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Os 10 mandamentos para se dar bem no Enem

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Preparação: Anna Júlia Fontes, uma das candidatas do Enem 2014 (Foto: Marcelo Theobald / Extra)

Preparação: Anna Júlia Fontes, uma das candidatas do Enem 2014 (Foto: Marcelo Theobald / Extra)

Publicado no Extra

O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) se aproxima. Para não levar bomba na maratona de provas, além de ter se preparado ao longo do ano, conhecer as regras de correção pode valer ouro — quer dizer, bons pontos na nota final. Faltando poucos dias para o exame, o EXTRA elaborou, com base no edital do exame e em entrevistas com vários professores, dez “mandamentos” que podem aumentar suas chances de se sair bem nas provas. Confira:

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Editora acusada de post machista ironizou Valesca Popozuda no Facebook

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A página da editora ironizou a foto da cantora Valesca Popozuda (Foto: Reprodução / Facebook)

A página da editora ironizou a foto da cantora Valesca Popozuda (Foto: Reprodução / Facebook)

Breno Boechat, no Extra

Antes de causar polêmica entre internautas com a publicação de uma imagem com a frase “abra livros, não as pernas”, a página da editora carioca Apoio e Produção Editora, a Aped, já havia sido criticada na internet por outra postagem. Na última sexta-feira, ao longo de todo o dia, a editora publicou homenagens sobre o Dia do Escritor na rede social. Uma das publicações ironizava a cantora Valesca Popozuda, com uma foto dela lendo o livro “Madame Bovary”, do francês Gustave Flaubert.

“Valesca Popozuda acaba de aparecer nas redes lendo Madame Bovary, de Flaubert — um magnífico livro sobre a libertação de uma mulher, escrito no século 18. Quero saber se ela soube interpretar (KKKKKKKKKKK) pois a maioria das pessoas ACHA que sabe ler”, dizia a publicação postada na página oficial da Aped.
aped-(2)Pouco tempo depois que a publicação foi ao ar, leitores começaram a criticar o tom usado pelo responsável pela página. Alguns acusaram a editora de tentar diminuir a cantora e disseram que esse não deveria ser o papel da empresa. Algumas horas depois, as duas publicações — sobre Valesca e a frase polêmica — foram apagadas da página.

Em contato com a reportagem do EXTRA, a sócia-diretora da Aped, Zélia de Oliveira, declarou que, assim que o “equívoco” foi notado, a publicação foi retirada do ar.

— A publicação foi um erro de um colaborador responsável por administrar a fã page da editora. Assim que eu soube do que tinha acontecido, pedi pessoalmente para apagar as publicações. Ele já foi chamado atenção — disse Zélia.

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Extra: homem-livro é visto no Juvevê

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Gaúcho radicado em Curitiba reúne mais de sete mil pensamentos e cria estratégia própria para divulgar livros em bares e restaurantes da cidade

Não há como ignorar Antônio Ribeiro, 62 anos, quando ele se transforma no homem-livro

Não há como ignorar Antônio Ribeiro, 62 anos, quando ele se transforma no homem-livro

Cristiano Castilho, na Gazeta do Povo

O Oil Man que se cuide. Paramentado com um colete de plástico recheado de livros, dotado de alto poder de convencimento, munido de frases feitas afiadas e com brilho natural devido à carequinha que o anuncia de longe – e que, com a ajuda dos óculos, o faz parecer com o Dr. Abobrinha –, Antônio Ribeiro, o homem-livro, está prestes a se tornar o mais novo super-herói lado B de Curitiba.

No Juvevê, é batata. Almoço ou jantar, não importa: o homem-livro sempre estará a postos, pronto para vender ou oferecer de graça seus livrinhos coloridos, coletâneas de pensamentos sobre a felicidade, o sucesso, o dinheiro, a amizade, a ajuda, o amor e o pensar. “Esse aí é alimento para a alma”, costuma dizer Antônio, ao apontar o dedo para a macarronada da sua “vítima”. “Este daqui, alimento para a mente”, completa, ao mostrar sua obra. O homem-livro já peregrinou por 35 restaurantes da região. E, dizem, ninguém reclama.

Sua história lembra a de um caixeiro-viajante moderno. Gaúcho de Porto Alegre, começou a vender livros de porta em porta quando era adolescente. Os Quitutes da Tia Marilu fizeram sucesso estrondoso entre as donas de casa que acompanhavam o programa da Ofélia. Depois, a Biblioteca Científica da Life seduziu professores. A mala que carregava a tiracolo era pesada – “hoje eu sou a mala!”, ri –, mas Antônio se orgulha dos calos que têm nas mãos.

