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Bibliotecas públicas de SP investem em ações para aumentar o público

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Kátia de Santana com a filha Tainá Custódio Ufracker Foto: Renata Okumura

Kátia de Santana com a filha Tainá Custódio Ufracker Foto: Renata Okumura

Empresas também criam espaços de leitura para incentivar funcionários; exposição marca a importância da contação de histórias

Renata Okumura, no Estadão

SÃO PAULO – O hábito da leitura pode estar presente na vida das pessoas mesmo diante da correria do dia a dia das grandes metrópoles, que convivem cada dia mais com as ferramentas tecnológicas. “Tudo que é em excesso faz mal. A leitura é fundamental para o desenvolvimento cultural da criança. Para mim, é importante ter este momento com minha filha em uma biblioteca. Desta forma, ela não fica tão apegada ao celular. Quero que ela entenda o livro como uma companhia. E aqui a gente não gasta nada para ter esta experiência que é muito rica”, destacou a moradora Kátia de Santana que é mãe da Tainá Custódio Ufracker.

Kátia costuma ir com a filha à Biblioteca Raimundo de Menezes, que fica na Avenida Nordestina, 780, na Vila Americana, na zona leste da cidade. A área onde ficam os gibis é uma das que mais atrai a pequena de 4 anos. “Que letra é esta aqui? E esta outra?”, brinca com a filha. Tainá atenta responde corretamente conforme você pode ver no vídeo abaixo.

Na última semana, a reportagem visitou a biblioteca e constatou que no local há livros para todas as idades, inclusive uma prateleira reservada às crianças e também livros que farão parte do próximo vestibular da Universidade de São Paulo (USP). O wi-fi é livre para acesso ao público e também há informações sobre atrações para quem gosta de colecionar gibis ou trocar figurinhas de álbuns. Além disso, a biblioteca também recebe concertos do Theatro Municipal de SP. No entanto, o número de frequentadores poderia ser maior.

A capital paulista conta com a Biblioteca Mário de Andrade, a segunda maior do País, e 54 unidades do Sistema Municipal de Bibliotecas distribuídas pela cidade.

Para atrair a população, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) lançou o programa Biblioteca Viva, que promove ações de aproximação do público com as bibliotecas.

“Estas ações incluem a disponibilização de wi-fi em todas as unidades, alteração na disposição dos livros no interior das bibliotecas, facilitando, assim, a visualização e manuseio por parte do público e inclusão de programação artística de linguagens variadas em todos os fins de semana em todas as bibliotecas. Inclusive, apresentações dos corpos artísticos do Theatro Municipal. Vale ressaltar que são atividades que conversam com o ambiente da biblioteca. As famílias podem ter estes espaços como opção de lazer, por exemplo. Estamos vendo que o número de frequentadores vem aumentando com a solidificação destas ações”, reforçou a nota.

Além disso, atualmente a pasta compra lançamentos dos últimos doze meses diretamente das editoras, proporcionando opções de leitura que o público encontra nas livrarias de shoppings.

Motivação corporativa. Atentas à importância do hábito, empresas criam ambientes para motivar funcionários. O espaço para Leitura Colaborativa CNU, por exemplo, incentiva, inclusive, a troca de livros. “O estímulo é fundamental para despertar o interesse das pessoas pela leitura. Tem livros de inglês, aventura e romance. O curioso é que a troca de livros, às vezes, ocorre dentro do próprio elevador ou no departamento de trabalho. Alguém já te aborda querendo saber o que está lendo. Nem dá tempo de devolver ao espaço de leitura. Desta forma, outras pessoas também demonstram interesse em participar”, relata a administradora de empresas Cláudia Fernandes, que trabalha em uma empresa de planos de saúde na região de Cerqueira César, que implantou o projeto dentro da companhia.

