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Historiador recupera relatos sobre a 2ª Guerra

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Ricardo Bonalume Neto, na Ilustrada

O jornalista e historiador britânico Max Hastings -desde 2002, sir Max Hastings- nasceu em 1945, último ano da Segunda Guerra Mundial, durante a qual seu pai foi correspondente de guerra.

Hastings, 67, seguiu os passos do pai e se tornou um dos mais celebrados correspondentes de guerra do Reino Unido no século 20. Um evento em particular em 1982 cimentou sua fama.

Ele fazia parte de um pequeno grupo de jornalistas britânicos que pôde acompanhar a força-tarefa enviada para retomar as Ilhas Falklands/Malvinas dos argentinos.

Soldado americano alimenta criança na Itália em imagem do livro (Divulgação)

Soldado americano alimenta criança na Itália em imagem do livro (Divulgação)

Aproveitando sua experiência de ex-militar, sabia o que poderia passar ou não pela censura. Tornou-se um dos correspondentes mais populares entre o público.

Quando houve a rendição argentina, por um tempo o general britânico no comando proibiu suas tropas de entrarem na capital das ilhas, Port Stanley. Hastings viu aí uma grande chance.

Tirou seu casaco militar, colocou um civil, e entrou na cidade sozinho. Seu jornal, o “Evening Standard”, explorou bem o feito: “O primeiro homem em Stanley”, proclamava a enorme manchete.

“Eu tive sorte nessa guerra”, disse ele, modestamente, em entrevista à Folha por telefone.

Hastings é autor de 23 livros sobre temas muito variados -jornalismo, biografia, vida no campo, memórias e, principalmente, 11 obras de história militar, com ênfase na Segunda Guerra Mundial.

Para seu mais recente livro sobre o tema, “Inferno: O Mundo em Guerra 1939-1945”, lançado agora pela editora Intrínseca, ele criou um método original de trabalho.

Primeiro ele releu livros sobre a guerra; depois construiu um “esqueleto” com os principais fatos do maior conflito da história humana.

O próximo passo foi “rechear” o esqueleto com “carne” -relatos pessoais dos participantes e sus próprias reflexões. Para obter originalidade em mais um livro sobre o tema, ele procurou relatos relativamente obscuros, cartas, documentos pessoais e entrevistas inéditas.

NÚMEROS SUPERLATIVOS

Um dos detalhes que dá particular intensidade ao livro é o uso liberal, mas judicioso, de números e estatísticas, que servem para colocar os relatos pessoais no seu devido contexto.

Por exemplo, ao relatar o ataque soviético à Finlândia em 1940, ele conta que “4.000 russos atacaram 32 finlandeses; eles perderam 400 homens, mas apenas quatro defensores sobreviveram”.

Em seguida ele cita declarações de um oficial finlandês e de um soldado russo que deixam claro como foi brutal e intenso o combate nesta campanha.

Os números ligados à invasão da então União Soviética pelos alemães em 1941 também são superlativos.

A luta na frente oriental foi o maior conflito da história; foi ali que a espinha dorsal das forças alemãs foi quebrada. Mas os soviéticos pagaram um altíssimo preço.

A invasão começou em junho. Por volta de outubro, os soviéticos tinham perdido quase 3 milhões de soldados e 45% da população estava vivendo em regiões controladas pelos invasores. Em média, a URSS estava perdendo 44 mil soldados por dia.

Ele não entra em detalhes sobre certos temas (caso do Dia D, a invasão da França sobre a qual ele também escreveu um livro), alegando que já foram exaustivamente tratados por muitos autores.

Depois de narrar inúmeros dramas humanos, ele conclui sobriamente que a guerra não foi uma luta do bem contra o mal, e que a derrota dos nazistas não trouxe paz e prosperidade para todo o planeta.

Mas conclui também que a vitória das tropas aliadas salvou o planeta de um destino muito pior caso Alemanha e Japão tivessem triunfado.

PUC e Mackenzie têm cursos entre novos reprovados pelo MEC

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Título original: MEC divulga lista com mais 38 cursos reprovados que devem ser punidos

Publicado no UOL

Foi publicada nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União lista com mais 38 cursos superiores com notas insatisfatórias na última avaliação do MEC (Ministério da Educação). A lista de cursos que estavam em análise complementa o anúncio feito pelo MEC (Ministério da Educação) em 2012 que apontava 207 cursos superiores reprovados.

