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Philip Roth: “A cultura literária acabará em 20 anos”

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O escritor americano afirma que a tecnologia deverá acabar com o livro em papel e que a literatura tende a perder a influência na formação dos jovens

Luís Antônio Giron, na Época

CONSAGRADO O autor Philip Roth em Nova York, em 2010 (Foto: Steve Pyke/ContourPhotos/Getty Images)

CONSAGRADO
O autor Philip Roth em Nova York, em 2010 (Foto: Steve Pyke/ContourPhotos/Getty Images)

O edifício Austin, com seus 20 andares, fica a um quarteirão do museu de História Natural de Nova York. O porteiro indica o elevador que leva ao 12° andar. Ali, à porta de um apartamento despojado, com vista para a região plana e repleta de prédios do Upper West Side de Manhattan, uma criatura mitológica dá boas-vindas. “Entre, por favor!”, diz Philip Roth, sorrindo. Ele é mais simpático do que se esperaria do criador de personagens beligerantes, frequentemente à beira do desvario. Tampouco lembra o fauno lúbrico descrito pelas feministas. Magro, alto e em forma, Roth tampouco parece um verbete da enciclopédia do romance. Aos 80 anos, 54 de carreira, ele é tido por críticos respeitados como o maior escritor vivo e figura há décadas na lista de possíveis ganhadores do Prêmio Nobel. É o único autor vivo a merecer a edição de suas obras na editora The Library of America, dedicada a escritores consagrados. Roth chegou a declarar que não escreveria mais. Nesta entrevista a ÉPOCA, no entanto, diz por que mudou de ideia e já está pensando numa novela em um gênero que jamais praticou: o fantástico.

ÉPOCA – Não há nenhum computador nesta sala. O que o senhor pensa sobre os avanços tecnológicos como tablets e e-readers? Eles melhoram a compreensão do mundo?
Philip Roth –
Não sou fanático por tecnologia. Tenho o mesmo telefone celular há anos e não pretendo trocá-lo. Escrevo em computador, como fiz antes com a máquina de escrever. É óbvio que as máquinas facilitam a finalização de um texto. Só que as coisas estão se transformando muito rapidamente para meu gosto. Não consigo achar graça em ler livros em formato eletrônico em e-reader. Outro dia passei numa loja Apple com a forte disposição de comprar um iPad. Cheguei lá, vi tanta gente se acotovelando para ver como funcionava o aparelho e cheguei a testá-lo. Acabei desistindo. Não sei por que, mas o iPad não me convenceu, talvez porque pareça chato escrever nele, e ler nele é dispersivo. Quem vai conseguir ler um livro inteiro meu naquele tablet? É mais um totem do culto à tecnologia. Hoje, toda a cultura se encontra a nossa disposição. E isso me preocupa. A cultura literária como conhecemos vai acabar em 20 anos. Ela já está agonizando. Obras de ficção não despertam mais interesse nos jovens, e tenho a impressão de que não são mais lidas. Hoje, a atenção é voltada para o mais novo celular, o mais novo tablet. Daqui a poucas décadas, a relação do público e do escritor com a cultura será muito diferente. Não sei como será, mas os livros em papel vão acabar. Surgirá outro tipo de literatura, com recursos audiovisuais e o que mais inventarem.

ÉPOCA – Sua trajetória foi ascendente, de um autor quase maldito de O complexo de Portnoy, de 1969 – que era lido pelos meninos como eu como uma iniciação aos segredos do sexo –, ao mestre canonizado dos romances filosóficos, que tratam da velhice e da morte. O que mudou em sua vida nestes 42 anos?
Roth –
Não sei, você sabe? O que terá sido? No tempo de O complexo de Portnoy, muita gente disse que eu tinha inventado a masturbação! Quanto à consagração, a vida e a atividade literária se confundem. Para mim, escrever foi sempre a prioridade. Foi um caminho natural, de juventude, amadurecimento e velhice. Talvez o mundo tenha ficado mais parecido comigo. Hoje, ninguém precisa ler meus livros atrás de nenhuma técnica sexual! (risos)

