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Sem preparo e financiamento, 3 em 10 alunos largam cursos de exatas

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Equipe de robótica da Escola Politécnica da USP trabalha em laboratório da universidade

Equipe de robótica da Escola Politécnica da USP trabalha em laboratório da universidade

 

Angela Pinho, na Folha de S.Paulo

Professores de engenharia conhecem o fenômeno, que se repete ano a ano em diversas faculdades do país. Em fevereiro, as aulas começam cheias. Em abril, quando saem as primeiras notas, começa a debandada. Até dezembro, 3 em 10 alunos terão deixado o curso.

Graduações de exatas lideram o ranking de evasão no primeiro ano do ensino superior particular, mostra levantamento do Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior) feito a partir do censo da educação superior do Inep, instituto de pesquisa ligado ao Ministério da Educação.

Os dados mostram que, na área de ciências, matemática e computação, 29,1% deixam o curso em até um ano. Em segundo lugar na lista do abandono vem o grupo de cursos de engenharia, produção e construção, com 27,7%.

O cálculo considera as matrículas em graduações presenciais de alunos sem financiamento estudantil. Entre os que têm Fies, os índices são de 10% para ciências, matemática e computação e de 8,4% para engenharia, produção e construção.

Para Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, a explicação para a diferença é que o aluno com financiamento já assumiu um compromisso financeiro e, ao fazer isso, pensou melhor antes de escolher o curso.

Para ele, a área de exatas tem duas particularidades que favorecem a evasão: a alta empregabilidade da área de tecnologia da informação, que faz alunos deixarem o curso no início ao começarem a trabalhar; e, principalmente, a deficiência na formação básica de matemática.

As notas dos alunos do ensino médio na disciplina pioram desde 2011, ao contrário do que ocorre em língua portuguesa, mostram os resultados da Prova Brasil, avaliação oficial da educação básica.

“Alguns estudantes chegam com dificuldade em trabalhar com equações e trigonometria, mas outros têm dúvidas sobre as quatro operações matemáticas”, diz Gisleine Coelho, coordenadora do curso de engenharia da Anhembi Morumbi.

A dificuldade de acompanhar matérias iniciais fez Juliana Valverde, de Salvador, desistir de engenharia de produção após um semestre. “Sempre estudei em colégio público, e a base não foi o suficiente”, diz. “Resolvi não insistir.” Hoje, ela faz curso técnico na área de alimentos.

CONTRA-ATAQUE

Para impedir que alunos como Juliana desistam de cursos de exatas, faculdades particulares passaram a modificar o currículo e dar aulas de reforço em noções básicas de matemática e física. O foco é o início dos cursos. “Se ajudarmos a passar pelos três primeiros semestres, a chance de evadir é bem menor”, afirma Mario Ghio, diretor acadêmico da Kroton.

Na instituição, a maior particular do país, 32% dos alunos de engenharia abandonam o curso no primeiro semestre. A média das outras graduações é de 25%. Para reduzir o índice, são oferecidos programas de reforço e de acompanhamento individual.

Na Anhembi Morumbi e na Estácio de Sá, além do reforço, foi introduzida uma mudança no currículo. Na primeira, foi criada a disciplina de fundamentos de ciências exatas, com conteúdo básico. Já a Estácio de Sá inseriu uma matéria sobre bases da física.

“Antes, partíamos do pressuposto, errado, de que o aluno de engenharia sabia a física do currículo do ensino médio”, diz o reitor, Ronaldo Mota. “Mas, quando víamos as notas da disciplina de física 1, era um desastre. A reprovação chegava a 70%.” Segundo ele, a evasão nas engenharias ao longo do curso, que já foi de 50%, hoje está em 30%.