Cláudia também reforça que a ação promove interação entre os funcionários e está presente em todas as filiais da empresa. “Tem dias que está lotado e você acaba conhecendo outras pessoas. Os funcionários ficam à vontade para pegar um livro, claro que é preciso bom senso, todos sabem que o que vale é a troca de livros, mas confesso que tem dias que dá vontade de levar todos os livros para casa porque sempre há novidades”, destacou ela.

Exposição marco os 20 anos da Associação Viva e Deixe Viver Foto: Renata Okumura

Exposição marco os 20 anos da Associação Viva e Deixe Viver Foto: Renata Okumura

Contação de Histórias. Para incentivar à leitura e tornar o ambiente hospitalar menos doloroso para as crianças, a Associação Viva e Deixe Viver reúne mais de mil voluntários atuantes e está presente em hospitais de São Paulo e de outros Estados e cidades do País.

Em homenagem aos 20 anos de atuação em 2017, a entidade organiza exposição que pode ser visitada até 28 de setembro no Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, 2.073, na Bela Vista.

Harry Potter ganhará edição com rascunhos e manuscritos inéditos

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Lançamento faz parte da exposição em comemoração aos 20 anos de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”

Publicado no Notícias ao Minuto

Um livro com rascunhos e manuscritos inéditos da escritora J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter,deve ser lançado em outubro deste ano.

No Reino Unido, a obra deve ter duas versões: em capa dura e com 256 páginas, com o título de ‘Harry Potter – A History of Magic’, e em capa comum e com 144 páginas como ‘Harry Potter – A Journey Through A History of Magic’.

De acordo com informações do jornal Zero Hora, não há previsão de lançamento no Brasil. A pré-venda do livro já está disponível pelo site da editora Bloomsbury, que edita os livros da séria na Inglaterra, com preço de 12,99 libras na versão brochura e 30 libras na versão em capa dura.

Os lançamentos fazem parte da programação da exposição ‘Harry Potter: A History of Magic’, promovida na British Library para comemorar os 20 anos da publicação de ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’, o primeiro livro da saga.

Em exposição, o acervo raro e singular da Biblioteca Nacional

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Centenas de obras guardadas na instituição são apresentadas pela primeira vez em mostra

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – O acervo de 9 milhões de itens da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) reúne tempos, assuntos e lugares diversos. A exposição “Gabinete de obras máximas e singulares”, em cartaz até o dia 31 de outubro, faz uma viagem a esse tesouro. Nas 18 vitrines espalhadas pelos corredores da biblioteca estão 507 itens que nunca tinham sido expostos ao público, conta a curadora Cláudia Fares, como um exemplar de 1529 de uma obra do viajante veneziano Marco Polo, em que relata as maravilhas vistas em suas peripécias no Oriente.

Uma das vitrines da exposição 'Gabinete de obras máximas e singulares' - Jaime Acioli / Divulgação

Uma das vitrines da exposição ‘Gabinete de obras máximas e singulares’ – Jaime Acioli / Divulgação

 

A mostra foi inspirada nos gabinetes de curiosidades que surgiram no século XVI. As grandes navegações expandiram o mundo conhecido pelos europeus até então. Toda a cultura dos povos recém-descobertos era registrada pelos viajantes e, depois, guardada nos gabinetes. A exposição foi dividida em múltiplos temas, como “Torre de Babel”, “A invenção do Novo Mundo”, “Utopia e distopia”, entre outros.

— Cada vitrine abre uma conversa com o visitante. Na hora que você se detém em cada uma delas, pode criar suas próprias associações. É como um caleidoscópio. Cada vez que você olha, vê de maneira diferente — explica Cláudia. — O gabinete de curiosidades era uma maneira barroca de ver o mundo, onde o real e o fabuloso estão juntos. A lógica da exposição tinha que ser livre assim.

