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Universitários fazem exposição de livros gigantes em Vitória

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Livros gigantes são recriados por estudantes de pedagogia (Foto: Carlos Alberto Silva/ A Gazeta)

Livros gigantes são recriados por estudantes de pedagogia (Foto: Carlos Alberto Silva/ A Gazeta)

 

Alunos recriaram clássicos da literatura infantil, como a ‘Bela e a Fera’.
Exemplares atingem 1,60m de altura e têm 1,15m de largura.

Tatiana Moura, no G1

Alunos do curso de pedagogia de uma faculdade particular de Vitória realizam, nesta sexta-feira (6), uma exposição de livros clássicos da literatura infantil, entre eles ‘A Bela e a Fera’ e ‘Rapunzel’. O curioso da história é que os exemplares atingem 1,60m de altura e têm 1,15m de largura.

A atividade é parte da disciplina Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Alfabetização, e integra o projeto de exposição e contação de histórias idealizado e coordenado pela professora Lilian Menenguci.

Ao todo, a exposição vai contar com dez livros, que foram confeccionados ao longo de três meses. Foram usadas as mais variadas técnicas e materiais, entre eles PVC, cartão paraná, adesivação e relevo.

As turmas foram divididas em grupos e cada uma escolheu uma obra da literatura infantil. A estudante do 3° período Adriana Duarte da Silva, de 31 anos, reproduziu o clássico ‘O Patinho Feio’, junto às amigas Adriana Alves, Alice Ellen Rozário, Andréa Santana, Juliene Patrocínio.

“Foi uma missão quase impossível, porque ninguém imaginava um livro desse tamanho. Quebramos a cabeça e, no final, nos fascinamos com o resultado”, contou Adriana.

Ela afirma que um dos principais aprendizados que teve durante a realização do trabalho foi a capacidade de trabalhar em grupo. “E respeitar as opiniões diferentes das minhas, cada uma tinha um ponto de vista e, às vezes, era difícil entrarmos em consenso”, lembrou.

A aluna do 2º período Janisse Siman afirma que recebeu a missão de construir o livro gigante como um desafio. “Especialmente pela aprendizagem que ele significará no exercício de nossa futura profissão. É uma atividade que está nos dando a oportunidade de enriquecer nossos conhecimentos e, além disso, encher de magia o espaço educacional”, falou.

Leitura
Lilian acredita que a exposição incentiva não só a leitura, como a escrita. “Inclusive no próprio processo de formação dos alunos, porque daqui a pouco eles serão professores também, e a leitura e a escrita são os instrumentos de trabalho do professor”, destacou.

Os alunos do CMEI Jacyntha Ferreira Simões, em Goiabeiras, serão os convidados da exposição.
Na faculdade a mostra só permanece nesta sexta, mas ela vai ter continuidade na programação da 3ª Feira Literária Capixaba, de 12 a 15 de maio, com entrada franca.

Mostra sobre vida e obra de Paulo Leminski chega ao Rio

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Paulo Leminski  em clique de João Urban Crédito: João Urban / Divulgação

Paulo Leminski em clique de João Urban Crédito: João Urban / Divulgação

Publicado no Glamurama

Depois de rodar mais de sete capitais brasileiras, a mostra “Múltiplo Leminski” abre a temporada 2016 da Caixa Cultural Rio de Janeiro trazendo vasto acervo do poeta Paulo Leminski – que morreu em 1989. A exposição, que entra em cartaz a partir deste sábado para convidados e domingo para o público, é a maior já realizada sobre a obra e a vida do escritor curitibano. São mais de mil objetos originais entre fotos, livros, pinturas, poesias, vídeos e filmes.

Com curadoria assinada por Alice Ruiz e pelas filhas do poeta, Aurea e Estrela Leminski, a mostra é resultado de anos de pesquisa e catalogação. Divididas em diversos espaços cênicos, as instalações revelam a multiplicidade do artista, que era ao mesmo tempo músico, compositor, romancista, tradutor, ensaísta, judoca e publicitário.

“Trazer esta exposição para o Rio de Janeiro é muito legal para a gente, pois a cidade tem um significado marcante na vida e obra de Paulo Leminski, não só porque ele morou na capital por duas vezes, no final dos anos 60, mas porque foi onde começou a ser jornalista e músico. Além disso, durante a década de 80, viajava frequentemente para o Rio para participar de eventos culturais, lançar livros e rever amigos e parceiros musicais”, explica Aurea Leminski.

