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Bienal do Livro do Rio vai reunir mais de 300 autores nacionais

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Foto: Divulgação

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A 18ª edição do evento literário promoverá 360 horas de programação cultural em área de 80 mil metros quadrados no Riocentro

Publicado no Midia News

O dado é desconhecido da maior parte do público. Portanto, o registro é mais que oportuno: a Bienal do Livro do Rio é o terceiro maior evento em número de público presente do Brasil – fica atrás apenas do carnaval e do réveillon. A grandiosidade da festa poderá ser comprovada mais uma vez, entre a próxima quinta-feira (31) e o dia 10 de setembro.

Na última edição, em 2015, a Bienal atingiu números bastante expressivos: foram 3,7 milhões de livros para um público de 676 mil visitantes. A arrecadação foi de R$ 83 milhões.

A Bienal será realizada mais uma vez no Riocentro e contará com um número recorde de autores nacionais: serão mais de 300 convidados participando de 360 horas de programação – o que, segundo a organização, representa um aumento de 40% nas atividades culturais que acontecerão em um espaço de 80 mil metros quadrados do centro de eventos.

“A meta é sempre ultrapassarmos os 600 mil visitantes. Para atrair esse público, tentamos montar uma programação bastante variada, com escritores de diversos segmentos. Hoje temos autores nacionais bem sucedidos que escrevem desde romances até literatura gastronômica, passando por biografias. Queremos todas essa variedade na Bienal”, explicou a diretora do evento, Tatiana Zaccaro.

A Bienal é dividida em quatro espaços: Café Literário, Arena #SemFiltro, Geek & Quadrinhos e EntreLetras.

No Café Literário, haverá três grupos de assunto. O primeiro aborda temas como igualdade e política, com mesas sobre questões de gênero, racismo, drogas e Operação Lava-Jato.

O segundo discutirá a literatura com sessões sobre a obra de Ferreira Gullar e a vida e obra do autor Lima Barreto. Também haverá encontros sobre grandes lançamentos. Já o terceiro tratará de variedades e celebrações, como os 90 anos de Tom Jobim e os 100 anos da Revolução Russa.

O Arena #SemFiltro é a área jovem da Bienal. Até a última edição, o espaço tinha 90 lugares. A partir desta edição, no entanto, passará a receber 400 pessoas para debates sobre representatividade LGBT, games, feminismo, música e poesia.

O Geek & Quadrinhos abrirá a Bienal para novas narrativas. “A ideia é termos uma área bastante interativa, onde exista muita troca entre o público e os convidados”, explicou o curador Affonso Solano.

“A literatura de fantasia cresceu demais no Brasil nos últimos anos. Tanto que muitas das grandes editoras nacionais possuem um selo voltado a esse segmento. Hoje, a cultura nerd, ou cultura pop, é uma realidade que não pode ser ignorada. Por isso, haverá um espaço dedicado apenas a ela”, justificou Tatiana.

O espaço colocará em pauta temas como representatividade feminina, lembrará as obras mais influentes que continuam a inspirar produções atuais e mostrará a realidade atual da profissão de quadrinista. Nele, ainda haverá mesas de jogos, batalhas medievais e realidade virtual.

Já o EntreLetras Letras, dedicado aos pequenos leitores, vai oferecer ao visitante letras e palavras para que cada um possa criar suas narrativas em diversas estações de brincadeiras. Na área de apresentações, uma fábula com cerca de 15 minutos contará como as palavras teriam surgido. Além disso, o espaço para apresentações vai receber diariamente espetáculos criados especialmente para o evento, em um total de 85 apresentações.

Flipobre: a feira literária feita em casa

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Conheça a Flipobre, uma iniciativa dos escritores brasileiros fora dos grandes eventos literários.

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Walter Alfredo Voigt Bach, no Homo Literatus

Confesse: quando se fala em evento literário, algumas das primeiras imagens são os autores e autoras em suas confortáveis cadeiras, acompanhados por um mediador a lhe disparar perguntas sobre a obra, a pessoa e afins, perante a um público de mudez cronometrada, ouvindo atentamente cada palavra do escritor. Este é posto em frente ao público, e resta a ele encarar uma fila de gente o pentelhando após a palestra, atrás de uma foto para o Facebook ou Instagram, um autógrafo, um elogio sincero (existe) e camaradagens parentes, pois ele é a estrela, “o” cara, cercado dos prêmios mais importantes, pessoa reconhecida pela crítica especializada.

Mas, na boa, o cara bajulado pela imprensa não é o único escritor decente deste nosso Brasil, tampouco o único premiado. Há muita gente tão competente quanto ele que pode ter algo interessante para contar. Na criação por novos espaços para o diálogo entre escritores e público (você e eu!), foi criada a Flipobre. Sim, você leu certo, é Flipobre.

Nome e iniciativa brasileiríssimos de Diego Moraes e Roberto Menezes, a ideia é dar espaço a escritores nem sempre presentes no ‘grande circuito literário’. É para fortalecer a literatura, nas palavras deles, evitando os vícios do nosso (sempre em formação) mercado literário; e a ideia teve apoio de gente de todo canto e presente em vários meios literários, desde projetos como 2 Mil Toques e Mamíferos a autores inseridos no “meio”, como Carlos Henrique Schroeder.

O que os organizadores podem nos dizer após a primeira edição?

O Homo Literatus conversou com Diego Moraes e Roberto Menezes.

Homo Literatus – Quais os próximos passos da Flipobre, considerando seu potencial de alcance?

Diego Moraes: Expandir. Conversar com autores da América Latina, Portugal e Moçambique. Criar mesas redondas de entrevistas.

