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Entrevista com Ernest Cline, autor de “Jogador Número 1”

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Ernest Cline, autor de Jogador Número 1, livro que inspirou novo filme de Steven Spielberg (Foto: Divulgação/Wikimedia/Gage Skidmore)

 

Isabela Moreira, na Galileu

O livro Jogador Número 1 (Casa da Palavra, 464 páginas, a partir de R$ 26,90) conta a história de Wade, um adolescente que vive em um futuro distópico. No ano de 2045, o mundo está tão destruído que as pessoas recorrem à uma plataforma de realidade virtual como refúgio.

Chamada de OASIS, a ferramenta permite que os usuários criem avatares com novos nomes e aparências para desbravarem diversos planetas virtuais. A morte do criador da plataforma, James Halliday, gera uma caça ao tesouro dentro da realidade virtual, tudo embalado por centenas de referências da cultura pop da década de 1980, época da adolescência do empresário. “Me pareceu um conceito divertido fazer os personagens do futuro estudarem o passado para conseguirem avançar”, conta Ernest Cline, autor da obra.

Nerd de carteirinha, Cline adora videogames e, inclusive, já teve o próprio DeLorean, carro do filme De Volta para o Futuro. Para ele, trabalhar com o diretor Steven Spielberg na adaptação de Jogador Número 1 para as telas do cinema foi um sonho se tornar realidade.

“O filme final parece um dos que eu amava tanto na década de 1980, como De Volta para o Futuro, ET – O Extraterrestre e Jurassic Park. É o tipo de história que te leva em uma jornada.” Em entrevista por telefone à GALILEU, o escritor falou sobre a adaptação que chega aos cinemas brasileiros no dia 29 de março, a influência da tecnologia no presente e no futuro e, claro, cultura pop. Confira:

No livro você volta aos anos 1980 para construir uma versão do futuro, que se passa em 2045. Como foi desenvolver essa relação na sua história?
Quando comecei a pensar no futuro, várias referências da cultura pop me vieram à cabeça: desde a mitologia por trás do Santo Graal, sobre a qual ninguém sabe muito, mas todos querem encontrar, até a dificuldade de personagens em distinguir quem é do bem de quem é do mal. Usar referências dos anos 1980 nas pistas da minha caça ao tesouro no futuro me permitiu desenvolver esse mundo em que a realidade parece uma distopia e a realidade virtual, uma utopia. Me pareceu um conceito divertido fazer os personagens do futuro estudarem o passado para conseguirem avançar.

A realidade virtual evoluiu muito desde que o livro foi publicado em 2011. Você acredita que algo como a OASIS poderia se tornar realidade?
Sim, já está acontecendo. Há vários jogos e simulações de realidade virtual que entraram no mercado recentemente que têm grandes mundos virtuais que as pessoas podem explorar. Isso nunca tinha acontecido antes. Um dos primeiros jogos lançados foi Star Trek: Bridge Crew, no qual vários jogadores assumem papéis da tripulação do centro de comandos da nave Enterprise, viajar em missões e criar seus próprios episódios de Star Trek. Se as coisas estão assim em 2018, apenas imagine onde estarão nos próximos 20 anos.

O Gigante de Ferro faz uma aparição no universo da OASIS em Jogador Número 1 (Foto: Reprodução/Youtube)

A OASIS é bem detalhada no livro: durante a leitura me senti como se estivesse andando dentro do jogo. Como foi adaptar esse mundo virtual para as telas do cinema?
Foi bem divertido, ainda mais por poder fazer isso em parceria com o Steven Spielberg. A OASIS é como uma caixa mágica: você pode ser qualquer um em qualquer lugar e fazer o que quiser, desde participar de cenas dos seus filmes favoritos, escalar montanhas ou ter qualquer experiência do conforto da sua casa. Tudo isso já começou a ser discutido e será ainda mais nas próximas décadas.

Se você pudesse ter uma experiência como a fornecida pela OASIS, como seria o seu avatar?
Acho que eu criaria um avatar com a aparência que tenho no mundo real. O Wade, protagonista do livro, tem muito de como eu era durante a adolescência: se você não está satisfeito com quem você é ou com sua aparência, provavelmente vai querer criar um outro corpo com uma nova personalidade. Algumas pessoas já fazem isso ao jogarem videogames: dentro da realidade virtual, essa construção pode se tornar um vício.

