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Ex-garçonete se forma médica e escreve carta para antiga chefe: “Obrigada pelo apoio e incentivo”

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Ex-garçonete se forma médica e escreve carta para antiga chefe: “Obrigada pelo apoio e incentivo

A carta postada no Facebook e a proprietária do restaurante, Yvonne: “Às vezes você não percebe o quanto pode influenciar o futuro de alguém” (Foto: Reprodução / Facebook)

“Você é uma chefe incrível e um ser humano melhor ainda”, escreveu Nabiha Islam quatro anos após deixar emprego. “Chorei quando li a primeira vez e choro de novo cada vez que releio”, diz ex-chefe que postou mensagem no Facebook

Publicado na Marie Claire
Nabiha Islam trabalhou durante anos no restaurante Dairy Queen em Ontario, no Canadá. Quatro anos após deixar o emprego, a jovem, hoje formada em medicina, resolveu escrever uma carta de agradecimento à sua ex-chefe, Yvonne Lavasidis. Postada por ela no Facebook, a mensagem se tornou viral no país.

“Bem, eu sou uma médica agora! Levou um bom tempo, eu sei, para voltar ao Dairy Queen, mas eu sempre lembrei de você e de sua gentileza. Você é uma chefe incrível e um ser humano melhor ainda”, escreveu Nabiha.

A proprietária do restaurante, que recebeu a carta na última segunda-feira (30), disse ter ficado comovida. “Obviamente, fiquei muito emocionada. Chorei quando li a primeira vez e choro de novo cada vez que releio”, contou Yvonne à emissora ABC News.

No texto, Nabiha também agradece à ex-chefe por ter permitido que ela se dedicasse aos estudos quando estava no restaurante. “Obrigada por me apoiar e incentivar, por fazer frango halal para mim e me permitir estudar para minhas provas quando não havia clientes no salão”, escreveu.

Ao “Huffington Post”, Yvonne disse que não foi surpresa para ela que a ex-funcionária tenha alcançado seu objetivo, já que sempre foi uma estudante “brilhante” e uma jovem muito amigável. “Eu lembro dela como uma pessoa muito inteligente e esforçada. Tratava os clientes sempre muito bem e era uma alegria trabalhar com ela. Merece todo o sucesso”, disse.

A proprietária do restaurante, de 42 anos, diz que se sente feliz em saber que conseguiu criar um ambiente saudável de trabalho onde jovens podem trabalhar sem deixar de atenção aos estudos.

“Sei que é difícil concilicar trabalho, estudo e ainda colaborar com os pais para pagar as contas. Tentamos criar uma ambiente positivo. Quando eles têm provas, tentamos dar uma folga para estudarem. Tentamos ser flexíveis”, contou ao “Today.com”.

Para Yvonne, a carta de Nabiha é uma prova de que todo esse esforço vale a pena. “Às vezes você não percebe o quanto pode influenciar o futuro de alguém”, diz.

Há diferença de compreensão quando se lê livros e e-books? Pesquisa responde

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livros físicos x e-books

Publicado no Canal Tech

No Brasil, a utilização de dispositivos digitais como os e-readers para a prática da leitura ainda não é pouco difundida e apenas 5% dos livros vendidos no país são digitais – nos Estados Unidos este número já chega a 25%. Mas com um aumento deste tipo de leitura, estudos estão sendo realizados para avaliar se é melhor ou pior para o entendimento a leitura de livros digitais ou tradicionais.

Segundo a Folha de S.Paulo, os resultados apresentam um empate técnico. Duas pesquisas foram realizadas, uma onde os pesquisadores apontam que quem lê em e-readers possui mais dificuldade em relembrar a cronologia dos fatos do que quem lê em livros. Uma segunda pesquisa, no entanto, mostrou que a possibilidade de personalização dos e-books pode ajudar pessoas com dificuldade de atenção.

