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Escritora Paula Pimenta fala do passado, presente e futuro

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A escritora mineira Paula Pimenta durante entrevista exclusiva para o CORREIO de Uberlândia na quinta-feira (24) (Foto: Cleiton Borges)

A escritora mineira Paula Pimenta durante entrevista exclusiva para o CORREIO de Uberlândia na quinta-feira (24) (Foto: Cleiton Borges)

Pablo Pacheco. no Correio de Uberlândia

Ela foi cantora de bar, professora de violão, pensou em seguir as carreiras de publicitária e de jornalista, mas foi realmente na literatura que se encontrou. E foi também na literatura que milhares de leitores encontraram o talento da escritora mineira Paula Pimenta, de 40 anos, atualmente integrante da lista dos autores mais vendidos no país.

O primeiro livro, a coletânea de poemas “Confissão” (Gutenberg, 80 páginas, R$ 27,90), foi lançado em 2001, com a primeira tiragem feita de forma independente e com a ajuda do pai da escritora. Porém a autora mineira só percebeu que a literatura poderia se transformar no “ganha-pão”, com aquela que considera sua primeira obra: “Fazendo meu filme” (Gutenberg, 336 páginas, R$ 34,90), de 2008. O livro vendeu 1 mil exemplares somente com a divulgação boca a boca entre os primeiros fãs.

O resultado da descoberta pode ser traduzido em números: a soma da venda dos 17 livros já lançados por Paula Pimenta, entre os meses de setembro de 2008 e 2015, já ultrapassa a marca de 980 mil exemplares.
Enquanto comemora os 7 anos do lançamento do primeiro volume de “Fazendo meu filme”, completados na quinta-feira (23), permanece em viagem para o lançamento de “Fazendo meu filme em quadrinhos 2 – Azar no jogo, sorte no amor?” (Nemo, 88 páginas, R$ 29,90) – com uma turnê que passou por Uberlândia, na sexta-feira (24) –, Paula Pimenta não para de produzir e, claro, brindar os fãs com obras inéditas.

Entrevista

Agenda cheia

Além do segundo volume de quadrinhos, somente neste ano, a escritora lançou “Minha vida fora de série – 3ª temporada” (Gutenberg, 424 páginas, R$ 37,90), “Cinderela pop” (Galera, 160 páginas, R$ 25) e “Um ano inesquecível” (Gutenberg, 400 páginas, R$ 37,90), coletânea de contos que Paula Pimenta assina com as amigas-autoras Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças. Em outra coletânea, “O Livro das Princesas” (Galera, 288 páginas, R$ 35) a escritora mineira faz uma releitura da história de Cinderela, ao lado de autoras também consagradas: Meg Cabot, Lauren Kate e Patrícia Barboza.

Paula por Paula

A entrada da escritora Paula Pimenta no universo da literatura infantojuvenil se deu em 2008 com o estouro de “Fazendo meu filme”, que narra as aventuras da jovem Estefânia Castelino Belluz, a Fani, e que ganhou três continuações.
Lançado em inglês, espanhol e português de Portugal, “Fazendo meu filme” foi, na realidade, apenas o início de uma história que tem rendido admiração e continuações na vida de Paula Pimenta. Em entrevista exclusiva ao CORREIO de Uberlândia, onde se hospeda na casa de uma amiga da época de faculdade, a autora nascida em Belo Horizonte revela que desde a adolescência, passando pelas faculdades de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda, a literatura sempre foi um bichinho adormecido à espera dos primeiros “likes”. Em sua conta no Twitter (@paulapimenta), a escritora mantem o contato direto com os milhares de fãs, enquanto tenta tempo para escrever e manter a paixão pela leitura.

O namoro com a Literatura

Eu sempre escrevi poemas e mantive fielmente um diário na minha adolescência. Comecei a fazer o curso de Jornalismo na PUC Minas de Belo Horizonte porque achava que era a profissão que mais se aproximava do meu gosto pela leitura e a escrita. No meio da graduação, troquei para o curso no qual me formaria, Publicidade e Propaganda, também na PUC Minas. Em 2001, de forma independente e com a ajuda de meu pai, publiquei meus poemas no livro “Confissão”. Após a publicação, fui estudar escrita criativa em Londres e tive tempo para escrever “Fazendo meu filme”.

Meu reino por uma editora

Com o livro pronto, em 2006, continuei a trabalhar como professora de violão e publicitária, além de fazer apresentações como cantora em bares de Belo Horizonte, enquanto corria atrás de uma editora que pudesse publicar “Fazendo meu filme”. Cheguei a ouvir de um editor que “adolescentes não leem livros grossos”. Até que a Gutenberg topou a publicação e, em 1 ano, a primeira tiragem vendeu 1 mil exemplares por meio do boca a boca e do automarketing que eu fazia no saudoso orkut. A segunda tiragem vendeu 3 mil exemplares em 3 meses. Foi então que os leitores começaram a pedir a continuação (mais…)

Concurso Cultural Literário (101)

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capa shooting

LEIA UM TRECHO

Shooting my Life’s Script 1: Fani’s Premiere is a charming book, one of those we read compulsively, and miss after we’re done. It’s impossible not to connect with Fani, her discoveries, her aspirations, so typical of a teenager. This is a light-hearted and fun story that captivates the reader with every page.

