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Pequeno Príncipe, Dom Quixote e Moby Dick são atacados por Call Of Duty, Angry Bird e Lost

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O “ataque” faz parte de uma campanha criada pela Associação de Editores em defesa dos livros

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Imagine se o Moby Dick, a baleia da obra de Herman Melville, estivesse encalhado na ilha de Lost. Ou o Pequeno Príncipe fosse baleado por um soldado em meio ao cenário do Call Of Duty. Ou até mesmo um pássaro do Angry Birds atingisse Dom Quixote de La Mancha, um dos protagonistas da obra de Miguel De Cervantes Saavedra.

Essa foi a insinuação e a campanha da Associação de Editores de Madrid, na Espanha, para mostrar como jogar videogame em demasia, usar smartphone e assistir seriados exageradamente podem atrapalhar o consumo de livros.

A criativa campanha, que mostra os livros clássicos sendo “exterminados” pelos hábitos dos usuários, teve como objetivo falar sobre a importância dos livros. “Quanto mais ocupado assistindo séries, menos você lê”.

Veja, abaixo, outras imagens da campanha (Crédito das fotos: divulgação).

Angry_Bird_mata_personagem_de_Moby_Dick_em_campanha_que_defende_livros

O que você achou da iniciativa?

Lúcia Santina Dresch: “Passei no vestibular com 71 anos”

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Moradora do Paraná conta por que decidiu voltar para a sala de aula na terceira idade

LÚCIA SANTINA DRESCH Ela tem 81 anos e mora em Quatro Pontes, no Paraná. Fez supletivo aos 69 anos, entrou na faculdade aos 71 e se formou em pedagogia aos 74 (Foto: Guilherme Pupo/ÉPOCA)

LÚCIA SANTINA DRESCH
Ela tem 81 anos e mora em Quatro Pontes, no Paraná. Fez supletivo aos 69 anos, entrou na faculdade aos 71 e se formou em pedagogia aos 74 (Foto: Guilherme Pupo/ÉPOCA)

Thais Lazzeri, na Época

“Minhas mãos estavam trêmulas. Olhava para aquele lugar e não conseguia encontrar um canto para acalmar minha ansiedade. Estava sozinha. A mulher que me recebeu na secretaria da faculdade não imaginava que estava ali para falar de mim, do meu maior sonho. Aos 71 anos, fiz minha inscrição para o vestibular de pedagogia. E passei.

Nasci em 1931, em Arroio do Meio, interior do Rio Grande do Sul. Sou a filha do meio de cinco mulheres de uma família simples. Logo cedo pedia para estudar, como alguns vizinhos faziam. Não existia ensino público. Era preciso pagar. Minha mãe não via valor nos estudos, só na enxada. Meu pai queria realizar nossos sonhos. Com o apoio dele, aos 8 anos entrei na escola.

Para não me atrasar, acordava quando nem havia sinal de sol. Trocava de roupa na penumbra. O trajeto para a escola resumia-se a uma trilha, no meio do mato. Quando chovia, ia a pé com outras crianças. Quando não, a cavalo. Não perdia uma aula. Queria conhecer o mundo além da trilha da minha casa até a escola. Na volta para casa, almoçava e ia ajudar meu pai na lavoura. Só conseguia voltar aos livros à noite. Meu pai acendia o forno a lenha para eu ler.

Na minha formatura da 4ª série, fui a primeira aluna da sala. Ganhei de presente um livro de histórias e uma caixa de bombons. Nunca tinha comido chocolate, nem provado o sabor de uma conquista. Uma das professoras notou meu interesse e se ofereceu para ajudar a arcar com meus estudos. Eu teria de morar na casa dela, porque a escola era longe do nosso sítio. Fiquei fora de casa por uma semana. Não aguentei de saudades.