ÉPOCA – O senhor tem milhares de fãs jovens no Brasil, obviamente não mais por causa dos métodos de masturbação de Portnoy.
Já pensou em visitar o país e se encontrar com seus leitores?
Roth –
Já fui convidado a participar de eventos literários no Brasil. Gostaria de ir, mas recusei muitas vezes, pois na minha idade não tenho mais ânimo para viajar. Em junho, me convidaram para ir a Londres receber o Man Booker Prize. Agradeci e disse que não poderia ir. A organização gravou um vídeo com uma mensagem minha, e tudo correu muito bem. Não pretendo mais fazer viagens fora dos Estados Unidos. Aliás, minhas viagens têm sido entre minha casa de campo, em Warren, Connecticut, e Nova York. Gosto dessa rotina segura.

ÉPOCA – Que referências o senhor tem do Brasil?
Roth –
Infelizmente não conheço nada do país nem de sua cultura. Nunca ouvi falar de um autor brasileiro atual. Não tenho nenhum contato por lá. Nem sei nem o nome de meu editor em São Paulo. Você sabe que li um único autor brasileiro? É a imagem que tenho do Brasil. Não me recordo do nome dele, mas é um romance irônico, de narrativa descontínua, sobre um homem morto que conta suas paixões e confusões em primeira pessoa. Adorei…

ÉPOCA – É Memórias póstumas de Brás Cubas, publicado aqui sob o título de Epitaph for a small winner. O autor é Machado de Assis.
Roth –
Isso! Alguns amigos meus como (o crítico inglês) John Gledson me recomendaram a leitura, e gostei demais. Outro amigo, o crítico Harold Bloom, colocou o livro entre os maiores exemplos do cânone ocidental e chamou Machado de Assis de gênio. Como não conheço outros livros dele, não sei dizer. Ele me parece bastante influenciado por Tristram Shandy (romance do irlandês Laurence Sterne). Mas com uma abordagem menos pilhérica, mais consistente e aforística. Acho que deveria ler mais autores brasileiros. Ler é o que mais gosto de fazer, além de ouvir música e nadar.

ÉPOCA – O que o senhor tem lido ultimamente?
Roth –
Estou num momento da vida em que ler significa reler. Permaneço no século XVIII!(risos) Releio clássicos. Mas, de uns meses para cá, parei de ler ficção. Leio história, sobretudo livros que tratam de meus tempos de menino, o período da Segunda Guerra Mundial, que vivi em Newark, (cidade vizinha a Nova York), onde nasci. Eu não tinha a dimensão dos fatos. Os historiadores me ajudam a entender aqueles tempos. Sou fascinado pela era Roosevelt, e há ensaios e estudos recentes sobre o período – parecido com o atual, com os problemas da recessão econômica. Um livro que me impressionou foi O jovem Stálin, de Simon Sebag Montefiore. Ele traça um perfil aterrador do futuro ditador russo. Stálin é tão mau que faz Ivan Karamázovi parecer uma criança de jardim de infância.

ÉPOCA – Seus pais eram judeus, filhos de imigrantes da Europa Central. O senhor manteve tradições como o hebraico e o ídiche e o culto a símbolos religiosos?
Roth –
Não. Meus pais eram cidadãos americanos pragmáticos. Eles criaram a gente sem obrigações religiosas. Fiz meu bar mitzvah aos 13 anos, mas desde então nunca mais entrei numa sinagoga! Nunca entendi uma só palavra em hebraico que tive de recitar na ocasião e até hoje não sei o que o rabino disse naquele dia. Não sou religioso nem mantenho em casa símbolos judaicos. Os judeus americanos de minha geração não sentiram o fardo da tradição. Ser judeu em Nova York hoje é uma espécie de modo de vida cultural. Meus livros trazem personagens que carregam a tradição de forma bem mais pesada do que eu.

