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Posts tagged ética

Esse livro didático explicita o machismo no ensino da medicina

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(Reprodução/Facebook)

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“Somos contra a agenda do politicamente correto”, responderam os responsáveis pela publicação, a Medgrupo, rede de preparo para concursos médicos.

Giovana Feix, no M de Mulher

Estruturada de forma semelhante à dos cursinhos pré-vestibular, a Medgrupo é uma rede de preparo para concursos médicos – como o Revalida e as seleções para residência. Eles estão presentes em todo o Brasil e, além de aulas presenciais e à distância, também produzem material didático.

Em um de seus livros, “MED 2013: Síndromes de Transmissão Sexual“, é através de ilustrações e casos extremamente estereotipados e sexistas que eles procuram explicar a futuros médicos como funcionam algumas doenças sexualmente transmissíveis.

(Reprodução/Facebook)

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Diante disso, uma aluna de medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) resolveu enviar uma mensagem à empresa. “Comecei a utilizar alguns módulos do Medgrupo cedidos por colegas já residentes para estudar os conteúdos”, escreve ela. “No entanto, tive o desprazer de ser exposta a casos clínicos com comentários machistas e ilustrações que expõem o corpo feminino de maneira vulgar”.

(Reprodução/Facebook)

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“Em um caso, uma menina portadora de vaginose bacteriana (um sofrimento, vale ressaltar) é retratada em um desenho de uma mulher seminua com vários peixes em cima do seu corpo e um homem de nariz tampado devido ao mal cheiro”, continua.

Em resposta à jovem, a direção do Medgrupo disse ser contra a “agenda do politicamente correto”.

Confundir dignidade com tal “agenda” é algo recorrente. No caso da formação de profissionais da área médica, porém, é extremamente importante a preocupação com um tratamento respeitoso e humanizado. As mulheres que sofrem das síndromes ensinadas no texto não possuem uma vida “promíscua” – e, mesmo se tiverem, isso não é, de maneira alguma, de interesse de seu médico. Saiba mais: A diferença entre um parto no SUS e um parto humanizado

“A última frase do caso relata que um dos testes necessários para o diagnóstico não foi realizado, porque o médico ficou ‘tão enjoado’ que o diagnóstico era evidente”, conta ainda a aluna, no e-mail enviado ao Medgrupo, sobre a história ilustrada pela mulher rodeada de peixes.

Pais: Parem de educar seus filhos para serem campeões olímpicos

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Track Champions

Track Champions

Barbara Semerene, no Brasil Post

Não me surpreende que o Brasil esteja ganhando menos medalhas do que o esperado nos Jogos Olímpicos Rio 2016. A meu ver, a expectativa era “fantasiosa”. Ganhar uma competição olímpica depende de muito mais do que esforço individual: é resultado de todo um aparato econômico-histórico-cultural que confere poder, autoestima, apoio afetivo e financeiro ao atleta, desde bem antes de ele ter nascido.

Historicamente, faz bem pouco tempo que o governo brasileiro investe em políticas públicas no esporte, comparado com países ricos e desenvolvidos, que tradicionalmente se destacam como campeões. O resultado das Olimpíadas sempre foi reflexo da geopolítica mundial, com raras exceções. Em geral, são mais bem sucedidos os “filhos” de países hegemônicos no mundo. Um ou outro “guerreiro” escapa ileso deste jogo de poder simbólico.

Pelo mesmo motivo, não é surpresa o show que os times femininos estão dando em diversos esportes, e o fato de ter o maior número de atletas assumidamente LGBTT. Mais uma vez: as Olimpíadas são reflexo da nossa cultura.

O que mais tem me chamado a atenção nestes Jogos Olímpicos é a reação de alguns atletas ao perder uma competição. Um judoca brasileiro, ao ser desclassificado por um golpe proibido, se nega a sair do tatame, discute com o juiz e fica gritando em direção aos mesários. Depois de alguns minutos, decide deixar a área de luta e abandona o ginásio chorando. Ele alega ter sido roubado, acusa a arbitragem internacional de persegui-lo e sempre prejudicá-lo no circuito mundial.

Em outro episódio, o treinador do atleta francês que fica atrás do brasileiro no salto de vara diz que o Brasil é um país bizarro. Um outro francês, desta vez na modalidade vôlei, justifica sua derrota acusando os colegas de doping.

Apesar de aparentemente inusitadas para um adulto, tais reações “exageradas” diante de uma frustração tampouco deveriam nos surpreender. Aliás, elas poderiam ser até mais comuns, considerando o mundo hipercompetitivo em que vivemos, onde não há espaço para perdedores. Um mundo onde as frustrações afetivas, desde a mais tenra idade, são tamponadas pelo consumismo, por recompensas materiais de pais que estão no mercado de trabalho ocupados demais tentando “vencer na vida”, sem tempo para dar amor e companhia para seus filhos.

