Posts tagged feiras literárias

Um lugar mágico na Bélgica, a Vila do Livro de Redu

0
Foto: roinessxxi.blogs.sapo.pt

Foto: roinessxxi.blogs.sapo.pt

 

Publicado no Oh My Livros

Redu, uma pequena província da Bélgica (bem pequena mesmo, tem 420 habitantes! e parece super fofa), é Vila do Livro desde 1984 e é um dos locais mais visitados da região graças as livrarias e eventos literários.

Tudo começou na Páscoa de 1984, com o primeiro mercado de livros raros da região de Ardenes, quando livros foram espalhados pela cidade: celeiros, estábulos antigos, calçadas, tendas montadas especialmente para a ocasião, todo espaço virou espaço para livros. Fez tanto sucesso, 15 mil visitantes, que a Vila do Livro de Redu nasceu!

Hoje, a pequena vila tem cerca de 30 empresas (lembrando que são 420 habitantes), sendo 15 lojas de livros, onde é possível encontrar uma infinidade de livros sobre os mais diversos temas.

Atualmente, a Vila Livro de Redu recebe por ano mais de 200 mil visitantes de todo o mundo.

vdl-11montolieu-406x620

vdl-54fontenoy2-300x213

SONY DSC

Com 60 estandes e livros a partir de R$ 5, Flipoços atrai visitantes em MG

0
Estandes trazem diversidade durante o Flipoços (Foto: Bruno Alves / Flipoços)

Estandes trazem diversidade durante o Flipoços (Foto: Bruno Alves / Flipoços)

 

Livreiros apostam em diversidade e preços mais em conta para clientes.
Escritores independentes aproveitam o espaço para conquistar o público.

Publicado no G1

Com 60 expositores, a 11ª edição do Festival Literário de Poços de Caldas (MG), o Flipoços, oferece opções de leitura para todos os tipos de público. Desde os locais temáticos, com livros sobre educação, negritude e culinária, a estandes com livros infantis, livros feitos de pano e feltro e livros em promoção, que custam a partir de R$ 5.

O livreiro Marcos Ferreira da Silva participa do evento há 7 anos. Ele é de Divinópolis (MG) e roda o Brasil em festivais literários e diz ter um carinho especial por Poços de Caldas. “Essa feira aqui é muito boa. Viemos, neste ano, com um diferencial. Trouxemos um diferencial, que são livros mais procurados, mas também alguns raros”, disse.

Para quem é fã de leitura, como o estudante João Gabriel Marçal Dias, de 21 anos, os livros mais em conta são um prato cheio. “Eu sou apaixonado por literatura, de todos os tipos, então, já guardo um dinheiro para comprar bastante coisa no Flipoços e ler durante o ano”, comentou, enquanto comprava cinco exemplares de romances variados.

Há também, além de livros, cabines fotográficas sobre literatura, estandes voltados a livros de mágica, a revistas, venda de roupas e produtos poéticos em diferentes suportes, venda de doces regionais, de mel, além das palestras e atividades que ocorrem diária e simultaneamente. E ainda o espaço Flipocinhos, com atividades diárias para o público infantil.

Flipocinhos traz atividades para crianças (Foto: Bruno Alves / Flipoços)

Flipocinhos traz atividades para crianças (Foto: Bruno Alves / Flipoços)

 

Autores independentes
Os autores independentes, que também participam do evento, ficam felizes com a movimentação. Neste ano, são esperadas 60 mil pessoas. Para a pedagoga e poeta Marília Rossi, que lança o livreto “Partida”, tem sido uma boa oportunidade. Com uma mala e a pergunta: ’o que te cabe?’, ela disponibiliza post-its para que os passantes possam escrever o que carregam em suas malas pessoais, seja de viagem ou de vida.

“Eu estou no estande de escritores independentes. Resolvi fazer uma intervenção com o público e tem dado certo. No domingo (1º), vendi todos exemplares que eu tinha comigo e tive que mandar fazer mais”, destacou.

O escritor Márcio Dias também está no evento. Para ele, esta é a oportunidade de divulgar o trabalho. “Aqui a gente faz contato, conversa com os visitantes, mostra o trabalho que ele ainda não teve acesso e assim acaba fazendo vendas”, contou.

E estas falas vão ao encontro do que pensa o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antônio Torelli, que esteve presente pelo segundo ano no Flipoços. “Eu sou suspeito para falar, mas eu penso que o Flipoços tem os mesmos objetivos que nós, na Câmara, que é fomentar a criação de novos leitores e o evento cumpre esse papel muito bem, ao conseguir colocar o livro como muito acessível ao leitor”, disse.

Go to Top