“Não sou religioso nem mantenho
em casa símbolos judaicos.
Os judeus americanos de
minha geração não sentiram
o peso da tradição”

ÉPOCA – Muitos de seus livros se passam em Newark. Quanto de realidade contêm suas tramas?
Roth –
Retirei muitos dos personagens e das situações do ambiente da Newark dos anos 1940 e 1950. Mas nem tudo em minha obra é Newark, como dizem alguns críticos. Como escritor, misturo várias referências – inclusive geográficas.

ÉPOCA – A moralidade e a mortalidade são os temas centrais de sua obra?
Roth –
Em minhas histórias, a trama conduz a determinado tipo de problema moral. Os personagens caem sozinhos nas armadilhas de seus destinos. Não sou assombrado por dilemas morais nem temo a esperada vitória da morte. Mas o fato de ter perdido amigos aparece em meus livros. Há um ano morreu o mais brilhante de todos, John Updike. Perdi parentes, amores, amigos. A impressão é de que meu mundo está encolhendo. Não há como não se entristecer.

ÉPOCA – Apesar da fama de eremita, o senhor parece cercado de gente…
Roth –
Sim, meus melhores amigos são colegas de profissão. Sou próximo a Joyce Carol Oates, Don DeLillo e Doctorow. Procuro manter uma vida social ativa, na medida do possível, já que decidi viver a maior parte do tempo no interior. Quando estou em Nova York, como você está vendo, todo mundo me liga para marcar encontros.

ÉPOCA – Como é seu dia a dia?
Roth –
Acordo cedo, escrevo no computador, saio, converso com os vizinhos de Warren e vou nadar. Nado cinco vezes por semana: nado crawl e costas. Aqui, frequento uma piscina no centro da cidade. Nadar para mim não melhora só a musculatura. Nadar me faz pensar, me obriga a refletir sobre o que estou fazendo. Já inventei muitas histórias debaixo d’água! Depois de nadar, almoço, volto a escrever até cansar. Aí ouço música, vejo um filme e vou dormir.

ÉPOCA – Qual é seu método para criar uma história?
Roth –
Não monto um esquema como alguns autores. Sou intuitivo. Começo com uma ideia e vou testando para ver se ela gera uma ação. Os personagens ganham vida, e o livro toma corpo. Minhas histórias surgem da surpresa da escrita.

ÉPOCA – Quais escritores mais o influenciaram?
Roth –
Depende da idade. Aos 10 anos, lia um autor que me marcou: Thomas Wolfe. Foi um grande contador de histórias – e seus romances me ensinaram o valor da ação, da reviravolta e da veracidade dos personagens. Aos 20, fiquei fascinado pela ideia do grande romance americano. Com as obras de Theodore Dreiser e Henry James, aprendi a lidar com vários planos narrativos. Em 1953, aos 30, descobri As aventuras de Augie March, de Saul Bellow. Ele abriu o caminho para mim. Meu estilo não tem a ver com o de Bellow, seu humor é mais corrosivo. Mas ele me inspirou, pois mostrou que o mundo judaico americano podia atingir a universalidade.

ÉPOCA – Cite escritores inócuos em sua formação.
Roth –
John Cheever, com seus dramas suburbanos, criou uma obra maravilhosa, fui amigo dele, conversamos muito, mas em nada me afetou. Há também Jack Kerouac. Os livros dele têm sido supervalorizados. Ele nunca passou de um narrador banal, um eterno adolescente.

ÉPOCA – Os críticos europeus denunciam o isolamento cultural da ficção americana. O senhor concorda com a análise?
Roth –
Não. O que vejo é surgir um bom romance americano a cada semana. Só para mencionar meus amigos, há a Joyce Carol Oates e DeLillo. Entre os novos, Nicole Krauss tem produzido romances excelentes, como Great house. E Mollly Molloy, autora de El Sicario. A ficção americana cresce nos momentos difíceis.

ÉPOCA – O senhor anunciou que não vai mais escrever. É verdade?
Roth –
Sinto desapontá-lo, mas tive de rever meu anúncio. Por sugestão de uma amiga, já estou trabalhando numa novela curta fantástica, com figuras mitológicas. É só o que tenho a dizer por enquanto.