Entre os objetos, máquina de escrever, livros escritos e traduzidos por ele, obras que faziam parte de sua biblioteca, entre elas dicionários em várias línguas, revistas, fotos, cadernos, recortes de jornais, entrevistas, cartas, poesias escritas em guardanapos, originais manuscritos e datilografados, histórias em quadrinhos, vídeos, discos e fitas cassetes.

Exposição de livros do acervo de Nélida Piñón está em cartaz na Bahia

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Mostra pode ser vista no Instituto Cervantes de segunda à sábado.
Exposição é composta de três partes e segue até o dia 27 de fevereiro.

Publicado no G1

Exposição oferece tour eme exemplares de acervo doado ao Instituto Cervantes pela escritora Nélida Piñon . (Foto: Vitor Sorano / G1)

Exposição oferece tour eme exemplares de acervo
doado ao Instituto Cervantes pela escritora Nélida
Piñon . (Foto: Vitor Sorano / G1)

 

O público pode conferir a exposição de livros “Joias bibliográficas da biblioteca Nélida Piñón” no Instituto Cervantes, no bairro da Barra, em Salvador.

A exposição oferece um tour visual de uma seleção de exemplares do acervo da biblioteca particular da escritora brasileira Nélida Piñón, doada por ela ao instituto.

A exposição é composta de três partes. A primeira, exibe os livros mais singulares, antigos e raros, a segunda, com amostras de dedicatórias que revelam a relação especial entre os autores e Nélida Piñón. Por fim, a terceira, com as obras completas da escritora brasileira presentes na biblioteca do Instituto Cervantes.

Os interessados podem conferir a mostra até o dia 27 de fevereiro de 2016, de segunda a sexta-feira das 9h30 às 13h e de 17h às 20h. Já aos sábados, a visitação pode ser feita das 9h às 13h.

Serviço
Joias bibliográficas da biblioteca Nélida Piñón
Local: Instituto Cervantes – Barra
Horário: de segunda a sexta das 9h30 às 13 e de 17h às 20h.
Aos sábados, das 9h às 13h.
Entrada: gratuita
Mais informações: 3797-4667

Biblioteca Mário de Andrade passa a funcionar 24 horas por dia

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Para comemorar a novidade, o espaço recebe uma programação em homenagem ao cineasta italiano Pasolini

Publicado no Catraca Livre

Está sabendo a novidade? A partir desta sexta-feira, dia 9 de outubro, a Biblioteca Mário de Andrade, na Consolação, vai manter suas portas abertas 24h por dia, todos os dias. A entrada é Catraca Livre.

Entre os livros, os frequentadores buscam tranquilidade para estudar, ler ou usar o wi-fi gratuito, disponível desde agosto do ano passado. Com essa mudança para período integral, a ideia é atrair ainda mais jovens em uma região que possui vida cultural efervescente.

Biblioteca Mario de Andrade

Além das portas abertas full-time e a contratação de novos funcionários para garantir a segurança e o atendimento, uma série de eventos preenche a maior biblioteca pública de São Paulo.

Na estreia, dia 9, um Sarau Erótico é realizado no terraço a partir das 22h. Integrantes do grupo teatral Sensus prometem deixar todos arrepiados com sussurros de trechos picantes de obras do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini no ouvido do público. Logo após, uma festa toma conta do lugar até às 4h da manhã.

Ainda, no mesmo dia, ocorre a abertura da exposição “Imersão Pasolini”, com instalações de Lourival Cuquinha, Monica Piloni e Osvaldo Piva ocupando o hall de entrada principal da biblioteca.

As cartas de Mario de Andrade a Anita Malfatti, Carlos Drumond e Portinari

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Mario de Andrade. / ACERVO IEB-USP

Mario de Andrade. / ACERVO IEB-USP

Exposição das cartas trocadas pelo escritor com os principais expoentes das artes do século 20 abre as portas em São Paulo

Camila Moraes, no El País

Há uma maneira de se aproximar de Mário de Andrade (1893-1945) para conhecê-lo como quem conviveu com ele: debruçar-se sobre suas cartas. O escritor paulistano – também músico e agitador cultural – sofria, como ele mesmo diz, de “gigantismo epistolar”. Escrevia cartas de todos os estilos e tons, sobretudo aos amigos, com quem tricotava com a mesma facilidade que estabelecia as bases do Modernismo brasileiro. Pois, para quem quer ter o gostinho de ser seu amigo, as cartas de Mário acabam de virar tema de uma exposição que abre as portas neste sábado, 19 de setembro, no Centro Cultural dos Correios, em São Paulo – depois de passar pelo Rio de Janeiro e por Brasília e ser vista por 50.000 visitantes.