Os cursos, que receberam notas 2 no CPC (Conceito Preliminar do Curso) de 2011, serão punidos com a suspensão de sua autonomia e assim não poderão, por exemplo, criar novas vagas.

Serão atingidas 21 instituições de ensino superior, entre elas federais, como o IF Fluminense (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense), e universidades privadas tradicionais, como a PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) e o Mackenzie (Universidade Presbiteriana Mackenzie). Veja a lista completa abaixo:

CURSOS AVALIADOS EM 2011 COM CPC 1 E 2 – CENTROS UNIVERSITÁRIOS E CENTROS FEDERAIS

InstituiçãoCurso
CEFET/RJ (CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA)ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO (92879)
CEFET/RJ (CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA)ENGENHARIA ELÉTRICA (29496)
CEFET/RJ (CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA)ENGENHARIA ELETRÔNICA (33021)
CEFET/RJ (CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA)ENGENHARIA MECÂNICA (14590)
FESSC (CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÁ DE SANTA CATARINA)REDES DE COMPUTADORES (72057)
UNINASSAU (CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU)ARQUITETURA E URBANISMO (94766)
UNIANCHIETA (CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA)ENGENHARIA DE PRODUÇÃO (97029)
UNIPINHAL (CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL)CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (62728)
UNISALESIANO (CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM)EDUCAÇÃO FÍSICA (8213)
UNIFLU (CENTRO UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE)ARQUITETURA E URBANISMO (78154)
  • Fonte: Diário Oficial da União – Edição de 8 de janeiro de 2013

CURSOS AVALIADOS EM 2011 COM CPC 1 E 2 – UNIVERSIDADES E INSTITUTOS FEDERAIS

InstituiçãoCurso
IFRR (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE RORAIMA)SANEAMENTO AMBIENTAL (113557)
IFCE (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ)AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL (63395)
IFCE (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ)QUÍMICA (120084)
IFPA (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ)ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS (87330)
IFPA (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ)GEOGRAFIA (48283)
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SERTÃO PERNAMBUCANOFÍSICA (101858)
IF Fluminense (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FLUMINENSE)ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS (18026)
IF Fluminense (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FLUMINENSE)ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO (92277)
IF Fluminense (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FLUMINENSE)ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO (111916)
IF Fluminense (INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FLUMINENSE)MANUTENÇÃO INDUSTRIAL (43681)
PUC-CAMPINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS)CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (1624)
PUC-CAMPINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS)CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (301624)
PUC-CAMPINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS)CIÊNCIAS SOCIAIS (301638)
PUC-CAMPINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS)EDUCAÇÃO FÍSICA (1641)
PUC-CAMPINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS)ENGENHARIA CIVIL (1635)
PUC-CAMPINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS)LETRAS – PORTUGUÊS E INGLÊS (352189)
PUC-CAMPINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS)QUÍMICA (1659)
PUC GOIÁS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS)ENGENHARIA CIVIL (10803)
PUC MINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS)CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (341217)
PUC MINAS (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS)CIÊNCIAS SOCIAIS (63873)
PUC-SP (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO)GEOGRAFIA (18537)
PUC-SP (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO)GEOGRAFIA (318537)
PUC-SP (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO)HISTÓRIA (11243)
MACKENZIE (UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE)ARQUITETURA E URBANISMO (2016)
UNIR (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA)HISTÓRIA (15992)
UFT (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS)PEDAGOGIA (49687)
UNIVASF (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO)ARQUEOLOGIA E PRESERVAÇÃO PATRIMONIAL (85590)
UFRB (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA)MATEMÁTICA (100412)
  • Fonte: Diário Oficial da União – Edição de 8 de janeiro de 2013

Dilma sanciona projeto de lei que cria o Vale-Cultura

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A ministra da cultura, Marta Suplicy e a presidente Dilma Rousseff (Agência Brasil)
A ministra da cultura, Marta Suplicy e a presidente Dilma Rousseff (Agência Brasil)

As empresas que aderirem ao programa terão isenção de impostos de R$ 45 por vale doado e o trabalhador contribuirá com R$ 5

Karla Santana Mamona, no InfoMoney

A presidenta Dilma Rousseff sancionou, há pouco, o projeto de lei que cria o Vale-Cultura, no valor de R$ 50 por mês, para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. O projeto depende ainda de regulamentação e deve entrar em vigor no segundo semestre de 2013.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Marta Suplicy. A ministra lembrou que a iniciativa do governo Lula de criar o Bolsa Família teve como objetivo acabar com a fome e a miséria e disse que Dilma, agora, com o Vale-Cultura, ”dá o alimento para a alma”. Segundo a ministra, “existe uma enorme sede de conhecimento”.

