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Posts tagged Feminismo

Emma Watson dá dicas de leituras feministas e distribui livros no metrô de Londres

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Emma Watson distribui livros no metrô de Londres - Reprodução/Instagram/emmawatson

Emma Watson distribui livros no metrô de Londres – Reprodução/Instagram/emmawatson

Vivian Masutti, na Folha de S.Paulo

Embaixadora da boa vontade da Organização das Nações Unidas, a atriz britânica Emma  Watson deixou há um tempo de ser conhecida apenas como a bruxinha Hermione, dos filmes “Harry Potter”, para mostrar sua magia como defensora dos direitos das mulheres.

Formada em letras pela Universidade Brown, nos EUA, ela agora lidera um clube da leitura com dicas de livros feministas. Há clássicos e lançamentos, e alguns deles são publicados por editoras brasileiras, como o lendário “A Cor Púrpura” (R$ 54,90, 336 págs., José Olympio), obra-prima de 1982 que rendeu à escritora Alice Walker, ativista das causas negra e feminina, o Prêmio Pulitzer.

Também figura na lista o recém-lançado “Mulheres que Correm com os Lobos” (R$ 65, 576 págs., Rocco), conjunto de artigos e temas a partir dos quais a autora Clarissa Pinkola Estés investiga o esmagamento da natureza instintiva feminina. A obra ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos.

Já “Minha Vida na Estrada” (R$ 49,90, 392 págs., Bertrand Brasil) é o livro de memórias da ativista Gloria Steinem, que, aos 81 anos, narra o nascimento de um movimento revolucionário em busca da igualdade de gêneros.

Outros livros publicados no Brasil que já foram recomendados pela atriz são “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood; “Persépolis”, de Marjane Satrapi, e “Como Ser Mulher”, de Caitlin Moran.

O clube do livro de Emma pode ser acessado no site “Good Reads”, em inglês, mas pode ser acompanhado com a ajuda do Google Tradutor.

A reportagem foi publicada na Revista da Hora, do jornal “Agora”.

Emma Watson distribuiu vários livros com temática feminista no Dia da Mulher

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Publicado no Jornal Metro

Em comemoração ao Dia da Mulher, a atriz Emma Watson espalhou livros feministas em diversos locais de Londres nesta última quarta-feira (8).

Contando com a ajuda dos integrantes de seu clube do livro, Our Shared Shelf, as obras também alcançaram várias cidades ao redor do mundo.

No Twitter, a atriz falou sobre a parceria com a ONG Book Fairies: “A partir da meia-noite no horário de Nova York, fadas do livro distribuirão livros feministas em comemoração ao Dia Internacional da Mulher”, escreveu.

Londres, Dubai, Buenos Aires, e Milão foram alguns dos locais que receberam as obras.

Entre os títulos estão “Mom & Me & Mom”, biografia de Maya Angelou, “My Life on the Road”, de Gloria Steinem, e “How to be a Woman”, de Caitlin Moran.

Registros de Emma Watson distribuindo os exemplares em lugares públicos foram publicados em suas redes sociais.

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Em SP para a Bienal do Livro, Marian Keyes diz que sua obra ajuda a salvar vidas

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Best-seller. Marian lança nova edição de “Melancia”, com capa dura, e prepara livro focado em uma família em crise - Edilson Dantas

Best-seller. Marian lança nova edição de “Melancia”, com capa dura, e prepara livro focado em uma família em crise – Edilson Dantas

 

Escritora irlandesa lança livro de receitas e uma nova edição de seu romance de estreia

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO – Com um sorriso amplo que faz brilhar os olhos claros, a escritora irlandesa Marian Keyes não dá muitas pistas da alcoólatra e suicida que se salvou escrevendo seu primeiro e maior sucesso no mundo dos livros, o best-seller “Melancia” — a saga de Claire Walsh e o abandono do marido após o nascimento da filha de ambos. Nem da autora que em 2009 buscou na culinária e nos bolos uma espécie de refúgio para uma dor que não sabia de onde vinha, impedia-a de trabalhar e novamente tirava-lhe a vontade de viver. Para marcar sua segunda passagem pelo Brasil (a primeira foi a passeio, e desta vez como convidada da 24ª Bienal do Livro de São Paulo), a Bertrand Brasil está lançando “Salva pelos bolos”, com as receitas que a tiraram do atoleiro, e uma nova edição de capa dura de seu romance de estreia.