Acho que eu provavelmente gostaria de mudar meu avatar o tempo todo de acordo com os diferentes jogos que estivesse jogando: um dia seria o Super-Homem, em outro um piloto de corrida, o que quisesse.

Quais são algumas das suas referências favoritas da cultura pop atual?
Acabei de terminar a última temporada de Black Mirror, que é uma série fantástica. Além disso, um dos meus livros favoritos, Altered Carbon, acabou de ser adaptado em uma minissérie da Netflix. Mas gosto um pouco de tudo, assisto a vários filmes que estão em cartaz — no momento estou lendo vários quadrinhos do Pantera Negra para me preparar para assistir ao filme do herói.

O filme é ótimo, acho que você vai gostar.
Estou torcendo para isso. [Risos]

Tye Sheridan como Wade, protagonista do filme Jogador Número 1 (Foto: Divulgação)

Voltando ao Jogador Número 1, o que os fãs do livro podem esperar do filme?
Acho que se eles já gostarem do livro e estiverem com a cabeça aberta, sem esperar ver todo e qualquer detalhe da narrativa na tela, terão uma surpresa bem positiva. O filme tem cerca de duas horas, bem mais curto do que a leitura do livro, mas a experiência parece uma montanha-russa: tive que assistir uma segunda vez porque não conseguia parar de pensar nele. Parece um dos filmes que eu amava tanto na década de 1980, como De Volta para o Futuro, ET – O Extraterrestre e Jurassic Park, o tipo de história que te leva em uma jornada.

O resultado final é parecido com o que você imaginou?
É uma visão diferente. Quando estava escrevendo o livro nem imaginava que poderia ser adaptado para os cinemas, principalmente por conta dos vários elementos da cultura pop que inclui nele. Não cheguei a pensar na narrativa como um filme, e sim como uma jornada guiada pelo leitor. Isso que é legal de escrever um livro: cada leitor interpreta a história de um jeito de acordo com suas experiências e conhecimento. Não tem como fazer uma adaptação que seja fiel à interpretação que cada um faz do livro, então o filme de Jogador Número 1 é uma versão condensada da história, com o mesmo espírito de aventura e diversão da fonte.

Suma divulga capa de A Incendiária, novo volume da Biblioteca Stephen King

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Editora presentei os fãs com um dos livros mais aguardados. Vendas começam em março

Fernando Rhenius, no Vavel

A editora Suma publicou nas redes sociais nesta terça-feira, 23, a capa de A Incendiária, quarto volume da Biblioteca Stephen King, coleção que resgata obras inéditas ou esgotadas do autor no Brasil.

(Foto: Divulgação)

Publicado pela primeira vez em 1980, a história se passa em cima de Andy McGee, sua esposa Vicky que passaram por experiências quando jovens. Da união do casal nasceu Charlene. “Charlie” acaba adquirindo o poder de atear fogo em tudo e em todos, o que acaba trazendo mais problemas do que benefícios.

Por conta disso, acaba chamando a atenção de uma sociedade secreta intitulada “Oficina” que usa humanos que tenham algum poder. Tentando salvar a filha, Andy passa pelas mais diversas situações. O livro chega as livrarias em março.

O livro ganhou uma adaptação para o cinema em 1984.

5 coisas que você não sabia sobre Game of Thrones

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GoT

Curiosidades que a grande maioria dos fãs da série nunca ouviram falar.

J. Bittencout no, Blasting News

Game of Thrones estreou em 2011. Hoje com 7 temporadas, a série [VIDEO] faz um imenso sucesso no mundo. A série é considerada única e possui uma superprodução que faz jus ao sucesso de Game of Thrones.

O último episódio lançado foi em agosto de 2017 e a nova temporada está prevista apenas para 2019, sem data oficial ainda. Enquanto isso os fãs anseiam pelos novos episódios, esperando fielmente a nova temporada. Enquanto isso, separamos algumas curiosidades sobre a série que você, fã de GoT pode achar interessante. Confira:

1 – Antes de Jack Gleeson, outro ator estava sendo cotado para Joffrey

Jack Gleeson (Joffrey) recebeu uma carta do autor George R.

