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‘Nunca é tarde para estudar’, diz Tailandesa de 91 anos que recebeu diploma das mãos do rei

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Publicado na Folha de S.Paulo

“Nunca é tarde para estudar” diz Kimlan Jinakul, 91, a mulher mais velha a conseguir um diploma universitário. Depois de passar mais de dez anos estudando, a tailandesa recebeu o documento das mãos do rei da Tailândia Maha Vajiralongkorn Bodindradebayavarangkun.

De acordo com a rede de televisão tailandesa PBS, Kimlan se formou em desenvolvimento humano e familiar na universidade aberta de Kuhothai Thammathirat, em Bangcoc. Em entrevista ao veículo, ela conta que sempre quis estudar, mas não teve oportunidade quando jovem.

“Quando era nova eu recebia boas notas”, diz. “Eu sempre gostei de ler. Até comprava livros didáticos para aprender e ajudar meus filhos com a lição de casa”, completa.

“Se nós não estudamos, não lemos, não sabemos, e então não somos capazes de falar e nos fazer entender”, disse sobre a importância dos estudos. Depois de ver filhos e netos se formando, Kimlan se sentiu inspirada a continuar com seus estudos.

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A tailandesa Kimlan Jinakul, 91, recebeu, nesta quarta (9), seu primeiro diploma universitário. Ela foi a mulher mais velha a se formar.
AP

A idosa viajou com sua família por 725 quilômetros a norte de Bangcoc para a cerimônia de graduação, que aconteceu nesta quarta (9). O diploma foi entregue pelo rei Maha Vajiralongkorn Bodindradebayavarangkun, que assumiu o trono em 2016.

Tradicionalmente, diplomas de universidades públicas da Tailândia são entregues por um membro da família real. “Eu estou muito honrada e feliz que o rei tenha mostrado tamanha bondade”, disse Kimlan.

Aos 72 anos, Kimlan se matriculou pela primeira vez, junto de uma de suas filhas. Infelizmente, pouco tempo depois, sua companheira de estudos morreu e a idosa deixou o curso.

Depois de se recuperar da perda, Kimlan decidiu se rematricular. Desta vez, aos 85 anos, para o curso de ciências humanas, que, segundo ela, ensinaria como ter uma vida melhor e mais feliz.

Em entrevista a TBS, Mongkol Jinakul, filho de Kimlan, disse que sempre incentivou a mãe a continuar. “De vez em quando ela se sentia cansada por conta de seu corpo. Mas nós, como filhos, sempre tentávamos animá-la. Ela estudou até o final e foi um sucesso!”

Sobre sua formação, Kimlan disse, em entrevista a BBC, que se orgulha e fez isso também em memória da filha que morreu. “Eu espero que a alma de minha filha esteja contente em ver isso”, disse a idosa em entrevista a BBC.

 

Confira 10 ótimos hábitos de estudo que vão melhorar bastante as suas notas

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Publicado no Amo Direito

Nós sabemos. Metade do ano já passou voando! Mas… Não custa nada aproveitar, e aquelas famosas promessas, para melhorar as notas, certo?

E quer melhor maneira de fazer isso do que melhorando seus hábitos de estudo? Nunca é tarde para desenvolver bons hábitos.

Melhore seu desempenho em sala de aula, assim como suas notas.

Veja essa lista com os 10 hábitos que vão melhorar as suas notas:

1 – Anote qualquer coisa
Faça listas com as tarefas que você precisa realizar, anote o que os professores estão dizendo em aula, as datas das provas e trabalhos, tudo. Não importa em que lugar você vai fazer isso, no seu caderno, celular, agenda… O importante é não perder nenhum detalhe.

2 – Lembre-se da lição de casa
Você já está cansado de ouvir, mas muitas vezes esquece o trabalho em cima da cama. Ou usa essa desculpa simplesmente porque não terminou suas tarefas. Reserve um lugar especial na sua casa para fazer e guardar os trabalhos e crie o hábito de colocar sempre suas tarefas lá.

3 – Se comunique com os professores
Todo relacionamento de sucesso é construído com base em comunicação. Isso não seria diferente na relação professor-aluno. E a falta de comunicação é uma das maiores causas de notas ruins. Por isso é importante se certificar de que todas as suas dúvidas estão resolvidas. Lembre-se de que o professor vai responder quantas vezes você precisar.