Antes mesmo de o bebê sair da barriga, os pais planejam tudo para que ele seja um “vencedor”.

Estamos colocando nossos filhos no curso de inglês, no judô, na natação, no Kumon, no mandarim, na aula de música aos 2 anos de idade pra que ele seja bastante estimulado e consiga competir no mercado de trabalho. E pouco importa se já tem maturidade emocional para dar conta de uma agenda tão cheia.

Assim vamos educando crianças que nunca tiveram a oportunidade de brincar. Desde que nascem, jogar é obrigação, é treino, é competição.

Começamos na mais tenra idade a “treinar” nossos filhos para sobreviver neste mundo por meio de uma educação baseada em “punições e recompensas”. Reforçamos comportamentos positivos com “medalhas afetivas” ou materiais, e punimos na mesma moeda quando eles não são bem-sucedidos em comportamentos que julgamos “incorretos” ou aquém do esperado.

Simbolicamente, estamos o tempo todo dizendo para nossas crianças que elas só terão valor e só serão amadas se forem “campeãs” e atingirem as metas e objetivos que nós estipulamos.

O sistema escolar segue a mesma linha: avalia todos os alunos por meio de notas padronizadas e jamais dá retornos individuais considerando as singularidades do aprendizado e autenticidade das respostas de cada aluno.

Somos todos tratados como números. E queremos todos ser o número 10. E, quem não quer, é considerado um loser, ainda que seja um poeta ou gente finíssima.

O especialista em educação americano Alfie Kohn, em seu livro Unconditional Parenting (Paternidade e Maternidade Incondicionais, em tradução livre), critica esse modelo amplamente utilizado mundo afora de educação baseada no castigo e recompensa. Diz que os pais deveriam se perguntar menos “como fazer meu filho agir como quero?” e se questionar mais “do que meu filho precisa e como posso dar a ele o que ele precisa?”.

Segundo Kohn, é equivocada a visão de que somos pais permissivos e vivemos numa sociedade centrada na criança. “Não é verdade. As crianças vivem frustradas, porque seus pontos de vista não são levados a sério. Muitos pais tratam os filhos como irritantes desconhecidos. Os pais não precisam ser mais rígidos com os filhos, mas, sim, passar mais tempo com eles, para dar a eles mais orientação e tratá-los com mais respeito.”

Kohn defende uma educação menos voltada a estratégias que façam as crianças agirem conforme queremos no curto prazo. “Se você não comer tudo, não ganha sobremesa.” “Se você passar no vestibular, te dou um carro”, “se você correr na escada, vai ficar de castigo”. Às vezes, até renegando amor: o filho fica de recuperação e o pai fecha a cara e dá um gelo nele.

Vira e mexe me vejo fazendo este tipo de coisa com o meu filho de 4 anos. Às vezes até estimulo descaradamente a competitividade. Para fazê-lo ir logo escovar os dentes antes de sairmos para a escola, proponho: “vamos ver quem chega primeiro no banheiro?”.

Mas ando mais atenta às mensagens que estou transmitindo e que crianças registram para a vida toda: “competir é legal”, “só me amam quando faço exatamente o que o outro quer”, “para conseguir o que se quer, ameace e coloque medo”.

Segundo Kohn, quanto mais usamos a punição como conduta, mais criamos pessoas que pensam em como as consequências de suas ações afetarão elas próprias e não os outros… Crianças autocentradas.

Kohn argumenta que a punição impede a reflexão moral. Além disso, estimular a competitividade leva a criança a ver cada colega como potencial obstáculo para o seu sucesso. Os resultados previsíveis são: alienação, agressividade, inveja.

O escritor americano afirma que quando o seu senso de competência depende de triunfar sobre os outros, você irá, na melhor das hipóteses, se sentir seguro só de vez em quando, porque nem todos podem ganhar.

A competitividade torna a autoestima condicionada e precária e tem efeito sobre campeões e perdedores. Ele conclui: evite posicionar seu filho no mundo como superior aos outros. E aconselha: seja mais acolhedor e apoiador do que controlador; evite atrelar sua própria identidade às conquistas do seu filho.

Nada contra ser orgulhoso das conquistas dele, mas quando contar vantagem sobre o filho é algo que se faz com frequência e muito entusiasmo, é possível que se esteja confundindo sua identidade com a dele.

Lá em casa, faço questão de não deixar o meu filho de 4 anos ganhar todas as vezes em um jogo ou brincadeira. E nem fazer elogios do tipo “nossa, como você está bonito, vai ser o menino mais bonito da festa” ou “você é o melhor jogador de futebol do mundo”.

