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Três autoras norte-americanas confirmam presença na XVIII Bienal do Livro Rio

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O maior evento literário do Brasil vai acontecer de 31 e agosto a 10 de setembro no Riocentro

Ray Santos, no Jornal Dia Dia

Fenômenos de vendas no Brasil e no mundo, três escritoras norte-americanas já confirmaram presença na XVIII Bienal do Livro Rio, que acontece de 31 de agosto a 10 de setembro no Riocentro, na Barra da Tijuca. Duas delas foram escolhidas pelo público em enquete realizada na página oficial da Bienal do Livro Rio no Facebook: Abbi Glines e Gayle Forman, autoras de “Mais uma chance” e “Se eu ficar”, respectivamente. A dupla tem diversos livros na lista de mais vendidos do The New York Times e outros grandes jornais americanos.

Gayle Forman - Photo credit: Dennis Kleiman

Gayle Forman – Photo credit: Dennis Kleiman

 

A terceira confirmada é a rainha do Thriller policial Karin Slaughter, uma das escritoras mais populares e bem-sucedidas do mundo. Com mais de 35 milhões de exemplares vendidos e 15 romances publicados, em 36 idiomas, a autora é mestre em colocar o leitor na cena do crime. Em 2016, ela lançou seu primeiro thriller psicológico: ‘Flores partidas’.

Karin Slaughter

Karin Slaughter

 

Nova curadoria – Promovido e organizado pela Fagga | GL events Exhibitions e realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a próxima edição da Bienal contará com dois nomes de peso da cultura brasileira. Rosane Svartman – premiada autora de livros, novelas, filmes e séries – será responsável pela curadoria das Atividades Jovem. Já as Atividades Infantis ficam a cargo de Daniela Chindler, autora de livros projetos de incentivo à leitura e à cultura no Brasil. Daniela retorna à Bienal, onde já foi curadora da programação infanto-juvenil em 1997 e 1999. O editor e historiador Rodrigo Lacerda continua na curadoria do Café Literário, espaço cultural mais tradicional do evento.

A Bienal do Livro Rio é o maior evento literário do Brasil – uma festa que aproxima escritores, editores, livreiros, professores, estudantes e leitores de todas as idades e perfis.

Edição 2016 do Pauliceia Literária aposta na crônica, diz curador

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Manuel da Costa Pinto, curador do Pauliceia Literária. Foto: Reprodução / Divulgação

Manuel da Costa Pinto, curador do Pauliceia Literária. Foto: Reprodução / Divulgação

 

Evento, com início nesta quinta-feira (15), homenageia Luis Fernando Veríssimo e reunirá, entre outros, Marcelo Rubens Paiva, Humberto Werneck e Fernando Bonassi

Daniel Benevides, na Brasileiros

Depois de um ciclo sobre a obra do cineasta Hector Babenco, morto recentemente, a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) abre suas portas para a terceira edição do Pauliceia Literária nessa quinta (15), a partir das 11 horas, com entrada gratuita (confira a programação). A primeira mesa será com o homenageado Luis Fernando Veríssimo, num bate-papo com outro cronista, Humberto Werneck. Para o curador Manuel da Costa Pinto, em conversa com CULTURA!Brasileiros, “a crônica é o gênero brasileiro por excelência”.

Animado com o evento, que expandiu bastante os temas debatidos desde um início mais ligado à literatura policial, Manuel tem uma teoria curiosa – e não menos pertinente – sobre a crônica, gênero bem representado no Pauliceia: “a crônica realizou melhor que a poesia modernista de 1922 a aproximação da literatura com a linguagem coloquial, esse sentido de anotação do pequeno no dia a dia, que casa muito bem com um país que tem a sensação permanente de deslocamento, entre a experiência europeia e o sentimento marginal, por assim dizer.”

