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Grupo Abril compra distribuidora de livros digitais Xeriph

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Na transação, foi incluída a livraria digital Gato Sabido, pioneira no país na venda de e-books

Maurício Meireles, em O Globo

RIO — A Abril Mídia, empresa do Grupo Abril, acaba de fechar a compra da distribuidora de livros digitais Xeriph, depois de terminar auditoria nas contas da empresa. Na transação, foi incluída a livraria digital Gato Sabido, pioneira no país na venda de e-books. O anúncio será feito às 18h na comunicação interna do grupo.

A aquisição faz parte da estratégia da Abril de ampliar sua participação no mercado de conteúdo digital não só para tablets, mas também smartphones e computadores pessoais. O primeiro passo dessa estratégia foi o lançamento do Iba, livraria digital do grupo lançada em março de 2012. Após um ano de operação, a livraria da Abril já tem mais de 400 mil usuários e mais de 5 milhões de downloads de publicações. No seu catálogo de livros e revistas, há 16 mil títulos.

— A Xeriph praticamente inaugurou o mercado de livros digitais no Brasil e tem um papel muito importante de levar a produção nacional para um grande número de livrarias virtuais, desde redes regionais até grupos estrangeiros. Seu pioneirismo e seu compromisso em levar informação e cultura para um público cada vez maior revela uma perfeita identidade com a Abril — diz Manoel Lemos, diretor geral digital da Abril Mídia.
Carlos Eduardo Ernanny, fundador da Xeriph, continuará à frente da empresa, sediada no Rio de Janeiro.

— Com o apoio financeiro e estratégico da Abril, poderemos aprimorar o serviço prestado aos nossos clientes e parceiros. E acelerar ainda mais o desenvolvimento de novos projetos com bibliotecas, operadoras de telefonia e instituições de ensino. Quem ganha é o mercado como um todo — afirma Ernanny.
A Xeriph foi fundada em 2010 e, hoje, tem em sua carteira de clientes 240 editoras nacionais.

Conheça 6 transtornos com nomes inspirados em personagens da literatura

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Adaptação lançada em 2009

Adaptação lançada em 2009

Gustavo Magnani, no Literatortura

Como já sabemos, o conflito é o motor da trama. É aquilo que leva ao objetivo final da história. Porém, dentro de todas as obras, existem ainda inúmeros conflitos, nuances, dualidades, contradições, dilemas, reflexões, sequelas. Elementos que, por vezes, são tão marcantes a ponto de referenciar um personagem ou ser referenciado por ele.

A partir disso, a Super Interessante publicou uma matéria ressaltando 6 transtornos com nomes inspirados em personagens, que fazem questionar, em termos, quando acaba a realidade e inicia a ficção [e vice-verso].

Confira:

1. Síndrome de Alice no País das Maravilhas

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Não é preciso seguir o coelho branco para visitar o estranho País das Maravilhas – para algumas pessoas, essa ~viagem~ faz parte do dia a dia. Em 1955, o psiquiatra J. Todd descreveu esta condição neurológica que compromete os sentidos e a percepção, e tem efeitos que muito se assemelham às experiências da personagem do escritor Lewis Carroll. No livro, de 1865, Alice cresce e encolhe com ajuda de alguns cogumelos alimentos e bebidas que encontra pelo seu caminho. É assim que os afetados pela síndrome se sentem: o doente fica confuso em relação ao tamanho e forma do próprio corpo, sentindo que está aumentando ou diminuindo de tamanho, por exemplo. A confusão também se dá quanto aos formatos e dimensões dos objetos ao seu redor. A condição teria ligação com enxaquecas e com epilepsia, mas estudos que determinam suas causas ainda estão sendo conduzidos.

2. Síndrome de Peter Pan

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Em 1911, J.M. Barrie nos levou em um passeio pela Terra do Nunca, lar encantado de Capitão Gancho, de Sininho, dos Garotos Perdidos e, claro, de Peter Pan, o menino que não queria crescer. Não por acaso, é deste garoto levado que a psicologia pegou emprestado o nome para a condição descrita e popularizada pelo escritor Dr. Dan Kiley. A Síndrome de Peter Pan descreve adultos que nunca conseguiram dar adeus à infância. “Ele é um homem devido a sua idade e um garoto por seus atos”, descreve Kiley em livro publicado em 1983. Considerada uma psicopatologia, a condição ainda não foi incluída na lista de distúrbios da Organização Mundial da Saúde.