Vendendo churros a R$ 1 por 7 anos, mulher conclui faculdade de direito

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A vendedora de churros Maria Odete Silva, que pagou a faculdade de direito e escola dos filhos comercializando doces a R$ 1 em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)

A vendedora de churros Maria Odete Silva, que pagou a faculdade de direito e escola dos filhos comercializando doces a R$ 1 em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)

 

Moradora do DF também usa dinheiro para bancar escola dos dois filhos.
Homenageada por professor, Maria Odete diz sonhar se tornar promotora.

Publicado no G1

Depois de sete anos vendendo churros a R$ 1, uma moradora de Brasília realizou nesta terça-feira (13) o sonho de se tornar bacharel em direito. Maria Odete Silva, de 46 anos, trabalha 12 horas por dia na Rodoviária do Plano Piloto para garantir o dinheiro, que também banca a escola dos dois filhos adolescentes e mantém a casa da família. Em meio a outros 80 formandos, ela foi homenageada por um professor e ganhou um anel de formatura de uma amiga.

A mulher, que chegou a passar por imprevistos ao longo do curso por dificuldades financeiras, já traçou novas metas. “Ainda tenho o sonho de conquistar a OAB e ir para promotoria. Assim que Deus me permitir, [vou] estudar mais três anos e chegar à tão sonhada promotoria”, diz.

Para ela, o sucesso só foi possível por ter acrescentado amor e carinho à receita tradicional do doce – que leva farinha de trigo, sal, margarina, açúcar e baunilha. O produto é vendido nos sabores goiaba, chocolate, doce de leite e misto.

O início não foi fácil. Maria Odete chegava a ir para a faculdade só para assinar chamada e então ir para a rodoviária para começar a vender os churros, para não deixar de ganhar dinheiro. Por vezes, funcionários da loja de calçados do irmão precisaram socorrê-la enquanto ela corria para fazer provas. Os estudos e exercícios eram feitos em um banco atrás do carrinho. Os livros eram todos da biblioteca. A mulher passou a contar com a ajuda do marido na venda dos 10 kg de churros fabricados por dia.

“Tive medo de não conseguir. Entre o sétimo e o oitavo semestre, eu quase desisti. Eu achava que não dava conta, porque as matérias estavam cada vez mais difíceis e eu pensava ‘eu não vou dar conta, não vou dar conta’. Teve um semestre que fiquei todinho sem pagar, que tive dificuldade financeira”, lembra. “Minha professora me viu falando isso, entrou e disse: ‘se você chegou até aqui, você consegue muito mais’. Ela dizia que seria uma honra entregar minha carteirinha da OAB e que ainda iríamos advogar juntas. Isso me incentivou ainda mais.”

Maria Odete conta que sempre teve o apoio dos colegas, que emprestavam anotações e a lembravam das datas de prova e trabalhos. O filho caçula, que sonha em seguir a mesma carreira, e a filha mais velha, que pretende fazer medicina, também estimulavam a mulher nos momentos de dificuldade. Ela diz que a única pessoa que a questionou sobre a necessidade do estudo foi o marido, durante uma discussão.

“Ele falou em um momento estressado, disse que não sabia o porquê desse curso que faço, não sabia o porquê, desculpa pela expressão, essa ‘merda’ de faculdade. Mas nunca fui por ele, sempre quis crer que eu era capaz. Não sei se ele achava que eu não tinha capacidade ou que era fogo de palha. Mas eu sei para quê eu faço. Eu sei, quero provar não só para ele mas para mim mesma que sou capaz”, disse a vendedora de churros.

A mulher afirma que outra razão para insistir no curso foi a crença de que estudar liberta. “Você aprende muito, você cresce muito, você aprende a ver as coisas de outro jeito, abre sua mente. Sempre pensei isso, mas não tinha oportunidade. Pelo cansaço, sabe. Aí um dia pus na minha mente e pensei: ‘não, vou estudar agora’. Se eu não arranjasse esse agora logo, ele nunca viria. Fiz o EJA e pensei que era a minha hora de vencer.”