4 – Se organize com cores
Seja uma pessoa organizada, e aproveite as cores para identificar suas tarefas. Azul para o que você já fez, verde para o que você faz bem, vermelho para o que precisa melhorar. Esse sistema serve para tarefas, pesquisas, aulas… E seus cadernos nunca mais terão orelhas, dobras, etc. Além de mais organizados, seus estudos serão mais limpos.

5 – Estabeleça uma zona de estudos em casa
Esqueça essa história de estudar na cama ou no chão do quarto. Isso não te ajuda em nada. Estabeleça um local de estudos na sua casa, onde você possa se sentar e estudar. Um local bem iluminado, confortável e calmo é o ideal.

6 – Se prepare para os testes
Você sabe que é importante estudar para os dias de testes, mas nunca faz isso, certo? Se acostume a separar algumas horas do seu dia para dedicar ao estudo e assim você não precisará entrar em pânico um dia antes da prova. Evite distrações e encontre o melhor estilo para você.

7 – Conheça seu estilo de estudo
Não fique dando murros em ponta de faca tentando se encaixar em um estilo que te enjoa, cansa e dá dores de cabeça. Encontre a melhor maneira para estudar e siga sempre esse cronograma. Não se julgue por não estudar no modo convencional, ele pode não funcionar para você. Procure recursos visuais, como vídeos ou desenhos.

8 – Pegue o que é mais importante
Destaque no seu caderno as anotações mais importantes, use marca textos, grifos, caixas coloridas. Isso ajuda muito na hora de estudar, especialmente se você é uma pessoa visual. Usando esses recursos, fica mais fácil identificar as informações principais na página.

9 – Não procrastine
Pare de enrolar. Não coloque dificuldades na hora de estudos. Dedique-se ao que você tem que fazer e mantenha em mente que quanto antes você começar a estudar, mais cedo vai terminar o que precisa fazer.

10 – Cuide-se
Para estudar, é preciso estar com a cabeça em ordem. Então não descuide da sua saúde, coma bem e mantenha a cabeça e os pensamentos limpos. Evite passar muito tempo nos video games, computadores e mensagens de texto.

Fonte: noticias universia

Quando estudar em Harvard não é o melhor para você

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Flâmulas da Universidade de Harvard (Foto: Getty Images/Arquivo)

Flâmulas da Universidade de Harvard (Foto: Getty Images/Arquivo)

 

Enquanto há estudantes que de fato tirarão o máximo de proveito de um ambiente como de uma universidade de ponta, é possível se desenvolver de outras maneiras em escolas menos prestigiadas

Publicado na Época Negócios

Diferente do que o senso comum pode indicar, estudar em Harvard (ou em universidades de elite em geral, líderes nos rankings internacionais) não é um indicativo de sucesso. E nem de realização. Isto porque, enquanto há estudantes que de fato tirarão o máximo de proveito de um ambiente como de uma universidade de ponta, é possível se desenvolver de outras maneiras em escolas menos prestigiadas.

Um estudo conhecido, publicado em 1999, apontou que estudantes que se candidataram às Ivy League e acabaram optando por outra escola de menos renome tiveram o mesmo nível de rendimento futuro que os colegas que frequentaram as de mais prestígio. A conclusão do estudo é que estudantes que se candidatam a estas universidades em geral possuem certas características – como determinação e disciplina – que serão benéficas para o seu futuro, independentemente de qual escola emitiu seu diploma. Em outras palavras, os pesquisadores Krueger e Dale concluíram que “o estudante, não a escola, era responsável pelo seu sucesso”.

Naturalmente, o prestígio destas instituições não existe à toa. Para algumas áreas (como mercado financeiro ou economia), o networking de uma Ivy League pode ser relevante; para outras, o contato com determinado grupo de pesquisa pode ser essencial para quem deseja seguir carreira acadêmica. Mas, dependendo do seu objetivo, outras escolas tão boas quanto Harvard (embora menos famosas) poderão oferecer uma experiência melhor para o estudante.

