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Livro mostra que criação de super-heróis foi inspirada em mitologia e política

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A identidade secreta dos super-heróis, livro de Brian J. Robb, investiga os bastidores do sucesso de personagens de quadrinhos

Alexandre de Paula, no UAI

(foto: Columbia/Divulgação)

(foto: Columbia/Divulgação)

A história e a origem dos super-heróis dos quadrinhos escondem alguns segredos. Embora possa parecer tema superficial, a base para a criação dos personagens, em alguns casos, está em referências inesperadas, como a filosofia, o Renascimento e a política. Em A identidade secreta dos super-heróis, o escritor americano Brian J. Robb conta os bastidores e a história da criação de sucessos das HQs.

Robb explica que os quadrinhos, principalmente os de super-heróis, foram mesmo buscar suas fontes em referências mais antigas. “Suas origens secretas vêm de mitos e lendas. Super-homens, dotado pelos deuses, abundam em lendas antigas, enquanto figuras folclóricas, como Robin Hood, inspiraram muitos heróis modernos. DC e Marvel reinventaram os mitos gregos para suas audiências modernas, seja em 1940 ou 1960. Superman deve muito a Hércules, Mulher Maravilha vem das Amazonas, enquanto Flash é uma reinvenção de Hermes”, aponta.

Tudo isso, acredita Robb, continua a acontecer e a se refletir nos quadrinhos atuais. “Essas influências ainda estão sendo reinventadas e reinterpretadas para os leitores do século 21”, comenta. Um outro caso, por exemplo, seria o fato de Batman ter sido inspirado em trabalhos de Leonardo Da Vinci.

A obra investiga o que havia por trás de tudo o que foi usado para criar e dar forma aos super-heróis americanos. Além disso, apresenta também as relações e a influência deles com heróis criados, depois, em outros países, como Inglaterra, Japão e Índia.

POLÍTICA

Desde o início, a história dos super-heróis americanos está intimamente ligada à política. Na capa de sua primeira HQ, o Capitão América aparece dando um soco em Hitler, por exemplo; as relações entre EUA e Rússia na Guerra Fria foram exaustivamente exploradas nos quadrinhos, entre outros casos.

“É impossível separar os quadrinhos da política. Superman luta pela verdade, pela justiça e da maneira americana, enquanto Batman luta em nome dos oprimidos. Ambos os personagens foram criados na época da Segunda Guerra Mundial, entre tantos outros casos. Política sempre foi uma parte do DNA dos super-heróis e continua a ser”, ressalta Robb.

Para o autor, os super-heróis acompanharam, sim, algumas mudanças da sociedade. Sexismo, racismo e homofobia, por exemplo, são temas que foram contemplados pelos quadrinhos. “Alguns super-heróis foram respostas às mudanças na sociedade. Culturalmente, um super-herói pode ajudar a sociedade a compreender a si mesma, tornando tais mudanças mais amplamente aceitáveis”, argumenta.

Existe, sim, esperança para os presidiários: livros e pessoas

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Os livros são a solução | Divulgação

Os livros são a solução | Divulgação

 

Afonso Borges, em O Globo

Depois que “O Globo” publicou o texto abaixo, fui procurado pelo Servas-MG para uma parceria ao projeto “Segunda Chance – Rodas de Leitura”. A ideia é convocar a sociedade civil para ajudar, na forma de doações de livros literários para compor e melhorar o acervo das bibliotecas prisionais e convidar voluntários para conversar sobre literatura com os presidiários. Uma ponta importante foi costurada nesta parceria: eu tenho know-how para a estratégia mas de nada adianta se não houver um convênio com a Secretaria do Sistema Prisional, que decide a entrada e saída de pessoas e bens duráveis, em uma ponta e com o próprio Judiciário, em outra, permitindo a remissão de pena aos reclusos que topem participar da iniciativa que é, também da parte deles, voluntária. Ou seja, há esperança. E a chave está aí: este é um projeto semente, que pode e deve ser replicado em todos os lugares do Brasil.

Pois conseguimos viabilizar o programa, que começa agora. Só acessar o site www.servas.org.br

E colaborar doando livros ou se inscrevendo como voluntário para as rodas de leituras.

