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Bienal debate feminismo e literatura na segunda noite do evento

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Riocentro

As escritoras Ana Paula Maia, Giovana Madalosso e Antonia Pellegrino refletiram sobre a mulher do século XX

Jan Niklas, em O Globo

RIO – Seguindo a proposta de estar antenada aos debates e tendências da atualidade, um dos destaques da segunda noite da Bienal do Livro do Rio de Janeiro foi o debate “Feminismo Hoje”. Com mediação da jornalista Marina Gonçalves, as escritoras Ana Paula Maia, Giovana Madalosso e Antonia Pellegrino refletiram sobre a mulher do século XXI através da literatura.

Para as autoras, a escrita é historicamente um espaço que possibilitou um ganho de visibilidade para as mulheres. Além de um meio de se expressar, seria um modo de se posicionar socialmente.

— A escrita é uma ferramenta muito feminina. Escrever é um front nosso, sempre foi uma forma de conseguir se colocar no espaço público sem ser tão diretamente hostilizado – disse Antonia Pellegrino.

No entanto, a escritora e roteirista Giovana Madalosso destacou que nem sempre é fácil exercer essa função numa sociedade construída pelo machismo.

— Eu mesma já escutei de pessoas “para de ler tanto livro senão não vai arrumar marido, vai ler uma revista” — lembrou Giovana. — Acho que a literatura vem para dar nos dar mais voz.

Mesmo com a importância da valorização do debate da mulher como autora, as participantes defenderam que deve haver uma liberdade total na hora da criação artística. O feminismo e todas questões políticas em torno da mulher na sociedade não poderiam tornar-se amarras na hora de escrever.

— Eu detestaria ser cobrada de escrever na literatura do ponto de vista feminino. Acho que tenho que poder falar de tudo — afirmou Giovana Madalosso.

A autora Ana Paula Maia usou sua própria obra para defender a necessidade da liberdade de assunto como um posicionamento feminista.

— Eu mesma só escrevo sobre homens, são meus musos inspiradores. E quero escrever sobre homens brutamontes ou caçadores de javalis, enfim, sobre o que quiser.

Para as autoras, atualmente há uma grande visibilidade em torno da questão feminista. A constante luta por mais direitos dos movimentos de mulheres, além de novas plataformas de atuação na esfera política como a internet, foram alguns dos fatores citados pelas participantes.

— As redes trazem como novidade essa capacidade de viralizar debates políticos como nunca antes. Um exemplo foi a campanha do “#primeiro assedio” Aquilo agiu como um rastro de pólvora que incendiou o debate público num momento e criou diálogos que de outra forma poderiam não ter acontecido — afirmou Antonia Pellegrino. — Com essa diversidade de ferramentas, as mulheres estão ampliando suas vozes. E não somente nos livros, mas através de blogs ou vídeos.

Já Giovana Madalosso destacou que alguns temas antes evitados e invisibilizados estão hoje sendo discutidos diariamente.

— Acho que está havendo uma humanização de questões como a maternidade, por exemplo. Ela está deixando de ser tão romantizada. Ou o estupro, que não é mais algo das sombras, escondido. Os abusos são muito mais relatados e problematizados.

Como inspiração para a mesa, as participantes lembraram a escritora Júlia Lopes de Almeida, romancista do fim do séx XIX. Figura pouco conhecida atualmente, foi uma das primeiras autoras a questionar o papel e a representação da mulher na sociedade, como uma mulher deveria se comportar naquela época. Uma das principais articuladoras na criação da Academia Brasileira de Letras, Júlia acabou tendo seu nome excluído pela decisão dos fundadores de manter a academia exclusivamente masculina, à semelhança da sua inspiração francesa.

*Estagiário, sob supervisão de Leonardo Cazes

A cada Bienal, autores-sensação arrastam número maior de fãs

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Adolescentes à espera da youtuber e escritora Kéfera, na Bienal de 2015 - Fernando Lemos / Fernando Lemos

Adolescentes à espera da youtuber e escritora Kéfera, na Bienal de 2015 – Fernando Lemos / Fernando Lemos

 

Nas últimas edições, evento vem se adaptando para dar conta da explosão de celebridades

Publicado em O Globo

RIO – Em 2015, cerca de dois mil adolescentes se acotovelavam ansiosos em frente ao Palco Maracanã do Riocentro à espera da youtuber, atriz e, é claro, escritora Kéfera Buchmann, de 24 anos, que lançava seu primeiro livro, “Muito mais que 5inco minutos”, na 17ª Bienal. Ela, que volta nesta edição para lançar “Querido dane-se” (Paralela), sua primeira ficção, subiu ao palco visivelmente emocionada.