Artur Ávila – “Sorte” de não ter ido para as mais renomadas
É o caso do matemático Artur Ávila, brasileiro ganhador da Medalha Fields, que afirmou em um evento da Fundação Estudar, em 2016, que sua sorte foi não ter ido para Harvard ou Princeton. Ele, que optou por estudar no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro, acredita que teve, assim, mais tempo para desenvolver confiança e adquirir conhecimento. “No IMPA, eu sentia medo, claro, mas não estava em um ambiente que podia me esmagar. Tinha pouco conhecimento, mas fazia uma coisa de cada vez.”

Ter estudado em uma instituição de menor renome internacional, portanto, não apenas não prejudicou a carreira do matemático como também colaborou para o seu amadurecimento. Assim, quando para o seu pós-doutorado ele optou por estudar na França, já estava mais adaptado para enfrentar “aquele mundo”: “Cheguei mais confiante, trabalhando nas linhas que já havia começado, indo sem desespero e com consciência de que eu sabia, de fato, muito pouco” afirmou.

Como avaliar se universidades de elite são a melhor opção para você
Em geral, candidatos tentem a considerar apenas se eles são inteligentes o suficiente para serem aprovados em uma universidade de elite. Raramente se considera se estas instituições são as melhores para eles em outros aspectos da vida universitária.

Para isso, autoconhecimento é a chave. O estudante não pode deixar de considerar qual é o seu estilo de estudos; como ele lida com situações de pressão e quais são suas expectativas para os quatro anos de faculdade. De acordo com avaliações enviadas pelos próprios estudantes no portal Unigo, o candidato deve sempre considerar os seguintes fatores:

Carga de Trabalho

Universidades de elite exigem muito trabalho. Além de uma carga grande de leitura, mesmo os estudantes mais preguiçosos não conseguem se livrar de escrever ao menos um essay por semana – e geralmente bem mais que isso.

Estilo de Ensino e Avaliação

Algumas universidades favorecem o debate oral – é o caso, por exemplo, da maior parte das instituições da Ivy League, que têm aulas em formato de seminário e discussão de cases. Assim, estudantes brilhantes, mas que tenham melhor desempenho escrito podem ser ofuscados pelos mais desenvoltos na oratória.

Estilo de Envolvimento Acadêmico

Muitas universidades de elite assumem que boa parte do seu aprendizado se dará através de atividades extracurriculares – seja através de envolvimento com esportes, clubes, trabalho voluntário ou projetos particulares. Claro, você também encontrará espaço se a sua melhor opção de lazer (ou de estudo) for uma biblioteca silenciosa – mas definitivamente não estará explorando o máximo que estas instituições oferecem.

Estilo dos estudantes (elas não são “cool”!)

Universidades de elite são, sim, um espaço para diversidade e jovens engajados nas mais diversas causas. Um espaço onde se podem encontrar jovens confiantes, carismáticos, divertidos e sagazes, críticos e questionadores. Porém, em geral não são o lugar para estudantes “descolados” – no estilo mais tradicional da palavra, de Jack Kerouac, caracterizada por desprezo às carreiras mais tradicionais e “engessadas”. De fato, muitos dos estudantes estão nestas universidades justamente para se tornar este profissional tradicional.

A pressão

Estudantes que não conseguem lidar com a pressão de estarem constantemente cercados de conquistas e sucessos passarão tempos difíceis em escolas de elite. Estas instituições não são o lugar para você se você pensa que tem que ser o melhor em tudo – porque invariavelmente você não será. Gustavo Torres, que está em seu terceiro ano em Stanford, afirmou que um dos seus maiores aprendizados por lá foi “Não dá pra ser o melhor em tudo”. “O negócio é também tentar ser o melhor em algo, aprender com as outras pessoas e tentar construir algo com elas”, afirma.

A liberdade

Instituições como estas geralmente assumem que os estudantes são automotivados e que correrão atrás dos seus objetivos de forma independente. Ninguém – nem professores, nem advisors, sem seus colegas – vão lhe dizer o que fazer (embora lhe ofereçam todos os meios para ajuda-lo se você já souber o que quer). Da mesma forma, se você parar de comparecer às aulas ou não entregar trabalhos, ninguém vai lhe cobrar, até que seja tarde demais.