Logo depois, mudamos de cidade, e não existia um centro de ensino próximo. Naturalmente, a vida me levou de volta para a roça. Casei aos 16 anos. Tive oito filhos. À procura de terras férteis, fomos para Quatro Pontes, no Paraná, onde moro até hoje. Criei minha família com o trabalho na lavoura. Quis que todos os meus filhos estudassem. Nunca abandonei a vontade de voltar a frequentar uma sala de aula.

Aos 69 anos, soube de uma campanha da prefeitura para que os moradores voltassem a estudar. Meus filhos eram independentes, e eu viúva. Não tinha compromisso com mais ninguém. Decidi encarar o desafio. Peguei carona com um vizinho e, sem dar satisfação a nenhum filho, fiz a inscrição no supletivo para completar o ensino fundamental e o médio. Foram dois anos.

Ali, descobri que me faltava uma faculdade. Alguns filhos, percebendo minha motivação, propuseram pagar para mim. Prestei vestibular para pedagogia aos 71 anos. Passei na primeira chamada. Fui muito ajudada durante todo o curso pelos meus colegas de sala, que tinham idade para ser meus netos. Até lugar no ônibus da volta eles reservavam para mim. Nos três anos do estudo, faltei dois dias porque o ônibus passou mais cedo. Na formatura, meus filhos aplaudiram de pé minha conquista. Lancei um livro com minhas memórias para agradecer a todos que me apoiaram. Com esse curso, vou ajudar meus 17 netos e 12 bisnetos a encontrar prazer nos livros. Ajudo os que estão por perto em casa a estudar. Uso Skype e Facebook para manter contato com os que moram longe.”

Táxi também é cultura

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Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

Adoro aqui falar e apoiar ideias simples que ajudam a convivência numa cidade – sem gastar nada ou quase nada.

Numa cidade como São Paulo é normal passar muito tempo num táxi. Por que não transformar o táxi num ponto de leitura de livros?

Dessa pergunta, quem sabe está nascendo uma gigantesca biblioteca móvel.

A experiência começou na Vila Madalena, criada pelo Instituto Mobilidade Verde, comandada por Lincoln Paiva. O bairro foi convidado a deixar livros no táxi.

Agora, porém, ganha dimensão graças às novas tecnologias da informação. É um dispositivo chamado Easytaxi, que, pelo celular ou computador, nos permite chamar o táxi mais próximo. E podemos acompanhar o trajeto do veículo pela tela. São milhares que táxis que já usam esse dispositivo em várias cidades brasileiras.

Ocorre que o Easytaxi está recolhendo livros e montando uma pequena biblioteca dentro do veículo.

O passageiro que quiser leva o livro para casa. E é convidado (mas não obrigado) a deixar em outro táxi, para formar uma corrente.

Se você quiser doar livros, basta mandar um email para [email protected]

Se forem mais de duzentos livros, o projeto está disposto a fazer a coleta. De táxi, claro.

dica do Chicco Sal

A escola não me preparou para o ambiente de trabalho (o recreio me ensinou tanto quanto a sala de aula)

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Renato fala sobre sua experiência em sala de aula

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Renato Steinberg, no Blog do Empreendedor

O meu colega de blog Marcelo Nakagawa (além de um grande amigo e mentor) escreveu, na semana passada, sobre as várias inteligências e que alguns dos maiores empreendedores do mundo não foram grandes alunos. Eu não quero me comparar com eles, mas acho que vale eu contar um pouco da minha história nesse assunto.

Eu nunca fui um excelente aluno. Passava de ano no limite. O meu problema era a preguiça…

Eu detestava estudar, então, eu prestava atenção (mais ou menos) na aula e depois estudava na véspera da prova só para não fazer muito feio. Deu certo. Eu era o cara que ficava no meio da classe. Eu tinha alguns amigos no fundão, mas me dava bem também com o pessoal da frente, aquele pessoal que copiava toda a lição e ia bem nas provas.