As empresas que aderirem ao programa terão isenção de impostos de R$ 45 por vale doado e o trabalhador contribuirá com R$ 5. “Temos cerca de 17 milhões de trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, mas trabalhamos com muito menos [adesões]. Devagarzinho, paulatinamente, como foi com a Lei Rouanet e o tíquete alimentação.”

Segundo a ministra, a estimativa é que o governo deixe de arrecadar R$ 500 milhões [renúncia fiscal] se o Vale-Cultura entrar em vigor em agosto. “Depois, haverá um aumento [no número de adesões]. Vai depender da adesão das empresas e do interesse do trabalhador”, explicou.

O Vale-Cultura é cumulativo e poderá ser usado para comprar livros, ingressos de teatro, de cinema, de espetáculos de dança, disse a ministra. “O trabalhador pode escolher onde quer consumir.”

Marta esclareceu que o Vale-Cultura não é obrigatório nem para as empresas, nem para os trabalhadores, mas acredita que haverá uma grande adesão. As empresas poderão usar até 1% do rendimento bruto para concessão do benefício.

dica da Luciana Leitão

Cortador de cana chega à final de Olimpíada de Língua Portuguesa contando sonho nordestino

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Na foto, Sineudo posa com a diretora de sua escola Adriana Telles, de Tamboara (PR)

Edgard Matsuki, no UOL

O cearense Sineudo dos Santos, 23, foi finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa

Entre os 152 alunos que foram a Brasília participar da final da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, o cearense Sineudo dos Santos chama atenção por destoar do estereótipo de estudante premiado. Com 23 anos e no 3º ano do ensino médio, o cortador de cana conseguiu o feito de chegar à última etapa do concurso ao falar de um assunto que ele entende muito: o “sonho nordestino”.

Com a experiência de quem saiu da cidade cearense de Jardim para cortar cana em Tamboara (PR), Sineudo escreveu sobre as dificuldades e os benefícios que os migrantes do nordeste proporcionam às cidades do sul do país no artigo opinativo “O polêmico sonho nordestino em terra paranaense”.

No artigo, Sineudo fala sobre o sofrimento do povo nordestino e conta o “segredo” de conhecer tanto o assunto: “Sou nordestino e sinto na pele essa polêmica… Não fossem pelas dificuldades em sobreviver em uma terra tão castigada pela seca, não deixaríamos para trás quem tanto amamos para trabalhar em terras tão distantes”.

A classificação para a etapa final da Olimpíada de Língua Portuguesa chega no mesmo mês em que Sineudo completa o ensino médio. “Foi a coroação para tanta luta”, afirma. Caçula de uma família de sete irmãos, Sineudo é o primeiro a conseguir terminar o ensino médio.

Em uma cidade que não tinha energia elétrica a água encanada até o ano 2000, ele foi o único que teve oportunidade de continuar na escola. Mesmo assim, a rotina era árdua. “Trabalhava batendo tijolo em uma Olaria das 7h30 às 17h30. Aí tinha subir em uma caçamba de caminhonete com mais 15 pessoas, percorrer 18 km, assistir a aula e voltar para casa. Recentemente, teve até um acidente com esse carro“, conta.

Finalista teve que largar os estudos para cortar cana

Com a mão calejada do trabalho e dormindo menos de seis horas por dia, a tentação de parar os estudos sempre foi um fantasma na vida do cearense. O incentivo da família o ajudava a vencer o desejo de largar tudo. Porém, a oportunidade de sair da cidade natal o fez abandonar os estudos quando estava no 3º ano em 2009. “A vida estava muito sofrida e queria ajudar a família”, se justifica.

