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Venda de livro sobre Jesus dispara depois da ‘entrevista mais constrangedora já feita’

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Publicado na Folha de S.Paulo

A conversa entre o historiador Reza Aslan, autor de “Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth” (Zelote: a vida e a época de Jesus de Nazaré) e a âncora da Fox News Laura Green ganhou o título de a entrevista mais constrangedora de todos os tempos. E fez as vendas do livros aumentarem 35% em dois dias.

Na entrevista de quase dez minutos, que foi ao ar na última sexta-feira (26), a âncora passa o tempo todo questionando o fato de o autor ser muçulmano e que direito ele teria, por causa de sua fé religiosa, de escrever um livro sobre o fundador do cristianismo.

Reza Aslan nasceu no Irã e se mudou para os Estados Unidos ainda criança, com a família. Estudioso de religiões e professor de escrita criativa da Universidade da California, graduou-se nas universidades Santa Clara, Harvard e Universidade de Iowa.

O autor tentou responder, em vão, que escreveu o livro como acadêmico que é, com várias especializações m história das religiões (incluindo uma em Novo Testamento), fluente em grego antigo e estudioso das origens do cristianismo há 20 anos.

No dia seguinte, o debate começou a circular nas redes sociais, quando o site Buzzfeed postou o vídeo com o título: “É esta a entrevista mais constrangedora que a Fox News já fez?”.

A página da Buzzfeed já teve quase 5 milhões de acessos. O Twitter de Reza Aslan ganhou 5.000 novos seguidores. E a Random House, editora do livro, já encomendou, na segunda (30), mais 50 mil cópias da edição, para dar conta do aumento das vendas.

Agora com 150 mil exemplares no mercado, o livro também subiu para o topo da lista de mais vendidas no site da Amazon, e continua em primeiro lugar nesta terça (31).

O constrangimento da entrevista transformou-se em entusiasmo. Como disse Reza Aslan ao jornal “New York Times”: “É o tipo de publicidade que ninguém pode comprar”.

dica do Tércio Ribas Torres

Exemplares da Magna Carta serão reunidos pela primeira vez após oito séculos

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Publicado no jornal Hardmusica

Os quatro exemplares remanescentes da Magna Carta, documento britânico que definiu em lei pela primeira vez os limites dos poderes governamentais, serão reunidos em 2015, num fato inédito que marcará os 800 anos da Constituição inglesa.

A Biblioteca Britânica referiu no dia 15 de Julho que os quatro documentos, atualmente em poder da Catedral de Lincoln, Catedral de Salisbury e Biblioteca Britânica (duas cópias), serão reunidos na biblioteca londrina para uma exposição de quatro dias, conforme refere a Reuters.

Originalmente publicada em 1215, a Magna Carta foi uma tentativa do rei João para aplacar os poderosos barões ingleses que estavam insatisfeitos com os impostos e com a política externa do reino.

Escrita em latim sobre pergaminho de couro de ovelha, a carta limitava os poderes do rei, até então arbitrários, ao declarar pela primeira vez que a realeza inglesa estava submetida à lei.

Dos 63 artigos da carta, só três permanecem em vigor – um para proteger as liberdades da Igreja inglesa, outro que confirma privilégios da cidade de Londres, e o mais famoso, que fala das liberdades civis e das garantias de julgamento conforme a lei.

O texto tornou-se a base da lei comum no sistema inglês, e continua sendo um pilar importante da Constituição não-escrita da Grã-Bretanha no que diz respeito aos direitos civis.

Os seus princípios também ecoam na Constituição dos Estados Unidos e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“(A Magna Carta) é venerada em todo o mundo como ponto de partida para o governo sob a lei”, disse em nota Claire Breay, curadora-chefe de manuscritos medievais e anteriores na Biblioteca Britânica.

Alunos promovem ‘clube de luta’ em banheiro de colégio de Goiânia

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Dos 15 envolvidos, seis foram expulsos e 9, punidos; professor foi demitido.
Estudantes deram nome ao combate de ‘UFB’ em uma alusão ao UFC.

