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Centro cultural reunirá acervo literário de Erico Verissimo em Porto Alegre

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Cerca de 3 mil itens como originais de livros, cartas e desenhos ficarão à disposição do público para visitação e pela internet

Imagem de computador mostra como deverá ficar o espaço destinado a exibir espólio do autor gaúcho Foto: Centro Cultural Erico Verissimo / Divulgação

Imagem de computador mostra como deverá ficar o espaço destinado a exibir espólio do autor gaúcho
Foto: Centro Cultural Erico Verissimo / Divulgação

Marcelo Gonzatto, no Zero Hora

Inaugurado em 2002, o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo finalmente começa a cumprir sua ambição original: tornar-se um centro de referência para público e pesquisadores sobre a vida e a obra do escritor gaúcho.

Entre o final de agosto e o início de setembro, cerca de 3 mil itens do autor de O Tempo e o Vento – incluindo originais, cartas e desenhos – serão disponibilizados para visitação e também para consulta pela internet.

O projeto, patrocinado pelo Grupo Gerdau e pela CEEE, combina duas coleções diferentes, que pertenciam ao doutor em Letras Flávio Loureiro Chaves e à família do jornalista e bibliófilo Mário de Almeida Lima, morto em 2003 – ambos amigos de Erico. O espólio reúne preciosidades como os originais de várias obras, incluindo trechos inéditos do livro de memórias Solo de Clarineta II e mais de mil páginas datilografadas e corrigidas à mão de O Retrato, segunda parte da trilogia O Tempo e o Vento.

– O Erico tinha um hábito de presentear amigos com originais ao terminar de escrever um livro, então esse material estava com o Flávio e a família do Mário Lima, entre outras coisas como cartas, desenhos – conta a diretora sociocultural do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV), Regina Ungaretti.

A exibição desse acervo recém adquirido, que ocupará o sexto andar da instituição localizada na Rua da Praia, na Capital, ameniza o vácuo deixado pelo envio de outra parte da herança literária do escritor para o Rio de Janeiro. Em 2009, originais e outros documentos sob responsabilidade da família de Erico, mantidos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), foram remetidos para o Instituto Moreira Salles sob o argumento de que a instituição tinha à época as melhores condições de preservar o material. A remessa foi feita sob regime de comodato com prazo de 10 anos. Agora, com o lançamento do novo espaço, a família Verissimo já admite transferir de volta os cerca de 10 mil itens do acervo localizado no Rio ao final do contrato, em 2019 – o que ampliaria ainda mais a importância do centro gaúcho.

– O material que está no Rio pode vir para o CCCEV no fim do contrato, dadas as novas condições técnicas para sua conservação por aqui – diz Luis Fernando Verissimo, que participa nesta quinta-feira do talk-show Encontros com o Professor no próprio CCCEV.

No terceiro andar do prédio, haverá ainda uma exposição destinada a contextualizar a vida e a obra do escritor, com textos de apresentação de seus principais livros e espaço para crianças. A iniciativa, sob a curadoria do bibliófilo Waldemar Torres e da doutora em Teoria Literária Márcia Ivana de Lima e Silva, foi viabilizada pelo CCCEV e pela CEEE com apoio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC).

– É importante destacar que o acervo foi digitalizado e será oferecido pela internet, com exceção dos livros, protegidos por direito autoral – afirma Alvaro Franco, diretor da empresa Backstage, responsável pela produção cultural da iniciativa.

Confira destaques do acervo

> Original de O Retrato (1951), segunda parte da trilogia O Tempo e o Vento. São mais de mil páginas datilografadas com emendas manuscritas.

> Folhas inéditas de pesquisa para escrever O Tempo e o Vento.

> 94 páginas originais, datilografadas ou manuscritas, de Solo de Clarineta II (1976) – memórias do escritor cuja transcrição e organização são de Flávio Loureiro Chaves, pois foram lançadas após a morte de Erico.

> Inéditos de Solo de Clarineta II: 12 páginas originais não foram incluídas pelo organizador no volume impresso das memórias do autor.

> Página pertencente à primeira redação de Incidente em Antares (1971), com anotações e desenhos do autor. Texto inédito que ficou fora da edição definitiva.

> Original de uma sinopse para o cinema de O Resto é Silêncio (1943).

dica do Jarbas Aragão

Escolas de MG passam a exibir placa com nota do Ideb

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Exemplo de placa recebida por escola de Minas Gerais com notas do Ideb  (Divulgação)

Até início de 2013, toda a rede estadual deve ter painéis informativos

Publicado na Veja on-line

As escolas da rede estadual de Minas Gerais estão recebendo placas com o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011 que deverão ser afixadas na porta das instituições ou em outro local de fácil visualização. Até agora, 21 unidades da região metropolitana de Belo Horizonte já receberam os painéis informativos.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação, a distribuição prioriza as escolas mais numerosas. A meta é que, até o início de 2013, todas as 2.977 instituições da rede pública mineira exibam as placas.

Medindo 1,20 metro de largura e 80 centrímetros de altura, as placas trazem a nota da escola no Ideb no 5º e no 9º anos do ensino fundamental. Além disso, exibem a média da rede pública do município e da rede estadual de Minas Gerais.

De acordo com a secretaria, a intenção é dar destaque a escolas que apresentam boa gestão e estimular as unidades que ficaram abaixo do índice desejado. Pretende-se ainda incentivar os pais a acompanhar o rendimento das instituições e dos próprios filhos.

Na soma das escolas públicas e privadas, Minas Gerais foi o estado que obteve a maior nota no Ideb anos iniciais do ensino fundamental (4ª série), com 5,9 pontos. A média nacional foi cinco. Já nos anos finais do ensino fundamental, o estado ficou com 4,6, atrás de São Paulo (4,7) e Santa Catarina (4,9). A média nacional é de 4,1.

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