A motivação para voltar a estudar só veio no início de 2012, quando perdeu a oportunidade de sair do corte de cana. “Tinha uma vaga de técnico de segurança e perdi porque não tinha segundo grau. Aí decidi retomar”.

Para Sineudo, o momento mais difícil foi na semifinal, realizada em Belo Horizonte: “A gente tinha que escrever um artigo após um debate e pesquisa no computador. Só que eu não sei usar internet. Aí quando todo mundo foi pesquisar, eu sentei, peguei a caneta e escrevi o que tinha na cabeça. Pensei que ia perder, mas aconteceu o contrário”.

Incentivo

Conciliando trabalho e estudo, Sineudo começou a estudar apenas para ganhar o diploma. Mas tudo começou a mudar com a Olimpíada de Língua Portuguesa, o texto sobre o “sonho nordestino” e as classificações nas etapas municipal, estadual e regional do concurso.  Para ele, participar é uma vitória: “com o texto, pude mostrar um pouco da vida do migrante nordestino”.

O texto acabou dando uma guinada na vida do estudante. “Quando vimos o texto dele percebemos que é único. Ele teve a oportunidade de tratar de um assunto dando o exemplo de vida dele mesmo, que saiu do Ceará porque ganhava R$ 12 por dia”, diz Adriana Telles, diretora da escola de Sineudo.

Para chegar à última etapa do concurso, Sineudo passou pela etapa municipal (com outros seis candidatos), estadual (concorrendo com 476 alunos), regional (com 127 semifinalistas) e final (com 38 alunos). Mas não ficou entre os ganhadores.

Com o concurso, o cearense ganhou uma viagem para Belo Horizonte (para as semifinais), uma para Brasília (para as finais, com direito a um tour pela cidade), um tablet, 225 reais em livros.

Perguntado sobre quais eram os “sonhos nordestinos” dele, Sineudo foi bem modesto. “Já quis sair da minha terra, comprar uma moto e até ser médico. Hoje, meu principal sonho é ter um emprego decente para que eu possa dar uma boa condição de vida para minha família”, conta o, segundo ele mesmo, mais esforçado dos 152 finalistas da Olimpíada da Língua Portuguesa.

Família de Tolkien processa estúdio de ‘O senhor dos anéis’, diz revista

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Elijah Wood no papel de Frodo, um dos
protagonistas de ‘O senhor dos anéis’
(Foto: Divulgação/Divulgação)


Publicado originalmente no G1

Os responsáveis pelo espólio do escritor J. R. R. Tolkien (1892-1973) abriram nesta segunda-feira (19), em Los Angeles, um processo de US$ 80 milhões contra o estúdio New Line, empresa subsidiária da Warner Bros., que filmou os três filmes inspirados na obra mais famosa do autor, “O senhor dos anéis”. A informação é da revista “The Hollywood Reporter”.

De acordo com reportagem do site da publicação, os herdeiros de Tolkien alegam que a Warner está “ultrapassando seus direitos quando se trata da comercialização de propriedade de ‘O senhor dos anéis'”. A “Hollywood Reporter”, que informa ter obtido uma cópia da ação judicial, acrescenta que a HaperCollins, editora dos livros, apoia a família do escritor.

A infração dos direitos autorais estaria especificamente ligada à violação de contrato, que previa a criação apenas de mercadoria “tangível”, caso de criações que reproduzem personagens e figurinos – e não exploração de conteúdos digitais, como games jogados na internet, por exemplo. A família usa o termo “caça-níqueis online” para se referir ao que a Warner tem feito, segundo a “Hollywood Reporter”.

A ação vem à tona poucas semanas antes da estreia de “O Hobbit: Uma jornada inesperada”, também baseado na obra de J. R. R. Tolkien. Em 2008, a família do autor já entrado com um processo contra a Warner, acusando a empresa de não ter pago “nem um centavo” dos lucros obtidos com a trilogia “O senhor dos anéis”, estimados em cerca de US$ 6 bilhões desde a estreia do capítulo inaugural, em 2001.

Na época, os herdeiros e a HarperCollins figuravam como codemandantes da ação apresentada pelo Tolkien Trust, grupo de caridade com sede na Grã-Bretanha, na Corte Superior de Los Angeles.

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