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Posts tagged faturamento

Mesmo com a crise de Saraiva e Cultura, mercado livreiro vê faturamento crescer

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Livraria no Rio | Guito Moreto

Ancelmo Gois, em O Globo

Passada a tormenta

Mesmo com a crise das duas maiores redes de livrarias do Brasil, Saraiva e Cultura/Fnac, que atrasam pagamentos às editoras, o mercado livreiro vai muito bem, obrigado. Em abril, o crescimento foi de 13,95% no faturamento, em relação ao mesmo mês de 2017, passando de R$ 121,9 milhões para R$ 139,9 milhões.

No acumulado do ano, houve aumento de 14,22% em faturamento. Os dados são de pesquisa inédita do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Público jovem cresce e Bienal do Livro bate recorde

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Saldões de livros atraíram jovens e potencializaram as vendas - Leo Martins

Saldões de livros atraíram jovens e potencializaram as vendas – Leo Martins

Projeção de 680 mil visitantes supera os números da última edição, mas faturamento de editoras cai

Bolívar Torres, em O Globo

RIO — Se a projeção dos organizadores se confirmar, 680 mil pessoas terão circulado pelo Riocentro nos 11 dias da 18ª Bienal do Livro do Rio — um novo recorde de público, superando os 677 mil da última edição, em 2015. Encerrado na noite deste domingo, o evento superou a expectativa do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (Snel) e da Fagga, responsáveis por sua realização. Em tempos de crise econômica, os jovens puxaram os números para cima, com um aumento significativo do público entre 15 e 19 anos (33% contra 18% em 2015). Sinal de que a aposta do evento nesse segmento, que incluiu uma nova arena de 400 lugares (quatro vezes maior do que a da edição anterior) só com autores e atrações infantojuvenis, foi bem-sucedida.

— É uma aposta que estamos fazendo há 10 anos, acompanhando o mercado — diz Tatiana Zaccaro, diretora da Fagga, notando que 24% do público compareceu no evento pela primeira vez.

Uma pesquisa parcial com os visitantes mostrou que as vendas de livros foram similares às do ano passado (6,6 unidades por pessoa). O preço médio, porém, diminuiu de R$ 26,94 para R$ 25,18. O reflexo foi sentido por algumas editoras, como a Record, que viu o faturamento cair nessa edição. Diretor da Sextante, Marcos da Veiga Pereira diz que, em função do boom dos livros de colorir da edição passada que não se repetiu esse ano, houve uma queda de 15% do faturamento de sua editora. O resultado, porém, “já era previsto”, afirma Pereira, que também é presidente do Snel. Ele celebrou, no entanto, a maior presença de autores nacionais, que movimentaram público nos estandes e nas atividades.

— Apostamos que a Bienal deste ano conseguiria manter o público da edição anterior e tivemos a maior programação de autógrafos e participação de nossos autores de todos os tempos – informou o editor, em comunicado à imprensa.

Entre as editoras que finalizaram seu balanço até o fechamento desta edição, a Intrínseca manteve o mesmo desempenho de 2015 — ano no qual bateu recorde em volume de vendas. Já as editoras Leya, Astral Cultural, Globo Livros e a Valentina apresentaram um aumento em seu faturamento. A forte procura por promoções e saldões — lojas que vendem a preços populares livros adquiridos em pontas de estoque — levou editoras a ampliar as suas promoções ao longo do evento. Foi o caso da HarperCollins, que começou a Bienal oferecendo descontos de 20% e, depois, passou para uma estratégia mais agressiva, com descontos pontuais de até 50%.

— Essa foi a bienal da procura pelo preço baixo — define Daniela Kfuri, diretora de marketing e de vendas da editora. — O momento é de crise, muitas pessoas fotografando o código de barra dos livros para pesquisar o preço depois. Elegemos alguns produtos para promoção, que alavancaram o giro no estande e as vendas de outros produtos.

Em um ambiente de crise, o aumento pela busca de promoções é natural, acredita a vice-presidente do Snel, Mariana Zahar. Ela acredita que a Bienal se mostrou um termômetro da “retomada para as empresas”.

— O mais importante é que haja mais pessoas querendo ler — diz ela. — O objetivo principal da Bienal é a ampliação do público leitor.

Mercado livreiro do Brasil já apresenta melhoras em 2017

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(iStock/iStock)

(iStock/iStock)

 

Venda de livros no Brasil teve acréscimo durante as oito primeira semanas do ano, se comparado com o mesmo período de 2016

Publicado na Veja

Ainda é cedo para comemorar, mas o mercado livreiro do Brasil já apresenta melhoras em 2017. As primeiras oito semanas do ano apresentaram alta de 5,05% em faturamento e 2,78% em volume na venda de livros, se comparado ao mesmo período do ano passado. Entre 30 de janeiro e 26 de fevereiro, os números são ainda mais positivos: 6,33% em faturamento e 7,85% em volume. O resultado é particularmente positivo por compreender o Carnaval, temporada tipicamente ruim para o comércio de livros. Os dados foram apresentados no 2º Painel das Vendas de Livros do Brasil, uma coiniciativa do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (Snel) e da Nielsen.

O aumento na venda de livros pode ser um indicativo de equilíbrio para o mercado livreiro no segundo semestre de 2017 – quando a SNEL aposta em uma melhora na economia do país, decorrente de uma maior oferta de empregos. Os números são resultado da Nielsen BookScan Brasil, pesquisa que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.

