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Clássicos da literatura ganham edições fofas para colecionadores

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Camila Magalhães, no POP

Alice no País das Maravilhas, Orgulho e Preconceito, O retrato de Dorian Grey, Drácula… Para quem curte literatura, algumas histórias são simplesmente leituras obrigatórias – e se essa leitura puder ser feita na língua original em um exemplar incrível, melhor ainda!

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Se você faz parte do time dos loucos por livros, precisa conhecer as edições especiais da Barnes & Noble (maior rede de livrarias dos EUA): são livros clássicos com capa dura de couro estampada com arte caprichada. Todos têm detalhes em tinta especial dourada ou prateada na capa, folhas douradas e estão à venda na Livraria Cultura por um preço justo.

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Se você não domina o idioma inglês, não fique triste: editoras brasileiras também têm lançado obras bonitas e de qualidade. A Cosac Naify traduziu do original os clássicos Guerra e Paz, de Liev Tolstoi, Oblomov, de Ivan Gontcharóv, e Os Miseráveis, de Victor Hugo.

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A história do bruxinho Harry Potter também ganhou um box exclusivo, da editoria Rocco, com os sete livros da saga criada por J. K. Rowling em capa dura com ilustrações inéditas.

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Com tantas opções, difícil é escolher qual ler primeiro!

dica do Jarbas Aragão

Livros invadem os cinemas

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Caroline Ropero no Diário do Grande ABC

 

Divulgação

Aventura, romance e magia são ingredientes de livros e filmes teens de grande sucesso. Talvez por ter essa receita, a saga Os Instrumentos Mortais  (Cassandra Clare, Galera Record, 462 págs., R$ 39,90) conquistou tantos leitores e, agora, ganhará as telas do cinema. O primeiro livro da série, Cidade dos Ossos, tem estreia prevista para 21 de agosto e já tem gente ansiosa por ele. Só o trailer original, em inglês, do longa-metragem tem mais de 3 milhões de acessos no YouTube.

Na trama, Clary (Lily Collins, na foto) descobre que faz parte de mundo sobrenatural e precisa juntar-se aos Caçadores de Sombras – guerreiros que protegem a Terra de demônios e outras criaturas – para salvar a mãe e descobrir quem realmente é. O tamanho do livro pode assustar (o D+ conferiu), mas a leitura é fácil e prende a atenção.

Para Maria Lúcia Outeiro Fernandes, professora de Literatura da Unesp-Araraquara, histórias como as de Clary, Harry Potter e Bella (Crepúsculo) seguem uma fórmula. “Satisfazem a fantasia e imaginação, trazem suspense, a luta entre bem e mal, a figura do herói e têm a mesma estrutura de texto, com personagens que têm o destino traçado e história previsível, trazendo certo conforto.” Além disso, possuem linguagem simples. “Investem mais no imaginário, dando respostas rápidas ao leitor, do que no literário, que leva à reflexão mais elaborada da vida.”

Fã de livros de aventura e sagas, Beatriz dos Santos Valentim, 13 anos, de São Caetano, acredita que a leitura faz esquecer os próprios problemas. “É legal imaginar como seria se tudo fosse diferente. Faz a gente ir para outro mundo. Claro que eu não gostaria de viver em Panem (de Jogos Vorazes), mas seria legal participar do Acampamento Meio-Sangue (de Percy Jackson).” A garota sabe que, em geral, o filme não é idêntico à obra original. “Não gosto quando o diretor joga o livro pela janela e refaz tudo. Mas se ele coloca o que tem de mais importante, fica bom.”

Como Beatriz, quem curte literatura e adaptações cinematográficas pode se preparar para a grande quantidade de lançamentos que vem por aí. O bom é que haverá cada vez mais mundos diferentes e emocionantes para conhecer. É só ficar de olho nas novidades e escolher em qual aventura embarcar.

Desde o início do cinema, literatura é inspiração para adaptações

A adaptação de livros para as telas ocorre desde o início do cinema. Obras do escritor Júlio Verne, por exemplo, estão entre as primeiras a ganhar vida na sétima arte. Da Terra à Lua inspirou o filme Viagem à Lua, feito em 1902 por Georges Méliès, um dos precursores do cinema. E até hoje livros do francês servem de influência para novas produções, como o longa em 3D Viagem ao Centro da Terra (2008).

