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3 razões para você ler mais, mesmo sendo de Exatas

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Publicado no Boa Informação

Era uma típica aula prática de Programação: os alunos, sentados nos seus computadores, tinham uma lista de problemas para resolver enquanto eu circulava pela sala, ajudando-os com as dúvidas que iam surgindo.

Eis que um dos alunos, um bom aluno, me chama e pergunta: professora, não entendi a questão 17, pode me explicar?

Brinquei com ele que eu não tinha memória de elefante, e não sabia de cabeça qual era a questão 17 da lista. Fui até ele, peguei a apostila e comecei a ler em voz alta o enunciado que tinha umas cinco linhas de texto. Quando eu terminei a leitura, o aluno fez cara de quem foi atingido por um raio de luz e declarou: “Ah, agora entendi!” E começou a escrever o programa para resolver o problema.

– “Como assim, entendeu? Eu só li o problema, nem comecei a explicar…”

Uma fração de segundo depois, quem foi atingida por um raio fui eu: tinha me dado conta de que o que ele não tinha entendido era o texto, e não o problema em si! Uma vez que eu fiz a leitura em voz alta, ele entendeu claramente o que dizia ali e o que era para fazer. Ou seja, o rapaz – um estudante universitário fazendo um curso concorrido de uma instituição pública de ensino superior – tinha um sério problema de leitura.

Este é um exemplo extremo, mas o problema não é tão incomum. E não é que os meus alunos fossem particularmente problemáticos. A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, encomendada ao IBOPE pela Instituto Pró-livro, indica que o brasileiro lê menos de dois livros a cada três meses. E este número inclui livros apenas parcialmente lidos E livros didáticos.

Ora, a gente sabe que a “galera de humanas” naturalmente puxa essa média para cima… Daí dá para imaginar que o estado das coisas entre a turma de exatas é ainda mais dramático.

Além do aluno da história acima, não foram raros os casos de alunos fazendo careta toda vez que se deparavam com aqueles problemas “com história”. Qualquer coisa que não fosse no formato “resolva a equação abaixo” era visto com medo e até um certo ressentimento.

Entretanto, a leitura correta dos enunciados de questões de prova é o menor dos problemas de um futuro Engenheiro. Por isso, vou contar três motivos para você ler mais e aprimorar esta habilidade fundamental, mesmo você sendo de Exatas até a raiz dos cabelos… Claro que existe muito mais razões para ler que estas, mas será que você já tinha pensado nestas três?

Razão #1: Você gosta de ler

Dizer que não gosta de ler é como dizer que não gosta de garfo e faca. Simplesmente não faz sentido algum!

Ler é meramente uma ferramenta para você atingir um fim. Você pode gostar de carne assada e não gostar de abóbora, mas o garfo e a faca não tem absolutamente nada a ver com isso.

Do mesmo jeito, você pode até não gostar de ler romances do século XIX, mas com certeza tem algum assunto no qual você tem um interesse mais intenso. (mais…)

Campeão da Olimpíada Brasileira de Matemática é aprovado em Princeton

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Publicado por G1

Murilo Zanarella, de 17 anos, levou a medalha de ‘ouro especial’ na OBM.
Jovem foi para a 2ª fase da USP e Unicamp, mas mira faculdade no exterior.

Murilo Zanarella levou medalhas em 50 olimpíadas nacionais e internacionais na área de exatas (Foto: Arquivo pessoal)

Murilo Zanarella levou medalhas em 50 olimpíadas nacionais e internacionais na área de exatas (Foto: Arquivo pessoal)

Desconcertado, Murilo Corato Zanarella, de 17 anos, solta uma risada tímida quando perguntado se é um viciado em olimpíadas de exatas. O jovem, que nasceu em Campinas e mora em São Paulo, já participou de 50 edições de diferentes provas de exatas, nacionais e internacionais, conquistando mais de 30 medalhas em olimpíadas de matemática, e acaba de ser aceito na Universidade de Princeton, em Nova Jérsei (EUA), após ter um desempenho notável em uma das provas.

A aprovação em Princeton veio logo após Murilo ganhar a medalha de ouro especial na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e obter a prata na Olimpíada Internacional. O título brasileiro foi conquistado após um ótimo desempenho na prova, já que a diferença de pontos entre ele e o segundo melhor colocado na categoria ensino médio foi maior do que a média das provas – 379 pontos contra 302. O resultado da OBM foi divulgado nesta quarta-feira (17).
Apesar de tantas conquistas, Murilo garante que não liga muito para a competição, e que as olimpíadas valem muito mais pela paixão à matemática. “A competição deixou de ser importante para mim, agora é pela matemática. Antes eu participava pelo desafio e, com o tempo, fui mudando e vi que o mais importante é estudar a matemática, a competição é um extra”, afirmou o jovem ao G1.

A matemática da escola é uma coisa mecânica, de copiar o que o professor passa. Na olimpíada é mais criativa, mais próxima da matemática de pesquisa” – Murilo Corato Zanarella, estudante

Zanarella também foi aprovado para a segunda fase dos vestibulares da USP e Unicamp em ciência da computação, e disse que pretende fazer a segunda fase mesmo com a aprovação em Princeton. Porém, se passar, dará preferência à matrícula no exterior, além de tentar outras instituições norte-americanas, como Harvard, MIT, Yale e Stanford, para realizar seus estudos voltados à matemática.

Amante dos números desde o início do ensino fundamental, o estudante contou que sempre teve facilidade com matérias de exatas, e que prefere muito mais os problemas das olimpíadas aos exercícios normalmente feitos em sala de aula. “A matemática da escola é uma coisa mecânica, de copiar o que o professor passa. Na olimpíada é mais criativa, mais próxima da matemática de pesquisa”, comparou o rapaz, que já participou de olimpíadas de física, astronomia, robótica e até de linguística.