Estes questionamentos são polêmicos e muitas vezes exigem que o candidato quebre preconceitos e reveja sua própria autoimagem. Mais do que questionar a nossa capacidade de ser aceito por uma destas instituições, devemos nos perguntar: será que tenho a disposição/a humildade/a resiliência/a energia para ter um bom desempenho em uma universidade de elite? Será que serei feliz lá?

No fim, é melhor fazer estes questionamentos com calma e antecedência do que seguir o nome famoso da instituição e passar os quatro anos que deveriam ser os melhores da sua vida se perguntando se não havia outro lugar melhor para você.

Contagem Regressiva ENEM 2017: 9 dicas para turbinar o seu cérebro e se preparar

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Quer ficar pronto para o Enem 2017? Veja o que fazer para turbinar o seu cérebro e se preparar

Publicado no Universia Brasil

Quando o assunto é Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , escutamos muito que é preciso estudar, revisar e treinar. Mas, além de se dedicar aos estudos, algumas mudanças no dia a dia e dicas simples podem ajudar o seu cérebro e turbinar o seu aprendizado para o Enem 2017.

DICAS PARA A HORA DE ESTUDAR

Existem estratégias que podem te ajudar – e muito! – na hora de estudar. São elas:

1. ORDEM ALFABÉTICA

Um problema comum quando temos muitas anotações é encontrar uma determinada informação em meio às páginas. É comum que os estudantes façam as notas conforme as matérias forem passadas em aula, mas essa prática pode prejudicar a eficiência dos estudos. Ao invés de usar a ordem cronológica, procure empregar a ordem alfabética.

2. ANOTAÇÕES

Muitas vezes o professor faz um comentário ou passa determinada informação que não está nos livros ou textos de apoio. As anotações são importantes por conta disso. Além de que, com elas, você consegue entender os dados com suas próprias palavras e interpretação.

3. CÓDIGOS

Na correria para anotar todas as informações importantes é comum que os alunos recorram a códigos e abreviações. O importante é não se esquecer delas para que mesmo meses depois você consiga interpretar corretamente essas notas. Se necessário, faça um glossário no fim do caderno.

4. MURAL DE NOTAS

Além de fazer as tradicionais anotações em seu caderno, você também pode criar um mural em seu quarto ou ambiente de estudos com as informações mais importantes de cada matéria, que não podem ser ignoradas ou esquecidas. Esse tipo de mural ajuda a criar uma memória visual que é fácil de ser acessada durante as provas, além de auxiliar você a estabelecer conexões entre os tópicos de estudo.

5. CORES PARA ORGANIZAR

Essa dica é frequente, mas vale a pena repetir. Usar cores para organizar seu material de estudo pode facilitar muito a rotina diária. Você pode distribuir as cores por ordem de importância, por assunto ou por urgência, de acordo com sua necessidade de critérios para organização.

6. CARTÕES OU FICHEIROS

Além das costumeiras anotações no caderno, você também pode fazer anotações em cartões separados para os conceitos que apresentam maior dificuldade ou mais relevantes. Por exemplo, para as aulas de gramática, você pode criar um cartão para cada figura de linguagem. Para as aulas de física, para as fórmulas e suas aplicações.

E COMO AJUDAR A SUA MENTE?

Você com certeza já escutou alguém falando sobre o poder da mente. Na hora de se prepara para uma prova como o Enem 2017, a força do pensamento é mais do que aliada. Por isso, é importante dar atenção também a esse aspecto na hora de estudar.

7. A ARTE DE NÃO PENSAR

Procure separar algum tempo para não pensar em nada, especialmente quando a prova estiver se aproximando. Sim, essa é uma daquelas coisas que são mais fáceis na teoria que na prática. Nossos cérebros estão programados para pensar constantemente, e simplesmente parar pode ser uma experiência difícil e estranha. Mas vale a pena o esforço.

As técnicas de meditação vêm mostrando resultados há séculos, como grandes recursos para aliviar estresse, aumentar a concentração, melhorar o funcionamento do cérebro, a qualidade do sono e vários outros benefícios. Existem vários métodos de meditação (não necessariamente envolvendo quartos escuros e pernas cruzadas), procure o que mais se encaixa com você!