Ele também acha que a crônica, com sua “retórica desinflada”, mudou, está hoje mais próxima da realidade imediata, menos ligada à banalidade do cotidiano, como era com Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e outros. “Agora há um grande interesse por análises da situação política, social e cultural, face à selvageria de opiniões na internet, por assim dizer.”

Além do espaço dedicado à crônica, Manuel destaca a discussão sobre desaparecidos políticos, presente principalmente na mesa que reúne os escritores Bernardo Kucinski e Julián Fuks, mas também com Marcelo Rubens Paiva, que recentemente laçou o livro Ainda Estou Aqui, sobre, entre outras coisas, o sequestro e assassinato de seu pai, o deputado Rubens Paiva, durante a ditadura.

O curador ainda ressalta a importância da participação de autores como Alan Pauls, para ele, “melhor escritor argentino em atividade”, que veio de Berlim, onde está escrevendo livro novo; e de Cristóvão Tezza, “escritor de obra muito consistente, nem sempre prestigiado como merecia”, cujo livro de ensaios Espírito de Prosa, “espécie de autobiografia intelectual, infelizmente pouco comentado”, considera genial.

Duas mesas chamam atenção pelo aspecto menos habitual. Em uma delas o poeta sul-coreano Oh Sae-Young, trazido em parceria com o Instituto Coreano de Tradução Literária, não publicado no Brasil, conversa com Moacir Amâncio, que se tornou um especialista em cultura judaica. “Ambos têm uma percepção da vida moderna, mas ao mesmo tempo um pé em tradições religiosas.” A outra junta duas escritoras com grande experiência no mercado editorial, Ana Luisa Escorel, designer e publisher da Ouro sobre Azul, que publica, entre outras, a obra de seu pai, Antonio Candido, e Milena Busquets, escritora catalã que trabalhou por muitos anos na editora Lumen, fundada nos anos 1960 por sua mãe, a também escritora Esther Tusquets Guillén.

Sobre a proliferação de festivais literários num país que lê pouco, Manuel considera que o público leitor é ainda proporcionalmente grande, dado o tamanho continental do Brasil. Mas reconhece que, com o formato proposto pela Flip, mais informal que os antigos eventos acadêmicos e menos comercial que as feiras de livros, o interesse do público “acaba mais voltado para o escritor enquanto personagem do que para a obra em si. É um fenômeno que revela um pouco o espírito do tempo, a maneira como as pessoas lidam com a cultura.”

Elvira Vigna, autora cultuada, que acaba de lançar o romance Como se Estivéssemos em Palimpsestos de Putas, cancelou sua participação no evento. Veronica Stigger, também uma escritora extremamente interessante, fará a mesa com o próprio Manuel como mediador. Complementam a ótima escalação do Pauliceia Literária Ana Miranda, Ana Cássia Rebelo, José Luís Peixoto e Raimundo Carrero.

Brasil leva 4 menções honrosas em Olimpíada de Astrofísica na Indonésia

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Competição aconteceu entre os dias 26 de julho e esta segunda-feira (3).
Brasil foi o único país da América Latina a receber premiações.

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Will Soares, no G1

Quatro estudantes brasileiros foram condecorados com menções honrosas na 9ª edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (OIAA), que terminou nesta segunda-feira (2, no horário do Brasil), na cidade de Magelang, na Indonésia. O Brasil foi o único país da América Latina a receber premiações durante o evento.

Carolina Lima Guimarães e Yassin Rany Khalil, de 18 anos; Felipe Roz Barscevicius, de 17; e João Paulo Krug Paiva, de 16, foram os estudantes que conquistaram menção honrosa. A delegação brasileira que viajou à Ásia ainda contou com a presença do estudante Pedro Henrique da Silva Dias, 17. Os jovens foram acompanhados do astrônomo Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Eugênio Reis, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A equipe brasileira terminou a competição na 20ª colocação dentre os 41 países participantes. O resultado, apesar de menos expressivo do que o obtido no ano passado, quando o país ganhou a medalha de prata, foi bastante comemorado pelo professor Rojas, comandante do time: “O nível das provas foi muito elevado. Mesmo assim, nossos alunos conseguiram as menções honrosas, ficando à frente de outros países com tradição na competição”, afirmou.