Durante muito tempo, ao não acertar no gol ou ao sair perdendo no dominó, meu pequeno agia de forma bem parecida àquele judoca brasileiro: dava piti, se jogava no chão, dizia que não tinha valido.

Aos poucos, eu tenho contado pra ele que o legal é jogar pra se divertir, não para ganhar. E divertido é quando cada hora um ganha. Se ele sempre ganhar, o outro sempre vai perder, o que, além de ser sem graça, não é justo que só um fique feliz e outro sempre triste. E digo que o amo quando ele perde ou ganha. Quero que ele se sinta amado só por existir.

O Brasil não está precisando de mais campeões olímpicos. O que o Brasil e o resto do mundo precisam é de bons perdedores.

A educação para a ética: sem a desculpa do “não fui só eu”

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Publicado em UOL

Precisamos parar para pensar no valor de nossas ações. Distinguir melhor o que é certo do que é errado. E nos esforçar para conseguir agir de acordo com esse entendimento. Falo de ética.

São precárias as possibilidades do nosso tempo, já disse o advogado e poeta Paulo de Tarso. E, no cenário profundamente antiético, um disparate tem chamado a atenção. Para aquele momento em que, descoberto em roubalheiras, não dá mais para negar o óbvio, o submundo da política nacional tem utilizado uma péssima desculpa. Para abrandar a pena, quem sabe, se livrar dela, com cara coitado, inocente injustiçado, diz por aí, para quem quiser ouvir: “…mas não fui só eu”.

O argumento não é novo. Ouvimos de crianças em formação. Na escola onde estudei, a resposta, por si só, sempre mereceu a censura não raro maior do que a falta praticada. A novidade é o uso oficial, descarado, pela politicagem.

A desculpa esfarrapada não vale para o Direito. De acordo com Código Penal, não ter sido o único a agir errado, não exclui a ilicitude do fato, como o “estado de necessidade” ou a “legítima defesa”. Não retira seu caráter censurável, como acontece quando uma criança, incapaz de entender que o que fez é errado, “furta” um brinquedo do coleguinha (o Juiz não vai mandar prendê-la por isso!). Também não é algo que atenue a punição, como o é um “motivo de relevante valor social ou moral”.

Roubar e falar, depois, que “não fui só eu” é sem-vergonhice, safadeza mesmo. Mais um sintoma muito sério do estado terminal ético que estamos vivendo.

Revela que o problema maior não é ser corrupto, sacanear os outros, desviar dinheiro público, embolsando verbas destinadas à saúde, educação, moradia, etc. O que provoca profunda indignação é se foder sozinho. Isso, sim, é muito injusto.

A prática cotidiana de desvios, dos pequenos aos graúdos – o que está às mãos, quando ninguém está olhando – se tornou nosso testemunho de Brasil. Não há dúvida, não foi o governo petralha que inventou a corrupção. A história mostra que coxinhas e militares ditadores são igualmente competentes nesse ofício. Um aprende com o outro. No fim, nos tornamos lenientes com a podridão. Não a descartamos quando nos convém. Somos, sim, contra o roubo que nos vitima. Somos contra os desvios praticados pelo PT ou pelo PSDB, a depender do lado que estamos. Mas, definitivamente, não somos contra a corrupção em si.

A pobreza ética atual, contudo, não significa que estamos incapacitados para uma experiência melhor. Não é um dado antropológico do brasileiro, feito uma segunda natureza irreversível.

O que nos faltam são boas lições de ética, o debate e aprendizado profundo sobre o que isso quer dizer. Se o mundo adulto está quase perdido, foquemos – os que não se perderam ainda – na geração que vem. A formação ética, aliás, constitui elemento central da educação básica, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais.

A ética não é um catálogo abstrato de bons comportamentos, aprendido numa aula de “educação moral e cívica” e, na prática, ignorado sistematicamente. Não se trata, também, de um conjunto de regras que cumprimos, sem saber muito bem o porquê, só porque Deus, o pai, o professor ou o líder espiritual ou político mandou. Ética tem a ver com deveres que cumprimos porque, para nós, isso é o certo, é o justo, ainda que o mundo insista em descumpri-los. São deveres que fazem parte de nós.

Isso é a autonomia, que define a vida democrática: a autodeterminação por normas que nos demos, que aprendemos, criticamos, melhoramos e concordamos. Por isso, seguimos, independentemente de que (e quem) estejam nos olhando. É a consciência do andar “direito”, livre e responsável. Nos alerta, permanentemente, que a falta de respeito, a corrupção alheia não justifica que andemos errado também.

Ministro da Educação dá bronca em aluno no Facebook

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Renato Janine respondeu a estudante que perguntou tema da redação do Enem: ‘Estude ética. Muita ética! E pratique’

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Publicado em O Globo

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, deu uma bronca via Facebook em um estudante que perguntou sobre o tema da redação do Enem deste ano: “Estude ética. Muita ética! E pratique”, respondeu o ministro.