— Cheguei chorando mesmo! Estava com a câmera na mão, porque ia fazer um vídeo para o meu canal, e não acreditava naquela imagem, no que estava acontecendo… Por ser um evento literário, não necessariamente do meu ramo, não imaginei que fosse ter tanta gente. Me tremi inteira. Ficamos até umas 22h, acabaram as senhas… Mas continuei autografando livro, tirando fotos. Eu me lembro de abraçar as pessoas, muito agradecida por elas terem ido lá — conta.

A cada edição do evento, alguns autores ficam marcados por arrastar números cada vez maiores de fãs. Além da youtuber, neste ano quem tem potencial de ser sensação é a atriz e cantora paranaense Larissa Manoela, de 16 anos, que autografa “O mundo de Larissa Manoela” (Harpercollins), seu segundo livro. Isso porque, segundo ela, seu maior numero de fãs está no Rio de Janeiro.

— Lancei meu livro num shopping do Rio, e quatro mil pessoas apareceram para pegar senha. Algumas madrugaram para guardar lugar. Fiquei bastante surpresa, porque vemos gente acampando para shows, mas para livro é algo novo. Fiquei muito feliz, mas é uma doideira!

Nas últimas edições, a Bienal vem se adaptando para dar conta da explosão de celebridades.

— Em 2013, com o fenômeno Nicholas Sparks (autor de best-sellers como “Diário de uma paixão” e “O melhor de mim”), vimos que a relação do público com os autores estava mudando. Além de comprar livros, as pessoas querem fazer parte da experiência, viver a Bienal, conhecer seus autores preferidos, pegar autógrafos e estar perto. Sentimos necessidade de mudar a infraestrutura também. Hoje há equipe para cuidar dessas estrelas e espaços para receber os visitantes. Em 2015 foram criados o Palco Maracanã e a Praça Copacabana, com uma cabine de autógrafos. Neste ano são três cabines — explica Tatiana Zaccaro, diretora do núcleo de cultura da Fagga/GL Events Exhibitions, empresa que organiza a Bienal junto com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Tatiana também selecionou cinco autores que devem dar o que falar nesta edição (leia abaixo).

GARANTA SEU LUGAR

PAULA HAWKINS. Autora do best-seller “A garota no trem”, a britânica vai falar, no dia 2, sobre a adaptação para o cinema de seu novo livro, “Em águas sombrias”.

LARISSA MANOELA. Ela conversa com Thalita Rebouças, cujo livro “Fala sério, mãe!” foi adaptado para o cinema com Larissa no elenco, no dia 5. Em seguida Larissa dará autógrafos.

KÉFERA. A youtuber escreve desde os 13 anos, quando fazia ‘fanfics’ na época da série “High school musical”. Ela fala e faz sessão de autógrafos no dia 7.

LEANDRO KARNAL. Professor e filósofo, ele tem mais de um milhão de seguidores nas redes sociais e participa de mesa sobre pós-verdade, no último sábado do evento, dia 9.

CARL HART. Primeiro neurocientista negro a se tornar titular da Universidade de Columbia, em Nova York, ele discute a descriminalização das drogas, também no dia 9.

Bienal do Rio terá espaço nerd este ano

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Bruno Aires, no Nerdsite

Faltam apenas 5 dias para a 18ª edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A feira literária, que já é considerada o terceiro maior evento do Brasil, acontece entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro, no Riocentro. Os números impressionam: são mais de 300 convidados confirmados, ao longo 360 horas de programação, em um espaço de 80 mil m².

Como bons apaixonados pela leitura, os nerds terão mais destaque este ano. O release oficial do evento indica que a grande novidade da edição é o espaço Geek & Quadrinhos, com temas sobre a representatividade feminina e a realidade atual da profissão de quadrinista. O espaço abrigará mesas de jogos, batalhas medievais e realidade virtual. Há ainda uma programação especial para os “pequenos nerds”, desenvolvida pelo Mundinho Geek, com oficinas de Quadrinhos, Cosmaker e Poções, pintura facial geek e quiz sobre Star Wars.

O Café Literário, sucesso todos os anos, está dividido em três grupos de assunto. O primeiro aborda temas como igualdade e política, o segundo tratará da literatura e o terceiro grupo vai abordar variedades e celebrações. Além disso, o espaço terá sessões infantis, o Cafezinho Literário. Rita Lobo, Arthur Xexéo, André Trigueiro, Fabrício Carpinejar e Ruy Castro, Ana Paula Maia, Fernando Gabeira, Martinho da Vila, Alberto Mussa, Heloisa Seixas, Muniz Sodré, Bruna Beber e Miriam Leitão são alguns nomes que compõem a programação.