R. Martin depois que o programa foi exibido, afirmando: “Parabéns pela sua maravilhosa performance. Todos os odeiam!”. Depois a mesma carta foi copiada e enviada para D.B. Weiss (criador da série), que teve uma conversa muito longa com George R. R. Martin em 2008 (quando o piloto da série estava sendo desenvolvido) sobre quem deveria desempenhar o papel de Joffrey Baratheon. D.B. Weiss insistiu em um ator da América do Sul chamado Alan Miller, que era um pouco mais relevante do que Gleeson em 2008. Weiss tinha visto alguns filmes de Goulart das décadas de 1990 e 2000, então ele estava sentindo que era o momento certo para lançá-lo para um série de TV internacional, como em 2008, Alan Miller já era muito experiente em filmes internacionais (no entanto, a maioria eram filmes independentes).

Então, a carta de George R. R. Martin a Jack Gleeson também era uma maneira suave de afirmar que a decisão de Martin para o papel tinha sido uma boa decisão, afinal.

2 – Diferença dos livros para a série

Maester Aemon Targaryen, da Patrulha da Noite, revela-se cego nos livros. Ele foi interpretado por Peter Vaughan, que era parcialmente cego.

3 – Daenerys e o sangue

Emilia Clarke (#Daenerys Targaryen) foi mergulhada em tanto sangue falso durante a cena do coração do cavalo na 1ª temporada, que ficou presa ao assento do banheiro durante uma pausa.

4 – Difícil juntar todo mundo

Os personagens nunca apareceram todos juntos num episódio. Somente três personagens apareceram em todos os episódios de uma determinada temporada durante o formato original de dez episódios: Cersei e Joffrey apareceram em todos os episódios da primeira temporada, e #Tyrion apareceu em todos os episódios da segunda e quinta temporadas. Tyrion, Daenerys, Jon, Littlefinger, Davos e Sansa apareceram em todos os episódios da sétima temporada, que foi abreviada.

5 – Lena Headey foi indicação de Peter Dinklage

Peter Dinklage (Tyrion Lannister [VIDEO]) e Lena Headey (Cersei Lannister) são amigos há anos, antes mesmo da série, tendo trabalhado anteriormente em Ultra (2006) e A Morte de Pete Smalls (2010). Foi no set do último que Dinklage leu o piloto e, posteriormente, recomendou Headey a David Benioff e D.B. Weiss.

E você, já sabia dessas curiosidades?

Harry Potter | Fãs criaram um curta mostrando a história de Tiago Potter e Snape

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Tayná Garcia, no Jovem Nerd

Com o fim da saga principal de livros e filmes, os fãs de Harry Potter sempre são gratos por algum material especial ou algo do tipo. E agora muitos deles podem ficar felizes porque alguns fãs tiveram a ideia de criar um curta mostrando o grupo de Tiago Potter, chamado Os Marotos, e sua relação com Severo Snape – e acredite, ficou incrível!

O curta, que você pode assistir logo acima, foi intitulado “Severus Snape and the Marauders” e começa primeiro mostrando Snape sozinho e depois corta para uma longa conversa de Tiago com seus amigos – Remo Lupin, Sirius Black e Pedro Pettigrew. Logo, ocorre a interação do grupo com o adolescente solitário e vemos um lado deles que provavelmente não queríamos que fosse verdade.

Com direito até a uma aparição de Lílian Potter, o vídeo impressiona com seus detalhes, boas atuações para apenas fãs e até efeitos convincentes dos feitiços – como desaparatar.

Aviso: assista até o final para um duelo épico e a aparição de um personagem que não deve ser nomeado!

‘Booktubers’ incentivam hábitos de leitura a jovens em encontro na Feira do Livro de Porto Alegre

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Evento na Feira do Livro de Porto Alegre promoveu o encontro entre criadores de canais de Youtube e seus seguidores, pelo segundo ano consecutivo (Foto: Luiz Ventura/CRL 2017)

Evento na Feira do Livro de Porto Alegre promoveu o encontro entre criadores de canais de Youtube e seus seguidores, pelo segundo ano consecutivo (Foto: Luiz Ventura/CRL 2017)

 

Evento reuniu booktubers, como são conhecidos os criadores de canais de leitura na internet, e seus fãs no último sábado (18).

Publicado no G1

Cada vez mais populares na internet, os canais de literatura servem como ponte entre os jovens e a leitura. Em frente a uma câmera, falando francamente sobre um livro, com contexto e explicações, estes criadores, que já têm até um nome próprio, “booktubers”, angariam seguidores e ajudam a disseminar o hábito de ler, especialmente entre os jovens.

Se muitos dizem que a internet roubou o tempo de leitura entre os mais novos, estes canais oferecem uma outra visão: na verdade, a internet está conquistando cada vez mais leitores.

