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Editora dedicada a novos autores brasileiros abre as portas para eventos literários nacionais e internacionais

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Editora Illuminare comemora três anos publicando com maestria

Julie Gouveia, no Terra

A Editora Illuminare – editora física e online para todo o Brasil -comemora seus três anos com 85 livros lançados e mais de 350 autores publicados em livros solos e antologias de contos, crônicas e poesias.
A Illuminare nasceu em janeiro de 2014, fruto do desejo de unir livros e leitores, democratizando a leitura e descobrindo novos talentos na literatura nacional e internacional.

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Em 2015, a Illuminare fundou a livraria Illuminare, e em 2016, criou a Revista Literária Contos & Letras, formando o Grupo Editorial Illuminare. Com atuação em vários estados, mais de 30 blogueiros em seu grupo de marketing e filial internacional em Buenos Aires- Argentina, a Illuminare se dedica a novos talentos da literatura brasileira, objetivando valorizá-los e destacá-los indo além de livros em prateleiras.

Ciente de que novos autores precisam de destaque, entrevistas, resenhas, eventos nacionais e internacionais, a Illuminare abraçou esse desafio e hoje realiza essas estratégias com maestria.

Indo muito além de uma empresa comercial, a Illuminare se dedica também ao lado social da literatura. Por isso uniu-se ao Instituto PEGAÍ Leituras Grátis (www.pegai.info),parceria por meio da qual prepara, organiza e edita livros para distribuição e leitura gratuita, como no caso da 4ª edição do livro Contos e Crônicas do Absurdo, da escritora Rô Mierling; e da 2ª edição do livro O Sapo Tonico e Sua Descoberta, da paranaense Ale Dossena. Em dezembro deste ano a Illuminare editará uma versão e edição especial do Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, com um número que ultrapassa 15 mil exemplares destinados a leituras gratuitas.

No quesito eventos literários, a Illuminare está sempre promovendo eventos multiculturais gratuitos para autores e leitores. Como é o caso da Feira de Livro Livre, que terá sua 4ª edição no próximo dia 10 de novembro, no Centro Cultural da Embaixada Brasileira em Buenos Aires. E no dia 25 de deste mês a Illuminare promoverá a 7ª Tarde Literária, na Biblioteca Viriato Corrêa – Vila Mariana, em São Paulo – SP.

Como uma das únicas novas editoras brasileiras com eventos e portas abertas em nível internacional, a Illuminare tem em catálogo livros de autores dos mais diversos estilos, como no caso de Tito Prates (Agatha Christie From My Heart – Uma Biografia de Verdades), um dos maiores estudiosos do mundo no quesito vida e obra de Agatha Christie; e Márcio Muniz (Microamores), poeta carioca que promove saraus de poesia no Rio de Janeiro, entre outros grandes talentos.

Sabendo das dificuldades que os novos autores têm para adentrar no mercado literário, a Illuminare promove antologias nos mais diversos temas, por meio de seletivas, com foco em publicar contos diversos de autores já em desenvolvimento e/ou iniciantes, antologias essas que se tornam uma verdadeira estratégia para criar uma estrada para novos escritores. (Veja novas seletivas em https://www.editorailluminare.com.br/antologias.)
Disposta a receber originais de quaisquer assuntos, a Illuminare publica os mais diversos temas de ficção – romance, terror, poesia, crônicas, suspense -, inclusive tendo um selo especial para a publicação de livros de autoajuda e livros científicos.

(Envie seu original para: [email protected])
A união da valorização da literatura brasileira com o respeito ao novo autor e seu sonho faz da Illuminare uma editora socialmente em evolução.

Fonte: Divulga Escritor

Website: https://www.editorailluminare.com.br/

Há 20 anos no Centro Histórico de Cuiabá, sebo resiste à falta de apoio

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Cleito Albuquerque, proprietário do Bazar do Livro - Alair Ribeiro/MídiaNews

Cleito Albuquerque, proprietário do Bazar do Livro – Alair Ribeiro/MídiaNews

Proprietário lamenta a ausência de políticas que incentivem a leitura em Mato Grosso

Cintia Borges, no Midia News

A alternativa mais acessível para os amantes de livros são os sebos – lojas que vendem livros usados. Em Cuiabá, o mais antigo deles sobrevive há quase 20 anos no Centro Histórico.

A crise financeira e política que atingiu o Brasil em 2015 não popoupou o Bazar do Livro, mas a empresa ainda resiste, prestes a completar 20 anos.