A estudante capixaba Carolina, que cursa o quarto ano do ensino médio integrado com técnico em eletrotécnica no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), foi a melhor colocada no processo seletivo para a olimpíada, e recebeu, como prêmio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), uma viagem ao deserto do Atacama, no Chile, para conhecer o mais potente telescópio do mundo.

A OIAA teve início no dia 26 de julho e a cerimônia de encerramento aconteceu nesta terça, no templo de Prambanan. O primeiro lugar geral da competição ficou com o estudante Joandy Pratama, da Indonésia, que na edição anterior tinha levado a medalha de bronze. A próxima edição do evento já tem local e data definidos: acontecerá na Índia, em dezembro de 2016.

Preparação
Em entrevista por e-mail ao G1, os estudantes falaram sobre a principal dificuldade encontrada pela equipe brasileira na preparação para o evento. “Infelizmente, as escolas brasileiras ainda não costumam incluir o tema de astronomia em seus currículos. Alguns assuntos relacionados são ensinados nas disciplinas de geografia ou física, mas superficialmente”, lamentaram.

Nem mesmo a experiência dos jovens em outras olimpíadas estudantis, como de física, matemática e robótica, tornou a vida dos competidores brasileiros mais fácil na OIAA. “Diferentemente das outras olimpíadas, na de astrofísica temos que construir todo nosso conhecimento do zero. Como a disciplina não é abordada nas escolas, tivemos que correr atrás do assunto por conta própria e com a ajuda de professores dedicados”, completaram.

Seleção da equipe
Para fazer parte de uma equipe internacional, como a montada para a OIAA, o candidato precisa participar e obter uma boa pontuação na prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia. Depois, participa de provas seletivas online. Por fim, caso se classifique, o estudante realiza uma última prova, desta vez presencial.

Só no final deste processo é que os selecionados começam os treinamentos intensivos, nos quais aprendem a operar telescópios, construir foguetes, bases de lançamento e aprimoram, em um todo, seus conhecimentos de astronomia. No caso da OIAA, apenas jovens que ainda não concluíram o ensino médio podem participar.

Brasileiros posam com premiação obtida na Olímpiada Internacional de Astronomia e Astrofísica (Foto: Divulgação)

Cooperifa realiza a 3ª edição do ‘Natal com Livros’

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Evento acontece no próximo dia 14 no Largo do Piraporinha; serão distribuídos 7.000 livros na quebrada

Integrantes da Cooperifa vão utilizar uma tradicional barraca de feira para expor e distribuir os livros / crédito book_swaping_flickr

Integrantes da Cooperifa vão utilizar uma tradicional barraca de feira para expor e distribuir os livros / crédito book_swaping_flickr

Publicado por Catraca Livre

A 3ª edição da ação cultural “Natal com Livros” vai distribuir 7.000 (adultos e infantis) nas quebradas da zona sul da capital, no próximo domingo, dia 14, a partir das 11h. O evento acontece no Largo de Piraporinha, na altura do nº 1.000 da Estrada do M’Boi Mirim. A iniciativa, realizada pela Cooperifa, é Catraca Livre.

“Resolvemos imitar o tráfico de drogas e vamos dar a primeira dose grátis. Mas a nossa dose é de literatura”, diz o poeta Sérgio Vaz, idealizador da Cooperifa. O objetivo fazer com que os livros cheguem às pessoas para incentivá-las a criar gosto pela leitura. “Resolvemos imitar o tráfico de drogas e vamos dar a primeira dose grátis. Mas a nossa dose é de literatura”, diz Vaz.