Os booktubers ganharam um espaço na programação da Feira do Livro de Porto Alegre, que chega ao fim neste domingo (19). A segunda edição do Encontro de Influenciadores Literários e Seguidores contou com os booktubers Pam Gonçalves, de Tubarão (SC), e Vitor Martins, de São Paulo, para encontrar seus seguidores. O evento foi organizado pelos booktubers gaúchos Tamirez Santos e Carlos Eduardo Barzotto.

Vitor acredita na capacidade da internet de transformar os crianças e adolescentes em bons leitores. “Muitos vieram me falar: ‘faz muito tempo que eu não lia um livro, e o jeito que você falou me convenceu e eu li depois de muito tempo”, explica ele, que têm o canal que leva o seu nome desde janeiro de 2015.

Isso porque os canais possibilitam uma experiência coletiva de leitura, que costuma ser uma experiência solitária. “Existe uma relação de comunidade. Nos comentários, por exemplo, as pessoas recomendam outros livros, fazemos maratonas de leitura, eventos, encontros e clubes”, explica ele. Com companhia, os jovens se sentem mais incentivados a ler.

Pam concorda. Criadora de um canal desde 2015, ela acredita que esse tipo de veículo ajuda os adolescentes a se sentirem incluídos na discussão, e encontram pessoas como ideias e gostos parecidos.

“Os canais de literatura são grandes clubes do livro que não têm barreiras de distância. Não acho que um dia vai virar conteúdo do grande público, já que não é de interesse da maior parte da população, mas facilita a discussão entre muitas pessoas a partir de uma atividade que é solitária”.

Menos internet e mais literatura?

“A internet ‘tira’ o tempo não só dos jovens, mas de todos. O jovem tem conexão maior com a internet, mas se você parar para pensar, mas até na internet, a leitura tá sempre presente”, é o que acredita Vitor.

Para o booktuber, assistir aos canais é só o início. São várias as situações que podem puxar o jovem para a leitura. “Envolve sistemas de educação, incentivo de leitura nas escolas, em casa”, resume.

“Eu acho que é uma rede muito grande envovida para que o jovem saia da internet e vá ler um livro. Mas eu acho que é uma missão que tem tudo pra dar certo, na verdade já está dando certo”, afirma.

No papel de mediador, Vitor aposta neste público. “Busco falar a língua do jovem, procurar assuntos em que eles tão interessados, ler livros que eles possam se interessar para comentar no canal”, resume ele.

Pam, por sua vez, lembra que os livros podem ainda aproximar os jovens leitores de assuntos importantes, inspirar questionamentos e provocar novas ideias.

“Livros YA (sigla para young adults, categoria de livros para adolescentes e jovens adultos) tratam de violência, relacionamento abusivo, questões de família e adaptação. Diversos assuntos, considerados tabus ou não, que podem ser tratados em sala de aula, usando livros como exemplo e discutindo as ideias apresentadas pelo booktuber em um vídeo”, aponta.

Quatro livros jovens entre os mais vendidos

O mercado literário está atento à popularidade dos canais de Youtube e suas possibilidades: tanto Pam quanto Vitor já publicaram seus livros para o público jovem.

A oferta de títulos para adolescentes é diversa, como lembra Vitor. “Temos diversos subgêneros: fantasia, ficção científica, mistério policial, realismo mágico. Tem muito lugar para o jovem se encaixar e encontrar o livro que goste de ler”, afirma ele.

Inclusive os livros dos próprios youtubers. Seja de um canal literário ou de outros tipos de criadores, o número de títulos assinados por estrelas da internet só cresce. Para Vitor, esse tipo de leitura é benéfica, já que pode representar a porta de entrada para a consolidação do hábito.

Dos 20 livros mais vendidos da última semana, compilados pelo site especializado Publishnews, quatro são voltados ao público adolescente. Um deles, inclusive, ocupa o segundo lugar. É o “Diário de um Banana: apertem os cintos”, sucesso de Jeff Kinney.

Em sétimo lugar, está o livro do youtuber Felipe Neto, escrito por ele mesmo. Duas posições abaixo, o nono lugar é ocupado pelo lançamento “Tartatugas até lá embaixo”, de John Green, autor de “A culpa é das Estrelas”. Ainda integra a lista o livro “Estopinha”, a cachorrinha de Alexandre Rossi que também faz sucesso na internet voltado para os jovens, o 18º livro mais vendido da semana.

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