Em um post publicado em sua página na rede social, Janine afirma que recebe inúmeras mensagens diariamente, a maioria delas “boa, embora não tenha tempo de responder”. Mas, diante do pedido do garoto, ele disse que fez questão de se posicionar. Sem identificar o remetente, Janine reproduziu a mensagem que recebeu.

“Boa noite ministro!

Eu já estou estudando a (sic) algum tempo para o Enem, e estou pensando em alguns temas que podem cair na redação. O excelentíssimo não poderia me informar algo sobre? Ficarei muito agradecido.”

Após dar a “dica” sobre ser ético, precavido, Janine retornou aos comentários da publicação e escreveu:

“Antes que alguém entenda (!?) que ética será o tema da redação, informo: eu não tenho a menor ideia. Não passou por mim.”

Autor do livro “Ética na política”, o ministro da Educação tem demonstrado preocupação com a questão. Em entrevista ao Programa do Jô no mês passado, Janine afirmou inclusive que pretende implementar nas escolas iniciativas relacionadas à ética e ao combate à corrupção.

Educar para desobediência

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Educar e dar educação são tarefas opostas: educar é ensinar como encontrar a verdade; dar educação, como escondê-la. Mas como lidamos com essa contraditória tarefa diariamente imposta de educar e dar educação?

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Daniel Martins, em Estadão

Dar educação é algo muito diferente de educar. Na verdade, é o oposto. Educar é ensinar como encontrar a verdade; dar educação é ensinar como escondê-la. Educar é promover o desenvolvimento do raciocínio, estimular a capacidade crítica, encorajar o aprofundamento nas questões. Dar educação é ensinar a não falar o que se está pensando, não apontar o que se está vendo, não se alongar em assuntos impertinentes. Educar cria gente incômoda. Dar educação cria gente acomodada. Mas ambos são necessários.

Não seria possível – ou de meu ponto de vista, desejável – criarmos uma sociedade de gente “sem educação”. Não gosto que soltem pum na minha frente, mas se acontecer de eu soltar, não quero que comentem. Nem todas as verdades podem ser ditas para o bem da harmonia entre as pessoas. Não é prudente andarmos desafiando as leis de trânsito. Mas paradoxalmente, um bando de gente absolutamente educada teria dificuldade de promover avanços na sociedade. A lei, a ordem, as regras, são essencialmente conservadoras: por definição, elas existem para manter as coisas como estão. A obediência total seria paralisante. E perigosa: é famoso o exemplo dos carrascos nazistas levados a julgamento que se defendiam dizendo que estavam apenas cumprindo ordens, sendo obedientes. Mesmo os juízes alemães que condenaram judeus baseados em leis que hoje nos parecem absurdas alegavam, posteriormente, que só estavam cumprindo a lei – não para isso que serve um juiz? – perguntavam. Veja como também é preciso saber desobedecer.

Os pais e professores sabemos muito bem disso tudo. Mas como lidamos com a contraditória tarefa diariamente imposta de educar e dar educação ao mesmo tempo? Tentamos desesperadamente desviar o olhar dos nossos filhos e alunos do ponto essencial – a possibilidade de questionamento – para a questão colateral de qual é a fonte das regras. Mais ou menos assim: se sou “eu” ou alguma “autoridade” que está falando, obedeça; se são as “suas companhias”, questione. Claro que isso se sustenta por pouco tempo. Uma vez que a objeção se torna uma ferramenta, seu alcance deixa de ser controlável.

Existe uma solução, mas ela é trabalhosa. Em primeiro lugar poderíamos aceitar a realidade desse paradoxo, ensinando aos jovens desde logo que tudo pode ser questionado. O medo que nos assola nesse momento é o da perda de poder: e se eles resolverem questionar tudo? Seremos capazes de justificar todas as regras? Será a anarquia? Não necessariamente, se também transmitirmos os fundamentos da vida em sociedade: a dignidade absoluta da vida humana, o exercício da empatia, o consequente respeito ao próximo. Esses aspectos, contudo, não são simplesmente “ensináveis”; antes, são assimilados pela observação. Então, só mesmo construindo esse “ethos educado” é que podemos “dar educação”. O escritor americano Alfie Kohn chama essa postura de “rebeldia reflexiva” – quer se rebelar? Tudo bem, mas justifique racionalmente o porquê.

Difícil, não é? Tão mais fácil dizer “Porque eu estou mandando”, ou “Porque senão a polícia prende”. Tão mais complicado buscar o discernimento do certo e do errado, para além das normas, mantendo o foco no outro. Mas não vejo outra saída. Pois como disse Jean Jaurès: “Ninguém ensina o que sabe. Ninguém ensina o que quer. Só se ensina o que se é”.

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