(mais…)

Lydia Davis: “Minhas histórias surgem das situações mais estranhas”

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A mestra americana do conto breve revela como inventa suas histórias, repletas de paradoxo e ironia

Luís Antônio Giron, na Época

A escritora americana Lydia Davis participa de duas mesas desta edição da Flip (Foto: Flavio Moraes / ÉPOCA)

A escritora americana Lydia Davis participa de duas mesas desta edição da Flip
(Foto: Flavio Moraes / ÉPOCA)

A escritora Lydia Davis é um tesouro quase secreto da literatura americana. Isso porque ela não tem nada a ver com a tradição realista de seu país. Escreve narrativas curtas, de aforismos breves a contos, sem nenhum compromisso com a verossimilhança ou a imitação da natureza. Ela é capaz de escrever um conto cujo texto é menor que o próprio título. É o caso de “Exemplo de gerúndio num quarto de hotel”. O conto é o seguinte: “Sua camareira está sendo Shelly”. Ele faz parte do livro Tipos de perturbação (Companhia das Letras, 254 páginas), lançado em 2007 e agora publicado no Brasil. Lydia Davis é a rainha dos jogos de sentido e dos enigmas paradoxais. Nesse sentido, é muito parecida com o austríaco-boêmio-judeu Franz Kafka e o argentino Jorge Luis Borges. Lembra também o português Gonçalo M. Tavares. Pertence, enfim, a uma linhagem especial de autores filosóficos, irônicos e paradoxais.

Lydia está em Paraty para participar de duas mesas: uma hoje sobre tradução e outra amanhã ao lado do escritor irlandês John Banville. É certamente a ocasião mais importante de uma Flip marcada por improvisos e as defecções de Houellebecq e Knausgaard. Lydia Davis tem 63 anos, nasceu em Northanpton, Massaachussets, e já pubicou seis volumes de conto e um romance. É uma mulher bonita, refinada e simpática. Atendeu Época em uma casa colonial de Paraty usada pela aCompanhia das Letras como sede.

ÉPOCA – Sua ficção é marcada por uma espécie de integridade literária que deve afastar boa parte dos leitores, não?
Lydia – Não penso nos leitores quando escrevo. Há leitores para todo tipo de gênero. Claro que a maioria gosta de best-sellers, de histórias de amor e de ação. Só acho que deveriam prestar atenção à arte literária.

ÉPOCA – Por que a senhora escolheu o conto curto como gênero dominante de sua obra?
Lydia Davis –
Foi um processo natural. Minha mãe escrevia contos, e até meu pai se arriscou em escrever histórias curtas. Desde pequena eu escrevo. Comecei contando histórias da forma tradicional, linear. Tentei ir pelo caminho de (Anton) Tchéckhov, do conto irônico e bem construído. Mas acabei encontrando meu estilo próprio. Busco trabalhar com uma variedade de registros, que vão do conto de uma única sentença a histórias um pouco mais longas.

ÉPOCA – A senhora poderia explicar duas operações que se repetem em seus contos: a ironia e o paradoxo? De alguma forma eles são aforísticos, não?
Lydia –
Sim, talvez porque eu encare o ato de escrever histórias como um fazer poético. Narro como se escrevesse poemas. Meus contos aspiram a ser poemas. Poesia é a grande forma, e de algum modo inalcançável para os prosadores. Quanto à ironia e o paradoxo, sou afeiçoada a Kafka. Muitas vezes tento imitar o jeito de Kafka escrever.

ÉPOCA – Há também um pouco de Jorge Luis Borges em seus contos, não? Na edição brasileira de Tipos de Perturbação, o subtítulo, em vez de “stories”, como está em inglês, é “ficções”, que era a forma como Borges denominava seus textos.
Lydia –
Borges é um autor importante para mim, até porque ele próprio é de certo modo kafkiano. Eu procuro imitar o jeito de escrever desses autores, claro que buscando um jeito original. A palavra “ficções” soa pretensiosa em inglês. Mas no Brasil soa bem, já que vocês têm mais intimidade com a obra de Borges. Nas realidade, vejo o que escrevo como contos.

ÉPOCA – A senhora gosta de algum autor brasileiro?
Lydia –
Adoro Clarice Lispector. Ela tem uma maneira também aforística de escrever e de fazer o leitor entrar em um mundo inquietante e inesperado. Eu já conhecia dela um romance, A hora da estrela. Agora li um volume de contos. E também estou escrevendo para tentar imitá-la.

ÉPOCA – De onde surgem suas histórias?
Lydia –
Minhas histórias surgem das situações mais estranhas. Quando estou fazendo compras, ou passeando, qualquer momento. Por isso, carrego comigo um bloco. Vou anotando o que posso. Quando uma ideia me vem, anoto. Muitas vezes não anoto, mas me lembro e escrevo.

