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Garota que se comunica com olhar se forma na Itália

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A italiana nasceu com paralisia cerebral que compromete a fala

A garota conseguiu estudar com a ajuda de uma assistente de comunicação Reprodução

A garota conseguiu estudar com a ajuda de uma assistente de comunicação
Reprodução

Uma garota italiana de 23 anos com uma forma de paralisia cerebral que compromete a fala se formou nesta terça-feira (28) em Matemática na Universidade Federico II de Nápoles se comunicando apenas com o olhar.

A estudante, identificada como L.C. nasceu com tetraparesia espástica, uma forma de paralisia cerebral que compromete as funções dos membros superiores e inferiores e a fala.

A garota conseguiu estudar com a ajuda de uma assistente de comunicação, Valentina Ianuari, que a acompanhou no espaço universitário durante os seis anos de curso.

As duas começaram a se comunicar através de uma roda de papelão, construída pela mãe de L.C., na qual estão escritas as letras do alfabeto. Ianuari transcreve para o computador as palavras que a estudante compõe com o seu olhar.

E foi com esta técnica de comunicação que ela concluiu o curso e se formou em Matemática seguindo os passos dos pais.O diretor do centro Sinapsi de Nápoles, Pietro Valerio exaltou o exemplo da jovem.

—Esta história e uma mensagem de esperança para todos os jovens que vivem em uma situação parecida. A nossa equipe sempre trabalhou para apoiá-la, mas nunca para fazer por ela, quero dizer com isso que este resultado é todo dela.

O Sinapsi é uma instituição que tem como objetivo garantir o direito aos estudo para pessoas com vários tipos de deficiências, foi através deste órgão que L. C. teve acesso a Universidade.

Fonte: R7/Educação

Comissão do Senado estuda abolir “ç”, “ch” e “ss” da língua portuguesa

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Grupo técnico pretende alterar a nova reforma ortográfica, tornando a escrita mais próxima da fala

Novas regras podem ser ensinadas em sala de aula a partir de 2016 Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Novas regras podem ser ensinadas em sala de aula a partir de 2016
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Bruna Scirea, no ZH

Mal deu tempo para entender o que o último acordo ortográfico fez com o acento de voo, com o hífen de antissocial e com o trema de cinquenta, e uma nova proposta, ainda mais radical, já está em elaboração pela Comissão de Educação do Senado.

A partir de 2016, se entrar em vigor o projeto que pretende fasilitar o ensino e a aprendizajem da língua portugeza, vosê poderá ser obrigado a escrever asim (leia outros exemplos abaixo).

As (mais recentes) novas regras para o português devem ser apresentadas pelo grupo técnico da Comissão de Educação até 12 de setembro. Elas podem alterar as mudanças que tinham obrigatoriedade prevista para o fim de 2012, foram prorrogadas por quatro anos, e que, até agora, quase ninguém aprendeu direito. Além de reduzir o número de regras e exceções na língua, o objetivo da comissão é expandir o debate com a comunidade, especialistas e países que falam o português.

— O projeto estava entrando em vigor sem ter sido discutido no Brasil. A Academia Brasileira de Letras (ABL) estava fazendo uma reforma sozinha, de um jeito muito conservador. Então pedimos o adiamento do prazo de obrigatoriedade e montamos uma comissão para propor novas regras, simplificar a ortografia e, principalmente, padronizar a gramática com outros países — afirma o presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO).

Como senador não palpita sobre a presença ou a ausência de “cê-cedilha, hagá ou ceagá”, dois especialistas foram chamados para coordenar o grupo técnico: os professores de português Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel, responsável pelo site simplificandoaortografia.com — que fomenta um movimento para “substituir o decorar pelo entender” e reúne pitacos de quem se interessar pelo assunto.

— Por enquanto estamos juntando sugestões. Pretendemos redigir o conjunto de regras e apresentar entre 10 e 12 de setembro, no Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa, em Brasília. Esse projeto será levado ao Senado, que irá realizar uma audiência pública para ouvir todos que quiserem contribuir — diz Pimentel.

A polêmica não deverá ser pequena. Para a doutora em Filologia Românica e professora do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Unisinos, Dorotea Kersch, a proposta é um “absurdo, a legítima falta de ter o que fazer”.

— Não existe língua fácil ou língua difícil. Cada língua tem sua história e suas especificidades. Não é simplificando a ortografia que resolvemos os graves problemas de leitura e escrita de nossos alunos, que são escancarados a cada avaliação sistemática. Quem sabe os senadores se preocupam com coisas que realmente impactam o ensino, como salário de professores, ou uma política de ensino de língua adequada às diferentes realidades do Brasil — rebate.

