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5 tipos de livros que aumentam a inteligência

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Quer ser uma pessoa mais inteligente? Que tal fazer isso mudando os próximos títulos da sua lista de leitura? Confira 5 categorias que podem torná-lo alguém mais inteligente

Publicado no Universia Brasil

tipos-livros-aumentam-inteligencia-noticiasA leitura pode ter várias finalidades, como a informação, a inspiração, etc. Seja qual for o objetivo com ela, você acaba desenvolvendo a sua mente de alguma maneira. Existem certos tipos de leitura capazes de desenvolver de maneira mais plena a sua inteligência. Portanto, é fundamental dedicar seu tempo aos livros que cultivem a sua inteligência e sabedoria. Mas, como saber se você está escolhendo os livros certos? Confira uma lista com 5 categorias que aumentam a sua inteligência:

1. Ciências

A categoria não inclui apenas os livros científicos, mas todos aqueles que melhoram o nosso conhecimento sobre o mundo “natural”, como estudos sobre a sociedade, etc. O valor desses livros não vem das teorias que eles provam (ou questionam), mas do desenvolvimento da curiosidade que eles despertam, bem como os métodos de aprendizado. Os livros científicos podem ensinar a conduzir uma investigação, confiar na sua intuição e validar temas a partir de evidências.

2. Filosofia

Assim como a ciência, a filosofia cresce a partir do pensamento crítico. Ao contrário das ciências, que nos ajudam a entender o mundo exterior, a filosofia é voltada para dentro, facilitando o processo de entender a si mesmo. A filosofia vai melhorar o seu entendimento das necessidades e desejos humanos, além de aumentar o seu conhecimento sobre as principais prerrogativas do comportamento humano.

3. Ficções científicas

O fato de um livro não ser baseado em uma história real não diminui o seu valor de ensinamentos. Os melhores trabalhos de ficção contêm mais verdade que muitos outros gêneros literários, pois permitem ao seu leitor uma experiência com novas realidades. As ficções criam experiências que elevam o nível de consciência e lidam com questões como a filosofia, a psicologia e até mesmo a história. Lendo ficções você pode desenvolver a sua linguagem e se tornar um melhor escritor, pensador e orador.

4. História

A história pode parecer bastante entediante a princípio, como todos aqueles nomes e datas distantes. Contudo, a história pode ser bastante estimulante se discutida da maneira correta. Ao invés de longos textos explicativos, por exemplo, é possível encarar os fatos como grandes anedotas, cheia de personagens complexos e ideias inovadoras para a época. Aprendendo o passado você se torna mais capaz de interpretar os fatos do seu tempo e consegue reconhecer, inclusive, as heranças deixadas por outras épocas.

5. Poesia

A leitura de grandes poesias produz um sentimento de admiração e reverência com relação ao poder das palavras. Ela aguça suas competências linguísticas e ajuda a desenvolver a sua eloquência. Além disso, você desenvolve o seu vocabulário e compreende melhor o significado das palavras.

Aos 80 anos, escritor Philip Roth se revela em documentário e exposição de fotos

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Author Philip Roth no seu apartamento de Manhattan durante a filmagem de "Philip Roth: Unmasked", dos diretores William Karel e Livia Manera (de costas) (foto: François Reumont/Divulgação)

Author Philip Roth no seu apartamento de Manhattan durante a filmagem de “Philip Roth: Unmasked”, dos diretores William Karel e Livia Manera (de costas) (foto: François Reumont/Divulgação)

Francisco Quinteiro Pires, na Folha de S.Paulo

O escritor americano Philip Roth diz ter “duas grandes calamidades para enfrentar”, enquanto lida com as exigências da velhice. Uma é a sua morte. A outra, a sua biografia. “Vamos esperar que a primeira chegue primeiro.”

A afirmação jocosa é feita na abertura de “Philip Roth: Unmasked”, documentário dirigido por Livia Manera e William Karel.

Em conjunto com uma exposição de fotografias do ficcionista e uma conferência da The Philip Roth Society -centro de estudos sobre o autor-, o filme marca o seu aniversário de 80 anos, a ser comemorado na próxima terça.

Embora tenha cultivado por décadas um comportamento reservado, Roth decidiu expor detalhes da sua vida pessoal. Ele explica que é melhor fazê-lo agora, pois ainda pode exercer certo controle sobre a sua história.

Pelo mesmo motivo, Roth começou a colaborar com Blake Bailey, designado no ano passado para ser o autor da sua biografia autorizada.