Publicado por G1

1Alunos do 2º ano do ensino médio que estudam no Colégio WR, um dos mais tradicionais de Goiânia , foram filmados participando de um ‘clube de lutas’ dentro do banheiro masculino da unidade. Depois de ver as imagens, a direção do colégio decidiu punir os 15 estudantes envolvidos. Seis deles, que já haviam sofrido alguma advertência na instituição, foram expulsos. Os outros nove foram suspensos por três dias. Um professor de física acabou demitido. Segundo a escola, ele sabia das lutas, mas não avisou a direção.

Os próprios estudantes nomearam as brigas como UFB, em alusão ao campeonato de lutas UFC. A letra B significaria “banheiro”, onde o fato acontecia. Segundo o diretor da escola, Rubens Ribeiro Guimarães, popularmente conhecido como Rubão, os combates aconteciam há mais de um ano e só foram descobertos porque um aluno ficou sabendo do ocorrido e avisou a coordenação.

Vídeo
Os participantes do UFB tinham de obedecer regras. No vídeo é possível ouvir um aluno dizer “na cabeça não”. Um adolescente que não aparece nas imagens também pode para o tempo ser respeitado: “Já deu 1 minuto”.

Durante a briga, um dos adolescentes que assistia pede silêncio. Os estudantes não podiam fazer barulho ou deixar hematomas para a prática não ser descoberta.

“O colégio tinha que dar um exemplo à altura. Eles não respeitaram ninguém, estavam brincando com a saúde deles. Se não fosse tomada uma posição, ia parecer incentivo. Isso é uma coisa séria. Aconteceu a 20 metros da minha sala. Sempre tem alguém mais esperto que a gente”, afirmou Rubão, conhecido na área educacional de Goiânia por impor disciplina rígida aos alunos. O Colégio WR obteve a melhor nota por escola do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado 2011.

O diretor afirmou que todos os envolvidos tiveram o direito de se defender e foram ouvidos pelo conselho de classe da instituição. Mas ficou definido que todos tiveram uma conduta gravíssima e, por isso, receberam punição.

Sobre a demissão do professor, o diretor disse que ficou espantado com a atitude dele, de não informar à direção o que estava acontecendo. Para Rubão, algum aluno poderia se machucar gravemente ou até mesmo ficar com sequelas.

“Ele não incentivava, apenas sabia. Uma mãe nos falou que o filho dela, um desses que foi punido, começou a lutar e que o professor estava sabendo. Ela disse que como o professor tinha um carisma muito grande com os alunos, achou aquilo normal”, explicou.

Estudantes lutavam na hora do intervalo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Estudantes lutavam na hora do intervalo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Colegas assistiam às lutas e gravavam com celulares (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Colegas assistiam às lutas e gravavam com celulares (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Idealizadora da Flip confirma próxima edição para agosto de 2014

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Liz Calder fez declaração durante última mesa do evento, no domingo.
Este ano ficou marcado pelo tema protestos e três cancelamentos de autores.

Publicado no G1

 

No último dia da  11ª Flip, público recebe cachaça gratuita em mesa montada atrás da Tenda dos Autores (Foto: Cauê Muraro/G1)

Logo após o encerramento da 11ª Flip, público recebe cachaça gratuita em mesa montada atrás da Tenda dos Autores (Foto: Cauê Muraro/G1)

Liz Calder, idealizadora da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), confirmou que a próxima edição do evento acontecerá em agosto de 2014 – normalmente acontece em julho. Ela fez o anúncio durante o encerramento da 11ª Flip, na “Mesa de cabeceira”. O diretor-geral Mauro Munhoz já havia falado durante coletiva na tarde deste domingo que a 12ª Flip provavelmente seria adiada para agosto por conta da Copa do Mundo.

O evento chegou ao final na noite deste domingo (7), comemorando o fato de ter sido “tão harmônica e tranquila nesse momento de manifestações”, declarou o diretor-geral Mauro Munhoz durante entrevista coletiva. No entanto, os protestos foram o centro das atenções neste ano, cuja programação ganhou três mesas somente sobre a situação atual política brasileira, com muita participação da plateia. Além disso, o assunto foi abordado em meio a outros debates literários e os próprios paratienses organizaram suas reinvidicações.