Conforme o senador Miranda, o objetivo é ter a versão final do projeto pronta até maio de 2015 para que seja colocada em votação e possa entrar em vigor no início de 2016. Até lá (e se chegar lá), o processo é longo, e não são poucos os obstáculos. No caminho, ainda estão a resistência que mudanças radicais provocam, a morosidade com que o assunto é levado no Brasil — o último acordo ortográfico proposto foi discutido na década 1970, assinado em 1990 e aplicado a partir de 2008 — e a necessidade de se convencer todos os países a aprovarem a nova forma de se escrever português.

Conheça regras que devem ser propostas pela CE:

Fim do H no início da palavra:
Homem – Omem
Hotel – Otel
Hoje – Oje
Humor – Umor

G fica som de “gue”:
Guerra – Gerra
Guitarra – Gitarra

CH substituído por X:
Chá – Xá
Flecha – Flexa

S com som de Z vira Z:
Asa – Aza
Brasília – Brazília
Base – Baze

X com som de Z vira Z:
Exame – Ezame
Executar – Ezecutar

C antes de E e I vira S:
Censura – Sensura
Cedo – Sedo
Cidade – Sidade

SS vira S:
Gesso – Geso
Fossa – Fosa

SC antes de E e I vira S:
Nascer – Naser

XC com som de S vira S:
Exceto – Eseto
Excêntrico – Esêntrico

O que mudou com o acordo de 2008:

O último acordo acabou com o trema, alterou 0,5% das palavras utilizadas no Brasil (1,6% da grafia usada em Portugal) e incorporou as letras “k”, “w” e “y” ao alfabeto. O acento agudo desapareceu nos ditongos abertos “ei” e “oi” em palavras como “idéia” e jibóia” e nas palavras paroxítonas com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo em palavras como “feiúra”. O acento circunflexo deixou de ser usado em palavras com duplo “o”, como “enjôo”, e na conjugação verbal com duplo “e”, como vêem e lêem. O temido hífen desapareceu em palavras em que o segundo elemento comece com “r” e “s”, como “anti-rábico” e “anti-semita” — cuja grafia passou a ser “antirrábico” e “antissemita”. O hífen foi mantido quando o prefixo termina em “r”, como “inter-racial”.

dica do Guilherme Nascimento

Propaganda de Aécio sobre educação tem erro de português

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Vídeo mostra uma fala do Senador e ex-Governador de Minas Gerais sobre como teria melhorado as escolas durante o seu mandato

Publicado no Virgula

Uma propaganda do pré-candidato à presidência da República de Aécio Neves (PSDB) sobre educação, que está sendo veiculada no Youtube e na TV há uma semana, escorregou no português.

O vídeo, intitulado Aécio Neves ressalta os avanços na Educação de Minas Gerais, mostra uma fala do Senador e ex-Governador de Minas sobre como teria melhorado as escolas do estado durante o seu mandato.

Na sequência, é exibido um texto na tela: “Os alunos de Minas tem o melhor desempenho do Brasil”. O erro ortográfico se dá pela falta de acento: quando o sujeito é plural, a palavra “tem” leva o acento circunflexo. A forma correta seria, no caso, “Os alunos de Minas têm o melhor desempenho do Brasil”.

Assista aqui.

 

Ana Paula Padrão fala de mulheres no trabalho

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Fernanda Reis, na Folha de S.Paulo

O título “O Amor Chegou Tarde em Minha Vida” pode dar a impressão de que o novo livro da jornalista Ana Paula Padrão, 48, é uma autobiografia centrada em seu casamento com o empresário Walter Mundell. Não é.

Ela própria esclarece em entrevista: “Tem vários períodos no livro que falam de mim, ou da minha história, mas não chega a ser uma biografia. Usei minha história como pano de fundo para falar das mulheres da minha geração”.

O cerne do livro é a relação das mulheres com o mercado de trabalho —principalmente daquelas que ingressaram nele, como Padrão, nos anos 1980—, tema ao qual a jornalista tem se dedicado desde que deixou a bancada do “Jornal da Record”, em 2013.

A jornalista Ana Paula Padrão / Divulgação

A jornalista Ana Paula Padrão / Divulgação

Ela toma como exemplo sua própria trajetória profissional, da jovem de roupas “dark” começando no jornalismo até suas passagens pelas emissoras Globo, SBT e Record para mostrar como as mulheres de sua geração tiveram de sacrificar lazer e vida familiar pelo trabalho.

