensino médio em 2014 em uma escola pública de Rio Branco, estudou por um ano, em 2016, em um cursinho em Fortaleza. O jovem revela que teve que abrir mão da vida social, além do “conforto de casa”, já que precisou se mudar para a capital do Ceará para morar sozinho.

“A dica é estudar sozinho, ser mais autodidata e não ficar dependendo muito de aula. É essencial você estudar bastante e focar em redação, que é o que te aprova, além de matemática e natureza, para quem quer medicina. A ideia é focar no objetivo e estudar muito sozinho sabendo o que você quer”, revela Silva.

Silva conta que o interesse por medicina veio após concluir o ensino médio, mas como não tinha se dedicado tanto aos estudos, acabou não conseguindo se classificar. Foi então que ele iniciou um cursinho em Rio Branco, em 2015, mas também não passou, porém conseguiu uma bolsa integral em um cursinho em Fortaleza, onde morou por um ano.

O jovem conta ainda que a rotina diária durante o preparo para o Enem não foi nada fácil. “Estudava de 12 a 13 horas por dia. A aula ia das 7h20 às 13h e depois das 14h até as 21h45. Como morava em frente ao cursinho, ficava lá até mais tarde. Quando chegava em casa, depois de jantar, eu estudava até a hora de dormir”, diz.

Além das horas de estudo, Silva afirma que precisou abrir mão de muitas coisas. “Minha vida social foi bem reduzida e não tinha diversão como viajar e visitar parentes. Durante todo o ano, tive que morar sozinho e abrir mão do conforto de casa. Além disso, me policiava muito com relação à rede social. Limitava mesmo”, conta.

Após ser aprovado nas duas universidades, Silva afirma que ainda ficou em dúvida em qual iria escolher para cursar medicina. Ele diz que acabou preferindo ficar na Universidade Federal do Acre, já que seria melhor para poder ficar mais próximo da família.

Dicas importantes para estudar sozinho

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publicado no Brasil Escola

O método a ser utilizado para estudos é algo extremamente subjetivo. Alguns estudantes preferem a ajuda dos professores e colegas para aprofundar-se em determinados assuntos, mas há quem prefira o estudo individual. Fato é que não existe forma certa ou errada, o importante é estudar sempre e com disciplina.

estudar-sozinho

Para definir uma técnica de aprendizado, o aluno deve, em primeiro lugar, levar em consideração o seu comportamento e o grau de dificuldade de assimilação quando está em grupo e quando está sozinho. Concentração, motivação e rendimento devem ser avaliados e comparados nas duas situações.

Dicas para estudar sozinho

Se a decisão é por estudar sozinho, o Brasil Escola preparou algumas dicas que podem facilitar os estudos. Em primeiro lugar, é preciso ter cuidado com a dispersão, pois ela pode ser a principal inimiga de quem prefere estudar em casa. Por isso, concentração na matéria, evitando ambientes ruidosos e movimentados, é a primeira cautela para não perder o foco do conteúdo.

Desligar celulares e aparelhos eletrônicos é um grande desafio, mas é uma boa pedida para quem deseja concentrar-se nos estudos. A música não é proibida, mas a dica é de que seja em uma língua que o estudante não entenda, assim não haverá a tentação de desviar a atenção para a letra.

É de grande valia que o aluno revise o conteúdo teórico por meio de anotações em cadernos ou dos textos em livros e apostilas, mas é necessário também a realização de exercícios de fixação para amadurecer o processo de aprendizado. Priorize as atividades das disciplinas consideradas mais difíceis.

Em conteúdos mais teóricos, o fichamento dos principais textos é a melhor saída. Preferindo a escrita à mão em vez de digitar, a tendência é uma assimilação mais eficaz. O importante aqui não é copiar fragmentos de um livro, mas, sim, elencar palavras e termos essenciais para ajudar na memorização de determinados assuntos. Quando possível, use canetas coloridas e marca-textos para destacar informações relevantes.

Cronograma

Além de conhecer a melhor forma de estudar, o aluno precisa saber qual é o período do dia em que rende melhor e organizar o programa de estudos de forma a privilegiar esses horários. No entanto, é preciso ter cuidado, pois essa programação também pode atrapalhar o rendimento. Um roteiro de estudos fechado pode ser cansativo e desmotivador, então, elaborar um itinerário de estudos flexível e com intervalos regulares é essencial para não desanimar.

Vale lembrar que os estudantes precisam respeitar o próprio corpo. Usar as pausas para se exercitar e realizar um lanche saudável é uma forma de manter a saúde física alinhada com o rendimento intelectual.

Aprovados em universidades públicas dão dicas de como estudar sozinho para o vestibular

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Sites especializados, apostilas e videoaulas atrelados a muita disciplina, foco e dedicação são a chave do sucesso para estudantes

Ana Lourenço, no Guia do Estudante

Seja por falta de dinheiro ou de tempo, muitos estudantes estão abrindo mão dos cursinhos pré-vestibulares durante a preparação para os exames. Mas isso não quer dizer que eles estão se preparando menos que os demais. Com bastante disciplina e métodos alternativos de estudos, como videoaulas, sites sobre vestibulares e materiais paradidáticos, esses estudantes têm garantido bons resultados.

