Contando e Cantando (Volume 2)

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Japonês mata filho por “não estudar o suficiente”

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Publicado no UOL

Um japonês esfaqueou seu filho de 12 anos até a morte depois de reclamar que o menino não estava estudando o suficiente para uma prova de admissão a uma escola particular, informaram meios de comunicação locais nesta terça-feira (23).

Kengo Satake, o pai do menino, de 48 anos, disse à polícia que “discutiu com o filho por não estudar” antes de um teste para ingressar em uma escola de ensino médio particular, informou a rede de televisão pública NHK.

A disputa para entrar nas melhores escolas do Japão é intensa. Acredita-se que a admissão em uma instituição de prestígio tem um impacto decisivo nas perspectivas futuras de uma criança.

O filho, chamado Ryota, foi levado ao hospital no domingo após o esfaqueamento, mas morreu devido à perda de sangue, informou a polícia da cidade de Aichi à AFP.

“O pai esfaqueou seu filho no peito com uma faca de cozinha”, disse um porta-voz da polícia, recusando-se a fornecer mais detalhes sobre o motivo do crime.

O pai foi preso depois que a polícia recebeu um telefonema dos funcionários do hospital, informou.

Satake teria dito à polícia que esfaqueou o filho “por engano”.

O menino tentava entrar em uma das principais escolas privadas da província de Aichi e seu pai o repreendia regularmente por seus estudos, disse a NHK, citando pessoas próximas à família.

A mãe do menino estava no trabalho quando o fato ocorreu, informou o jornal Asahi Shimbun.

Pelo direito de escrever errado na internet

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Através das redes sociais o Brasil se mostrou pro brasileiro, com seus defeitos, qualidades e idiossincrasias

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Bia Granja, na Revista Galileu

Vossa mercê pode achar esquisito esse bando de jovenzinhos escrevendo “corrão”, “bons drink”, “todos chora” ou “comofas” na internet, mas antes de ficar “chatiado” achando que os Maias estavam certos e o fim do mundo está próximo, Keep Calm and me dá um minutinho da sua atenção. 🙂

No Brasil, o “advento da internet em si” não representou uma mega ruptura em termos de espaço criativo pras pessoas. No começo, só existiam os grandes portais (todos pertencentes às mesmas famílias que já dominavam a grande mídia offline) e os blogs. Mas 99% das pessoas, hoje e então, acham esse lance de blog muito complicado e a quantidade de espaço disponível intimidante, de modo que a verdadeira ruptura chegou junto com as redes sociais: Orkut e YouTube no começo, depois Twitter e agora o Facebook.

Através desses meios, o Brasil se mostrou pro brasileiro… com todos os seus defeitos, qualidades e idiossincrasias. A maioria das gírias estilo “CORRÃO” (que significa corram, do verbo correr) são derivadas do tiopês que, por sua vez, deriva dos erros de português medonhos que a gente via no Orkut. Foi nessa época/rede que nós da elite fina-elegante-sincera começamos a nos deparar com o Brasil verdadeiro, o Brasil que tem 30% de sua população analfabeta.

Sim, isso tudo é muito triste e nossa taxa de analfabetismo é um absurdo, mas antes de culpar a internet por problemas profundos do país e ficar reprimindo as pessoas que falam errado, pare e pense no verdadeiro significado disso tudo. Será que o que realmente importa é que a pessoa se expresse sem erros de português ou que ela se expresse? ANTES das redes sociais, a gente não se expressava AT ALL, ou o fazia em uma escala ínfima. Agora, temos a faca e o queijo na mão pra criar qualquer coisa, inclusive uma nova cultura para nossos tempos.

Falar assim é fazer parte da construção de uma nova cultura colaborativa, visceral e orgânica que nasce na internet. E, diga o que quiser, mas não tem regras formais de gramática e concordância que possam competir com esse cenário sexy em que o jovem tem, pela primeira vez, o poder de construir sua própria cultura e linguagem.

Portanto, não se trata de ser mais ou menos inteligente, de falar certo ou errado, se trata de fazer parte, se trata, simplesmente, de FAZER! Por isso, por mais que a gente saiba que a conjugação correta do verbo “CORRER” na 3ª pessoal do plural do imperativo afirmativo seja “CORRAM”, não fique #chatiado, mas vamos continuar usando o “CORRÃO”.
Tudo bem? 🙂

dica do Sidnei Carvalho de Souza

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