O proprietário Cleito Albuquerque afirma que se houvesse mais incentivos por parte do poder público a eventos culturais relacionados à cultura literária, o mercado de livro em Cuiabá estaria em uma melhor situação.

“Em quase vinte anos de funcionamento, o último um ano e meio foi um dos piores para mim. Governo, Prefeitura, Secretaria de Cultura e Educação teriam que fazer mais eventos para fomentar literatura, para estimular a compra de livros. Não só cultura, porque eventos culturais existem, mas feiras de livro são poucas”, disse o empresário.

Ele conta que o recentemente seria realizado um grande evento para a cultura literária, a LiteraMato, mas que foi cancelado sem qualquer explicação.

O evento deveria acontecer entre os dias 19 e 22 de outubro deste ano, mas foi cancelado.

O empresário lembra que o último grande evento para fomento da leitura aconteceu em 2005, com a LiterAmérica, ainda no Governo Blairo Maggi. “[Ricardo Guilherme] Dicke estava vivo, foi mais ou menos em 2010. Faz muito tempo”.

A falta de incentivo e a crise fizeram com que o empreendimento, que antes empregava sete pessoas, hoje funcione apenas com duas.

Outro fator que contribuiu para a queda nas vendas foi o grande números de escolas que mudaram o sistema de ensino. Antes as loja de livros usados tinham grande fluxo de vendas nos materiais didáticos. Com a inserção e crescimento dos sistemas apostilados – como os sistemas de ensino Objetivo, Positivo, COC –, as vendas caíram.

“Na volta às aulas as vendas eram muito fortes. Por enquanto, no que diz respeito a livros literários continua normal”, diz.

Entretanto, a incerteza quanto o futuro ainda gera temor. “Eu vejo uma luz no fim do túnel, mas eu tenho medo. Cuiabá sempre foi fraca no setor literário, falta incentivo”, diz.

História

O Bazar do Livro abriu a sua primeira loja em 1998, na Rua 7 de Setembro, no Centro Histórico de Cuiabá.

“Eu trabalhei em um sebo em Goiânia por dois anos, e trouxe a ideia para cá em junho de 1998. Eu montei junto com meu irmão, mas ele foi mexer com outra área, e há seis anos sou o único dono”, disse.

Um ano depois, o sebo mudou-se para o endereço atual: Rua Antônio Maria Coelho, número 344, no Centro Sul da Capital..

“Já tivemos um filial na Pedro Celestino, na Prainha e na Avenida Mato Grosso. Mas os alugueis eram muito caros”.

Albuquerque lembra dos anos de ouro da livraria. Ele conta que entre os anos 2000 e 2010, o Bazar do Livro teve seu ápice.

Eram vendidos, além dos livros, CDs, DVDs, fitas cacetes e vinis. “Mas a internet tirou isso tudo da gente”, afirma.

“Os vinis também paramos de vender uma época, mas eles voltaram com força, e, recentemente, compramos um lote com duas mil unidades. Tem uns oito anos que não vendíamos”, conta.

O Bazar do Livro vive atualmente de venda e troca de livros usados. O empresário explica que, caso o amante de livros não queira comprá-los, pode levar um usado e trocar por outro.

“A pessoa traz o livro para eu fazer a avaliação. Em resumo é o seguinte: o livro que vale R$ 10 eu troco por outro livro de R$ 5”, conta. Ele ainda esclarece que, atualmente, pela grande quantidade de livros expostos, não faz a compra de títulos.

“Tenho mais de 40 mil títulos, com certeza. Não há livros novos, 95% são usados”.

Dentre os títulos, há livros para todos os gostos e bolsos. “O preço médio é de R$ 10 a R$ 11. Mas, se você chegar aqui com apenas R$ 10, você consegue levar até cinco livros”, aponta o proprietário para um banca com exemplares a preço promocionais.

Raridade

A grande curiosidade no sebo está no livro “Álbum Gráphico de Mato Grosso”.

Impresso em Hamburgo, na Alemanha, entre os anos de 1913 e 1914, o livro conta com imagens históricas do Estado.

“Salvo o engano foram editadas apenas 300 unidades. Ele tem um preço alto, custa R$ 2 mil. Nós temos apenas ele”.

Serviço

O Bazar do Livro fica na Rua Antônio Maria Coelho, número 344, no Centro Sul da Capital.