A curadora conta que a pesquisa no acervo para a montagem da exposição envolveu muitas conversas com os chefes responsáveis por cada setor da biblioteca, “pessoas super capacitadas, de dedicação ímpar”. Entre as pepitas descobertas estão um exemplar em alemão de “Mein Kampf”, de Adolf Hitler, e a Segunda Bíblia Hebraica, do século XVI. Nesta edição, pela primeira vez, foram publicadas notas críticas feitas por doutores judeus nas margens do texto bíblico, para preservar ortografia, pronúncia e acentuação exatas. A partir do que o acervo revelava para ela, Cláudia ia agrupando e montando as vitrines.

Uma das obras eróticas expostas é 'Pinto renascido, empenado e desempenado', de Thomaz Pinto Brandão, publicada em 1794. - Fotos de Divulgação

Uma das obras eróticas expostas é ‘Pinto renascido, empenado e desempenado’, de Thomaz Pinto Brandão, publicada em 1794. – Fotos de Divulgação

 

— A vitrine das “Utopias e distopias” foi a primeira que eu fiz. Eu tinha visto o manuscrito de “Os sertões”, de Euclides da Cunha, no setor de manuscritos. Depois, encontrei o “Paraíso perdido”, de John Milton. Aí caiu a ficha das utopias e distopias, Canudos, o paraíso perdido. E ainda descobri que a biblioteca tinha a primeira edição do “Mein Kampf” — lembra a curadora.

Há, também, um “Gabinete Secreto”. Montado no Salão de Obras Raras, a vitrine reúne 90 obras relacionadas à pornografia e ao erotismo. O gabinete foi inspirado naquele criado por funcionários da Biblioteca Nacional de Paris, no século XIX, para salvar da destruição obras consideradas ilegais, eróticas, imorais ou de caráter ofensivo. Entre os exemplares à vista do público, maior de idade, estão uma ilustração do artista italiano Gino Boccasile para o “Decamerão”, de Biovanni Boccaccio.

SERVIÇO

Onde: Biblioteca Nacional — Av. Rio Branco 219 (2220-9484)

Quando: De terça a sexta, das 10h às 17h. Sábado, das 10h30m às 14h. Até 31/10.

Quanto: Gratuito.

Classificação: Livre.

Argentina exibe manuscrito de Jorge Luis Borges encontrado no Brasil

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Jorge Luiz Borges em imagem de 1981 na Cidade do México (foto: Upi Sabetta/AFP)

Jorge Luiz Borges em imagem de 1981 na Cidade do México (foto: Upi Sabetta/AFP)

 

Originais do conto ‘A biblioteca de Babel’, do escritor argentino, podem ser vistos na Biblioteca Nacional, em Buenos Aires

Publicado no UAI

O manuscrito do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986) usado para o famoso conto A biblioteca de Babel, encontrado no Brasil, começou a ser exibido em Buenos Aires, revelou o escritor Alberto Manguel, diretor da Biblioteca Nacional argentina.

“O documento estava em um ambiente lotado de papéis, quadros, fotos, mapas, cartas de rainhas e próceres como San Martín e Rivadavia. Me surpreendeu que, em uma pasta suja, tenha aparecido algo de tanto valor. Fiquei com a voz trêmula, foi uma emoção muito grande”, disse Manguel.

O original está escrito em letra minúscula. A obra pode ser observada na Biblioteca Nacional, que é dirigida há alguns meses por Manguel, um escritor que desenvolveu grande parte de sua carreira fora do país.

Borges foi autor de obras lidas e estudadas em todo o mundo como O Aleph. É considerado o maior escritor argentino da história e um dos grandes da literatura do século 20, mas não recebeu o Nobel.

Manguel trabalhava em uma livraria quando conheceu Borges e iniciaram uma amizade. O autor de História universal da infâmia, afetado pela cegueira, pediu a Manguel que lesse para ele em seu apartamento e isto aconteceu por quatro anos na década de 1960. Borges também foi diretor da Biblioteca Nacional.

Manguel levou o manuscrito para Buenos Aires como um empréstimo. Ele o encontrou quase ao acaso com um colecionador particular em São Paulo.