Roberto Menezes: Ainda estamos conversando sobre isso. Mas uma coisa certa que vamos fazer é uma série de entrevistas, onde todos os membros do Hangout conversam com um escritor convidado.

HL – Em uma das mesas comentou-se da nova geração de leitores, com gostos diferentes de leitura. Quais medidas os autores e produtores de conteúdo sobre literatura podem tomar para conhecer e se aproximar do público?

DM: Usar todas as plataformas possíveis na internet.

RM: As medidas já estão sendo tomadas, com escritores divulgando a sua obra em rede sociais, com escritores indo a escolas conversar com novos leitores. Só que ainda falta espaço pra isso se intensificar e o principal, o poder público precisa ajudar mais nesse processo também, acompanhando esses novos nomes e não só aqueles apresentados pelas grandes editoras.

HL – Uma interpretação possível do nascimento da Flipobre é a constante chamada a um círculo dos mesmos autores para os grandes eventos, em detrimento de autores considerados menores em termos de alcance comercial ou de premiação em nosso mercado editorial. Como a Flipobre pode influenciar nisso?

DM: Conscientizar divulgando bons autores publicados por editoras pequenas, mas não queremos fazer marketing encaminhando autores para grandes festivais. Não tenho interesse em participar de eventos do tipo.

RM: A Flipobre veio com a intenção de somar ao abrir uma nova porta pra escritores sem acesso às já existentes. Não vamos ficar rodeando o que já existe, temos que criar outras vias, nem tudo é o mercado editorial, escritores podem ser lidos sem passar pelo crivo das grandes editoras.

HL – Além de questões diretamente relacionadas ao mercado editorial, como a necessidade de uma editora, foram abordados temas como machismo e estética. Por que esses temas e quais outros a organização pretende debater?

DM: Os participantes da Flipobre escolhem os temas através de votação.

RM: A Flipobre pretende abordar muitos temas, como a religião, experiências em sala de aula, tradução, edição. Muita coisa ficou de fora na primeira edição, a gente espera que na próxima seja possível colocar mais mesas redondas, porque tem muita gente querendo ser ouvida.

Gabriel Chalita planeja criar evento literário em São Paulo

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Publicado por Folha de S.Paulo

Gabriel Chalita, 45, deputado federal de São Paulo pelo PMDB até janeiro de 2015, não concorreu a nenhum cargo público neste ano, mas está cheio de projetos literários.

Autor de mais de 70 livros, que segundo ele já venderam 10 milhões de cópias, pretende presidir a APL (Academia Paulista de Letras), criar um evento literário em São Paulo e concluir um livro de ficção iniciado há sete anos.

Retrato do escritor e político Gabriel Chalita, em São Paulo, em setembro passado / Bruno Poletti - 10.set.2014/Folhapress

Retrato do escritor e político Gabriel Chalita, em São Paulo, em setembro passado / Bruno Poletti – 10.set.2014/Folhapress

Na sexta (10), ele deu a palestra “Semiótica na Educação e o Desafio de Formar Novos Leitores” na Feira do Livro de Frankfurt, maior evento editorial do mundo, na Alemanha. Antes, concedeu a seguinte entrevista à Folha.

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Folha – Por que o sr. não se candidatou a nenhum cargo público nestas eleições?

Gabriel Chalita – Decidi focar na vida de escritor, que é algo caro e prazeroso para mim. Cumpri minha missão como deputado ao presidir a Comissão de Educação da Câmara [em 2013] no momento em que o Plano Nacional de Educação foi discutido. É um excelente plano, que foca na melhoria da carreira do professor, no currículo e na ligação da família com a escola, pontos centrais para melhorar a educação brasileira.

E o que está escrevendo?

Dois livros. No “Inteligência Alpha” resgato ideias de Aristóteles para mostrar como desenvolver a inteligência emocional dos alunos. O outro é uma ficção, “O Julgamento de Maria Aurora”. Tem livro que escrevo em duas semanas, mas este estou escrevendo há sete anos, sempre acho que falta algo.

Além disso, escrevo muito por encomenda de editoras. Como escritor não posso reclamar, meus livros saem com tiragem de 50 mil cópias. Vendi ao todo 10 milhões, mesmo sem ter livros comprados pelo governo federal.

O sr. tem algum outro projeto além de escrever livros?

Devo presidir a Academia Paulista de Letras a partir do fim do ano. Tenho ainda de ser eleito, mas a princípio sou candidato único.

Quero criar em São Paulo um grande evento literário, algo que misture a Feira de Frankfurt com a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, mas espalhado pelas livrarias de São Paulo.

Além disso, três peças minhas devem ser encenadas em 2015. Uma delas, “Muito Louca”, será dirigida por José Possi Neto. Meu livro “Mulheres de Água” está sendo adaptado para TV. E continuo dando aula [de direito] na universidade, porque amo. Nasci para ser professor.

O sr. veio a Frankfurt exclusivamente para palestrar?

Não. Também me encontrei com agentes literários para falar da venda de meus livros para o exterior. “Sócrates e Thomas Moore” já foi vendido para o Líbano, e “Os Dez Mandamentos da Ética”, para a Espanha. Agora há interesse de outros países.

Não sente falta da política?

A política tem coisas boas e ruins. Não gosto de falar para não desanimar as pessoas, mas o Brasil não pode ter a quantidade de partidos que tem. Perde-se muito tempo na Câmara, por exemplo, cada vez que um partido orienta sua bancada a votar. Gosto de fazer muitas coisas. Mas estarei à disposição para ajudar.

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