8. PAUSAS ESTRATÉGICAS

As revisões são um período de estudo estressante, mas principalmente nessa etapa do ano, a última coisa que você quer é manter o seu cérebro preocupado. Por isso, faça pausas entre seus estudos. Um estudo recente de Harvard mostrou que quando alguém trabalha intensamente por mais de 90 minutos, o corpo humano automaticamente entra em estado de “lutar ou fugir”.

Para impedir que isso aconteça, tire sonecas durante o dia. Acomode no seu horário, entre cada 90 minutos de estudo, ao menos 15 minutos de sono. A técnica, também conhecida como power nap, no curto prazo aumenta o poder de concentração do cérebro, e no longo prazo reduz o estresse.

9. CONVERSE COM ALGUÉM

Muitos estudantes podem acidentalmente se isolar de amigos e familiares nessa época do ano. Não deixe que isso aconteça com você. Mesmo para quem estuda em grupo, conversar com alguém que não está diretamente envolvido com a prova é ótimo para que você tenha uma visão mais ampla da sua vida. Passar todo o seu tempo estudando pode dar a impressão de que a prova é mais importante do que ela é, e manter conexões saudáveis mostra que na verdade o vestibular é só mais uma parte da sua vida.

Família “superdotada” tem garoto formado aos 14 e irmão na faculdade aos 11

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Carson Huey-You se formou em Física, aos 14 anos, pela Universidade Cristã do Texas

Carson Huey-You se formou em Física, aos 14 anos, pela Universidade Cristã do Texas

Carlos Oliveira, no UOL

Com apenas 14 anos, o norte-americano Carson Huey-You se formou no último mês de maio em Física pela Universidade Cristã do Texas. O garoto é o mais jovem a completar uma graduação no estado norte-americano e não pensa em parar por aí. “Já vou começar o curso de pós-graduação e depois quero obter o doutorado em Física”, diz, em entrevista ao UOL.

Carson sempre teve facilidade nos estudos, pulou diversos anos na escola e foi admitido na universidade aos 10 anos. E não é o único fenômeno da família. Seu irmão, Cannan, 11, sonha em ser astronauta e vai começar em setembro uma graduação dupla em astrofísica e engenharia, pela mesma instituição.

A mãe dos estudantes, Claretta Kimp, educa os filhos em casa e conta que Carson demonstrou paixão pelos estudos antes mesmo de completar 12 meses.

“Percebi logo que ele tinha um dom, porque conseguia se focar por muito tempo, e aos 2 anos já lia livros”, lembra ela. Como o garoto aprendia rapidamente, começou a se sentir limitado na escola. Claretta pesquisou outras instituições até encontrar uma que aceitasse recebê-lo.

Com 5 anos, Carson fez o exame e foi aceito na 8ª série. Ele se formou no ensino médio cinco anos depois.

“Em um dia normal eu tomo café da manhã, estudo na universidade, almoço, reviso o material, saio com amigos, faço um lanche, jogo Minecraft, assisto à TV, janto, estudo mais e durmo cedo”, enumera Carson. Seus maiores hobbies são o videogame e brincar com seu irmão e o cachorro da família.

Superdotação

Casos de inteligência altíssima como os de Carson e Cannan costumam ser nomeados de superdotação ou porte de altas habilidades, característica presente em cerca de 5% da população global, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

“Trata-se de um potencial superior que se concretiza em produções inovadoras. Essa dotação pode ser acadêmica, intelectual, artística, de liderança, entre outros”, explica a pedagoga Dora Cortat Simonetti, autora de uma tese de doutorado sobre o assunto.

A superdotação é explicada por uma combinação de genética e ambiente favorável. “Estima-se que o peso dos genes nas conexões cerebrais oscila entre 30% a 50%”, analisa. Assim, mesmo que os pais passem para os filhos traços favoráveis, é preciso de estímulo para que a inteligência excessiva se manifeste.