A biblioteca de Babel foi um dos contos incluídos no livro Ficções (1944), um dos pilares da obra borgeana. A ideia apresentada por Borges é a de um universo com uma biblioteca que contém todos os livros. É considerado uma metáfora sobre o infinito e foi objeto de estudos, inclusive do ponto de vista científico.

“É um autêntico tesouro. Estes papéis têm um valor material indiscutível e, por outro ladom um valor simbólico. Há poucos elementos que formam a simbologia universal e devemos a Borges um destes elementos: o conceito da biblioteca de Babel, que hoje podemos associar a Internet”, disse Manguel.

O valor material do manuscrito é avaliado em US$ 500mil.

Obras raras da Biblioteca Nacional ganham forma inédita de exibição

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A mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, da Biblioteca Nacional, integra à arquitetura do prédio 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo (Imagem: Jaime Acioli)

A mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, da Biblioteca Nacional, integra à arquitetura do prédio 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo (Imagem: Jaime Acioli)

 

Publicado no Portal Comunique-se

Com cerca de nove milhões de volumes, a Biblioteca Nacional é a oitava do mundo e a maior da América Latina. Possui valioso acervo que inclui raridades bibliográficas, entre elas as 60 mil peças que chegaram ao Brasil no início do século 19, trazidas por Dom João VI e a corte portuguesa, para constituir o núcleo original do que é hoje a biblioteca sediada no centro do Rio de Janeiro.

Uma proposta expográfica inédita permite que 507 obras originais desse acervo possam ser vistas pelo público, na mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, que a Biblioteca Nacional inaugurou na semana passada. A exposição integra à arquitetura dos corredores do 3° e 4° andares 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo.

São obras que exigem muito cuidado para a sua preservação, o que inviabilizava sua exibição, a não ser por meio de fac-símiles, nas tradicionais vitrines expositoras horizontais. A solução encontrada pela curadora Claudia Fares e pelo arquiteto Temer Neder foi a verticalização, ideia que buscou inspiração nos gabinetes de curiosidades, comuns nos séculos 16 e 17 na Europa.

Obras da antiguidade clássica, animais empalhados, autômatos, minerais, fósseis, fragmentos de meteoritos, esculturas, sementes, plantas conservadas em frascos, instrumentos musicais são exemplos das peças que compunham os gabinetes de curiosidades. Organizados por eruditos, naturalistas, profissionais liberais e nobres interessados pela ciência e pela arte, os gabinetes eram originalmente locais de estudos, periodicamente abertos ao público, e tiveram seu apogeu com a descoberta do Novo Mundo e a curiosidade em torno dos itens então considerados exóticos.

“Eles tinham forma de expor muito fascinante e rica. A maneira de associar as obras era sincrética, eles juntavam as coisas da natureza e as da cultura, as de Deus e as dos homens”, explica Claudia Fares. Os mesmos critérios dos eruditos e naturalistas dos séculos 16 e 17 foram utilizados pela curadoria na disposição das obras na exposição.

De acordo com a curadoria, as obras selecionadas são máximas, “por serem superlativas em significado, e singulares por serem, em si mesmas, únicas, o que as qualifica, todas, como raras”. Exibidas pela primeira vez, essas obras raras incluem até mesmo os catálogos dos gabinetes de curiosidades, que vieram de Lisboa como parte da biblioteca real.

“Não tenho dúvida de que essa forma de apresentar as obras vai tornar mais atrativas as exposições na Biblioteca Nacional”, aposta Cláudia Fares. Além dos estudantes e pesquisadores que frequentam suas salas de leitura, a instituição recebe visitantes, nacionais e estrangeiros, interessados em conhecer o acervo, a arquitetura imponente e as obras de arte do prédio.

A exposição Gabinete de Obras Máximas e Singulares fica em cartaz até 31 de outubro e pode ser vista de terça a sexta-feira, das 10h às 17h e aos sábados, das 10h30 às 14h. A entrada é grátis e a Biblioteca Nacional fica na Avenida Rio Branco, 219, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.

*Edição: Jorge Wamburg

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