Aqui, o texto:

O bom exemplo foi dado. Mas quem disse que seria fácil?, como perguntam os ingleses… Com cerimônia oficial e pose para foto, o ministro da Educação, Mendonça Filho, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, anunciaram ato de doação de 20 mil livros para formação de bibliotecas em 40 presídios brasileiros. Um bom exemplo. Mas este é um assunto espinhoso.

Vamos às contas: são apenas 500 livros para cada unidade prisional. Uma biblioteca módica deve ter, no mínimo, três vezes mais, segundo orientação da ONU. Outra: o MEC informa que o acervo está disponível, ou seja, já estava lá, guardado. É uma boa notícia. Mas se estavam lá, não houve curadoria, não houve escolha dos títulos. Livros, preferencialmente, de literatura de ficção brasileira.

Outra dúvida, localizada no coração do problema: por que o Ministério da Educação, sozinho? Todos sabem que os órgãos ligados ao mundo do livro e da leitura estão subordinados ao Ministério da Cultura. Fazem parte do seu organograma há décadas. Este programa deveria ser entregue ao cargo do ministro Roberto Freire, que, certamente, fará uma gestão balizada e tecnicamente adequada, dada a qualidade de seus pares, como Mansur Bassit, que militou anos na Câmara Brasileira do Livro, e o bibliotecário Cristian Santos, responsável pela Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.

Está em vigor, há anos, a Lei de Remissão de Pena Através da Leitura. Basta o preso ler um livro por mês, fazer um resumo e entregar. Em contrapartida, dias da sua pena serão subtraídos. Por que não informar isso, no anúncio, como um dos motivos? Milhares de encarcerados pelo país já desfrutam deste benefício. São inúmeros os projetos e programas de incentivo ao hábito da leitura no âmbito dos presídios no Brasil. Da pequena Araxá, no sul de Minas, à periferia de Porto Alegre.

O mais importante desta iniciativa é o exemplo. A força de transformação contida no livro é imensa. E de todas as atividades do campo da cultura, a única realmente factível para o presidiário é a leitura, devido ao fator óbvio do confinamento. A leitura é campo fértil para a mudança. Não é por acaso que a Bíblia é o objeto mais caro, mais bem cuidado, mais protegido, ali. Voltando às iniciativas exitosas, a Penitenciária de Montenegro, no Rio Grande do Sul, criou o ofício de facilitador de livros. Tal atividade é necessária por uma questão de segurança: os presos não podem circular até as salas de leitura para buscar os exemplares.

O que o facilitador faz? Enche uma caixa de feira com livros e roda a penitenciária à procura de leitores. Devido à presença dos facilitadores, quase todo o acervo está emprestado. E o melhor: a cada três dias no ofício, um dia a menos na prisão, como remissão de pena. Isso é exemplo.

E como não é fácil, é necessário facilitar: convidem os bibliotecários, especialistas em leitura e responsáveis pelas inúmeras iniciativas já existentes no país no campo do livro no mundo prisional para participar. Por quê? Porque é um bom exemplo. Porque os brasileiros querem ajudar. Porque todos querem participar de uma possibilidade de transformação concreta que a leitura nos presídios proporciona. Façam deste bom exemplo uma ação comunitária, pública, participativa. E confiram os resultados. Será um incêndio de transformação literária, humana e cidadã. Querem apostar?

Veja como absorver os conteúdos sem precisar decorar: 5 técnicas para aprender de verdade

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Publicado no Amo Direito

Durante o ano letivo, os estudantes têm que lidar com uma série de conteúdos, seja na escola ou no cursinho. Nem sempre o grau de afinidade com todas as matérias é o mesmo: alguns alunos dão preferência à área de Exatas, já outros a de Humanas, por exemplo. Contudo, é preciso estar por dentro de todos os assuntos, principalmente durante o ano de vestibular. Para isso, apenas decorar fórmulas prontas não é o suficiente: o aluno deve compreender de fato o que está estudando, sabendo aplicar o conhecimento em qualquer situação.

Sabendo disso, separamos 5 técnicas de estudo para aprender de verdade. Confira abaixo:

1 – Questione
Uma boa estratégia para ver se entendeu realmente um assunto é questioná-lo, construindo a sua própria opinião sobre o conteúdo em questão. Em disciplinas da área de Humanas ou em Atualidades, isso pode ser bastante eficiente.