“Nossa geração não tinha modelos femininos para copiar e tinha muito desejo de entrar no mercado de trabalho. Acabamos copiando os homens sem pudor”, diz.

Ela acrescenta que essas mulheres enfrentaram custos altos por colocar a carreira em primeiro lugar. “Algumas mulheres não tiveram família. Outras tiveram casamentos dificílimos, destruídos.”

Para ela, que hoje pesquisa assuntos femininos, as empresas foram criadas por homens e para homens.

Quando se casou com Walter Mundell, em 2002, ela diz ter sentido essas questões na pele. Quando ele acordava, ela estava dormindo; quando ele chegava em casa, ela estava no trabalho, se preparando para apresentar o “Jornal da Globo” (no ar por volta da meia-noite); quando ela chegava em casa de madrugada, ele já estava dormindo.

Padrão tinha outras prioridades, que levaram-na a deixar a bancada de um dos mais importantes jornais da Globo (onde começou a trabalhar em 1987) em 2005 e, anos depois, o telejornalismo.

“Não é possível estar 100% em todos os lugares, por um motivo muito simples. Isso é ser a Mulher Maravilha, e ela não existe. Dá para ter tudo, mas não ao mesmo tempo”, afirma Padrão.

Ela avalia que a postura feminina em relação ao trabalho vem mudando porque a jovem não quer repetir a vida de sacrifício da mãe.

“Para a menina que começa a trabalhar hoje, a família, o lazer, o tempo de ócio e de ser criativa também são importantes”, afirma.

Nova biografia de Salinger fala sobre como traumas de guerra influenciaram na escrita d’O Apanhador no Campo de Centeio

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JD Salinger

Diego Santos, no Literatortura

Resultante de um trabalho de 9 anos pesquisa e mais de 200 entrevistas, acaba de ser lançada a biografia de Jerome David Salinger.

JD Salinger, escritor americano que, de certa forma, introduziu um novo estilo na literatura, terá nova biografia, com mais de 700 páginas, escrita pelo cineasta Shane Salerno e o escritor David Shields.

A obra conta sobre os momentos vividos por Salinger em relação a sua família, o período em que esteve na 2ª Guerra Mundial e sua aproximação com a filosofia oriental e o zen-budismo.

Os autores acreditam que os traumas da guerra tiveram extrema importância para a formação de Salinger, até no que diz respeito a sua literatura. Eles afirmam que “Ele esteve em cinco batalhas sangrentas na 2.ª Guerra e, durante algum tempo, transformou seu sofrimento acumulado em arte perecível”, escrevem os autores(…) Esses golpes físicos não só definiram sua arte como também o transformaram em um artista que exigia de si mesmo nada menos que a perfeição.”

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Salinger e os rascunhos de “O Apanhador”. Foto tirada durante a Guerra.

Eles afirmam ainda que, os traumas convertidos em Literatura, como em O Apanhador no Campo de Centeio foi o que levou tanta gente a se identificar com as obras. Identificação essa que levou John Hinckley a tentar assassinar o presidente Ronald Reagan em 1981. E até mesmo Mark David Chapman, que quando assassinou seu ídolo John Lennon, carregava nos braços um exemplar d’O Apanhador.

Shields e Salerno tentam compreender várias questões e traumas de Salinger que teriam sido transferidas para sua obra em forma de arte. Acreditam que pelo fato do escritor ter nascido com apenas um dos testículos, fizeram com que ele associasse a sexualidade adulta a vulgaridade, por isso, em seus contos era possível notar um tipo de atração por pés femininos, uma espécie de “sexualidade não genital”. Além disso, acreditam que o envolvimento dele com mulheres mais jovens seria devido a inexperiência sexual de suas parceiras, que fariam com que seu “defeito físico” passasse despercebido.

A biografia também dá destaque a reclusão do escritor. JD Salinger morreu aos 91 anos de idade, na cidade de Cornish em North Hampshire, onde se isolava há mais de 50 anos. Preferia não dar entrevistas, mas gostava de saber o que acontecia ao seu redor. Era querido pelas pessoas da cidade onde morava e aparecia de vez em quando em algumas festas, numa forma de não ser esquecido.

Gostava de saber o que era dito obre ele e sobre sua obra e aparecia para o mundo quando algum tipo de resposta era necessário.

O biógrafo Paul Alexander teria dito que Salinger era um recluso que gostava de flertar com o público para lembrá-lo de que era um recluso.

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