Outra questão da 11ª Flip foi a desistência de três autores estrangeiros: o francês Michel Houellebecq e o norueguês Karl Ove Knausgård, por “problemas pessoais”, e o egípcio-palestino Tamim al-Barghouti, por “extravio de passaporte”. “Os cancelamentos são muito chatos e não tem como controlar. Tentamos manter contato regular com o autor para ter certeza de que ele não mudou de ideia, mas, quando acontece em cima da hora, não tem o que dizer além de insistir e contornar. Mas encontramos boas substituições. Fiquei feliz que o T.J. Clark topou fazer uma aparição extra”, contou.

Por conta disso, o curador Miguel Conde afirmou não ter tido tempo de pensar na próxima edição. “Ainda não temos um autor homenageado escolhido para o ano que vem. Essas semanas foram corridas e ainda está em aberto. Pensamos em vários nomes, mas isso vai ter de ser conversado”, declarou. Munhoz disse que Mario de Andrade, Lima Barreto, Rubem Braga ou “talvez alguma mulher” sejam as possibilidades.

O evento homenageou o romancista alagoano Graciliano Ramos, o que o curador considerou “adequado para este momento político”. “Nos outros anos tivemos Gilberto Freyre e Nelson Rodrigues, mas o Graciliano não é apenas um escritor que teve uma atuação de militância, mas cuja obra se define com essa preocupação. É um escritor que pensa as implicações do seu próprio lugar como intelectual no Brasil”, disse.

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A menina que roubava livros chega aos cinemas em 2014

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Andreia Santana no Cine in Blog

Sophie Nélisse viverá Liesel. Enquanto Emily Watson e Geoffrey Rush serão o casal que adota a menina

A adaptação do livro de Markus  Zusak, A menina que roubava livros, finalmente chegará aos cinemas em janeiro de 2014. As filmagens já estão acontecendo e o elenco traz gente da categoria de Geoffrey Rush (Piratas do Caribe, O Discurso do Rei) e Emily Watson (Anna Karenina). Quem viverá a protagonista Liesel Meminger é a atriz franco-canadense Sophie Nélisse e a direção do longa é de Brian Percival (Downton Abbey). As informações são do site IMDb.

O projeto de adaptar A menina que roubava livros é antigo, a obra é de 2008 e em 2009, quando foi lançada aqui no Brasil, sites como o Movie Database já especulavam que Dakota Fanning estava cotada para viver Liesel. O projeto, no entanto, demorou de sair do papel e Dakota ficou adulta demais para o papel da garotinha.

A menina que roubava livros foi inspirado nas histórias que a avó e a mãe do australiano de origem alemã Markus Zusak contavam da vida cotidiana na Alemanha durante a vigência do III Reich. Narra a vida de Liesel Meminger, uma garota analfabeta e magricela que perde a família e vai morar com um pintor de paredes e uma dona-de-casa, na cidadezinha de Molching, nos arredores de Munique.

A história de Liesel é contada pela Morte, essa mesma, a ceifadora, que impressionada com o fato da menina sobreviver à fome e todo tipo de misérias em um país em guerra, resolve contar aos mundo sobre essa criatura peculiar que não sabe ler, mas tem obsessão por livros. 

A saga de Liesel começa com a morte do irmão caçula, de tuberculose e desnutrição. Durante o enterro do garoto, ela rouba seu primeiro livro, O Manual do Coveiro. A partir daí, as aventuras e desventuras da menina são narradas pela Morte, ao mesmo tempo em que Markus Zusak traça um panorama preciso do cotidiano dos alemães pobres durante a II Guerra, que eram, por exemplo, obrigados a se filiar ao partido Nazista ou não conseguiriam empregos para sustentar suas famílias. O autor mostra ainda o drama dos pais que perdiam seus filhos no front, pois alistar-se também era obrigação.

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