O público jovem também poderá aproveitar a Arena #SemFiltro, que esse ano passará a receber 400 pessoas para debates sobre games, representatividade LGBT, feminismo, música e poesia, com nomes como Maisa, Helio de la Peña, Larissa Manuela, Mario Sérgio Cortella, Kéfera, Marcelo Yuka, Rafael Vitti e Marina Ruy Barbosa. A programação dos espaços se completa com o EntreLetras, para pequenos leitores. O espaço vai oferecer ao visitante letras e palavras para que cada um possa criar suas narrativas em diversas estações de brincadeiras.

A equipe do evento diz que a Bienal do Livro vai reunir este ano o maior elenco de escritores brasileiros de todos os tempos. Ao longos dos 11 dias, serão mais de 300 autores como Ana Paula Maia, Martinho da Vila, Pedro Siqueira, Lilian Schawarcz, Fernando Gabeira, Alessandro Molon, Alberto Mussa, Marcelino Freire, Ilona Szabo, Artur Xéxeo, Gabriel Bá e Fabio Moon, Will Conrad, Cris Peter, Carlos Ruas, Tico Santa Cruz, Maju Trindade, Malena Nunes, dentre outros.

Grandes nomes internacionais também estão confirmados, entre eles a britânica Paula Hawkins, que vendeu mais de 20 milhões de exemplares com a publicação “A garota do trem”; Gayle Forman, do best-seller “Se eu ficar”; Jenny Han, da trilogia iniciada com “Para todos os garotos que já amei”; Sofia Silva, da série “Quebrados”; Abbi Glines, da coleção “Rosemary Beach”; Charles Duhigg, de “O Poder do hábito”; Carl Hart, autor de “Um preço muito alto”; Karin Slaughter, de “Cega”; Victoria Schwab, da série “Um tom mais escuro de magia”.

Portuguesa que encantou brasileiros, Sofia Silva vem para Bienal do Rio

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A escritora portuguesa Sofia Silva, autora de "Sorrisos quebrados" e convidada da Bienal do Livro do Rio - Divulgação

A escritora portuguesa Sofia Silva, autora de “Sorrisos quebrados” e convidada da Bienal do Livro do Rio – Divulgação

Escritora fez sucesso com autopublicação e terá primeiro romance lançado em papel

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – Em dezembro de 2014, a escritora portuguesa Sofia Silva publicou sua primeira história na plataforma de autopublicação Wattpad, estimulada por amigas. De repente, o que era um conto se tornou o primeiro capítulo de um romance, que depois virou o primeiro livro de uma série, para atender aos pedidos dos leitores: seus textos tiveram um milhão de visualizações, e seus livros tiveram 700 mil acessos no serviço de assinatura da Amazon, Kindle Unlimited. Num caso raro de sucesso além-mar, a maioria dos fãs de Sofia é brasileira, e ela vem ao país pela primeira vez para participar da Bienal do Livro do Rio, no dia 3 de setembro, no Riocentro. No evento, ela vai conversar com leitores e autografar “Sorrisos quebrados” (Valentina), seu primeiro livro publicado por uma editora, em um dos espaços mais nobres do evento, o Auditório Maracanã, com capacidade para 400 pessoas.

AMOR ENTRE TRAUMATIZADOS

Todos os romances de Sofia se passam numa clínica onde estão pacientes que sofreram algum tipo de violência ou trauma — onde estão pessoas “quebradas” de alguma forma. É neste espaço que os protagonistas de “Sorrisos quebrados”, Paola e André, se conhecem. Paola se interna na clínica após quase ser assassinada pelo ex-marido, em uma sequência bastante forte logo na abertura do romance. Já André frequenta o mesmo lugar com a filha, Sol, também em busca da superação de um passado traumático. É neste espaço de recuperação que os dois se apaixonam. A escritora diz que quis humanizar as histórias das vítimas.

— Os temas são muito pesados. Por isso trabalho com uma escrita poética. Eu escrevo porque é preciso. Quero que as pessoas, ao lerem uma notícia de violência, pensem que poderia ter sido a Paola. Hoje, só leem os títulos e passam batidos pelas histórias. “Mulher assassinada pelo marido”. Não é mais uma. Por isso foco em temas como violência doméstica, trauma, abuso sexual, deficiência física — afirma Sofia, por Skype, de Vila Nova de Gaia, cidade próxima ao Porto, onde vive.