Evento de literatura de Terror aproxima jovens a obras clássicas e contemporâneas do gênero

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Obras do gênero terror estarão no evento (Foto: Divulgação)

Obras do gênero terror estarão no evento (Foto: Divulgação)

O maior evento de literatura de terror do estado do Pará acontece nos dias 27 e 28 de outubro, em uma livraria de um shopping na Travessa Padre Eutíquio em Belém.

Publicado no G1

Bruxas, vampiros, zumbis e outras criaturas sobrenaturais, bem como o medo real escrito por autores ao longo de centenas de anos estarão em debate na terceira edição do Thriller in The Book: Convenção das Bruxas. O maior evento de literatura de terror do estado do Pará acontece nos dias 27 e 28 de outubro, em uma livraria de um shopping na Travessa Padre Eutíquio em Belém.

“O evento surgiu como uma possibilidade de unir os leitores do gênero, e hoje, depois de três anos, tem muita gente apoiando, como as 14 editoras nacionais que estão conosco e também as centenas de participantes que já vieram nas edições passadas”, disse Everton Assis, um dos organizadores do evento.

Esse ano a organização do evento decidiu dividir em dois dias devido o número de atividades. Haverá leitura dramática do poema “O Corvo” de Edgar Allan Poe, bate papo com autores paraenses, uma hora dedicada à autora das Crônicas Vampirescas, Anne Rice, além da discussão sobre dezenas de livros que foram lançados recentemente no gênero de thriller e terror.

“Serão quase 50 livros sorteados para os participantes, além de discussões sobre muitas questões do gênero, que está crescendo na cidade. Muitas obras às vezes passam despercebidas nas prateleiras”, diz Everton Assis.

Segundo ele, a exemplo do ano passado, haverá ainda um concurso de fantasias. “Queremos que esse ano seja uma verdadeira convenção de fãs do gênero”, diz.

“O Corvo” dramatizado

Desde que foi lançado em 1846, o Poema “O Corvo”, escrito por Edgar Allan Poe, um dos principais precursores do gênero do terror, atingiu um sucesso estrondoso em todo o mundo, sendo referenciado por outros grandes autores, como Neil Gaiman, além de estar presente na cultura pop, a exemplo dos Simpsons que fez um episódio especial sobre ele. Pensando nisso, em parceria com o grupo teatral “Teatro de Apartamento” será realizada uma leitura dramática, com o objetivo mostrar a importância e imponência do poema.

O autor paraense Andrei Simões ressalta que “O Corvo” deu respeitabilidade a Poe, que até o momento da publicação, não era muito levado a sério como escritor. “Este é um poema atemporal e imortal, pois trabalha um medo simples e primitivo de forma extrema, complexa e cirúrgica”, diz.

Haverá concurso de fantasias (Foto: Divulgação)

Haverá concurso de fantasias (Foto: Divulgação)

Autores paraenses

Desde a sua criação o “Thriller in The Book” funciona como uma vitrine dos autores paraenses, mostrando o que vem sendo publicado na região relacionado ao gênero. Andrei Simões afirma que eventos assim são fundamentais para escritores independentes como ele. “É a nossa chance de conversar cara a cara com fãs de terror e congregar com essas pessoas”, diz.

Além de Andrei Simões, esse ano participarão do bate papo Igor Quadros, autor de Agonia, Breno Torres, que lançou a antologia de contos de terror “Pesadelos Infaustos”, Clara Gianni que tem um conto publicado no livro “Vampiro: um Livro Colaborativo” e Lenmack, um autor independente que tem contos publicados em uma plataforma de livros digitais.

Serviço: Thriller in The Book Ano 3: Convenção das Bruxas, nos dias 27 e 28 de outubro, na Livraria Leitura do Shopping Pátio Belém. Dia 27 às 18h e dia 28 às 16h. Informações: [email protected]

Estudante de Manaus cria locadora de livros e garante renda extra

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Segundo a empreendedora Monique, a procura pelo locadora está sendo boa com uma média semanal de oito a 15 livros alugados. Foto: Evandro Seixas

Segundo a empreendedora Monique, a procura pelo locadora está sendo boa com uma média semanal de oito a 15 livros alugados. Foto: Evandro Seixas

O acervo da locadora inclui obras de diferentes gêneros, romance, suspense, terror, fantasia, policial e ficção científica com um preço baratinho.