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Na plateia durante a formatura, a família estava orgulhosa. “Ela merece, é uma guerreira e estamos aí junto com ela”, disse o gerente comercial Marcos Dias. “Muito importante para ela. Ela conseguiu tantas coisas. Conquistou e foi muita luta, então foi bem legal isso aí para ela”, afirma a filha, Mayara Cristina da Silva. “É muito legal ver isso tudo que ela passou, que vem passando, e [ela] estar aí agora”, completou o filho, Marcos Dias Júnior.

Entre os sonhos de Maria Odete junto à carreira de direito estão conseguir levar os filhos à Disney, viajar pelo Brasil e trocar o carro da família. “Eu também queria ter uma casa. Eu pensava, quando trabalhava nas casas de família, via aquelas salas bonitas, pensava ‘um dia vou ter uma sala dessas, uma casa desse jeito’. A casa do meus sonhos é com uma sala bonita, confortável, que eu me sinta bem. Nunca tive privacidade. Meus filhos também querem ter o canto deles. Eu queria uma casa com um quarto para cada, em Vicente Pires mesmo. E uma casa com piscina, já imaginou? Aí é sonho demais, é bom nem pensar, porque o tombo é alto.”.

Trajetória difícil
Maria Odete passou os quatro primeiros anos de vida com a avó em Araçuaí, no interior de Minas Gerais. A mãe era doméstica em São Paulo e mandava dinheiro todo mês para os gastos com ela e os dois irmãos. Depois, as crianças foram morar com a mulher, na casa de uma tia.

Quando Maria Odete tinha 7 anos, a mãe decidiu voltar para MG com os dois meninos. A despedida foi também a última vez que ela viu a mulher, que morreu quatro anos depois ao cair e ser atropelada por um caminhão de boias-frias. Aos 12, ela abandonou a escola e passou a trabalhar como doméstica.

“A vida foi boa não, mas o mundo nos criou. Agradeço a Deus que, tínhamos tudo para ir para o lado errado, mas Deus nos orientou e nos criou certinho”, diz.

Aos 17 anos, Maria Odete decidiu fazer o supletivo até a 8ª série. Dois anos depois ela se casou e se mudou para o interior, onde passou a trabalhar na colheita de algodão e amendoim. O relacionamento acabou três anos e meio depois, por causa de ciúmes, e a mulher voltou para São Paulo para voltar a ser empregada.

Anos depois ela conheceu o atual marido e teve os filhos – Mayara, com atualmente 17 anos, e Júnior, com 15. Uma enchente destruiu tudo o que eles tinham em casa, e a então patroa os ajudou emprestando um apartamento e dinheiro para a reforma.

“Ela pagava as contas, não precisei me preocupar com nada. Ela foi uma mãezona, a mãe que eu não tive. Ela pegou minha roupa toda cheia de lama, lavou tudo para mim, me ajudou a lavar a enchente. Eu trabalhava para pagar. Ela ia descontando o valor”, lembra.

Já de volta à casa da família, Maria Odete se viu incomodada. “Um dia eu acordei de manhã, meu filho queria pão. Eu não tinha dinheiro para comprar pão. Minha tia [com quem morou na infância] me deu R$ 10. Eu pensei bem e decidi comprar bala, pirulito e chiclete. Peguei um caixote, de uma tampa de guarda-roupa que eu perdi na enchente, forrei e comecei a vender meus docinhos. Fazia isso à tarde, na porta de casa, depois de chegar do trabalho.”

A mulher viu que a ideia funcionava e passou também a vender espetinhos. O dinheiro continuava no limite da necessidade. A vendedora de churros conta que um dia conseguiu juntar uma quantia para comprar pastel, mas acabou desistindo ao ser abordada por uma criança com fome.

“Ele era mais carinho e bem gostoso. Eu estava toda animada, peguei o dinheirinho pensando ‘hoje vou levar meu pastelzinho, uma delícia’. Mas aí um menino me abordou porque queria comida, uma bolacha recheada. Aí dei o dinheiro para ele. Fui com ele comprar uma bolacha para ele no mercado. Fiquei sem meu dinheiro, mas achei melhor dar para ele do que para mim. Pensei: ‘depois eu como’. Mas não comi até hoje”, ri.

