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Maior historiador vivo do Brasil, Evaldo Cabral de Mello anuncia que não vai mais escrever livros

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“Velhice é um negócio muito estranho. Você perde a curiosidade, perde a saúde. Perde, o que é mais grave, a memória”

Euler de França Belém, no Jornal Opção

evaldo cabral de meloRafael Cariello, da revista “Piauí”, escreveu um belo perfil — “O casmurro” — do maior historiador brasileiro vivo, Evaldo Cabral de Mello, de 79 anos, autor dos livros “A Outra Independência” e “Olinda Restaurada”. O irmão do poeta João Cabral de Melo Neto, ambos diplomatas, disse que não vai escrever mais livros.

“Eu já não escrevo. Já peguei meus livros e já me desfiz deles. Não vou escrever mais. Não tenho mais condições de saúde. E a cabeça já não funciona com rapidez e a lucidez de uma pessoa jovem”, afirma Evaldo Cabral de Mello.

O repórter insistiu, ecoando o interesse de historiadores e leitores das valiosas obras de Evaldo Cabral de Mello, e a resposta não mudou: “Não. Não tenho condições. Não tenho mais prazer em escrever. Não tenho mais curiosidade. A velhice é um negócio muito estranho. Você perde a curiosidade, perde a saúde. Perde, o que é mais grave, a memória. Há dois ou três anos, quando me detectei trocando fatos, episódios, pensei: está na hora de parar. É um negócio que você fica meio deprimido”. O pesquisador contou que toma medicamento para depressão.

O escritor americano Philip Roth, de 82 anos, escreveu um pequeno romance, “Homem Comum”, no qual o narrador sugere que “a velhice é um massacre”. Difícil discordar.

Evaldo Cabral de Mello assume lugar de João Ubaldo na ABL nesta sexta

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O escritor Evaldo Cabral de Mello é um dos mais destacados historiadores do Brasil (Foto: Tomás Rangel/Folhapress)

O escritor Evaldo Cabral de Mello é um dos mais destacados historiadores do Brasil (Foto: Tomás Rangel/Folhapress)

Diplomata e historiador irá suceder João Ubaldo Ribeiro na cadeira 34.
Cerimônia acontece nesta sexta-feira (27) na sede da ABL, no Rio.

Publicado no G1

O diplomata e historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello toma posse nesta sexta-feira (27) na Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele assumirá a cadeira 34, antes ocupada por João Ubaldo Ribeiro, que morreu em julho do ano passado.

Evaldo Cabral de Mello nasceu no Recife em 1936 e atualmente mora no Rio de Janeiro. Estudou Filosofia da História em Madri e Londres e é considerado um dos historiadores brasileiros mais destacados. Ele se especializou em História regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII, tema que permeou muitos de seus livros.

Diplomata, Evaldo serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, e também nas missões do Brasil em Nova York e Genebra, e nos consulados gerais do Brasil em Lisboa e Marselha.

Sua primeira obra, Olinda restaurada foi publicada em 1975. Em seguida publicou O norte agrário e o Império (1984), Rubro veio (1986), O nome e o sangue (1989), A fronda dos mazombos (1995), O negócio do Brasil (1998), A ferida de Narciso (2001) e Nassau: governador do Brasil Holandês (2006), este para a Coleção Perfis Brasileiros, da Companhia das Letras. É organizador do volume Essencial Joaquim Nabuco, da Penguin-Companhia das Letras.

Evaldo foi eleito membro da ABL em 23 de outubro do ano passado, com 36 votos, na sucessão do acadêmico, romancista, cronista, jornalista e tradutor João Ubaldo Ribeiro. A cadeira 34 havia sido ocupada antes por João Manuel Pereira da Silva, fundador – que escolheu como patrono o sacerdote, poeta e autor de diversas obras líricas de caráter filosófico Sousa Caldas –, Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Júnior), Lauro Severiano Müller, Dom Aquino Correia, R. Magalhães Jr. e Carlos Castelo Branco.

Na cerimônia de posse nesta sexta-feira, o acadêmico, professor e escritor Eduardo Portella fará o discurso de recepção. Antes, Evaldo Cabral de Mello discursará. Logo depois, o Presidente da ABL, o acadêmico Geraldo Holanda Cavalcanti, convidará o decano para entregar a espada, o Acadêmico Alberto da Costa e Silva, para fazer aposição do colar, e o Acadêmico Alberto Venancio Filho, para entregar o diploma ao novo imortal.

Evaldo Cabral de Mello é eleito para vaga de João Ubaldo na ABL

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historiador Evaldo Cabral de Mello é eleito para a ABL

(Foto: Divulgação)

Vinte acadêmicos votaram pessoalmente e 16 enviaram sua escolha por carta

Publicado no Correio da Bahia

O historiador e diplomata Evaldo Cabral de Mello, de 78 anos, foi eleito nesta quinta-feira, 23, para ocupar a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras (ABL), vaga desde a morte de João Ubaldo Ribeiro, em 18 de julho passado. Evaldo recebeu 36 dos 37 votos possíveis (houve uma obtenção), em primeiro escrutínio.