Larissa Cavalcate, no A Crítica

Uma jovem apaixonada por leitura decidiu disponibilizar sua coleção de livros para locação. Quem gosta de ler e às vezes não tem condições de comprar determinado exemplar, pode agora alugar por um preço bem baratinho.

Em um país onde as pessoas dedicam pouco tempo aos livros – em média, apenas dois são lidos por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, a Locadora Viagens Literárias cumpre um papel importante de difusão da leitura.

A universitária Monique Braga, 19, possui uma verdadeira biblioteca em casa. São mais de 520 livros acumulados ao longo dos anos. Com todos esses livros parados na estante, a jovem teve a ideia de disponibilizar os exemplares para aluguel. Foi então que surgiu a locadora Viagens Literárias, iniciativa pioneira em Manaus que está funcionando há um mês.

“A paixão pela leitura nasceu quando eu ainda era criança e a minha mãe sempre me incentivou. Faço parte de um grupo de blogueiras literárias aqui do Amazonas e durante os eventos que já realizamos, observei que muitas pessoas deixam de ler por não ter condições de adquirir os livros em função do valor estabelecido pelas editoras. Pensei, é melhor disponibilizar o meu acervo para leitura do que deixá-lo parado”, explicou.

Renda Extra
Incentivar o acesso das pessoas a leitura por um preço acessível permite a estudante ganhar uma renda extra. Ela já possui planos para desenvolver o seu próprio negócio. “No momento, estou apenas guardando o dinheiro para expandir a locadora. Pretendo ampliar o acervo com novos lançamentos, abrir um espaço físico porque o meu quarto já está ficando apertado e até realizar eventos, por exemplo, um café literário”, disse.

Acervo
Inclui obras de diferentes gêneros, romance, suspense, terror, fantasia, policial e ficção científica. O aluguel do livro é de quatro a seis reais por semana dependendo da quantidade de páginas e encadernação. As edições especiais em capa dura e em outros idiomas possuem valor especial em virtude dos cuidados que demandam. Não há um limite de dias para aluguel nem a quantidade de títulos. Monique contou que para os leitores interessados em alugar os combos (coleção de livros), é possível negociar o valor e a locadora já planeja desenvolver o cartão fidelidade.

Na prática
Para alugar, os interessados podem contatar a Monique por meio das redes sociais. Um integrante da locadora encaminhará para o leitor a lista de títulos disponíveis, o contrato de aluguel junto com as regras de uso. Após essas etapas, é combinado um local público para ser feita a entrega dos livros.

Opinião
“A iniciativada Monique é sensacional. Muito boa.Eu gosto de e-books. Tenho um leitor digital Kindle no entanto, os livros digitais tem sido uma polêmica no universo dos leitores. Ter um Kindle me permite o acesso a uma infinidade de livros digitais gratuitos na internet, inclusive, com qualidade. Fora o serviço de assinatura Kindle unlimited, é da Amazon, e permite o uso de biblioteca de livros digitais ao mês pelo valor de R$ 19,90. Alguns livros da literatura universal, como Dom Casmurro, estão liberados no domínio público (site governamental). Não é barato comprar livro, mas ainda há sim há quem prefira livros físicos e as editoras investem nisso através dos livros pockets (de bolso) que são baratos e acessíveis”, ressaltou a servidora pública e leitora assídua, Keyseane Silva.

Principais atrações da Bienal do Livro, escritoras também dominam vendas

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 Uma das principais atrações internacionais da Bienal do Livro, Paula Hawkins atraiu centenas de fãs no Riocentro - Analice Paron / Agência O Globo


Uma das principais atrações internacionais da Bienal do Livro, Paula Hawkins atraiu centenas de fãs no Riocentro – Analice Paron / Agência O Globo

Nas mesas e nas listas de mais vendidos, mulheres foram destaque no evento

Publicado em O Globo

RIO – Um dos principais termômetros do mercado editorial, a 18ª Bienal do Livro do Rio, que termina neste domingo, seguiu a tendência de outros eventos literários e multiplicou sua presença feminina. Mais numerosas na programação geral (42%, contra 36% na edição passada), as escritoras dominam os dois principais espaços da feira: correspondem a 11 das 19 atrações dos Encontros com Autores e a 27 dos 50 convidados da arena #SemFiltro, que atraíram multidões. As grandes estrelas internacionais que passaram pelo Riocentro são quase todas mulheres, como as americanas Jenny Han, Abbi Glines e Karin Slaughter, a britânica Paula Hawkins e a australiana Gayle Forman.