Maria Odete diz não se lembrar de passar fome, mas afirma que a tia costuma contar algo diferente. “Ela fala que, quando eu era pequenininha, não tinha comida para me dar. Aí ela fazia uma chupetas com açúcar ou rapadura e farinha e punha na minha boca, para eu parar de chorar.”

A vendedora de churros, que já precisou esperar dois meses para juntar dinheiro suficiente para comprar um livro de menos de R$ 100 para a faculdade, afirma ter orgulho da própria trajetória.

“Acho que a gente trabalhando a gente vence. E é o que quero deixar para os meus filhos, que você só vence com luta. Sempre falo para eles que a mãe não pode deixar nada para eles, só o conhecimento, o estudo. Isso ninguém pode roubar deles. Não quero que eles passem o que eu passei. Estudo é a única herança que consigo deixar para eles, nem se alguém puser uma arma na cabeça deles consegue roubar isso”, conclui.

Vinda para Brasília e escolha do curso
Maria Odete morava com o marido e os filhos em São Paulo, mas decidiu se mudar para a capital federal em busca de tratamento médico para o caçula, que tinha problemas para respirar e precisava viver em um lugar com menos poluição. A mulher viu na mudança uma oportunidade de romper com a rotina de empregada doméstica e deixar para trás todas as limitações da vida “sem nada além de arroz e feijão” que a família levava.

Ela passou então a viver com a família na casa do irmão mais novo, em Vicente Pires – a 20 quilômetros do local onde trabalha. O único quarto, que a obriga a dividir a cama com a filha mais velha enquanto o marido e o filho dormem no chão, virou sinônimo de conquista e estímulo. Maria Odete passou a vender calçados na loja do irmão na rodoviária. Uma colega deu então a ideia de aprender a fazer os doces, que ela abraçou sem ressalvas.

“Ela [a colega] me levou, me ensinou a fazer a massa. Foi assim”, lembra sorrindo. “Desde então eu acordo às 5h40 para preparar as coisas e trabalho de domingo a domingo, de 8h às 20h. Sou cheia de calos e queimaduras, aqui não tem espaço para mão lisinha. E sou muito feliz. Aos poucos, dentro do que alcanço com meus passos, tenho conseguido alcançar tudo.”
No contato com os clientes, Maria Odete imaginou como seria se tivesse curso superior.

epois de conciliar o trabalho com as aulas do Ensino para Jovens e Adultos (EJA), ela entrou para uma faculdade particular de direito na Asa Sul aos 41 anos. As atividades aconteciam pela manhã. A mulher já apresentou o TCC, sobre as dificuldades do governo em lidar com invasões de áreas de proteção permanente, e atualmente refaz quatro matérias.

“Eu escolhi esse curso pela minha idade, já estava em uma idade avançada, e o campo de direito é amplo. Para trabalho, quero passar em concurso público. Penso em ser promotora de Justiça. Quero fiscalizar leis. Quero ser uma fiscal das leis. Quero ajudar um pouco as outras pessoas”, explica.

Aos 56 anos, aposentada realiza sonho de cursar veterinária

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Rosangêla realizou sonho de estudar veterinária aos 56 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Rosângela Goemeri)

Rosangêla realizou sonho de estudar veterinária aos 56 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Rosângela Goemeri)

 

Publicado no Inquietaria

Aos 56 anos, Rosângela Baroni Goemeri resolveu realizar seu sonho de cursar medicina veterinária.

Aposentada e finalmente com os dois filhos criados estudando fora, a moradora de Avaré ingressou no curso no início do ano.

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“Só em outra vida ia conseguir estudar veterinária, eu achava. Mas acabou que no fim do ano passado, depois da morte da minha mãe, de 96 anos, que eu cuidava e dos meus dois filhos irem estudar na Unesp de Ilha Solteira, vi que as coisas se encaixaram para voltar a estudar. Meus filhos e marido me apoiaram quando decidi entrar na faculdade e resolvi ir atrás”, conta em entrevista ao G1.