No primeiro estudo, desenvolvido pela pesquisadora Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega, 50 estudantes foram divididos em dois grupos: um para ler em um e-book e o outro para ler um livro. Após lerem o mesmo conto nas diferentes plataformas, os estudantes foram questionados pelos pesquisadores sobre alguns aspectos da história.

Na hora de responder perguntas sobre ambientação, personagens e objetos da obra as respostas dos dois grupos foram muito próximas, sendo difícil afirmar que nestes quesitos realmente haja uma diferença relevante entre os meios. No entanto, quando questionados sobre a ordem dos eventos da história, os que leram e-books apresentaram muito mais dificuldade em lembrar a ordem cronológica dos acontecimentos.

Para a realizadora do estudo, Anne Mangen, essa dificuldade pode ser reflexo de um retorno tátil que não acontece no Kindle. Isso porque o formato do aparelho não permite a percepção de progresso como acorre no livro que, conforme você lê, vai sentindo que um lado vai diminuindo enquanto o outro aumenta. A reconstrução mental da história pode ter este processo como um dos fatores que auxiliam a memória.

O outro estudo foi realizado pelo pesquisador Matthew Scheneps, do departamento de estudo científico do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos Estados Unidos. Para realizar a pesquisa, 100 estudantes com dislexia (dificuldade de leitura e escrita) tiveram que ler conteúdos em um livro e em iPods Touch que permitiam aumentar a letra de forma que cada linha tivesse duas ou três palavras numa fonte grande.

Neste caso, estudantes com dificuldades de captar o som das palavras e aqueles com menos capacidade de atenção visual tiveram uma significativa melhora na velocidade de leitura e compreensão.

Neste sentido, a capacidade dos e-readers de serem personalizados e se adequarem às necessidades dos estudantes com dificuldades permitem que os dispositivos possam ser usados para auxiliar estes alunos na aprendizagem e incentivo à leitura. No entanto, para leitores que não apresentam dificuldades, a plataforma escolhida terá menos influência nas percepções da leitura.

Realizar tarefas ao mesmo tempo, como ler um livro ou e-book e ouvir música não afetará tanto uma vez que o cérebro irá se concentrar em uma das atividades. A possibilidade que o e-reader oferece é que o leitor possa interagir durante a leitura, por exemplo, com um dicionário ou vendo um vídeo sobre determinado tema, fazendo com que a experiência se torne não necessariamente mais dispersa, mas mais diferenciada e rica.

Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/geek/Ha-diferenca-de-compreensao-quando-se-le-livros-e-e-books-Pesquisa-responde/#ixzz3DlgHlZaM
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Estudos comparam compreensão de texto de quem lê livros eletrônicos e de papel

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Reinaldo José Lopes, na Folha de S.Paulo

O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário –menos de 5% dos livros vendidos hoje no Brasil são e-books, enquanto o número nos EUA chega a 25% –, mas cada vez mais pessoas aderem aos livros eletrônicos. Faz alguma diferença, para o bem ou para o mal?

Comparações entre os dois tipos de leitura indicam um empate técnico.

Por um lado, é possível que ler uma narrativa num e-reader (aparelho projetado para a leitura digital) atrapalhe um pouco a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros aspectos. Por outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem tem dificuldades de ler no papel.

A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada num estudo liderado por Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega.

Ela dividiu 50 estudantes em dois grupos –um tinha de ler a versão em papel de um conto da americana Elizabeth George, enquanto o outro lia o texto num e-reader Kindle. Depois, tinham de responder a perguntas sobre o conto.

A percepção sobre os personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os grupos, e a sobre objetos da história foi até melhor entre quem lia via e-reader, mas os usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos na trama.

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Editoria de Arte/Folhapress

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Editoria de Arte/Folhapress

Já a equipe de Matthew Schneps, do departamento de educação científica do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (EUA), trabalhou com mais de cem adolescentes com dislexia (dificuldade de leitura e escrita). A comparação foi entre ler em papel e em iPods Touch configurados para mostrar de duas a três palavras por linha em letras grandes.

O resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na velocidade de leitura e na compreensão.