Uma representatividade que, segundo os balanços parciais das editoras, está se refletindo nas vendas. Até o fechamento desta edição, apenas um autor homem aparecia na lista dos dez mais do Grupo Record, o poeta paulistano Zack Magiezi, cujos livros atraem justamente o público feminino. De resto, brilharam nomes como a niteroiense FML Pepper (única brasileira escolhida pela Amazon americana entre as 12 personalidades femininas do mundo que fizeram diferença na literatura em 2015), a britânica Paula Hawkins e a paulista Carina Rissi. Na Rocco, as mulheres também ocupam todas as primeiras posições, com veteranas (JK Rowling, Clarice Lispector, Thalita Rebouças, Margaret Atwood) e representantes da nova geração (Marie Lu e Veronica Roth). Já na Intrínseca, quatro mulheres ocupam a segunda metade da lista, incluindo Jojo Moyes, a escritora que mais vendeu livros no Brasil em 2016. A britânica, aliás, ganhou um espaço só dela no estande da editora.

— Vejo um crescimento consistente de mulheres em filas de autógrafos — diz Rafaella Machado, gerente de marketing do Grupo Record. — E, com o feminismo em alta, elas têm preferido ler livros escritos por mulheres. Buscam uma representação mais multifacetada da mulher. Muitas vezes, os homens as representam, em seus livros, de uma maneira muito idealizada ou sexualizada. A gente não quer mais ser a princesa que é salva, a gente quer salvar o príncipe.

Dados do Instituto Pró-Livro para o projeto Retratos da Leitura no Brasil, de 2015, apontam que mulheres leem mais do que homens no país. Segundo a pesquisa, que é realizada a cada quatro anos, 59% das mulheres se dizem leitoras, enquanto, para os homens, a porcentagem cai para 52%. Como na última edição, o público da Bienal foi majoritariamente feminino: 62% dos visitantes eram mulheres.

— Acho que 90% do meu público é de mulheres — diz Carina Rissi, que eletrizou o público jovem da arena #SemFiltro em sua mesa desta sexta. — Elas se identificam com minhas personagens, que são reais. É como se o leitor estivesse lendo a história de uma amiga, de uma irmã, de uma vizinha. Aquela ideia da mulher perfeita ruiu. As minhas heroínas estão sempre errando, apresentando defeitos, têm sempre problemas de relacionamento, neuras, traumas…

Mais do que volume de produção, o foco nas mulheres também se vê na concepção dos livros. Neste ano, a Bienal mostrou que gêneros como thriller e terror não apenas não são mais dominados por homens, como também podem ganhar um novo fôlego — e um novo público — quando passam pela sensibilidade de uma escritora. Uma das maiores atrações do evento, Paula Hawkins atraiu centenas de fãs em sua mesa no último sábado. Seus thrillers conquistaram o público feminino ao abordar temas como a violência contra as mulheres. Mesmo caso de Karin Slaughter, que fala neste sábado, às 15h, na arena Maracanã (Pavilhão Verde).

Editora de Karin, que já vendeu mais de 16 milhões de livros no mundo todo, a HarperCollins só tem escritoras nas primeiras posições de sua lista de mais vendidos no evento. Um de seus selos, o Harlequin, tem como slogan “Todo o poder feminino”. Gerente de marketing da casa, Daniela Kfuri acredita que os temas relacionados às mulheres estiveram em alta nesta Bienal.

— A gente sente que, no caso da Karin, por exemplo, a temática ajuda muito — diz Daniela. — Ela fala sobre violência contra a mulher, está muito forte na voz dela, e isso é um assunto do qual se evitava falar até há pouco. As mulheres estão querendo falar sobre isso.

Além de consagrar nomes já esperados, esta edição da Bienal também viu o surgimento de novas escritoras. Foi o caso da americana Jenna Evans Welsh, cujas boas vendas de seu romance de estreia, “Amor & gelato”, surpreenderam até a Intrínseca, sua editora brasileira.

— Parece ter caído de vez no gosto dos leitores, com uma velocidade que não esperávamos, por ser um livro novo e ter tido pouco tempo de boca a boca — diz Lucas Telles, editor de aquisições da Intrínseca. — Mesmo assim, teve muita procura no estande. Acho que casou com o público jovem e feminino da Bienal.

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