Rone Wulff, aprovado em História na USP (foto: arquivo pessoal)

Rone Wulff, aprovado em História na USP (foto: arquivo pessoal)

É o caso de Rone Wulff Araújo, aprovado em quarto lugar no curso de História da Universidade de São Paulo (USP), pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e dono de uma nota 960 na redação, e Nathalia Nascimento, que passou em oitavo lugar em Farmácia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também pelo Sisu. Os agora calouros são egressos de escolas públicas e montaram as próprias rotinas de estudo, intercalando as aulas do ensino médio com videoaulas, livros e os resumos e exercícios encontrados em apostilas.

E os números apontam que eles não estão sozinhos: no vestibular 2014 da Fuvest, que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, quase 40% dos aprovados não fez cursinho – um total de 4.259 estudantes entre 11.111 aprovados. Além disso, 32% dos ingressantes eram oriundos de escola pública. Se antes parecia quase impossível passar em uma universidade concorrida sem o apoio do pré-vestibular, hoje esse cenário vem sendo gradualmente substituído por um mais inclusivo.

Isso não significa que o ensino público tenha crescido em qualidade, mas sim que os estudantes têm à disposição mais opções para complementar o estudo em casa. Segundo Rone, aprovado também com bolsa mérito em Direito na Universidade de Taubaté, o ensino médio foi “complicado” em termos de estrutura e conteúdo. “O que eu fiz foi aproveitar bastante os professores quando tinha dúvida, mas eu basicamente estudava em casa mesmo. Estou me preparando desde o segundo ano”, explica.

O estudante conta que usou muito a internet durante seus estudos em casa, além de ler muito as publicações do GUIA DO ESTUDANTE, principalmente, o guia de atualidades. Na internet, aproveitou bastante a programação do Academia GE, os hangouts do GUIA, que diz ter participado de todos. “Li a última edição inteira do Atualidades, que tinha uma matéria só sobre feminicídio. Quando vi o tema da redação, fiquei muito feliz porque já tinha vários argumentos na cabeça sobre aquele assunto”, diz. O tema da redação do último ano foi “A persistência da violência contra a mulher no Brasil”, sob o qual Rone garantiu 960 pontos.

A rotina de Nathalia foi, em vários aspectos, bastante similar à de Rone: além das horas passadas na escola pela manhã, estudava o restante do dia em casa. A estudante conta que também usava as apostilas do GUIA, além de assistir a videoaulas online e fazer provas antigas do Enem. Ela ressalta que foi o ano mais difícil de sua vida: “O mais complicado de estudar sem o auxílio dos professores é que algumas disciplinas, como as de exatas, exigem muito mais do que só ler a teoria pra compreender, e sozinha tudo fica bem mais difícil”, conta. “Ser vestibulando é viver entre a pressão e o sonho de ser aprovado.”

Nathalia Nascimento, caloura de Farmácia na UFMG (foto: arquivo pessoal)

Nathalia Nascimento, caloura de Farmácia na UFMG (foto: arquivo pessoal)

A estudante e seus colegas também tiveram a ideia de montar um grupo de estudos de literatura na biblioteca da escola. “Nós tirávamos dúvidas uns dos outros, comentávamos sobre livros clássicos brasileiros e desenvolvíamos estratégias para ir bem nas provas. Esse apoio que cada um dava me ajudou muito a evoluir”, diz.

Rotina puxada

Em casa, cada um manteve uma rotina bastante estrita de estudos. “É difícil cumprir todo o estudo programado do dia sem procrastinar, por conta de todas as distrações ao redor”, explica Nathalia. Mas, ainda assim, ela manejava o estudo de três disciplinas por dia, dividindo por área do conhecimento, em sete horas em casa. “Deixava uma hora para ler teoria, uma para assistir videoaulas na internet e uma ao fim do dia para revisar. O restante ficava por conta de resolver exercícios”, conta.

O foco de Rone foram os estudos para a redação e atualidades, e também para solucionar sua dificuldade em exatas: leu muitas notícias, assistiu vários dos filmes complementares indicados e aumentou o tempo dedicado a matemática e física. “Minha pontuação no Enem 2014, que fiz como treineiro, foi de 16 pontos na prova de matemática. Corri atrás de superar essa defasagem e consegui subir meus acertos em 9 pontos em 2015”, conta.

Para garantir o sucesso no Enem, os dois investiram em peso na redação. “Fazia dois textos por semana, um na terça-feira e outro no sábado, e aí pedia para a minha professora de português corrigir”, conta Nathalia. Já Rone, além de treinar o texto em si, procurava estudar os temas pedidos para acrescentar mais ideias no seu repertório. “Quando via um tema novo, já saía procurando notícias e acontecimentos que tivessem a ver com ele para saber argumentar na hora de escrever. Foi um treino que fiz durante o ano”, explica.

E tanto esforço não foi em vão: Rone, já aprovado em História, ainda aguarda o resultado da segunda chamada para Direito, também na USP. E Nathalia, além da aprovação em Farmácia na UFMG, conseguiu 100% da bolsa de estudos pelo ProUni no curso de Odontologia, no Centro Universitário Newton Paiva. Para ela, toda a dedicação valeu a pena. “É claro que, sem cursinho, vai ser mais difícil conquistar a aprovação, mas é uma questão de superação de medos e limites. Vale a pena se restringir de algumas coisas durante o ano de vestibular para alcançar o futuro que tanto almejamos.”

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