Aluno envolvido no “rodeio das gordas” é condenado a pagar R$ 20 mil

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Publicado por UOL

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) informou que um estudante envolvido na divulgação do “Rodeio das Gordas”, no campus de Araraquara da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em 2010, foi condenado a pagar trinta salários mínimos, cerca de R$ 20 mil, por danos morais.

O dinheiro será destinado para o Fundo Estadual de Reparação dos Interesses Difusos Lesados. Segundo o MP, a ação civil pública tramitou na 2ª Vara Cível de Araraquara.

Em 2011, outros dois alunos que participaram do evento assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público para pagarem vinte salários mínimos a três instituições filantrópicas. Na época, o estudante condenado agora não aceitou assinar o TAC.

O caso
Os três alunos condenados por danos morais foram responsáveis pela criação da página do “Rodeio das Gordas” no Orkut, de acordo com o MP.

O “Rodeio das Gordas” foi criado durante o Interunesp (evento que reúne universitários da Unesp), realizado em Araraquara, em outubro de 2010.

O objetivo do evento era agarrar colegas, obesas, na tentativa de simular um rodeio. A competição era para ver quem ficava mais tempo em cima das garotas.

USP de São Carlos (SP) registra o terceiro caso policial em 16 dias

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Fernanda Testa, na Folha de S.Paulo

O campus da USP em São Carlos (232 km de São Paulo) registrou em menos de um mês três casos policiais. O mais recente envolve a suspeita de estupro de um estudante que teria ocorrido dentro da universidade.

Após a polêmica do “Miss Bixete”, em que três alunos ficaram nus, supostamente jogaram bebida e hostilizaram um grupo de feministas que protestavam contra o desfile no campus, outras duas ocorrências foram registradas.

Alunas da USP de São Carlos protestam contra o trote 'Miss Bixete' realizado no campus em fevereiro (Frente Feminista/Divulgação)

Alunas da USP de São Carlos protestam contra o trote ‘Miss Bixete’ realizado no campus em fevereiro (Frente Feminista/Divulgação)

Na quarta-feira (13), a estudante Giseli Aparecida Braz de Lima, 30, doutoranda em ciências da computação e matemática, morreu após ser atingida na cabeça por um galho de árvore próximo a uma das cantinas do campus.

De acordo com a Polícia Civil, o galho atingiu a estudante enquanto ela lanchava na universidade.

A USP classificou o caso como uma “fatalidade” e decretou luto oficial de três dias no ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação), local onde a estudante cursava a pós-graduação.

A história mais recente é de um estudante de ciências exatas da universidade, que na noite de quarta acusou oito colegas de estupro dentro do campus.

O jovem de 22 anos compareceu ao plantão policial para relatar o caso nesta quarta-feira (13). Segundo a polícia, ele disse que o crime aconteceu na noite do dia 4.

O estudante, após participar de uma reunião acadêmica no campus, disse que foi abordado por oito colegas no alojamento da universidade.

De acordo com o aluno, os colegas fizeram ameaças e depois o estupraram. A vítima disse ainda que os alunos são moradores do alojamento e que sabe reconhecê-los.

“Vamos identificar e ouvir as pessoas para verificar a veracidade dos fatos. O aluno disse à polícia que os conhece por apelidos”, disse o delegado Aldo Donisete Del Santo, que assumiu o caso.

Segundo ele, o episódio foi registrado como suspeita de estupro. O próprio estudante que relatou o abuso será chamado para falar com Del Santo –na quarta-feira, ele conversou com outro delegado, que estava no plantão.

A Folha tentou contato com o estudante, mas não conseguiu. A polícia não divulgou seu nome nem quis passar o contato para não atrapalhar as investigações.

INVESTIGAÇÃO

A assessoria de imprensa da USP informou, em nota, que o estudante compareceu ao Serviço de Promoção Social do campus na última segunda-feira (11) para relatar o caso. Na ocasião, “todas as ações e procedimentos pertinentes foram realizados pelos profissionais do setor, respeitando o sigilo próprio da atividade”, diz a nota.

Após o registro do boletim de ocorrência, no entanto, a universidade verificou “incongruência nos relatos”.