2 – Faça gravações
Gravar os conteúdos, seja a voz do professor durante a aula ou com a sua própria voz, pode ajudar bastante durante os estudos. Isso porque, ao retomar o assunto na gravação, você pode identificar quais foram os tópicos que não ficaram claros, para depois tirar as suas dúvidas. Uma outra dica é gravar as suas próprias observações pessoais a respeito da matéria.

3 – Proponha desafios
Na hora de estudar, experimente desafiar a si mesmo ou aos colegas. Você pode propor a resolução de um exercício diferente, com um maior grau de dificuldade, para que vocês treinem a capacidade de raciocínio e de trabalhar sob pressão, por exemplo. Essa pode ser uma atividade bastante divertida e motivadora.

4 – Explique e interprete os conteúdos
Não basta apenas memorizar o significado dos conteúdos. Procure explicar a um colega ou ao professor a sua própria interpretação sobre determinado assunto. Explique o que o levou a chegar nessa conclusão.


5 – Compare conteúdos diferentes

É interessante ter o hábito de estabelecer relações entre diferentes assuntos. Afinal, algumas vezes, eles podem apresentar muitas ligações entre si, facilitando o seu aprendizado.

Fonte: Universia Brasil

4 técnicas matadoras para memorizar qualquer coisa

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publicado na Super

1. Construa um “palácio da memória”
Também conhecido como “método de loci”, este dispositivo de memorização remonta à Grécia Antiga. Segundo o mito, o poeta grego Simônides de Ceos precisou identificar os corpos de pessoas que haviam morrido no desabamento de um palácio. Como ele se lembrava exatamente da localização de cada um, conseguiu assim “reconhecer” cada um dos cadáveres desfigurados.

A técnica consiste em usar a memória espacial para gravar nomes, fatos ou listas. O objetivo é criar um lugar imaginário, como uma casa ou um palácio, visualizar os móveis de cada cômodo e associar uma memória a cada um deles.

Imagine que você queira gravar os nomes de todos os presidentes brasileiros, por exemplo. Getúlio Vargas pode ser ligado à poltrona da sala e Juscelino Kubitschek, ao lustre. O ideal é que as associações entre os móveis e os elementos a serem memorizados sejam divertidas ou inusitadas – você pode associar Jânio Quadros ao quadro na parede, por exemplo.

Depois que fizer todas as associações, a ideia é percorrer mentalmente o “palácio” várias vezes, lembrando-se da posição de cada móvel e, consequentemente, dos nomes ou fatos vinculados a eles. Oradores gregos e romanos, como Cícero, usavam essa técnica para memorizar seus longos discursos.

2. Invente acrônimos, acrósticos e encadeamentos
Acrônimos são palavras formadas por letras que representam, por sua vez, outras palavras. A ferramenta de gestão CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude) é um exemplo.

Já os acrósticos são frases formadas por palavras cuja primeira letra é a dica para o que precisa ser lembrado. Se você quer memorizar, por exemplo, os nomes dos bairros paulistanos Mooca,Penha, Belém e Carrão, por exemplo, pode gravar a frase “Meu Pai Bebe Café”.

Outro dispositivo útil é o encadeamento, sugere o site The Memory Institute. Para guardar elementos numa determinada ordem, crie uma frase narrativa com eles. O ideal é que cada item “puxe” o outro por associação. Para gravar, nesta ordem, as palavras “menina”, “panela”, “doze”, “abóbora” e “verde”, por exemplo, você pode criar uma sentença como “A menina vendeu uma panela por doze reais ao plantador de abóboras, que ainda estão verdes”. A estrutura de encadeamento traz lógica para as palavras avulsas, além de facilitar a fixação de uma ordem.

3. Faça conexões entre informações novas e velhas

Uma das melhores formas de reter um dado é contextualizá-lo, isto é, integrá-lo aos conhecimentos que você já tem. Quanto mais conexões você fizer com os seus conhecimentos prévios, mais facilmente gravará uma novidade, dizem ao site Business Insider os autores do livro Make It Stick: The Science Of Successful Learning, Peter Brown, Henry Roediger e Mark McDaniel.