Vista pelos críticos literários como uma mistura de autora de romances para jovens adultos e livros de autoajuda, Marian é também uma grande vendedora. “Melancia” vendeu 500 mil exemplares no Brasil. Na esteira desse fenômeno, a Bertrand publicou outros 12 títulos dela, incluindo o romance mais recente, “A mulher que roubou a minha vida”. No mundo, foi traduzida em 33 línguas e vendeu mais de 30 milhões de livros. Com tudo isso, ela não demonstra ressentimento com o fato de ser alvo do desprezo da intelectualidade. E avalia que é o modo como escreve que atrai os leitores, a maior parte jovens e uma boa quantidade de mulheres:

— Escrevo principalmente sobre jovens mulheres, pós-feministas, que têm a vida completamente bagunçada. E faço isso de uma maneira direta, honesta e sincera, que é como falo normalmente. Acho que as pessoas sentem-se identificadas e confortáveis — disse ela em entrevista concedida sábado ao GLOBO, um dia antes de seu encontro com leitores na Bienal, em que se emocionou mais de uma vez ao responder perguntas da plateia.

Marian se encaixa como uma luva no perfil dos principais convidados estrangeiros do evento, que desde a edição anterior investe principalmente nos ídolos da tendência “jovem adulto” e autores egressos de outras plataformas, como o YouTube. A escritora irlandesa crê que essa é uma tendência a ser explorada, porque os jovens se identificam mais com os mundos criados nessas séries dedicadas a eles:

— Não sei se é culpa das redes sociais, mas os adolescentes falam mais abertamente de seus medos. E os livros para jovens adultos estão cheios de metáforas sobre suas vidas. As ficções distópicas, por exemplo, são representações do ensino médio, com suas tribos e disputas. E esses leitores articulam suas preocupações com esse tipo de história. Para mim, estar vivo pode ser muito difícil e esses livros ajudam-nos a passar pelas dificuldades — comentou ela.

O próximo livro, ainda sem título definido, é uma variação de seus outros romances, com uma protagonista que, depois de 18 anos de casamento e dois filhos, surpreende-se com a decisão do marido de se ausentar por seis meses para tirar uma espécie de “licença”:

— Essa é uma tendência, li muitos relatos sobre casos parecidos. Como as pessoas estão vivendo mais, a tendência é que passem mais tempo juntas. Só que a perspectiva de passar 40 ou 50 anos com o mesmo par é assustadora.

Criadora de personagens que muitas vezes lembram ela mesma e partes de sua história, Marian é uma feminista declarada e admite que o feminismo tenha adquirido um aspecto mais assustador para algumas pessoas, talvez por representar uma ideia errada de oposição aos homens, o que ela chama de “bobagem”. Diferentemente da época em que se popularizou, nos Estados Unidos, nos anos 1960 e 1970:

— Ali era uma defesa feita pela mulher branca de classe média — explicou ela. — Hoje em dia, abrange muito mais gente e, inclusive, atravessa questões de classe social e de gênero. Fico muito triste quando idiotas como Kim Kardashian dizem que não são feministas. Poderia chorar quando ela diz que não é feminista, mas luta pela igualdade entre gêneros. Mas tenho esperança de que estamos melhorando.

COM AÇÚCAR E COM AFETO

Mais do que sugestivo, o título “Salva pelos bolos”, livro de receitas de Marian Keyes que a Bertrand está lançando na Bienal do Livro de SP, é literal. Em 2009, Marian curou uma profunda crise nervosa cozinhando bolos. Depois que surpreendeu uma amiga com um quitute, Marian sentiu que os sintomas da depressão profunda — pânico, vontade de se matar — acabaram desaparecendo. Uma das razões, disse ela, era a concentração e o método. Passou então a escolher receitas multinacionais. Um deles, “Bolo brasileiro com cerveja preta”, é uma homenagem ao país. “Não se preocupe com a cerveja, porque o álcool evapora e, portanto, você pode oferecer o bolo para qualquer um”, escreve ela.

Clássico da literatura feminista é lançado no Brasil

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Clássico feminista / Foto da jornalista

Clássico feminista / Foto da jornalista

 

O papel de parede amarelo’, da autora americana Charlotte Perkins Gilman, denuncia a opressão vivida pelas mulheres.

Paula Maria Ladeira, no Blasting News

Uma mulher que acaba de dar à luz começa a se sentir doente. Ela tem o que, hoje, é reconhecido como depressão pós-parto. Ela é enclausurada por seu marido médico, e proibida de fazer qualquer atividade, física ou mental, para se recuperar. Sentindo-se cada vez mais entediada, ela começa a reparar no papel de parede amarelo do quarto, enquanto seu estado de saúde piora dia-a-dia.