3. Síndrome de Rapunzel

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Você com certeza se lembra dela: Rapunzel é a heroína do conto escrito pelos Irmãos Grimm e publicado em 1812. Inconfundível, a jovem princesa, aprisionada em uma torre sem portas ou escadas, possui loooongos e belos cabelos dourados. Como você pode imaginar, as madeixas também são uma parte importante da rara síndrome de mesmo nome, descrita em 1968. ASíndrome de Rapunzel está ligada à tricotilomania, transtorno que torna irresistível a vontade de arrancar os próprios cabelos e muitas vezes está associado também à tricofagia: a compulsão pela ingestão destes fios. O problema se agrava porque o corpo humano não é capaz de digerir o cabelo, que pode acabar se acumulando entre o estômago e o intestino delgado. Aí, já viu: caso essa grande massa (chamada tricobezoar, em “cientifiquês”) vá crescendo até chegar até o intestino delgado, acaba o obstruindo, tornando necessária sua remoção cirúrgica.

4. Síndrome de Dorian Gray

Forever young (via)

Forever young (via)

Obcecado com sua aparência, Dorian Gray, o perturbado e narcisista personagem criado por Oscar Wilde, faz escolhas impensáveis para manter sua juventude eterna. O Retrato de Dorian Gray, publicado em 1890, inspirou a descrição da condição que aflige àqueles que também não lidam nada bem com a ideia do envelhecimento. Ainda não incluída no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (a bíblia dos psiquiatras), a síndrome descrita noInternational Journal of Clinical Pharmacology and Therapeutics, em 2001, aponta uma das mais comuns “fontes da juventude eterna” procuradas pelos afligidos pela condição: cirurgias plásticas e drogas milagrosas que prometem esconder a passagem dos anos.

5. Síndrome de Huckleberry Finn

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Huck não teve uma infância feliz. O garoto, personagem de As Aventuras de Huckleberry Finn, livro escrito por Mark Twain em 1884, nunca conheceu sua mãe e era constantemente abandonado por seu pai. Ao invés de ir para escola, Huck cabulava aulas e fugia de qualquer obrigação. E, segundo estudos, este tipo de comportamento na infância pode ter impactos ao longo da vida. Vem daí o nome da Síndrome de Huckleberry Finn, que faz uma ligação entre a infância problemática e atitudes erráticas na vida adulta – como a instabilidade profissional, por exemplo. Segundo o Steadman’s Medical Eponyms, a condição seria despertada por sentimentos de rejeição.

6. Síndrome de Otelo

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Tragédia com C maiúsculo (New York Shakespeare Festival, 1964 via Theater in Park)

É verdade o que você ouviu por aí: o ciúme pode mesmo ser uma doença. O sentimento angustiante tem uma explicação clínica – é causado pelo medo da perda de um objeto amado. Até aí, tudo bem. Mas, quando o ciúme passa a gerar perturbações e sofrimentos sérios, deixa de ser considerado normal. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quem sofre do Transtorno Delirante Paranóico do tipo ciumento tem convicção, sem motivo justo ou evidente, de que está sendo traído pelo cônjuge ou parceiro. O ciúme patológico e delirante se enquadra na Síndrome de Otelo, cujo nome remete à obra escrita por William Shakespeare em 1603. Em Otelo, o Mouro de Veneza, o personagem-título é devorado pelas suspeitas infundadas de que sua esposa, Desdêmona, estaria o traindo. Se você não sabe como termina a história, uma dica: ninguém vive feliz para sempre neste conto.

Clarice Lispector e a procura do livro desejado

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Marcela Ortolan, no Livros e Afins

Já vi em alguns lugares a seguinte fala: “Não existem pessoas que não gostam de ler, existem pessoas que ainda não encontraram um livro que gostem de ler”. Gostei do mote da campanha.