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Apaixonada por animais desde sua infância, na época do ensino médio não existia o curso em sua região e então optou por educação artística entre os anos de 1977 e 1979.

“Porém, não exerci a profissão porque passei em um concurso público para trabalhar em um banco. Fiz outras coisas na vida, me casei e tive os filhos. Mas desde a infância queria fazer veterinária e sempre gostei de animais, tanto é que tenho quatro gatos, um cachorro e uma égua que deixo em uma fazenda. Foram 40 anos de espera por esse momento”, ressalta.

Ela tirou a maior nota entre os candidatos que prestaram o mesmo vestibular. E em 1º de fevereiro deste ano, teve sua primeira aula, um incrível presente para celebrar também seus 30 anos de casada.

“Consegui tirar a maior nota mesmo sem ir à escola há 40 anos. Estudei e consegui passar. Como estava feliz no primeiro dia de aula, algo que tanto sonhei. Sem contar que foi no dia de aniversário de 30 anos de casamento. Eu participei do trote como qualquer outro aluno, levei ovada e até farinha. Falo para os meus amigos de sala que sou como um deles, porque a faculdade me rejuvenesceu muito. Hoje tenho cabeça de 18 e ‘corpinho’ de 55 anos”, brinca.

Após um semestre de aulas, passou sem dependência nenhuma, mesmo sentindo dificuldades em matérias como biologia e química.

“Estudo para que um dia possa ser uma ativista que cuida de animais de rua com conhecimento veterinário. Muitas pessoas que fazem essas atitudes, como recolher e cuidar de abrigos, não têm conhecimento. Aí elas procuram um profissional que muitas vezes não é achado e que em outras situações cobra muito caro pelo serviço”, finaliza.

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5 dicas para conciliar trabalho e estudos

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Determinação e disciplina são duas qualidades importantes para todos os concurseiros. Para os que além de estudar ainda precisam trabalhar, elas são essenciais.

Marluci Fontana, no Ache Consursos

Não é todo mundo que, ao decidir por concorrer a um cargo público, consegue se dedicar integralmente aos estudos. Muitos não podem se dar ao luxo de ficar em casa estudando e precisam trabalhar, inclusive, para poder pagar inscrições, cursinhos e materiais. Sendo assim, esses concurseiros buscam, com determinação e muita disciplina, encontrar a melhor fórmula possível para não deixar o cansaço da rotina atrapalhar a trajetória pela realização de um sonho ou objetivo. Neste artigo vamos elencar cinco dicas que poderão ser muito úteis se este também é o seu caso.

1. Seja prático com o seu material

Para que você possa aproveitar melhor os seus estudos você precisa ser prático com o material que utiliza. Se você costuma ler em livros ou polígrafos normalmente extensos e pesados, uma boa dica é desmembrá-los. Isso mesmo, sem dó ou piedade. Livro bonito é importante para decoração, para estudante ele só vale se passar o conteúdo. Mas, por que destruí-los? Simples. Se você separar o seu material em capítulos, por exemplo, poderá carregar com você, para onde for, o material e isso não irá ser um peso extra na sua bolsa ou mochila. Além disso, separando os textos em partes você poderá organizar e estipular metas para as leituras diárias. Garanto que será muito mais tranquilo e possível de alcançá-las. Outra coisa que você pode fazer para facilitar os seus estudos é ler em voz alta e gravar os conteúdos explicados ou resumidos. Grave no celular e ouça enquanto vai ao trabalho, se desloca no trânsito ou espera uma consulta. Essas simples atitudes farão a sua rotina de estudo mais produtiva e assim você aproveitará todos os intervalos que tiver.