A escritora conta que está animada para vir ao Brasil, até porque ela localizou a clínica de Paola e André no interior de São Paulo. Sofia diz que, em Portugal, nem de longe tem o sucesso que alcançou por aqui. Nenhuma editora de seu país se interessou em publicar os seus livros, por exemplo. Já na Bienal do Livro do Rio, a autora vai ocupar o mesmo espaço que grandes nomes internacionais já confirmados, como a best-seller britânica Paula Hawkins. Sofia já viu vídeos no YouTube da Bienal, que é o terceiro maior evento da cidade do Rio, só atrás do Réveillon e do Carnaval.

— Em Portugal tudo é menor. Sei o que é a Bienal, é o maior evento literário do país, mas ao mesmo tempo não tenho muita noção de quão grande é — diz Sofia. — Estou na expectativa de como será recebido o livro físico.

A Bienal do Livro do Rio acontece de 31 de agosto a 10 de setembro e terá 950 expositores. A expectativa é de receber 600 mil pessoas nos onze dias de evento. Entre as principais atrações estão o Café Literário, a Arena #SemFiltro, para os jovens, e o Entre Letras, para as crianças. Uma das novidades deste ano é o espaço Geek e Quadrinhos, com debates e atividades abertas ao público.

Escola de magia inspirada na saga Harry Potter terá aulas em agosto

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Hotel que irá sediar o evento em Campos do Jordão Divulgação

Hotel que irá sediar o evento em Campos do Jordão
Divulgação

É a segunda edição do evento que deve reunir mais de 200 pessoas

Rodrigo Fernandes, no Meon

Todos os aspirantes a bruxos e bruxas devem ficar atentos: já estão abertas as inscrições da Escola de Magia e Bruxaria, no Castelo Nacional Inn, em Campos do Jordão.

É o segundo ano de funcionamento da escola, inspirada na famosa saga de Harry Potter, da escritora J. K. Rowling. O evento acontece entre os dias 18 e 21 de agosto e as atividades são voltadas para maiores de 14 anos.

Neste segundo ano, a experiência vivida pelos participantes contará com a novidade da introdução às lendas brasileiras. Até agora, já são 200 inscritos.

“Já introduzimos de forma sutil no ano anterior, mas agora queremos aprimorar essa experiência com a participação de personagens conhecidos da nossa cultura como o curupira e a sereia Iara”, diz a idealizadora da escola, Vanessa Godoy.

“Acreditamos que isso agrega e muito na cultura das pessoas. Sabemos que todos buscam vivenciar o universo de Harry Potter, mas podemos também inserir as nossas lendas sem perder o foco”, diz Vanessa.

Durante dez dias, o hotel Castelo Nacional Inn em Campos do Jordão se torna a escola de Hogwarts, tudo inspirado na história de bruxaria mais famosa do mundo.

“É uma experiência única, um evento muito especial. É o mais próximo que você vai chegar da experiência de ir para uma escola de magia como nos livros e filme”, diz o youtuber Leonardo Santi do canal “Patrono Net” que é um dos convidados especiais para a edição deste ano.

“Eu cresci lendo os livros e assistindo os filmes e para mim é algo fantástico viver essa experiência”, diz o youtuber.

Com mais de 40 mil inscritos em seu canal no Youtube, o paulistano de 21 anos possui mais de 70 vídeos que exploram o universo do bruxinho mais famoso da literatura e dos cinemas.

“Desde que eu me conheço por gente, eu acompanho ‘Harry Potter’. Eu me lembro de ter ido, quando criança, na estreia de ‘A pedra Filosofal’ nos cinemas, em 2001, e é uma das minhas primeiras lembranças. Eu tinha 5 anos na época”, diz o youtuber.

Atividades contemplam o universo criado pela escritora J.K. Rowling Divulgação / Leonardo Santi

Atividades contemplam o universo criado pela escritora J.K. Rowling
Divulgação / Leonardo Santi

O youtuber irá se unir aos outros matriculados na escola para participar das aulas e todas as atividades durante os dias.

“Já recebemos inscrições de todas as regiões do país e já estamos com as vagas quase preenchidas”, diz a idealizadora da escola, Vanessa Godoy.

Com mais de 40 pessoas na organização e 11 atores que interpretam os professores, os dias no hotel em Campos do Jordão irão ser conduzidos por atividades que incluem aulas de práticas de defesa contra as artes das trevas, história da magia e técnicas avançadas de quadribola (famoso torneio apresentado nos livros).

Além disso, o hotel terá espaços que lembram áreas bastante conhecidas dos fãs de Harry Potter como o ‘beco diagonal’ e a taverna do ‘javali bizonho’, além de um campo externo para um torneio de quadribola.

As inscrições para essa imersão ao universo de Harry Potter em Campos do Jordão, que também é uma matrícula para a EMB (Escola de Magia e Bruxaria), podem ser feitas através do site do evento.

O valor é de R$ 2.950, incluindo hospedagem e alimentação.

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