Irmão de sete, o homem-livro ajudava a família com a grana do que vendia. “Em casa, tinha o sorteio do bife”, lembra. Mas a coisa engrenou mesmo quando começou a vender livros para dentistas, já em São Paulo, para onde se mudou aos vinte e poucos anos, depois de largar a faculdade de Agronomia. Porque livros sobre implantes em português eram a maior novidade – os poucos que existiam eram em inglês e espanhol. “Foi uma beleza. Os livros eram baratos, bons e desconhecidos.”

Antônio fez um pé de meia. Até carro comprou, à vista. Pagou a faculdade de Administração no Mackenzie. E montou uma empresa que vende produtos odontológicos. Conheceu alguém. Casou-se com uma curitibana. Separou. Casou novamente. “O terceiro casamento foi com Curitiba, e continuo fiel!”, exalta-se.

Por aqui, continuou com a empresa – a Odontex existe há 35 anos. Antônio é arroz de feira odontológica. E faz questão de divulgar seus livros técnicos – estes ele mesmo escreveu – pessoalmente. Astuto, percebeu que a maioria dos potenciais interessados passava as páginas rapidamente até se deparar com um pequeno pensamento, posicionado estrategicamente no início de cada capítulo. “Toda grande ideia tem um parto”, justifica.

Além de coloridos, os livros de pensamento que vende hoje são pequenos. “Ideal para ler na sala de espera, no ônibus, no avião e no con-ges-tio-na-men-to”, avisa Antônio, irradiante. Fora que “livro grande incomoda e é caro”. Os pensamentos que recolhe são fruto de pesquisa e contribuições de amigos. Somam quase sete mil. Ousado, o homem-livro marcou presença na Bienal do Livro de São Paulo e até em Paraty, na pomposa Flip, ano passado. Ninguém deu bola. Mas ele insiste.

Nas próximas semanas sairão do forno o Livro da Vida, o Livro dos Sonhos, o Livro da Fé, o Livro da Alegria e o Livro do Sexo. “Ah, esse precisa ser vermelho, né?”.

dica do Jarbas Aragão

Afegão transforma consertos de caminhões em poesia e música

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Matiullah Turab fala das ferramentas e da sua ‘dor’ durante o dia. ‘O trabalho de um poeta não é escrever sobre o amor’, disse

Publicado no Extra Alagoas

Afegão transforma consertos de caminhões em poesia e música

Afegão transforma consertos de caminhões em poesia e música

Um afegão está “transformando” o conceito conhecido por poesia. Em vez de falar de natureza e romance, Matiullah Turab retrata o seu trabalho e a sua dor em um estilo poético e musical no país.

O rapaz, filho de um agricultor, faz a sua poesia baseado nos consertos que faz na sua oficina, principalmente caminhões, segundo o jornal “The New York Times”.

“O trabalho de um poeta não é escrever sobre o amor”, declarou. “O trabalho de um poeta não é escrever sobre flores. Um poeta deve escrever sobre o sofrimento e a dor das pessoas”, disse ao jornal.

Matiullah Turab, de 44 anos, diz que oferece em sua poesia uma voz para os afegãos crescidos sobre a guerra e seus autores cínicos, como os norte-americanos, o Talibã, o governo do Afeganistão e do Paquistão.

Versões gravadas de poemas do Sr. Turab se espalharam no país, especialmente entre seus companheiros étnicos, a quem ele chama de campeões. O homem também tem uma estreita ligação com Hezb-i-Islami – parte islâmico do partido político, que faz parte do grupo militante.

Apesar de suas “aflições” sociais serem “estreitas e divisionistas”, a sua poesia tem apelo de massa, de acordo com o “The New York Times”. Mr. Turab reserva sua caridade para os afegãos comuns, abatidos pela corrupção e decepção que vivem nesta última década.

“Não há nenhum político genuíno no Afeganistão”, disse ele, quebrando brevemente um raro sorriso. “Até onde eu sei, os políticos precisam do apoio do povo, e nenhum desses políticos têm isso. Para mim, eles são como os acionistas de uma empresa. Eles só pensam em si mesmos e os seus lucros”, relatou ao jornal.

Mesmo com seu desprezo pela política, Mr. Turab manteve-se popular nos “cantos influentes” do governo. O presidente Hamid Karzai até o convidou recentemente para o palácio presidencial em Cabul. “O presidente gostou da minha poesia e me disse que eu tinha uma excelente voz, mas eu não sei por que isso”, disse ele. “Eu critico ele”.

O poeta afegão, apesar de conseguir difundir sua “poesia” pelo país, é quase analfabeto. Embora ele possa, com dificuldade, ler cópias impressas, ele não consegue nem escrever nem ler a escrita dos outros, revelou. Ele disse que constrói sua poesia em sua cabeça e que confia na memória para lembrá-la.

Do G1, em São Paulo
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