Eu sabia como conversar com esses dois públicos. Uma das coisas que fez eu me destacar quando comecei a trabalhar acho que foi exatamente isso. Eu sabia conversar com o pessoal do front-office e também conseguia falar com o pessoal de tecnologia. Durante muitos anos no banco, esse foi o meu diferencial. O pessoal vinha falar comigo sobre problemas que estavam tendo com a equipe de tecnologia porque era eu quem sabia como traduzir isso para eles.

A escola não me preparou para o que vinha no ambiente de trabalho. Eu achava, de forma inocente, que se eu fosse um bom técnico, ia me dar bem. E eu era um excelente técnico. Aí, o pessoal resolveu colocar uma equipe para eu gerenciar. Adivinha se eu tinha algum preparo para isso?

Essa equipe foi crescendo cada vez mais e eu, que já não tinha preparo para gerenciar uma equipe pequena, tive que aprender na marra a gerenciar um time grande. Gerenciar relacionamentos é outra coisa que a escola não me ensinou.

Como você faz quando uma pessoa da sua equipe briga com a outra? E quando você tem que mandar embora um amigo? Quanto você deve se envolver nos problemas pessoais deles? Além dos meus próprios funcionários, eu comecei a perceber a importância de uma outra rede. As pessoas que trabalhavam em parceiros e em concorrentes. Pessoas que estavam passando pelas mesmas situações que eu em outras empresas. Quando eu botei o nariz para fora da empresa e comecei a falar com eles, até com os concorrentes, meu mundo mudou. Eles me deram as dicas, me ensinaram os caminhos para gerenciar uma equipe melhor.

Hoje eu acho que um dos ativos mais preciosos que você tem é a sua rede de relacionamentos. Na época eu me perguntava: por que eu preciso estudar química? Será que algum dia eu vou precisar saber a equação dos gases perfeitos? Até hoje, 20 anos depois, eu nunca usei. Até entendo que química me ensinou um pouco sobre o universo que a gente vive e que entender o mundo na escala atômica é um exercício para entender um mundo abstrato. Mas existem tantas outras coisas que eu uso no dia-a-dia. Finanças pessoais, por exemplo, não seria uma ótima matéria para o ensino? E empreendedorismo então? Que tal liderança?

Quase todos os problemas na escola tem uma e apenas uma solução. Na vida real os problemas são ambíguos, tem muitas soluções ou as vezes não tem nenhuma. Só tem um jeito de se preparar para isso, vivendo!

Acho que a hora do recreio me ensinou tanto quanto a sala de aula.

Clube do Literatura Solidária

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Olá, leitores…

Já estão sabendo do 1º Encontro do Clube Literatura Solidária?

Vamos falar sobre o livro Extraordinário (Wonder), da autora R. J. Palacio.

O projeto social Literatura Solidária, é um espaço para divulgação, discussão e compreensão da literatura, voltado para estimular novos leitores e contribuir no acesso à leitura por meio de arrecadação e distribuição de doações.

Participe do Clube Literatura Solidária e compartilhe um mundo com a gente.

livrosepessoas

Vou mediar o evento aqui em São Paulo, conto com a presença de todos vocês. A entrada no evento é gratuita só chegar e participar. Confira a página do evento no Facebook.

Organizadores: Guilherme Cepeda (Burn Book) e a Rê (Ler & Almejar)
Quando? Domingo, 10 de Março, às 14:30 hr
Local: Livraria Martins Fontes Paulista
Endereço: Av. Paulista, 509.
Referência: Próximo a estação Brigadeiro do Metrô (Linha Verde do Metrô)

Observações importantes:

Aceitaremos doações de livros no dia do evento
Não é obrigatório doar um livro, o apoio ao projeto é livre.
Os livros arrecadados no evento, serão doados para as instituições parceiras do Literatura Solidária. Se você for voluntário em alguma instituição, nos avise no dia do Evento para encaminhar doações para a instituição em questão.

 

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