Os autores que mais ganharam dinheiro em 2014

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Veronica Roth

Veronica Roth (Foto: Getty Images)

Veronica Roth, George Martin e John Green. A Forbes listou o time seleto de pessoas que ganharam milhões no último ano escrevendo livros

Publicado na Época Negócios

Há quem diga que escrever livros não dá dinheiro. Para um grupo de autores, no entanto, não é bem assim. A Forbes divulgou nesta segunda-feira (8/09) uma lista com os autores mais bem pagos entre junho de 2013 a junho de 2014.

O primeiro da lista, James Patterson, ganhou US$ 90 milhões em um ano. Autor de livros como a série Bruxos e Bruxas e as histórias do detetive Alex Cross, ele já acumula ganhos de US$ 700 milhões na última década. Desde sua estreia como escritor, em 1976, vendeu mais de 300 milhões de cópias.

Assim como Patterson, há autores que marcam presença na lista há alguns ano. É o caso de Dan Brown, autor de O Código da Vinci, que recentemente lançou Inferno, Nora Roberts, John Grisham, Stephen King e J.K. Rowling, da série Harry Potter.

Os estreantes este ano são Veronica Roth, autora de Divergente, John Green, de A Culpa é das Estrelas, e Gillian Flynn, de Garota Exemplar.

Para elaborar a lista, a Forbes avalia as vendas de livros impressos, audiolivros e livros digitais. Considera também ganhos pela reprodução das obras na televisão ou no cinema e conversa com autores, agentes e especialistas.

Confira a lista completa:
Autor Ganhos
(em milhões de dólares)
James Patterson 90
Dan Brown 28
Nora Roberts 23
Danielle Steel 22
Janete Evanovich 20
Jeff Kinney 17
Veronica Roth 17
John Grisham 17
Stephen King 17
Suzanne Collins 16
J. K. Rowling 14
George R. R. Martin 12
David Baldacci 11
Rick Riordan 10
E. L. James 10
Gilian Flynn 9
John Green 9

Compra de livros cresce, mas pequenas livrarias, não

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O consumo de livros pelos brasileiros cresceu 7,2% em 2011 em comparação a 2010 (Foto: Dreamstime/Terra)

Publicado por Terra

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgada na Câmara Brasileira do Livro (CBL) aponta que no ano de 2011 foram vendidos 470 milhões de livros no País. Isso representou um crescimento de 7,2% no total de exemplares comercializados em relação ao ano anterior. As editoras atingiram a casa dos R$ 4,837 bilhões em faturamento – um crescimento de 7,36% sobre 2010.

Segundo dados da Associação Nacional das Livrarias (ANL), o Brasil tem cerca de 88,2 milhões de pessoas que leram um livro nos últimos três meses. Os dados mostram que o mercado como um todo está realmente aquecido, mas as livrarias não acompanham o mesmo ritmo. Elas fecharam o ano de 2011 com um aumento de faturamento de 5,26%, o que não chegou a recuperar a inflação do período, que foi de 6,5%. E o crescimento veio principalmente das grandes empresas do setor. As redes com mais de cinco lojas representavam 29,41% do mercado em 2010 e subiram para 34,88% em 2011. “E estão em plena expansão”, conta o presidente da ANL, Ednilson Xavier.

Vera Lúcia Souza, proprietária da Livraria BKS, com duas lojas no centro de São Paulo, acredita que o comercio de livros por grandes redes tem características que dificultam a vida das pequenas empresas. “Eles têm outros produtos, além dos títulos. Podem abaixar os preços e até vender ao valor de custo, embutindo isso em outras coisas, como televisores. E quem vende só livro não pode fazer o mesmo”, afirma.

A livreira, que está há 15 anos no mercado, conta que há sete anos resolveu segmentar o negócio na venda de livros de arquitetura, para competir com as grandes. Há um ano e meio, inaugurou uma loja na Vila Buarque, no centro de São Paulo. Com tudo isso, aumentou seu faturamento em 6% em 2011 em comparação ao ano anterior. “Sendo uma livraria especializada, conseguimos oferecer títulos e exclusividades que as grandes, por serem mais genéricas, não conseguem. É assim que sobrevivemos no mercado”, diz.

Vagner Chimenes, gerente da Capítulo 4, localizada no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, afirma que as grandes são uma ameaça principalmente pela presença nos shopping centers. Para ele, a solução é apostar nas plataformas de comunicação e nas mídias sociais, visando conhecer melhor o público e criar interesse. Eventos, como palestras com autores ou encontros com contadores de histórias infantis, podem fazer das pequenas lojas um espaço mais visitado.

Venda online
Para Alexandre Martins Fontes, diretor e proprietário da Livraria Martins Fontes, que conta com três livrarias em São Paulo, a venda online é uma opção para reforçar a presença física. “Geralmente, o cliente entra no site olha o que lhe agrada, mas vem buscar na loja. Não vejo isso como um grande problema”, conta.

Segundo Alexandre, o que deve preocupar o mercado livreiro não são as novas formas de venda, mas a falta de leitores. “É excelente que o brasileiro esteja lendo mais. Quanto mais gente vendendo e divulgando, melhor. Afinal, o temor deve estar na falta de consumo do nosso produto”, pontua.

E-books
Vera afirma que os e-books ainda têm uma presença muito pequena no País e, por isso, até o momento não os vê como um concorrente forte. “Acredito que eles podem atrair os jovens para a leitura, mas não são uma ameaça aos livros”, diz.

A chegada da Amazon.com ao Brasil, no entanto, deve trazer mais movimentação a esse mercado. A empresa americana deve iniciar as atividades no País ainda neste ano. Vagner acredita que o impacto dos e-books na venda dos livros tradicionais é uma realidade distante. “Em outros países, eles já estão há algum tempo no mercado e não diminuíram as vendas”, avalia.

dica do Jarbas Aragão

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