“Nos últimos anos Roth tem se mostrado mais confortável com o fato de ser uma celebridade literária”, diz Aimee Pozorski, presidente da The Philip Roth Society. “Ele se cerca de amigos confiáveis e isso o acalma quando está sob escrutínio do público.”

A fama de Roth teve início em 1969, quando publicou “O Complexo de Portnoy”. Além de acusado de antissemita, ele foi associado ao protagonista Alexander Portnoy, causador de escândalo por falar abertamente de sexo.

À época, era comum o escritor sair à rua e ser chamado de Portnoy. A partir dali Roth seria confundido com os seus personagens –como o protagonista do romance “Homem Comum”, um dos retratos cortantes sobre a velhice criados pelo autor.

Criador de uma ficção de conteúdo autobiográfico, ele é hoje considerado o maior escritor americano vivo.

“Philip Roth: Unmasked” resulta de quase 15 horas de entrevistas feitas por Manera entre 2010 e 2012.

Além de amigos de infância do autor, dão depoimentos no documentário a atriz Mia Farrow, os escritores Jonathan Franzen, Nicole Krauss e Nathan Englander.

O filme será exibido pelo canal americano PBS no dia 29 deste mês e será lançado em DVD a partir de abril.

Roth revela ter cinco pessoas de confiança para quem envia os manuscritos dos seus livros. “Elas dizem as suas impressões num gravador e depois, sozinho, eu as transcrevo”, explica o escritor.

Ele avalia essas opiniões e faz as revisões de pé, debruçado sobre uma mesa alta. “Estar de pé”, ele conta, “libera a imaginação”.

Cresce número de estrangeiros em programa de intercâmbio da USP

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J. R. Penteado/UOL

O francês Olivier Dhavid, há um ano e meio na USP, faz estágio e pensa ficar para o mestrado / J. R. Penteado/UOL

J. R. Penteado, no UOL

Fruto do aumento da importância do Brasil no cenário internacional ou da crise nos países desenvolvidos, o fato é que o número de alunos estrangeiros estudando na mais renomada universidade do país, a USP (Universidade de São Paulo), tem crescido de forma constante nos últimos quatro anos.

Em 2009, eram 690 os estudantes que faziam intercâmbio na universidade. Em 2012, esse número saltou para 1088. Neste ano, o ritmo se acelerou e agora são 1427, um aumento de 31% em relação ao ano passado. O balanço, no entanto, é provisório, pois as matrículas ainda estão em andamento e a universidade costuma receber mais estudantes no segundo semestre.

No mesmo período, a quantidade de estudantes brasileiros da USP enviados ao exterior teve um crescimento parecido: eram 926 em 2009 e 1200 no ano passado.

De acordo com a VRERI (Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais) da USP, o crescimento levou a reitoria a orientar que todas as unidades da universidade criassem escritórios próprios de relações internacionais para mediar os intercâmbios com instituições estrangeiras.

Segundo a USP, além do aumento do interesse pelo país, outro fator que contribuiu para o maior fluxo de intercambistas foi o fato de universidades mais tradicionais, como as dos Estados Unidos e do Reino Unido, terem ficado mais caras. Também pesou o aumento no número de convênios fechados entre as unidades da USP com universidades estrangeiras e a boa colocação da universidade nos rankings que medem a qualidade de instituições universitárias no mundo. No ano passado, a USP ficou em primeiro lugar em uma lista das melhores universidades da América Latina.

Gringos
O estudante Jarryns Cabezas, 22, veio de Lima, no Peru, onde fazia curso de Produção, Qualidade e Marketing na PUC (Pontifícia Universidade Católica) local. Chegou a São Paulo no dia 15 de fevereiro e diz pretender ficar entre 6 a 7 meses, assistindo aulas na Escola Politécnica. “A USP é uma universidade importante, com um reconhecimento mundial. É a primeira no ranking do continente. Amigos que estudaram aqui antes me recomendaram”, disse, justificando a sua escolha pela USP. Sobre a estadia no Brasil, ele contou ter boas expectativas. “Espero aprender muito, f­azer amigos, e viver as diferenças culturais.”