A possibilidade de personalizar os aparelhos é um dos trunfos dos e-readers, afirma Carla Viana Coscarelli, especialista em letramento digital da Faculdade de Letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

“Do ponto de vista da acessibilidade, isso é um achado. O mesmo vale para a conversão de texto para áudio no caso de leitores com deficiência auditiva”, compara.

No entanto, no caso de leitores sem grandes dificuldades, ela aponta que não há diferença entre os meios. “O trabalho cognitivo de fazer inferências e perceber ideias implícitas é o mesmo”, diz.

“A situação ainda é muito fluida, porque os dois tipos de leitura continuam misturados, e essa transição vai ser demorada”, diz Ana Elisa Ribeiro, doutora em linguística aplicada e professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais.

Uma das variáveis que influenciam os hábitos de leitura é a relação da pessoa com cada tipo de livro. E-readers e tablets têm tido impacto grande em quem lê textos acadêmicos –nesse caso, a tendência é trabalhar só com o formato eletrônico.

“Por outro lado, vi um estudo interessante com aqueles romances populares femininos, do tipo ‘Júlia’ e ‘Sabrina’. Nesse caso, as pessoas tendem a comprar em papel uma grande quantidade de títulos, em especial os preferidos delas”, diz Ana Elisa.

Também não parece haver diferença no tempo de leitura entre livros digitais e impressos, ou mesmo no nível de concentração.

“Mesmo que você esteja ouvindo música e lendo no tablet ao mesmo tempo, sua atenção só vai ter um único foco”, exemplifica Ana Elisa.

“É uma faca de dois gumes. Outros aplicativos podem acabar tirando você do texto, mas você também pode usá-los para procurar uma palavra no dicionário, acessar vídeos ou blogs sobre o tema. A experiência de leitura não necessariamente fica mais dispersa –pode se tornar mais aprofundada.”

dica do Jarbas Aragão

Seria o brasileiro um “analfabeto” científico?

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Desempenho brasileiro no primeiro Índice de Letramento Científico mostra que ciência não está integrada ao cotidiano do brasileiro. (foto: Flickr/ Fortimbras - CC BY-NC-ND 2.0)

Desempenho brasileiro no primeiro Índice de Letramento Científico mostra que ciência não está integrada ao cotidiano do brasileiro. (foto: Flickr/ Fortimbras – CC BY-NC-ND 2.0)

Novo índice mostra que a ciência influencia a forma de ver o mundo e de lidar com situações complexas de apenas 5% dos avaliados, enquanto mais da metade sequer consegue aplicar o que aprendeu na escola em situações cotidianas.

Marcelo Garcia, no Ciência Hoje

Título original: Brasileiro: ‘analfabeto’ científico?
Como você avalia a sua capacidade de utilizar o conhecimento científico para resolver questões do dia a dia? E para fazer abstrações, criar hipóteses, planejar e inovar? Em um mundo em que a ciência e a tecnologia estão cada vez mais presentes, em que a sociedade é chamada a se posicionar sobre grandes questões como pesquisas com células-tronco e cultivo de transgênicos e no qual inovar é a palavra de ordem das empresas, essas questões são fundamentais. Mas, segundo a primeira edição do Índice de Letramento Científico (ILC), no Brasil é muito baixa a quantidade de pessoas ‘letradas’ em ciências, capazes de empregar os conhecimentos escolares no seu cotidiano e no planejamento do futuro.

Bem diferente das avaliações de ensino existentes no Brasil, a proposta do ILC é medir quanto do conhecimento escolar é de fato aplicado na prática. Para seus criadores, o resultado negativo ajuda a entender alguns gargalos sociopolíticos e econômicos do país, como a baixa capacidade de inovação. O índice, cuja versão completa foi divulgada recentemente, é fruto de uma parceria entre o Instituto Abramundo, o Instituto Paulo Montenegro, responsável pela ação social do Grupo Ibope, e a ONG Ação Educativa.