ÉPOCA – Como é seu método de trabalho, disciplinado ou ao sabor da inspiração?
Lydia –
Sou assistemática. Alice Munro (autora canadense) diz que é preciso manter a disciplina e escrever em determinadas horas do dias, apesar de filhos, maridos, família, obrigações. Ela conseguiu fazer isso. Eu não. Escrevo quando tenho vontade, e se estou com uma boa ideia de história. Ás vezes invento contos e corto tudo até virarem uma frase. Às vezes parto de uma ideia muito simples para criar uma trama complexa. Depende da inspiração. Anoto à mão e depois escrevo no computador com o material que tenho à disposição.

ÉPOCA – No conto “Kafka prepara o jantar”, que está no seu último livro, Tipos de perturbação, Franz Kafka é um personagem cheio de dúvidas transcendentais, bastante esquisito. O conto reflete a sua visão pessoal de Kafka? Como o conto surgiu?
Lydia –
Eu estava preparando um jantar francês para amigos uma noite dessas quando pensei: nossa, é muito difícil cozinhar para uma ocasião especial. Como Kafka enfrentaria a situação? Assim comecei “Kafka prepara o jantar”. Mas fui além. Fui atrás da correspondência dele com Milena (sua namorada). As cartas confirmaram o que eu já pensava dele: u sujeito muito estranho, em estado permanente de hesitação. No conto, procurei imitar o próprio estilo de Kafka em suas cartas.

ÉPOCA – A senhora já traduziu Gustave Flaubert, Marcel Proust e Michel Foucault. Como foi sua experiência ao traduzir?
Lydia –
Já fiz muita tradução por encomenda, só para me sustentar. Mas com autores como Flaubert e Proust, fiz porque queria me desafiar a traduzir dois autores importantes para minha formação. Flaubert é mais fácil, embora sua concisão apresente uma série de problemas. Proust é um autor mais difícil, suas frases são longas, poéticas e evocativas, elas acompanham um devaneio bastante difícil de traduzir para o inglês. Leveis seis meses traduzindo O caminho de Swann. Valeu a pena. Aprendi muito.

ÉPOCA – Que tipo de tradução a senhora prefere, a criativa ou a que busca a fidelidade ao original?
Lydia –
Eu busco a fidelidade quando traduzo. Mesmo em Proust persegui uma correção direta com o inglês. Claro que precisei mudar o jeito de escrever em inglês para trazer Proust ao idioma.

ÉPOCA – A senhora vai debater com John Banville os limites da ficção. Eles existem de fato?
Lydia –
Eu acho legítimo escrever de forma experimental. Um texto que tem apenas a letra “i” e um monte de páginas em branco é algo que entendo, acho divertido. O modo como James Joyce escrevia contaminou boa parte dos autores contemporâneos até os anos 70, hoje pode estar fora de moda. Eu não penso em limites formais. A minha inclinação pessoal é escrever de forma direta, para que o leitor entenda. Adoto formas tradicionais, o texto conciso, para dar o recado exato. O que não deixa de ser uma atitude experimental.

Escritora de 11 anos divulga seu livro na Flipinha

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Mariene Lino diz que começou a escrever nas paredes de casa.
Atração voltado para as crianças faz parte da programação da Flip.

Mariene Lino, de 11 anos, divulga seu livro durante a Flipinha (Foto: Paola Fajonni/G1)

Mariene Lino, de 11 anos, divulga seu livro durante a Flipinha (Foto: Paola Fajonni/G1)

Paola Fajonni, no G1

A jovem escritora Mariene Lino, de 11 anos, subiu ao palco da Flipinha no fim da manhã desta quinta-feira (4) para mostrar o livro que escreveu há dois anos. “O som misterioso”, nome do livro, foi uma ideia que, segundo ela, simplesmente surgiu. “Foi do nada. E se um búfalo ficasse preso no banheiro?” A menina conta que o primeiro local em que imprimiu suas palavras foi em casa.

“Comecei a escrever nas paredes. Depois meus pais pintaram, mas ainda tem uma com meus textos, minhas coisas”. A programação oficial do braço da Festa Literária Internacional de Paraty voltado para o público infantil não mostrava bate-papo com autores, mas quem passou no fim da manhã pela tenda montada ao lado da Praça da Matriz pôde conferir a atração.