Uma ótima forma de fazer isso é aplicar, na prática, tudo que você precisa memorizar – ou, no mínimo, vislumbrar hipóteses de aplicação desses dados na vida real. Se você precisa gravar como funciona o processo de transmissão de ondas de calor, por exemplo, tente pensar nessas informações a cada vez que tiver uma xícara de chá em suas mãos num dia de frio.

4. Explore o seu próprio humor

A neurocientista Carla Tieppo, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, diz que um excelente método para estimular a memória é criar imagens bizarras, engraçadas e surreais sobre o elemento que precisa ser recordado.

Se você acaba de conhecer uma pessoa, por exemplo, imagine-a numa situação esquisita, que faça você rir, e que tenha relação com o som do nome dela. É uma forma muito eficiente de gravar para sempre como ela se chama – quanto mais “cócegas” a imagem mental fizer em você, mais fácil será fixá-la, diz a professora.

Os 5 erros mais comuns de brasileiros ao falar inglês

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publicado no UOL

Uma piada feita pelo dono de um restaurante irlandês sobre o erro de inglês – dizer chicken (frango) quando queria dizer kitchen (cozinha) – cometido por um brasileiro em uma entrevista de emprego despertou uma forte reação nas redes sociais nos últimos dias.

Muitas pessoas se sentiram ofendidas não apenas pela piada inicial do dono do restaurante, como também com comentários posteriores feitos por ele, caçoando do nível de domínio do inglês por brasileiros – o que lhe rendeu acusações de preconceito.

“Tem um ditado que diz: nunca ria de alguém que tem inglês ruim. Significa que essa pessoa fala outro idioma”, escreveu um leitor na página da BBC Brasil no Facebook.

“Muitos jovens com quem estudei sequer falavam outro idioma e se achavam no direito de zoar o sotaque do estrangeiro e fingir que não o entendiam. Aconteceu comigo”, disse outra leitora.

Mas também houve quem achasse a piada inicial inofensiva.

“Não vi preconceito. Deve ter sido engraçado mesmo. Como também é quando meu marido, que é alemão, fala coisas erradas em português. Morro de rir”, afirmou uma leitora.

“Achei hilário. Quem nunca errou? Uma vez eu disse: ‘We must wipe the chicken straightaway’ (precisamos limpar o frango imediatamente). Meu chefe riu muito”, disse um leitor.

Polêmicas à parte, a verdade é que dominar um idioma estrangeiro não é tarefa fácil e cometer um erro pode, por vezes, podem gerar constrangimento – ou tornar alguém alvo de uma piada.

A BBC Brasil consultou professores de idiomas para identificar os equívocos mais comuns cometidos tanto por brasileiros ao falar inglês quanto por quem tem o inglês como língua nativa ao falar português.

“Mas é importante ter em mente que aprender uma língua não é simplesmente colocar etiquetas com novas palavras em coisas que já existem. É se apropriar de uma outra forma de recortar a realidade e imergir em outra cultura. Errar faz parte desse processo”, afirma Bianca Garcia, pesquisadora e fundadora da Espiral Consultoria Linguística.

Por sua vez, a educadora Maria Eugênia Sanson, diretora de soluções acadêmicas da rede de escolas de idiomas Cultura Inglesa, afirma que os alunos não devem ter medo de errar.

“O erro é necessário, porque é assim que testamos hipóteses ao aprender um novo idioma. Para avançar no conhecimento de uma língua, é preciso se arriscar.”

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AO APRENDER INGLÊS

1. Confundir palavras de grafia e pronúncia parecidas
Não apenas kitchen e chicken são um desafio. Há no inglês diversas palavras de pronúncias muito parecidas que, se trocadas uma pela outra, podem deixar uma pessoa em uma saia justa. É o caso, por exemplo, de beach (praia) e bitch (cadela).

“É preciso ensinar que há uma diferença entre vogais curtas e longas, por exemplo, que muda o sentido da palavra”, diz Rane Souza, que dá aulas particulares para brasileiros e estrangeiros.

“No português, mesmo quando temos uma vogal mais longa, algo característico da pronúncia no Nordeste, isso não altera o significado de um termo.”

Outros desafios comuns para os brasileiros são as pronúncias de word (palavra) e world (mundo); ear (orelha) e year (ano); e sheep (ovelha) e ship (navio).