Para facilitar a vida do repórter e não perder a conta mediante tantos títulos conquistados, ele organizou todos os títulos em um arquivo de texto, detalhando os anos em que participou e as medalhas obtidas.
Maratona para o cérebro

Para quem não conhece como funcionam as olimpíadas de exatas, a coisa vai muito além de contas e fórmulas, e algumas fases tem quase a duração de um vestibular. Porém, a regra de não poder utilizar uma calculadora continua valendo.

Na OBM, por exemplo, há três fases: a primeira, apenas de múltipla escolha, a segunda fase com questões de respostas diretas, na qual o candidato precisa colocar apenas o resultado e uma parte discursiva, na qual é necessário descrever também o raciocínio e, por fim, a terceira fase na qual os competidores têm 4 horas e meia para resolver três problemas bem complicados.

De acordo com o medalhista, não é preciso apenas saber a fórmula ou a conta corretas, mas sim organizar uma série de métodos e ideias antes mesmo de começar a resolver a questão. “Você precisa investigar o que está acontecendo e encontrar alguma coisa para começar a trabalhar com o raciocínio”, explicou Murilo.

Murilo, ao lado dos irmãos Henrique e Matheus, também medalhistas (Foto: Arquivo pessoal)

Murilo, ao lado dos irmãos Henrique e Matheus,
também medalhistas (Foto: Arquivo pessoal)

Família medalhista
Murilo é o filho do meio da família, e tem dois irmãos, de 15 e 20 anos, que também disputam olimpíadas na área de exatas. A tradição, segundo ele, começou com o filho mais velho, Matheus, que hoje faz engenharia elétrica na Unicamp.

Já o caçula, Henrique, foi medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Física e está participando do processo seletivo que definirá as equipes que representarão o Brasil nas Olimpíadas Internacionais de Física (IPhO e Iberoamericana).

Para que tantos prêmios fossem alcançados, a rotina de estudos é parte crucial do dia a dia de Murilo, que dedicou metade do ano para estudar para as olimpíadas e a preparação para tentar faculdades no exterior. Após vencer a prova internacional, o jovem se dedicou aos vestibulares e exames obrigatórios para o ingresso em instituições estrangeiras, como o SAT, uma espécie de “Enem norte-americano” e o Toefl, que avalia a proficiência de inglês do candidato.

Apesar de toda essa carga preparação, o medalhista destaca que o mais importante é estudar enquanto houver motivação, e não abrir mão de momentos para descansar e curtir um pouco. “Tem que ter um momento para relaxar, não adianta ficar estudando o dia inteiro. Os momentos que eu quero estudar são quando eu quero estudar mesmo, não adianta ter uma rotina fixa. Você rende mais quando não é uma obrigação. Quantas horas eu estudo? Depende muito do dia, depende de quanto eu estou animado”, exemplificou.

A matemática da escola tem um efeito bola de neve gigante. Se você tem dificuldade em um conceito simples, vai ser mais difícil entender algo mais complicado. – Murilo Corato Zanarella, estudante

Chegando ao pódio
“Só adianta você fazer a olimpíada se você realente gosta de matemática. A gente tem muito material na internet. Na minha época, não era tanto assim”, aconselhou Murilo, destacando que é preciso mesclar paixão e motivação para alcançar as medalhas nas olimpíadas. Uma dica é procurar materiais por conta própria, como vídeos no YouTube voltados para essas provas, e tentar contato com professores e outros medalhistas.

Já para quem não tem a intenção de se tornar um “atleta dos números” e quer se garantir na escola, o jovem destacou que é preciso paciência e perseverança ao aprender, e uma boa dica é não deixar de aprender conceitos mais básicos antes de tentar recuperar o ritmo do andamento das aulas.

“A principal dica é não deixar de lado. A matemática da escola tem um efeito bola de neve gigante. Se você tem dificuldade em um conceito simples, vai ser mais difícil entender algo mais complicado. Vale a pena correr atrás de resolver um problema simples, antes de correr atrás de algo mais complicado”, concluiu o rapaz.murilo3

Fundação Carolina oferece 540 bolsas de estudo na Espanha para latino-americanos

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ThinkStock

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Publicado por Brasil Post

A Fundação Carolina abriu nesta quinta-feira (4), as inscrições para 540 bolsas de estudo nas universidades espanholas. Os cursos são dirigidos exclusivamente a estudantes de países latino-americanos, nas áreas de humanas, exatas e biológicas.

São 323 bolsas para mestrado, 93 de doutorado e pós-doutorado, 29 bolsas para docentes de universidades, 50 para cursos de especialização na Escola de Verão Complutense, 15 bolsas para o curso de empreendedorismo e 30 para estudos de relações institucionais.

Os cursos oferecidos são de instituições espanholas públicas e privadas com excelência acadêmica, como Universidade de Zaragoza, Universidade de Navarra, Universidade de La Laguna e Universidade de Granada.

Cada universidade tem seu próprio sistema de seleção, que inclui etapas que vão desde a análise dos documentos até entrevistas pessoais ou por webconferência. Os processos seletivos duram, em média, seis meses.

As inscrições para as bolsas de estudo na Escola de Verão Complutense ficarão abertas até o dia 10 de fevereiro. Para os cursos de pós-graduação e estudos institucionais o candidato deve se inscrever até o dia 4 de março. E as inscrições para as bolsas de doutorado e cursos para docentes vão até o dia 9 de abril.

Os candidatos podem encontrar todas as informações no site da Fundação Carolina.

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