O papel de parede amarelo, conto escrito em 1890, é uma história de terror com duplo sentido. Temos um conto de terror psicológico que narra, de forma assustadora, o enlouquecimento da personagem – que foi a maneira escolhida pela autora para trazer à tona os problemas enfrentados pelas mulheres, oprimidas pela sociedade patriarcal. Como muitas mulheres da época, Gilman sentiu na pele essa opressão. E transformou sua experiência e sofrimento numa luta por uma sociedade mais igualitária entre mulheres e homens: ela foi uma das maiores feministas ativas dos Estados Unidos.

Charlotte Perkins Gilman nasceu em 1860, em Connecticut, nos Estados Unidos. Ela se casou em 1884 e teve uma filha. Infeliz no casamento, sofreu séria depressão pós-parto, e se separou do marido em 1888, um ato de coragem para a época. O divórcio veio em 1894 e, em um gesto ainda maior de ousadia, ela entregou a filha aos cuidados do ex-marido. Malvista pela sociedade, enfrentava dificuldades para expor suas ideias e seus conceitos, e para publicar seus escritos. O papel de parede amarelo, por exemplo, costumava ser publicado em antologias de mistério, que realçavam seu aspecto “conto de terror” e ignoravam o argumento feminista.

Mesmo com as dificuldades, Gilman teve uma extensa carreira como romancista, que inclui livros de ficção e de não-ficção, contos e poemas. Ela costumava dar palestras para sobreviver e, embora sua causa principal fosse rever o papel da mulher na sociedade, ela também defendeu outras causas, como o fim do capitalismo e da distinção de classes. A própria Teoria da Evolução de Darwin, segundo ela, precisava ser reformulada porque apresentava apenas o papel do homem no processo evolutivo, ignorando o da mulher.

Embora O papel de parede amarelo seja seu trabalho mais conhecido, muitos livros de Gilman obtiveram reconhecimento, como Women and economics (As mulheres e a economia, tradução livre), e The home: its work and influence (O lar: trabalho e influência, tradução livre), ambos sem lançamento no Brasil. Atuais, essas obras, que discutem a questão da mulher, do lar e da sociedade, são consideradas hoje “bíblias” do Feminismo.

O livro traz ainda um prefácio escrito pela filósofa brasileira Márcia Tiburi, e um ensaio, escrito em 1973, pela educadora americana e feminista ativa Elaine Ryan Hedges. Nesse ensaio, Hedges oferece uma breve biografia da autora, e contextualiza o período que ela vivia. Ambos os textos esclarecem a importância da autora e desse conto para o movimento feminista.

Gilman morreu em 1935. Estava com câncer inoperável de mama e, defensora da eutanásia, cometeu suicídio

Concurso Cultural Literário (152)

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Imprensa feminina e feminista no Brasil
Século XIX

Constância Lima Duarte

Imprensa feminina e feminista no Brasil traz para o leitor contemporâneo um grandioso painel onde ressurgem nada menos que 143 jornais e revistas que circularam no país ao longo do século XIX e que tinham a mulher como público-alvo. Surpreende a multiplicidade de títulos, a amplitude que alcançaram no território nacional e o fato de refletirem as polarizações então vigentes quanto ao papel da mulher na sociedade. Enquanto alguns se empenharam em acompanhar a transformação dos tempos e defenderam seu direito de frequentar escolas e espaços públicos, outros a queriam estacionada na ignorância e na dependência, reiterando a fragilidade e se limitando a falar de moda, filhos e culinária.

Fruto de dedicada pesquisa sobre a história das mulheres e do movimento feminista no Brasil, o Dicionário apresenta uma cartografia que vai de norte a sul do país. Alimentado por fontes primárias raras ou de difícil acesso, cumpre com eficiência o papel de mapa e guia norteador de novas pesquisas, contribuindo para preencher lacunas acerca da história da mulher brasileira na busca por seus direitos e na construção de sua identidade.

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Em parceria com a Autêntica, vamos sortear 3 exemplares de “Imprensa feminina e feminista no Brasil“, o novo livro de Constância Lima Duarte

Para concorrer, responda na área de comentários:

Qual a importância de uma imprensa feminista para a mulher brasileira?

Se participar via Facebook, por favor deixe seu e-mail de contato.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 12/5 neste post.

Participe e divulgue!

 

Atenção para as sorteadas: Mariana Miranda, Giovanna Berriel Matsumoto e Rosane Dornelles. Entraremos em contato via e-mail.

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