Com a programação adiantada, o evento ofereceu, entre apresentações teatrais, um espaço para escritores divulgarem seus trabalhos e conversar com aqueles que estavam no local.

O búfalo da história de Mariene ganhou vida na tinta e no papel graças aos pais da jovem escritora, que bancaram a publicação da obra. Lúcia Lino conta que o investimento valeu a pena, pois realizou um dos sonhos da filha. Bibliotecária, a mãe de Mariene diz sempre buscou colocar os livros na vida da menina, o que considera muito importante na formação de uma criança.

“A Mariene começou nas pareces de casa, rabiscava tudo. Quando aprendeu a escrever, começou a passar para o papel. Ela começou muito cedo, mas também estudava em uma escola que estimulava a leitura, o que é fundamental”.

Além da mãe, o pai de Mariene também acompanhava a filha. Enquanto ela estava no palco, ele não parou de fotografar. Foi lá que a jovem escritora respondeu a questões sobre como surgiu a história de seu livro, como conseguiu publicar uma obra com apenas nove anos e de quem são as ilustrações.

“Foi um amigo que estudava comigo que fez, o Caio Pacheco. Na hora de publicar me perguntaram se eu não tinha um amiguinho que desenhava bem, aí lembrei dele”, conta a menina, que pretender lançar seu segundo livro em novembro.

Depois dela, a paranaense Adriana Maria Zanetta subiu ao palco da Flipinha. Ela mostrou suas obras também voltadas para o público infantil, que publicou no ano passado. De acordo com a escritora, que trabalhava como professora de alfabetização, “Sopa é boa com as vogais” era usada com seus alunos em sala de aula. “O livro trata da alfabetização e alimentação saudável, uma história contada pela Bruxa Cueca, uma personagem que criei”, revela Zanetta.

Ela também mostrou o livro “A menina que agora vende sapatos”, inspirado em fatos vividos por ela.

A programação da Flipinha segue até domingo (7), dia em que também será encerrada a 11ª edição da Flip.

Alunos de SP produzem curtas para debater sexualidade nas escolas

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Cena do filme "E agora?" feito por estudantes de escola pública de SP (Reprodução)

Cena do filme “E agora?” feito por estudantes de escola pública de SP (Reprodução)

Marcelle Souza, no UOL

Vinte estudantes da rede pública de ensino paulista apresentaram nesta segunda-feira (24), em São Paulo, cinco curtas-metragens sobre sexualidade que podem ser utilizados em escolas para discutir o tema.

Os vídeos foram produzidos durante três semanas e fazem parte do projeto “Dar voz aos jovens”, desenvolvido pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em parceria com a Fundação Carlos Chagas.

Os curtas têm aproximadamente dez minutos e tratam de gravidez na adolescência, assédio sexual, diversidade sexual, relações amorosas e a primeira vez.

Para falar de gravidez na adolescência, o grupo de Ilana Julia de Sousa Oliveira, 16, partiu de histórias da própria comunidade em que moram para mostrar o tema a partir de uma visão diferente. “A gente sempre vê as pessoas falarem das meninas, então decidimos mostrar que também é um momento difícil para os meninos”, afirma.

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Assista aos vídeos aqui.

Os jovens participaram de oficinas de audiovisual e foram orientados por especialistas na área. Os roteiros, escritos pelos próprios adolescentes, são produto de histórias que eles já conheciam e dos debates sobre sexualidade com o grupo.

“A atriz principal do nosso curta é prima de uma das meninas do grupo. A mulher que alicia o menino no início do vídeo é a minha mãe e a casa é da minha tia”, conta Victor Hugo Costa de Melo, 18, que faz parte do grupo que produziu o vídeo “Violência e poder” e trata de abuso sexual no trabalho.

Para ele, a linguagem dos curtas pode ajudar a aproximar dos adolescentes o debate sobre sexualidade. “Normalmente, os vídeos sobre o assunto são institucionais, mais chatos. Acho que um curta feito por jovens e para jovens tem mais chances de chamar a atenção para o assunto”, diz.

Os vinte participantes foram selecionados em um concurso de narrativas direcionado a jovens de 14 a 19 anos. Eles deveriam retratar a sua percepção sobre a sexualidade. Uma comissão formada por profissionais das áreas da saúde, educação e ciências humanas escolheu os melhores textos.

Os vídeos serão apresentados ao público nesta segunda a partir das 14h no Polo Cultural Heliópolis, em São Paulo. O objetivo é que eles sirvam como ferramenta de debate sobre o tema nas escolas.

Como falar sobre sexo com seu filho

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