Para sua construção, foram aplicados questionários a 2002 pessoas entre 15 e 40 anos, com ao menos quatro anos do ensino fundamental completos, em oito capitais estaduais e no Distrito Federal. O questionário era composto por mais de 60 perguntas, que avaliaram a capacidade de identificar simples informações explícitas em texto, tabela ou gráfico (como consumo de energia ou dosagem em bula de remédio), de comparar informações simples para tomar decisões; de empregar informações não explícitas para resolver problemas práticos e processos do cotidiano e, ainda, de propor e analisar hipóteses sobre fenômenos complexos, mesmo não diretamente ligados ao seu dia a dia. A partir das respostas, os participantes foram classificados por nível de letramento: ausente, elementar, básico e proficiente.

O maior desafio foi traduzir o domínio de conceitos científicos em perguntas diretas e práticas para agrupar os participantes em faixas claras e facilitar ações posteriores. A metodologia aplicada foi adaptada do Índice de Analfabetismo Funcional (IAF), também produzido pelo Instituto Paulo Montenegro e que avalia os conhecimentos de português e matemática na prática. A ideia é que a avaliação seja repetida a cada dois anos.

Resultados preocupantes

De forma geral, 79% dos participantes ficaram na zona intermediária (48% no nível 2 e 31% no nível 3), enquanto 16% apresentaram letramento ausente (nível 1) e apenas 5% do total se mostraram de fato proficientes em ciência. O índice torna clara a dificuldade de grande parte dos entrevistados em realizar tarefas simples: 43% deles declararam ter problemas para compreender gráficos e tabelas, enquanto 48% acham difícil interpretar rótulos de alimentos. Entre aqueles com ILC elementar (mais comum), 58% tem problemas, por exemplo, para consultar dados sobre saúde e medicamentos na internet.

Resultado ruim mesmo entre gestores públicos mostra que pensamento científico pouco influencia suas decisões, o que pode ter consequências negativas em todos os campos, da própria educação à saúde, ao saneamento e ao planejamento urbano, por exemplo. (foto: Flickr/ Samchio – CC BY-NC-SA 2.0)

Resultado ruim mesmo entre gestores públicos mostra que pensamento científico pouco influencia suas decisões, o que pode ter consequências negativas em todos os campos, da própria educação à saúde, ao saneamento e ao planejamento urbano, por exemplo. (foto: Flickr/ Samchio – CC BY-NC-SA 2.0)

Os resultados também foram relacionados ao nível de formação e à área de atuação dos entrevistados – e ficam ainda mais preocupantes, já que os indivíduos com ensino superior considerados proficientes em ciência foram apenas 11%, enquanto 48% estão no nível 3, 37% no nível 2 e quase inacreditáveis 4% apresentaram letramento ausente.

Em relação ao mercado de trabalho, as áreas de administração pública, educação e saúde alcançaram o melhor resultado, apesar de pouco animador: 43% das pessoas têm letramento básico e 9%, proficiente. Na indústria e na prestação de serviços, 42% e 31% dos trabalhadores ficaram no nível 3, enquanto apenas 5% e 6% eram proficientes, respectivamente.

A diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro, Ana Lucia Lima, diz ter ficado surpresa com a baixa proficiência dos indivíduos mais escolarizados e dos tomadores de decisões, empreendedores e empresários, envolvidos diretamente no investimento e planejamento de atividades que vão desde o descarte do lixo à gestão da saúde e da educação. “Os dados mostram que o aprendizado fica restrito à escola e é preocupante que a ciência influencie tão pouco a visão de mundo dessas pessoas, sua atividade cotidiana e as decisões que tomam”, avalia.

Consequências adversas

Para os responsáveis pelo ILC, os impactos do cenário apontado pelo índice vão desde questões cotidianas a problemas que abrangem a vida econômica e social do país. “No dia a dia, isso se manifesta quando a cabeleireira usa um produto que ela deveria saber que faz mal ou quando os pais medicam os filhos por conta própria sem pensar nos efeitos colaterais ou nas interações entre medicamentos”, exemplifica Lima.