O valor dessas cartas aumenta à medida em que seus destinatários não eram personagens quaisquer. Mário era uma das vozes e mentes principais de um grupo composto pelos maiores representantes das artes e da cultura no Brasil em sua época. À amiga Tarsila do Amaral, por quem nutria certa paixão, escreveu em novembro de 1923, quando a pintora e outros modernistas passavam uma temporada na França – com a qual Mário não estava muito de acordo:

“Cuidado! Fortifiquem-se bem de teorias e desculpas e coisas vistas em Paris. Quando vocês aqui chegarem, temos briga, na certa. Desde já, desafio vocês todos juntos, Tarsila, Oswaldo, Sérgio para uma discussão formidável. Vocês foram a Paris como burgueses. Estão épates [chatos]. E se fizeram futuristas! (…) Se vocês tiverem coragem, venham para cá, aceitem meu desafio”.

O desafio em questão era construir um Brasil moderno, com cara de brasileiro. Sobre esse país autêntico e pra frente, pelo qual Mário não se cansava de lutar, ele falou ao poeta Carlos Drummond de Andrade – que tanto o admirou, apesar dos estilos diferentes de ambos.

“Carlos, devote-se ao Brasil junto comigo. Apesar de todo o ceticismo, apesar de todo o pessimismo e apesar de todo o século XIX, seja ingênuo, seja bobo, mas acredite que um sacrifício é lindo. (…) Nós temos que dar ao Brasil o que ele não é, e que por isso até agora não viveu, nós temos que dar uma alma ao Brasil e para isso todo o sacrifício é grandioso, é sublime”, disse o escritor em uma carta de novembro de 1924. O discurso, de tão pertinente aos dias de hoje, chega a comover.

Bom conselheiro e crítico que era, Mário de Andrade era procurado pelos amigos para que opinasse sobre a produção artística deles. À pintora e sua grande amiga Anita Malfatti, dirigiu-se em uma carta cujo ano é desconhecido assim:

“Agora são 10 e meia. Apenas me levantei. Mas a primeira coisa que faço é pensar em ti e no teu desenho. Acabo de tornar a olhá-lo. Queres a minha opinião sobre ele, orgulhosinha? Pois fica sabendo que me entusiasmei”.

Era o tipo de interlocução íntima e, ao mesmo tempo, profissional, que o escritor tinha também com o pintor Cândido Portinari. Os dois foram especialmente íntimos no período em que, depois de afastado de seu cargo no departamento de cultura da prefeitura de São Paulo, foi chamado para trabalhar em um cargo menor no Rio de Janeiro, no começo da década de 30. À época, as diferenças entre as paisagens e especialmente entre os climas paulistano e carioca chamavam ainda mais a atenção. Os amigos se corresponderam certo dia, em 1935, e Mário discorreu sobre um fevereiro:

“O Carnaval aqui esteve bem divertido, apesar da frieza paulista. Eu, pelo menos, me diverti à larga e os bailes estiveram colossais, todos dizem. Mas nem assim deixava de imaginar de vez en quando no que estariam fazendo vocês aí do grupinho”.

Mário de Andrade – Cartas do Modernismo, em cartaz até 11 de novembro, traz a correspondência do autor de uma maneira didática, pincelando em diferentes estações de visita os momentos mais marcantes de sua trajetória. Dividida em períodos e feita para ser degustada em camadas, de acordo com o conhecimento de cada um sobre Mário, a mostra traça uma cronologia do Primeiro Modernismo por meio de reproduções de obras, livros e textos. No Segundo Modernismo, trata da amizade de Mário com Portinari mostrando a admiração e o carinho mútuos. Para ampliar a experiência, algumas obras de arte modernistas de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e, claro, Portinari, complementam os textos. (mais…)

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