2. Aproveite todo e qualquer tempo

Com o material organizado é hora de colocar em prática a dica anterior. No carro enquanto espera o trânsito fluir, no ônibus enquanto vai para o trabalho, na fila do banco, na sala de espera do médico, na caminhada ou durante o treino da academia, em todo e qualquer tempo livre aproveite para ler ou ouvir os seus resumos gravados. Não tem problema se a sua leitura não terá a companhia do marca texto porque você está se exercitando e não poderá grafar o que achar relevante. Leia mesmo assim. Mesmo que você não faça, neste primeiro momento, anotações ou destaque uma parte importante do texto, o assunto estará na sua cabeça e isso já é um grande passo para quem não tem muita disponibilidade para se dedicar 100% aos estudos. O intervalo do almoço é outro momento oportuno para você atualizar os seus conhecimentos. Normalmente, as empresas liberam uma ou duas horas para o funcionário almoçar e sempre sobram uns minutinhos de folga nesse período. Não desperdice-os! Eles são preciosos e, neste caso, vale o ditado, tempo é dinheiro. Depois do almoço, faça exercícios, leia e faça anotações.

3. Faça um planejamento e siga-o com rigor

Focar nos estudos não é uma coisa muito fácil, para quem trabalha e ainda precisa estudar o esforço para se manter focado é ainda maior. Por isso, por menos tempo livre que você tenha, não deixe de planejar os seus dias. Organize em uma folha de papel mesmo a sua rotina. Anote os dias da semana, os horários e as atividades que você precisa cumprir durante o dia. Aponte tudo, desde o horário que você acorda, calcule o tempo que leva para estar pronto, o quanto demora para chegar ao trabalho, enfim, descreva a sua programação diária. Vendo no papel, você perceberá quais as lacunas que poderão ser preenchidas com estudo. Agende esses momentos e siga-os à risca. Programe-se, por exemplo, para antes de dormir resolver exercícios e provas antigas. A essa altura da noite, você já está mais cansado e, naturalmente, o sono começa a chegar, então imagine se for ler? Vai dormir em cima do material. Os exercícios ajudam a despertar o sono e ainda a praticar todo o conteúdo que você leu e ouviu durante o dia.

4. Acordar mais cedo

Sim, imagino que você se canse no trabalho e, por isso, todo minutinho extra na cama é mais do que valioso. No entanto, se acordar uma hora mais cedo do que é habitual para você, poderá dar uma lida nos seus resumos e já sair de casa com a sensação de fazer o certo. Além disso, especialistas apontam que, estudar no período da manhã é melhor para absorver as informações, já que a mente está descansada. Por isso, aproveite para ler o que for mais teórico, aprender algo novo, esse é o momento mais indicado para as atividades que exigem um esforço maior para a aprendizagem. E, no fim, você contabiliza mais uma hora de estudos bem aproveitada.

5. Qualidade é melhor que quantidade

Não culpe-se por não ter disponibilidade de estudar 10 horas por dia. Tem gente que tem esse tempo livre e não consegue se dedicar. Tudo tem o seu lado bom e o ruim. O bônus de estar em casa 24 horas por dia é ter tempo para estudar, porém nem todos que possuem essa condição conseguem aproveitá-la. Os motivos são muitos. A pressão por estar ?apenas? estudando e a falta de dinheiro geram ainda mais ansiedade, fator que boicota muitos concurseiros e aí está o ponto negativo. Por outro lado, quem trabalha e ainda estuda, cria oportunidades para estar em contato com o conteúdo, se atualizando. Os sábios dizem, e isso dá pra associar em tudo na vida, que não importa a quantidade de tempo e sim a qualidade dele. De nada adianta dez horas lendo um livro se aquelas informações não forem assimiladas. Faça dos 20 minutos que lhe sobram no intervalo do almoço o melhor tempo de estudo que poderia ter. No final, somando tudo, você poderá se surpreender com a qualidade do seu aprendizado.