Arquivo pessoal

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Claretta Kimp e seus filhos, Cannan e Carson, durante a formatura de colegial de Carson, em 2010

 

A análise envolve família, ambiente educacional e exames feitos por profissionais. “É importante identificar a criança porque, assim como aqueles com problema cognitivo ou hiperatividade precisam de acomodação na escola, o mesmo acontece com os superdotados”, explica a psicóloga Maria Alice Fontes, diretora da clínica Plenamente.

O método mais comum para firmar o diagnóstico é a realização de uma série de testes envolvendo áreas como linguagem, poder de compreensão e lógica para determinar o QI (Quociente de Inteligência). Alguém com QI de valor 120 é considerado como tendo inteligência superior e, se aproximando do 135, há suspeita de superdotação. O resultado entre 145 e 159 revela alguém altamente superdotado e, acima de 160, com capacidades excepcionais.

As profissionais concordam que há ressalvas para o método, uma vez que há diferentes habilidades e inteligências. “Estes testes não podem avaliar capacidade física. Um jovem com capacidade motora excepcional pode ser chamado para participar do Cirque du Soleil e apresentar QI baixo por não ser bom em matemática”, exemplifica Maria Alice.

Perguntada sobre se acha seus filhos superdotados e se há outras pessoas na família com características semelhantes, Claretta preferiu não comentar.

Orientação

Uma figura é essencial para superdotados nessa fase de descobrimento: o tutor capacitado na área de interesse do superdotado. Ele deve estar preparado para acolher e estimular o jovem, supervisionando os estudos e auxiliando a família e a comunidade acadêmica na integração.

“Se for necessário pular etapas na escola, por exemplo, o profissional deve se certificar que a criança ou adolescente esteja preparada para o convívio harmonioso com aqueles que não são seus pares”, explica Dora.

Carson contou com um profissional de sua área para orientá-lo. “Eu conversei muito com a direção da TCU até ter certeza de que todos estavam de acordo”, conta Magnus Rittby, professor de Física e vice-reitor da instituição.

A universidade teve que adequar sua estrutura desde o primeiro dia: o laboratório foi adaptado para a altura de Carson, os professores eram notificados com antecedência sobre ele e até os livros precisavam ser avaliados. “Por exemplo, se uma matéria usasse material inapropriado para menores, a equipe se reunia para pensar em alternativas”, lembra Rittby.

Universidade Cristã do Texas/Divulgação

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Carson Huey-You durante cerimônia de graduação, em 13 de maio

Havia o receio de que o garoto não seria aceito pelos colegas, mas, no geral, ele foi bem recebido durante todo o curso, conta o professor: “Era comum os estudantes pedirem para tirar selfie com ele. Próximo da graduação era até difícil andar com ele pelo campus, tamanho o assédio”.

Carson se diz extremamente grato pelo apoio: “Rittby é meu mentor, melhor amigo e figura paterna. Sem sua paciência e apoio, tudo isso não seria possível”.

A instituição também estipulou que o jovem deveria ser acompanhado por um adulto de confiança enquanto andasse pelo campus. Claretta cumpriu esse papel, aproveitando o tempo ocioso para estudar com Cannan nos corredores.

Estrutura no Brasil

Em 2008, o Ministério da Educação (MEC) estabeleceu diretrizes de ensino com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Já em 2015, a identificação e atendimento especial aos alunos superdotados foram contemplados pela lei nº 13.234, que também prevê um cadastro nacional.

Apesar das iniciativas, grande parte do apoio a essas pessoas vem de associações ou entidades filantrópicas privadas, avalia Dora. A pedagoga encabeça o Altas Habilidades, grupo criado na década de 1990 para a divulgar o assunto e realizar estudos científicos.

“O MEC e as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação atuavam com muita timidez neste campo. Então a sociedade civil, sobretudo a acadêmica, sentiu a necessidade de promover uma reflexão e atuação sobre como atender essas pessoas”, opina.

Maria Alice ecoa: “A estrutura no Brasil está em fase de construção, caminhando lentamente. Os Estados Unidos, por exemplo, têm associações de pais de filhos superdotados. Há muito conhecimento disponível, então a família sabe para quem recorrer quando precisam de ajuda”.

O caminho, acredita, envolve capacitação: “A legislação já prevê atendimento especializado, mas precisamos urgentemente educar mais profissionais. Não temos professores preparados para lidar com os superdotados”.

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