A USP não informou, porém, quais versões registradas no BO são diferentes em relação ao relato que o aluno fez no dia 11.

Alunos da USP que ficaram pelados em trote se apresentam à Polícia Civil

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Três estudantes de São Carlos, SP, responderão pelo crime de ato obsceno.
Eles hostilizaram feministas durante protesto contra um desfile em fevereiro.

Publicado por G1

Alunos que ficaram pelados ainda não foram identificados (Foto: Divulgação/Frente Feminista)

Alunos que ficaram pelados ainda não foram
identificados (Foto: Divulgação/Frente Feminista)

Os universitários da USP de São Carlos (SP) que ficaram pelados e hostilizaram cerca de 40 integrantes de um grupo feminista que protestava contra a realização de um desfile de calouras, conhecido como “Miss Bixete”, em uma festa dentro do campus, no mês passado, se apresentaram espontaneamente à Polícia Civil e responderão pelo crime de ato obsceno. A informação foi confirmada nesta terça-feira (12) pelo delegado responsável pela investigação, Aldo Donisete Del Santo, do 3º Distrito Policial. Universidade tem até 60 dias para concluir processo administrativo que pode resultar até na expulsão dos envolvidos.

Dois estudantes ficaram pelados e outro simulou sexo com uma boneca inflável. “Eles se apresentaram espontaneamente. Foram ouvidos, tentaram amenizar a situação, mas foi elaborado um termo circunstanciado. Agora o caso chega à fase judicial e a primeira audiência já está marcada”, disse o delegado.

A Polícia Civil entrou no caso após pedido do Ministério Público Estadual de São Carlos. O promotor criminal Marcelo Mizuno anexou à requisição fotos dos estudantes pelados e simulando sexo. A pena para o crime de ato obsceno varia de três meses a um ano de prisão, mas a pena revertida em entrega de cesta básica e prestação de serviço ao público.

Em nota, a USP informou que um processo administrativo está em curso para acompanhar o caso dos alunos envolvidos. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 60 dias. Ainda segundo a universidade, paralelamente o Conselho Gestor do Campus (órgão deliberativo local de instância máxima) tratará do fato em sua próxima reunião para análise e deliberações.

Feminista protesta contra o 'Miss Bixete' na USP de São Carlos (Foto: Divulgação/Frente Feminista)

Feminista protesta contra o ‘Miss Bixete’ na USP
de São Carlos (Foto: Divulgação/Frente Feminista)

Entenda o caso

Cerca de 40 integrantes da Frente Feminista de São Carlos, que protestava contra a realização de um desfile de calouras, conhecido como “Miss Bixete”, dentro do campus da USP de São Carlos, foram hostilizadas por vários veteranos.

Segundo as feministas, o concurso de beleza realizado no dia 26 de fevereiro é machista, submete as estudantes a constrangimentos e muitas são pressionadas pelos veteranos para participar.
Irritados com a manifestação contra o evento, veteranos decidiram ofender os participantes, sendo que dois ficaram pelados e um simulou sexo com uma boneca inflável. “Tiraram sarro, xingaram, ficaram cantando as meninas que estavam no protesto, tentavam passar a mão e até jogaram bombinhas e cerveja na gente”, afirmou uma feminista em entrevista ao G1 no dia 1º de maio.

O universitário Rafael Campanari, um dos organizadores do ‘Miss Bixete’ condenou a atitude dos estudantes que ficaram pelados, mas defendeu o evento. “Ninguém é forçada a participar, as garotas que sobem no palco e desfilam estão lá porque querem, gostam de ouvir assovios e ser aplaudidas”, disse em entrevista no dia 2 de maio.

Disque-trote

Os calouros das universidades da região de São Carlos (SP) podem denunciar casos de abuso durante trotes universitários. O telefone da USP para relatar qualquer irregularidade é telefone é (16) 3373-9100. O número para denunciar trotes na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) é (16) 3306 6571.

1Estudante simulou sexo com boneca inflável para ofender integrantes (Foto: Divulgação/Frente Feminista)

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