Ex-presidiário dá a volta por cima e agora inaugura faculdade para ajudar detentos

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Dan Geiter

Publicado no Amo Direito

O americano Dan Geiter teve uma adolescência conturbada. Quando tinha 15 anos, roubou dinheiro da bolsa de um professor de sua escola, foi pego e acabou indo parar na prisão pela primeira vez. Continuou a cometer crimes semelhantes — colecionando passagens pela cadeia. Geiter viveu assim durante os próximos 17 anos de sua vida.

Certo dia, porém, decidiu deixar de vez a criminalidade. “Eu estava sentado na minha cela, fazia uns 40°C e estava tão quente que os blocos de concreto estavam suando”, revelou ao site Business Insider. “Fiquei pensando em todas as coisas que eu poderia fazer se estivesse livre.” Dito e feito. Uma vez liberado em 1999, Geiter se manteve fiel à sua palavra e nunca mais voltou à prisão. O que ele não sabia é que os desafios não terminariam ali.

“Ainda existe toda uma vida de encarceramento, mesmo depois de você ter cumprido sua dívida com a sociedade”, disse ele. Quando se mudou para Chicago, em 2007, foi difícil encontrar um lugar para morar — recusar candidatos por causa de antecedentes criminais era legal até recentemente. Mesmo hoje não existem garantias de que a discriminação não irá ocorrer.

Geiter também não conseguia encontrar um emprego. “O único trabalho que consegui foi como lavador de pratos na Pizzaria Uno, mas fui demitido no segundo dia, quando minha verificação de antecedentes chegou”, disse ele. Desesperado por melhores alternativas de trabalho, resolveu voltar à escola depois de quase 25 anos.

Ele se matriculou em uma faculdade comunitária, a Moraine Valley Community College, para estudar inglês. Seu desempenho foi impressionante, o que o incentivou a continuar. Em 2009, Geiter conseguiu seu certificado. Amparado pelo sucesso, transferiu-se para a Saint Xavier University, onde obteve o bacharelado em inglês.

Ele chegou a considerar sair da universidade, já que era dificil se manter estudando em período integral. “Eu estava sendo despejado de casa, não tinha mais nem luz elétrica”, diz Geiter. Foi quando uma gestora da Saint Xavier encontrou um doador que pagou o aluguel e despesas de Geiter enquanto ele terminava seus estudos.

Em seguida, o ex-presidiário fez seu mestrado na Universidade de Chicago e, finalmente, doutorado em educação na Benedictine University. Sua tese era sobre as consequências arbitrárias que indivíduos enfrentam quando são liberados da prisão.

“Tenho sido um bom cidadão, um bom pai e sigo as regras. Mas mesmo após deixar a prisão e passar pela condicional, todos os dias eu sofria os mesmos preconceitos, como se tivesse deixado a cadeia ontem.” Pensando nisso, decidiu continuar lutando contra o estigma de ser um ex-criminoso.

O plano era ambicioso: criar uma faculdade para ajudar alunos em situação similar à dele. E é nisso que Geiter tem trabalhado nos últimos anos. Após se juntar com ONGs que tinham o mesmo objetivo, nasceu o Ward College. “Decidimos abrir uma instituição que teria de 40% a 50% dos estudantes criminosos atuais e antigos, e não só para lidar com as questões acadêmicas desses alunos, mas para lidar com as variantes sociais, que são realmente um obstáculo para persistir no curso.”

O programa de certificação, apelidado de “Mereça e Aprenda”, exige que os alunos passem 20 horas em campo para o desenvolvimento da força de trabalho e 20 horas na sala de aula por semana. Com isso, também irão ganhar um salário semanal. A faculdade, localizada no sul de Chicago, será inaugurada em janeiro, com 30 estudantes em sua primeira turma. O objetivo é aumentar para 500 alunos até junho de 2017.

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A FACULDADE SERÁ INAUGURADA EM JANEIRO, COM 30 ESTUDANTES EM SUA PRIMEIRA TURMA (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK/DAN GEITER)

Fonte: epocanegocios globo

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