“Os reflexos também aparecem na pífia capacidade de inovação de nossas empresas: os trabalhadores pouco refletem sobre seu trabalho, não desafiam o status quo”, afirma Ricardo Uzal Garcia, presidente do Instituto Abramundo. “Além disso, o brasileiro não parece, em geral, preparado para opinar sobre grandes temas da ciência nem para tomar decisões cada vez mais necessárias sobre temas como transgênicos e células-tronco.”

Lima aponta ainda a formação de um gargalo de mão de obra no país e faz um alerta para o futuro. “Os empregos no país têm aumentado, mas apenas as vagas pouco especializadas; cargos melhores permanecem ociosos também pela inexistência de um pensamento científico aplicado, necessário para tais posições”, analisa. “Algo precisa ser feito para mudar essa situação, pois se nossos gestores tomam decisões que pouco consideram o conhecimento científico, a ciência nunca será valorizada como deve e isso continuará a impactar a inovação, a saúde, o meio ambiente e todas as áreas.”

Ensino de ciências

Junto com o índice, também foi feita uma pesquisa de percepção pública da ciência, cujo resultado é significativo: apesar do fraco desempenho no ILC, os participantes reconhecem a importância da ciência para a compreensão de mundo (42% concordam plenamente e 30% concordam em parte) e para obter boas oportunidades de trabalho (41% e 27%, respectivamente). “As pessoas têm interesse e acham a ciência importante, mas não vão a fundo porque não se sentem competentes”, avalia Lima. “É uma pista importante de que há algo errado na formação dos estudantes”, completa Garcia.

Uma olhada em outros indicadores de ensino reforça a má situação do país na área: no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), por exemplo, um dos piores desempenhos do Brasil é em ciências (59º entre 65 países).

Para melhorar o índice, segredo pode estar em investir mais no ensino fundamental e buscar maneiras de manter o interesse dos jovens pela ciência. (foto: Flickr/ emeryjl - CC BY 2.0)

Para melhorar o índice, segredo pode estar em investir mais no ensino fundamental e buscar maneiras de manter o interesse dos jovens pela ciência. (foto: Flickr/ emeryjl – CC BY 2.0)

Lima recupera a história da educação no país para explicar a situação atual. “O ensino se tornou um grande desafio a partir da década de 1990, pois sua universalização incluiu pessoas historicamente segregadas, famílias com níveis muito baixos de escolaridade”, afirma. A mudança, segundo ela, levou a um natural privilégio do ensino de português e de matemática, por serem competências mais básicas. “Em 25 anos, os avanços nessas áreas ainda não foram suficientes, mas ainda assim acredito que já seja hora de avançar para outros campos, e a ciência é a candidata natural para receber mais atenção.”

Um dado que se destaca no ILC é o desempenho semelhante de indivíduos com ensino fundamental e com ensino médio – 50% de pessoas do primeiro grupo têm letramento elementar, contra 52% no segundo, que também conta com 15% de pessoas com letramento ausente. Para Lima, as conversas com professores dão pistas sobre os motivos por trás desse resultado, por reforçarem que nas séries iniciais as crianças adoram ciências, mas perdem o interesse depois. “O desempenho no ensino médio deveria ser proporcional ao investimento maior, com professores especialistas e maior carga horária”, diz. “Como matamos essa curiosidade natural? Deve haver muita coisa errada, do currículo à forma de ensinar.”

Garcia ressalta a necessidade de criação de programas de ensino voltados para as séries mais baixas. “O impacto da iniciação científica de qualidade desde as primeiras séries pode ser fundamental para despertar o gosto por ciências no futuro”, diz.

Os organizadores também apostam na educação não formal e na parceria com a iniciativa privada para tentar mudar esse quadro. “Precisamos criar museus e centros de ciência para estimular uma cultura científica que hoje não existe”, defende o presidente da Abramundo. “Podemos pensar, por exemplo, em exposições sobre os ciclos do petróleo ou da agricultura, áreas em que atuam empresas enormes.” Lima conclui: “O problema não é só da escola, já que muitas pessoas não voltarão à sala de aula; é aí que a ação de igrejas, sindicatos e empresas pode ser fundamental.”