Vinte acadêmicos votaram pessoalmente e 16 enviaram sua escolha por carta. Um dos mais destacados historiadores brasileiros, Evaldo é irmão do poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999), que também foi acadêmico, eleito em 15 de agosto de 1968. O novo integrante da ABL nasceu em Recife em 1936 e atualmente mora no Rio de Janeiro. Estudou Filosofia da História em Madri e Londres.

Em 1960 ingressou no Instituto Rio Branco, que tem sede no Rio e forma diplomatas, e dois anos depois iniciou a carreira diplomática. Serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, em missões do Brasil em Nova York e Genebra e nos consulados gerais do Brasil em Lisboa e Marselha.

Evaldo é especialista em história regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII, tema de vários de seus livros, como “Olinda restaurada” (1975), sua primeira obra, “Rubro veio” (1986), sobre o imaginário da guerra entre Portugal e Holanda, e “O negócio do Brasil” (1998), sobre os aspectos econômicos e diplomáticos do conflito entre portugueses e holandeses. Sobre a Guerra dos Mascates e a rivalidade entre brasileiros e portugueses em seu Estado natal, publicou “A fronda dos mazombos” (1995).

Fique de olho: eles podem virar imortais

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Nathália Bottino, no Brasil Post

No mês de julho, a ABL perdeu três grandes nomes da literatura nacional: Ivan Junqueira, João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna. Essas cadeiras passam agora para Ferreira Gullar, Evaldo Cabral de Mello e Zuenir Ventura. E assim a vida na Academia segue. Mas a questão é: quem são os jovens de hoje que vão se sentar nas cadeiras nos próximos anos? Com base numa lista divulgada pela renomada revista literária Granta dos melhores jovens autores do Brasil e finalistas e vencedores de prêmios como o Jabuti e o Prêmio São Paulo de Literatura, fiz uma seleção com os autores promissores que podem virar imortais nos próximos anos. Vale a pena ficar de olho neles! 😉

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Daniel Galera
Nasceu em 1979, em São Paulo, mas passou a maior parte da vida em Porto Alegre. É um dos criadores da editora Livros do Mal, pela qual publicou o volume de contos Dentes guardados. É autor dos romances Até o dia em que o cão morreu, adaptado para o cinema, Mãos de cavalo, publicado também na Itália, na França, em Portugal e na Argentina, Cordilheira e Barba ensopada de sangue.

Por que ficar de olho?
O garoto venceu o Prêmio Machado de Assis de Romance, da Fundação Biblioteca Nacional, com o romance Cordilheira. Ele está na lista da revista Granta dos melhores escritores brasileiros jovens, é finalista do Prêmio Jabuti de Melhor Romance com Barba ensopada de sangue e venceu, com a mesma obra, o melhor livro do ano pelo Prêmio São Paulo de Literatura 2013.

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Ricardo Lísias
Nasceu em 1975, em São Paulo. É autor de Anna O. e outras novelas, Cobertor de estrelas, traduzido para o espanhol e o galego, Duas praças, O livro dos mandarins, atualmente sendo traduzido para o italiano. Em 2012, publicou o romance O céu dos suicidas, depois Divórcio e recentemente lançou Intervenções: álbum de crítica, obra exclusiva no formato digital.

Por que ficar de olho?
Reconhecimento não falta para ele: foi o terceiro colocado no Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira de 2006 com Duas praças, finalista do Prêmio Jabuti de 2008 com Anna O. e outras novelas, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010 e 2013 (com O céu dos suicidas) e finalista do Jabuti 2013 de melhor romance com a mesma obra. Seus textos já foram publicados na Piauí e nas edições 2 e 6 da revista Granta em português, que, aliás, indicou Lísias como um dos melhores autores jovens do Brasil.

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Tatiana Salem Levy
Tatiana é escritora, tradutora e doutora em estudos de literatura pela PUC-Rio. A autora, que nasceu em Lisboa, mas se naturalizou brasileira e vive no Rio, escreveu o ensaio A experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze e os romances A chave de casa, Dois rios, e o infantojuvenil Tanto mar.

Por que ficar de olho?
Seu romance A chave de casa foi finalista do prêmio Jabuti 2008 e deu à autora o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria autor estreante, além de ter sido publicado em Portugal, França, Espanha, Itália, Turquia e Romênia. Tanto mar venceu o Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil. Além disso, a autora também integra a lista Granta dos melhores escritores jovens do Brasil.

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Antonio Prata
Nasceu em 1977, em São Paulo, e, além de roteirista, Antonio tem nove livros publicados, entre eles Douglas, Meio intelectual, meio de esquerda, Felizes quase sempre e Nu, de botas. Ele já foi colunista da revista Capricho, do jornal O Estado de S. Paulo e atualmente é colaborador da Folha de S. Paulo.

Por que ficar de olho?
Antonio Prata está entre os melhores escritores jovens do Brasil, de acordo com a revista Granta, seu livro Felizes quase sempre foi finalista do Jabuti 2013 como melhor romance infantil e, com Nu, de botas, venceu o 2º Prêmio Brasília de Literatura na categoria crônicas. (mais…)

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