Além disso, ao longo da iniciativa os integrantes da Cooperifa vão utilizar uma tradicional barraca de feira para expor e distribuir os livros no Largo de Piraporinha, local de grande movimentação de moradores dos diversos bairros que formam o Jardim Ângela.

SERVIÇO

O QUE
3ª edição do Natal com Livros
QUANTO
Catraca Livre
ONDE
Largo de Piraporinha
Avenida Guarapiranga, altura do nº 1000
Parque Alves de Lima
São Paulo
Dom 14/12 às 11:00

Gabriel Chalita planeja criar evento literário em São Paulo

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Publicado por Folha de S.Paulo

Gabriel Chalita, 45, deputado federal de São Paulo pelo PMDB até janeiro de 2015, não concorreu a nenhum cargo público neste ano, mas está cheio de projetos literários.

Autor de mais de 70 livros, que segundo ele já venderam 10 milhões de cópias, pretende presidir a APL (Academia Paulista de Letras), criar um evento literário em São Paulo e concluir um livro de ficção iniciado há sete anos.

Retrato do escritor e político Gabriel Chalita, em São Paulo, em setembro passado / Bruno Poletti - 10.set.2014/Folhapress

Retrato do escritor e político Gabriel Chalita, em São Paulo, em setembro passado / Bruno Poletti – 10.set.2014/Folhapress

Na sexta (10), ele deu a palestra “Semiótica na Educação e o Desafio de Formar Novos Leitores” na Feira do Livro de Frankfurt, maior evento editorial do mundo, na Alemanha. Antes, concedeu a seguinte entrevista à Folha.

***

Folha – Por que o sr. não se candidatou a nenhum cargo público nestas eleições?

Gabriel Chalita – Decidi focar na vida de escritor, que é algo caro e prazeroso para mim. Cumpri minha missão como deputado ao presidir a Comissão de Educação da Câmara [em 2013] no momento em que o Plano Nacional de Educação foi discutido. É um excelente plano, que foca na melhoria da carreira do professor, no currículo e na ligação da família com a escola, pontos centrais para melhorar a educação brasileira.

E o que está escrevendo?

Dois livros. No “Inteligência Alpha” resgato ideias de Aristóteles para mostrar como desenvolver a inteligência emocional dos alunos. O outro é uma ficção, “O Julgamento de Maria Aurora”. Tem livro que escrevo em duas semanas, mas este estou escrevendo há sete anos, sempre acho que falta algo.

Além disso, escrevo muito por encomenda de editoras. Como escritor não posso reclamar, meus livros saem com tiragem de 50 mil cópias. Vendi ao todo 10 milhões, mesmo sem ter livros comprados pelo governo federal.

O sr. tem algum outro projeto além de escrever livros?

Devo presidir a Academia Paulista de Letras a partir do fim do ano. Tenho ainda de ser eleito, mas a princípio sou candidato único.

Quero criar em São Paulo um grande evento literário, algo que misture a Feira de Frankfurt com a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, mas espalhado pelas livrarias de São Paulo.

Além disso, três peças minhas devem ser encenadas em 2015. Uma delas, “Muito Louca”, será dirigida por José Possi Neto. Meu livro “Mulheres de Água” está sendo adaptado para TV. E continuo dando aula [de direito] na universidade, porque amo. Nasci para ser professor.

O sr. veio a Frankfurt exclusivamente para palestrar?

Não. Também me encontrei com agentes literários para falar da venda de meus livros para o exterior. “Sócrates e Thomas Moore” já foi vendido para o Líbano, e “Os Dez Mandamentos da Ética”, para a Espanha. Agora há interesse de outros países.

Não sente falta da política?

A política tem coisas boas e ruins. Não gosto de falar para não desanimar as pessoas, mas o Brasil não pode ter a quantidade de partidos que tem. Perde-se muito tempo na Câmara, por exemplo, cada vez que um partido orienta sua bancada a votar. Gosto de fazer muitas coisas. Mas estarei à disposição para ajudar.

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