Uma das variações é dizer que “a pessoa não achou o seu livro preferido”, que me fez pensar: simplesmente não é possível achar um livro preferido lendo apenas um. Para descobrir que aquele é seu livro preferido a pessoa vai ter que ler, pelo menos, alguns livros para comparar. Além disso, é possível ter vários livros preferidos ao longo da vida.

De toda forma não é esse o foco da discussão que proponho aqui.

O fato é que leitores habituais ou esporádicos volta e meia estão atrás de um livro que os encante. Aquele livro mágico que os faça querer ler em qualquer lugar e momento, que diga mais sobre o leitor do que ele podia desconfiar.

Livro bom é aquele que a gente quer ler em qualquer lugar. (Foto: Márcio Pimenta)

Livro bom é aquele que a gente quer ler em qualquer lugar. (Foto: Márcio Pimenta)

E a gente nunca sabe que livro é esse, mas o queremos.

A notícia que trago para aqueles que já passaram por isso é que não estamos sozinhos: mesmo grandes autores passam por isso. Pelo menos é a conclusão que cheguei após ler este pequeno texto que faz parte da coletânea de crônicas A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector:

O Livro Desconhecido

“Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim: eu o estaria lendo e de súbito, a uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: “Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!” p. 233, Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo (1999/1984)

Estamos todos sempre a procura do livro desconhecido.

A minha sugestão é: continue a sua busca. Leia, leia, leia. Talvez você nunca ache o livro perfeito, entretanto esse caminho será ainda mais prazeroso e cheio de descobertas do que seria sem todos estes livros.

Boa procura.

Pequeno Príncipe, Dom Quixote e Moby Dick são atacados por Call Of Duty, Angry Bird e Lost

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O “ataque” faz parte de uma campanha criada pela Associação de Editores em defesa dos livros

Publicado no Administradores

 

 

Imagine se o Moby Dick, a baleia da obra de Herman Melville, estivesse encalhado na ilha de Lost. Ou o Pequeno Príncipe fosse baleado por um soldado em meio ao cenário do Call Of Duty. Ou até mesmo um pássaro do Angry Birds atingisse Dom Quixote de La Mancha, um dos protagonistas da obra de Miguel De Cervantes Saavedra.

Essa foi a insinuação e a campanha da Associação de Editores de Madrid, na Espanha, para mostrar como jogar videogame em demasia, usar smartphone e assistir seriados exageradamente podem atrapalhar o consumo de livros.

A criativa campanha, que mostra os livros clássicos sendo “exterminados” pelos hábitos dos usuários, teve como objetivo falar sobre a importância dos livros. “Quanto mais ocupado assistindo séries, menos você lê”.

Veja, abaixo, outras imagens da campanha (Crédito das fotos: divulgação).

Angry_Bird_mata_personagem_de_Moby_Dick_em_campanha_que_defende_livros

O que você achou da iniciativa?

Promo de quinta (6)

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Olá, apreciadores de bons livros.

Você faz parte do time dos “forever alone”? Seus problemas acabaram. Que tal receber em casa 1 lançamento superlegal para lhe fazer companhia durante os próximos dias?

Novamente o PublishNews e o Livros e Pessoas vão ampliar a sua biblioteca. Quem está com a gente hoje é a Benvirá, selo de ficção e não-ficção da Saraiva, 1 dos maiores grupos editoriais do país.

Eles escolheram 1 dos caras que curto muuuito ler (posso ganhar tb, produção?), o Ivan Martins. Editor-executivo da Época, ele assina uma coluna bombadíssima no site da revista. #todasama

Alguém especial traz uma seleção de 50 textos do jornalista, alguns deles inéditos. Um show de sensibilidade ao abordar temas como relacionamentos, conquistas e perdas, entre outros.

Para concorrer aos 2 exemplares, basta seguir os perfis @benvira @publishnews @livrosepessoas e tuitar (ou dar RT) na mensagem abaixo, com a hashtag #amoler:

Quero ganhar “Alguém especial”, presente da @Benvira @PublishNews e @LivrosePessoas. #AmoLer

Facinho? Às 17h30 divulgaremos os nomes dos internautas sorteados. Boa sorte! :-)

Big abraço

 

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Parabéns aos ganhadores: Tereza Vilhena Cardo (@VilhenaG) e Jorge (@PessoaJorge)

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