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A posição da USP como a melhor universidade da América Latina atraiu a chilena Gabriela Morales, 23, que veio com o namorado, Augustín Benavides

Luis Duarte, 23, veio de Portugal, onde estudava Engenharia Informática na Universidade da Madeira. “Queria fazer intercâmbio em um lugar mais longe possível das minhas origens. Resolvi então vir para o Brasil, e para a USP, que é bastante reconhecida mundialmente.” Duarte também falou que planeja um tempo de estadia entre 6 a 7 meses. “Quero fazer quatro matérias e depois tirar um tempo para conhecer o país.”

A chilena Gabriela Morales, 23, veio da Universidade de Valparaíso, no Chile, onde fazia Engenharia de Produção. Ela não chegou sozinha – está acompanhada de seu namorado, Agustín Benavides, que também faz intercâmbio. Gabriela é outra que menciona o bom posicionamento da USP no ranking de universidades. “A USP é a primeira da América Latina e isso contou muito. Também tenho amigos que estiveram aqui no ano passado e que me recomendaram. Disseram que as aulas e os professores eram muito bons.” As recomendações, porém, não se restringiram somente à natureza acadêmica da instituição. “Contaram para nós que aqui tem festas toda quinta, sexta e sábado. Estamos esperando para ver.”

O francês Olivier Dhavid veio da cidade de Lille, na França, mas há mais tempo – está na USP há um ano e meio. Lá, estudava engenharia na universidade Centrale Nantes. “Vim porque é a melhor universidade da América Latina e também para poder aprender outra língua”, revela. O fato de o Brasil viver um crescimento econômico também foi um atrativo. “Aqui faço estágio em uma pequena empresa que faz túneis, e projetos na área de engenharia civil não faltam. Isso se deve ao bom desenvolvimento do país”. Apesar de criticar um pouco a “desorganização” local, Olivier diz que gosta da sociabilidade dos brasileiros, e pensa até em estender sua estadia, que inicialmente seria até julho deste ano. “Gosto muito da universidade, os professores são muito bons. Tenho até pensado em fazer mestrado e doutorado por aqui”, conta.

Boas vindas
Para recepcionar e auxiliar os intercambistas de outros países que chegam à Poli, alguns estudantes criaram o Escritório Politécnico Internacional, conhecido como “iPoli”. “Nosso papel é o de receber os alunos estrangeiros, auxiliar com documentos, dar informações e até ajudar a inseri-los socialmente. Fazemos coisas como buscar no aeroporto e organizar passeios pelo centro da cidade”, conta Giulia Avallone, 18, uma das integrantes do iPoli. A entidade também assiste os estudantes brasileiros que queiram estudar no exterior. “Agora mesmo estamos organizando uma semana de palestras, onde vamos explicar aos alunos que queiram estudar fora quais os procedimentos que eles devem tomar”, revela.

Veja como evitar gafes no cotidiano de outros países aqui.

Bloco pernambucano “Cansei de Ser Profunda” satiriza escritora Clarice Lispector

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Estandarte do bloco Cansei de ser Profunda nas ruas de Olinda

Estandarte do bloco Cansei de ser Profunda nas ruas de Olinda

James Cimino, no UOL

Cansada do uso vulgar de suas citações literárias nas redes sociais, quem apareceu no Carnaval de Olinda foi a escritora Clarice Lispector. Homenageada e satirizada pelo bloco Cansei de Ser Profunda, dizem seus integrantes que a agremiação surgiu de um depoimento de Clarice em seu leito de morte.

E como no Carnaval o que vale mais é a versão e menos o fato, uma das folionas, que se diz sobrinha de segundo grau de Clarice, explica o nascimento do bloco.

“É uma história muito longa. Mas aconteceu na casa onde Clarice passou sua infância, na praça Maciel Pinheiro. Ela, já cansada, volta ao Recife. Ao se deparar com a degradação da praça, reuniu a família toda, em seu leito de morte, me chamou ao pé do ouvido e disse: ‘Cansei de ser profunda’. E ali mesmo expirou e morreu”, conta a suposta sobrinha Eunice “Lispector”.

Outro rapaz, que segurava o estandarte do bloco, continuou a história: “Vadinho”, 24 anos, disse que escolheu seu nome em referência ao personagem do livro “Dona Flor e seus dois Maridos” e que resolveu trazer Clarice para a folia para que ela visse que ainda tem coisa boa no mundo.

O nome do bloco gerou confusão na cabeça de uma moça igualmente confusa (ou avariada, usando a gíria local) que pulava o Carnaval nas ladeiras do Centro Histórico de Olinda. “Ela passou, leu o nome do bloco na camiseta e disse: ‘Também me cansei de ser professora. Agora quero é ser rapariga!”

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