Estas 10 práticas vão deixar você mais inteligente

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Seu cérebro é capaz de realizar muitas peripécias, mas você pode dar uma ajudinha

Fonte da imagem: Shutterstock

Fonte da imagem: Shutterstock

Daiana Geremias, no Megacurioso

Quer ficar mais esperto, ter um rendimento melhor nos estudos e no trabalho? Sabia que é possível dar um empurrãozinho no funcionamento do seu cérebro? A revista Time fez uma lista com pequenas atitudes que podem ajudar você a ser uma pessoa mais inteligente. Confira quais são essas atitudes a seguir e depois nos conte se já pratica alguma delas:

1 – Administração do seu tempo online

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Você provavelmente já reparou que, de vez em quando, faz seu login no Facebook “só para dar uma olhadinha” e, de repente, lá se foram algumas horas diante da tela azul e branca. Não que você não possa se divertir com as redes sociais, mas aprender a administrar seu tempo na internet é uma grande coisa.

Você pode usar “o lado bom” da internet e se dedicar a aprender coisas novas, ver palestras do TED, tentar aprender uma nova língua, conhecer um novo país, aprender mais a respeito do corpo humano e por aí vai.

2 – Tome nota!

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Você tem acesso a um número muito grande de informações todos os dias, por isso não adianta pensar que vai conseguir lembrar sempre o conteúdo daquela matéria do Mega Curioso que você acabou de ler e que achou incrível. Quando alguma coisa for realmente importante para você – por exemplo: se for algo que possa cair em uma prova –, o ideal é que você faça anotações para poder lembrar depois.

3 – Faça uma lista das coisas que você já fez

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Ser confiante e feliz é sinal de inteligência, e uma boa forma de você se tornar confiante e satisfeito é se lembrar das coisas que já conquistou. Se sua meta era fazer academia e se você já está fazendo aulas de musculação há duas semanas, lembre-se disso. Idem para aquela conquista no trabalho, na faculdade, na escola. Isso vai fazer de você uma pessoa mais motivada.

4 – Jogue mais!

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Os jogos mais recomendados para treinar seu cérebro são o xadrez, alguns jogos de baralho e, claro, as famosas palavras cruzadas. Tudo que envolve planejamento estratégico e memória é uma boa ideia. Melhor ainda se você jogar sozinho, sem ajuda de livros e dicas.

5 – Selecione melhor seus amigos

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Não é novidade que as pessoas com as quais você se relaciona podem influenciar seus hábitos e suas decisões. Por isso, é sempre bom manter por perto aquele amigo que gosta de ler, que vai bem nos estudos, que tem um bom relacionamento social, que sabe tomar boas decisões e que tem boas conversas. Esse conselho serve para a vida inteira: é sempre bom ter por perto uma pessoa inteligente tanto na questão racional da coisa quanto na emocional também.

De acordo com Saurabh Shah, o seu QI é uma média do QI das cinco pessoas mais próximas de você. Isso só comprova o que falamos no parágrafo anterior: ficar perto de gente esperta faz de você uma pessoa esperta.

6 – Leia muito

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Esse é um conselho muito batido e, para alguns, um pouco chato. Ainda assim, é preciso reforçar o poder da leitura, principalmente em tempos de redes sociais, quando passamos mais tempo em contato com conteúdos rasos do que com uma boa narrativa literária, por exemplo.

Cientificamente falando, a leitura tem o poder de dar aquele impulso que seu cérebro precisa de vez em quando, sem falar que é um ótimo exercício para a criatividade também. Você não precisa começar lendo a obra completa de Dostoiévski, mas pode criar o hábito de ler jornal e, quem sabe, aquele livro que faz mais o seu estilo. O importante é ler bastante e sempre. (mais…)

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