“Tenho alunos de nível avançado que têm dificuldade em diferenciar world e word. Tem quem não consiga dominar isso de jeito nenhum e acaba falando a mesma palavra para diferentes significados”, afirma Souza.

2. Usar uma palavra em inglês com seu significado em português
Cair na cilada dos falsos cognatos é um dos erros mais comuns apontados por professores ouvidos pela BBC Brasil.

Trata-se de palavras em inglês com grafia bastante parecida à forma como são escritas em português, como, por exemplo, pretend (fingir), que se parece com “pretender”.

“Um aluno meu trabalhou em uma loja de uma estação de esqui em um programa de intercâmbio, onde tinha de dar informações sobre as condições da montanha”, conta Maria Eugênia Sanson, da Cultura Inglesa.

“Quando alguém perguntou se a situação estava boa para praticar o esporte, ele respondeu: ‘It depends if you are pretending to ski fast’ (Depende de se você fingir esquiar rápido). A pessoa pensou que o rapaz estava fazendo pouco caso dele. Nesse caso, ele deveria ter usado intend (pretender).”

Também se incluem nessa categoria palavras como costume (fantasia), contest (competição), collar (colarinho) e fabric (tecido).

3. Não pronunciar o dígrafo “th” corretamente
Este dígrafo não existe em português, mas é bastante comum no inglês, usado em palavras para think (pensar), thank (agradecer) e thick (grosso).

Para produzir seu som corretamente, é necessário colocar a ponta da língua nos dentes superiores, um movimento na boca que os brasileiros não estão acostumados a realizar e acabam pronunciando-o com som das letras “F” ou “T”.

“Se existe um som que você não fala normalmente e não tem um bom ouvido para captar essa diferença, é difícil mesmo reproduzi-lo”, diz Bianca Garcia, da Espiral Consultoria Linguística.

Garcia reuniu, junto com outros professores, os erros mais comuns cometidos por brasileiros – e este foi apontado por eles e outros ouvidos pela BBC Brasil de forma quase unânime como um dos principais problemas de pronúncia.

“Se você diz por exemplo ‘I’m going to thank her’ (Vou agradecê-la) e pronuncia com som de ‘T’, vira tank (afundar), e a pessoa pode entender que você ‘irá afundá-la’, o que pode ser até ofensivo”, afirma Garcia.

“Se a pessoa está no nível iniciante, não vai conseguir se explicar e sair da encrenca.”

4. Usar a preposição correta em verbos frasais
O uso de preposições no inglês é tão ou mais variado quanto no português, com uma diferença: estas palavras são usadas para compor verbos frasais, que não existem no idioma do brasileiro.

A mudança de uma preposição nestes casos altera o significado da expressão, como, por exemplo, em look out (ter cuidado) e look into (verificar).

“Por conta dessa pluralidade de sentidos gerada por uma infinidade de combinações possíveis, é preciso ter atenção redobrada ao usá-los”, afirma a professora Rane Souza.

“Se você trocar o verbo make up (inventar ou fazer as pazes) por make out (ficar, no sentido de namorar), este erro pode colocar a pessoa numa situação difícil.”

5. Traduzir diretamente do português
Ao aprender inglês, é preciso ter em mente que algumas expressões ou construções do português não existem no outro idioma.

É comum, principalmente entre brasileiros começando seus estudos, recorrer ao repertório de sua língua nativa ao falar inglês.

É o caso por exemplo de locuções verbais, como quando dizemos “vou ver/falar com minha mãe”, que alguns alunos acabam traduzindo diretamente para I go see my mother ou I go talk to my mother, quando o correto seria I’m going to see/talk with my mother.

Esse erro também é bastante comum no emprego de gírias e expressões idiomáticas.

“A pessoa diz que vai ‘break the branch’ (quebrar o galho), ‘make beatiful’ (fazer bonito) ou que alguém ‘stepped on the ball’ (pisou na bola), sem perceber que é necessário adaptar expressões”, afirma Sanson.

Um de seus alunos fez uma tradução literal assim quando estava viajando e, em uma boate, acabou se envolvendo em uma discussão.

“Ao ser retirado da boate por um segurança, ele gritava: ‘I don’t have cockroach blood!’ (Eu não tenho sangue de barata). Ninguém entendeu nada, é claro.”

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