Whether it’s her relationship with her family, with herself and the world; whether it’s the everyday life with her friends, at school and at parties; or the relationship with her best friend and confidant – everything changes in Estefânia’s life when the opportunity comes to live overseas as an exchange student for one year. The ever so revealing talks on-line and on the phone, as well as the notes frequently passed arround in classe, begin to cover a new subject: the upcoming trip.

This is what this book is about: the fascinating universe of a teenage girl bursting with expectations, facing the conflict between carrying on with her daily life with friends, family, studies, and her newfound love, or risk going to another country and dive into a world filled with new possibilities.

The best scenes in Fani’s life may be yet to come…

Em parceria com os blogs Serendipity e Mudando de Assunto, vamos sortear 3 exemplares de “Shooting my life’s script 1 – Fani’s premiere“, lançamento da Gutenberg.

Para participar, basta responder a esta pergunta: “Qual a importância de ler em Inglês?

Se usar o Facebook, por gentileza deixe seu e-mail de contato.

Acesse também o Mudando de Assunto e o Serendipity para triplicar suas chances. Cada blog vai escolher um vencedor.

O resultado será divulgado dia 6/11 neste post.

Good luck! 🙂

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Parabéns para a ganhadora: Camila da Silva Ramos Leite \o/

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Escritora mineira Paula Pimenta se prepara para se lançar no mercado internacional

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Carlos Herculano Lopes no Divirta-se

 (Maria Tereza Correia/EM)

Primeiro foi o sucesso da série para adolescentes Fazendo meu filme 1, 2, 3 e 4, que desde o lançamento do primeiro volume, em 2008, pela Editora Gutemberg/Autêntica, já vendeu mais de 200 mil exemplares. Agora a escritora mineira Paula Pimenta, de 37 anos, depois de dar por encerradas as mil e uma aventuras da garota Fani, se prepara para lançar o segundo volume (o primeiro saiu no ano passado) de sua nova saga: Minha vida fora de série. Na esteira do sucesso dos quatro primeiros livros, a escritora desta vez conta a história de outra menina, Priscila, que devido à separação dos pais acaba deixando São Paulo e vindo viver com a mãe em Belo Horizonte. No início, como era de se esperar, detesta a cidade, com a qual, aos poucos, vai se adaptando.

Para escrever livros que têm causado furor em todo o país, principalmente entre garotas de 10 a 18 anos, a escritora, que nasceu e vive com a família em Belo Horizonte numa sossegada casa do Bairro Mangabeiras (dividem o espaço com dois gatos, seis cachorros e um pé de jabuticaba ), conta ter se inspirado em sua própria vida. “Como a Fani e a Priscila, fui uma menina tímida e sossegada, que gostava de ir ao cinema, ouvir música, sair com os amigos, fazer intercâmbio.”

Ela lembra ainda que, em BH, os primeiros lugares nos quais estudou foram no antigo Instituto Zilah Frota, no Bairro Mangabeiras, e no Izabela Hendrix, na Praça da Liberdade, onde começou a pegar gosto pelos livros. Foi ali, com encantamento, que descobriu as histórias de Marcos Rey, João Carlos Marinho e Agatha Christie. Depois veio o curso de jornalismo, que deixou pela metade por não se adaptar às regras formais da escrita, e, em seguida, a publicidade, curso no qual acabou se formando.

Nesse meio-tempo, até seguir para Londres, onde participou durante um ano de uma oficina de criação literária que seria decisiva na sua futura carreira como escritora, Paula chegou a trabalhar como assessora de marketing do Minascentro, na produção do programa Brasil da Gerais, da Rede Minas, e a escrever crônicas em um site. “Foi um exercício e tanto e 50 delas acabaram sendo lançadas no ano passado, também pela Editora Gutemberg, com o título de Apaixonada por palavras”, conta. Na Inglaterra, onde viveu na casa de um tio, Paula Pimenta começou a escrever seu maior sucesso, Fazendo meu filme 1.

Boca a boca

Se hoje ela é uma escritora consagrada, no início da carreira, quando lançou o primeiro volume de Fazendo meu filme, com o qual começou a dar asas à garota Fani, as coisas não foram fáceis: o livro saiu com uma tímida edição de mil exemplares e quase não teve mídia, como costuma ocorrer com a maioria dos autores iniciantes. Mas se deu uma coisa que, segundo ela, foi decisiva: o boca a boca. “Uma menina foi falando para a outra, mandando e-mails, mensagens no Facebook, Twitter, Instagram, e o livro acabou estourando. Foi uma coisa maluca, na qual eu mesma quase nem acreditava”, diz a autora, sempre conectada às redes sociais.

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