Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Ferreira Gullar

Morre o poeta Ferreira Gullar, aos 86 anos

0
O escritor Ferreira Goulart - Camilla Maia / Agência O Globo

O escritor Ferreira Goulart – Camilla Maia / Agência O Globo

 

Ele havia sido internado neste sábado por complicações pulmonares

Publicado em O Globo

RIO – O poeta, ensaísta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e memorialista Ferreira Gullar morreu neste domingo, por volta das 11h, aos 86 anos. A informação foi confirmada pelo colunista Ancelmo Gois. O escritor estava internado no Hospital Copa D’Or, na Zona Sul do Rio, por complicações pulmonares. A partir de um quadro de pneumotórax, o escritor desenvolveu uma pneumonia. Ainda não há informações sobre a data do velório.

Ferreira Gullar assumiu ao longa da vida uma extensa lista de papéis que, sozinhos, não dão a dimensão do seu lugar na cena cultural do país. Um dos fundadores do neoconcretismo, o poeta participou de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira. A escritora e também imortal da ABL Nélida Piñon destacou a biografia de Gullar que, segundo ela, não foi ofuscada por sua obra.

— O seu legado é a obra, que, às vezes, faz a gente até esquecer a biografia. Mas este não é o caso. Ele teve uma vida bonita, difícil e de grande dignidade. O sofrimento do exilado não lhe tirou a graça.

Quarto dos 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão. No início da década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, em 1956, participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta. Três anos depois criou, com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.

Militante do Partido Comunista, exilou-se na década de 1970, durante a ditadura militar, e viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Retornou ao país em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarque, no Rio. Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto a autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista.

Eleito em 2014 para a Academia Brasileira de Letras, colecionava uma vasta lista de prêmios. Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 2007, seu livro “Resmungos” ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. A obra, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Gullar publicadas no jornal Folha de S. Paulo ao longo de 2005.

Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Camões, o mais importante prêmio literário da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. No mesmo ano, foi contemplado com o título de Doutor Honoris Causa na Faculdade de Letras da UFRJ. Um ano depois ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia “Em alguma parte alguma”.

Obra de Maura Lopes Cançado é reeditada

0
Natural de São Gonçalo do Abaeté, Maura escreveu duas obras

Natural de São Gonçalo do Abaeté, Maura escreveu duas obras

 

Admirada por autores como Ferreira Gullar, mineira volta às livrarias

Publicado em O Tempo

SÃO PAULO. Quando tinha 7 anos – época em que os ataques epilépticos começaram –, Maura Lopes Cançado tinha o hábito de inventar personagens para si. Contava aos amigos que seus pais eram russos, que sua irmã se chamava Natacha, que um tio nascera na China. Este talvez seja o primeiro registro da habilidade narrativa da mineira nascida em São Gonçalo do Abaeté, em 1929 – e também um indício de sua esquizofrenia.

Anos mais tarde, já na década de 60, Maura se tornaria uma escritora tão brilhante quanto breve. Admirada por literatos como Ferreira Gullar e Carlos Heitor Cony, teve apenas dois livros publicados: o diário “Hospício É Deus”, escrito em 1959 e publicado em 1965, e a coletânea de contos “O Sofredor do Ver”, de 1968.

1286-20151013160248

Ambas as obras são carregadas nas tintas da loucura com que Maura pintava a vida, o que a levou a ser internada diversas vezes em hospícios de Minas e do Rio e rasurou seu nome na história da literatura – sobretudo depois que a escritora matou uma interna grávida estrangulada com um lençol, e foi condenada em um manicômio judiciário.

“Todos lembram os aspectos negativos, que ela era louca”, afirma Maria Amélia Mello, editora da Autêntica, que relançou caixa com as obras de Maura recentemente, depois de anos sem constar em catálogos. “O que a gente quer é que olhem para o texto dela, que é visceral, tem alta voltagem, e que uma geração inteira não conhece”.

Serviço

Obras: “Hospício É Deus” e “O Sofredor do Ver”

Autora: Maura Lopes Cançado

Editora: Autêntica

Quanto: R$ 74 (232 págs. e 136 págs., respectivamente)

Escritor Ferreira Gullar é eleito o novo integrante da Academia Brasileira de Letras

0

Escritor ocupará a cadeira de número 37, onde já passaram Ivan Junqueira, João Cabral de Melo Neto, Assis Chateaubriand e Getúlio Vargas

Publicado no Correio da Bahia

 

Escritor Ferreira Gullar é eleito o novo integrante da Academia Brasileira de Letras

Foto: Divulgação

O escritor maranhense Ferreira Gullar, de 84 anos, é o novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Eleito nesta quinta-feira (9), Gullar ocupará a cadeira de número 37, onde já passaram Ivan Junqueira, João Cabral de Melo Neto, Assis Chateaubriand e Getúlio Vargas.

José Ribamar Ferreira, mais conhecido como Ferreira Gullar, é poeta, tradutor, dramaturgo, ensaísta e crítico de arte.

Ele escreveu livros marcantes como A luta corporal (1954), Poema Sujo (1976) e Em alguma parte alguma (2010), que em 2011 ganhou o Prêmio Jabuti.

Além do Jabuti, os livros de Gullar já receberam diversos outros prêmios de literatura, incluindo seus poemas infantis. Ele se destacou, ainda, como crítico de arte e roteirista de televisão. Em 2010, o autor foi agraciado com o Prêmio Camões, a mais importante premiação literária da língua portuguesa.

A cerimônia de posse na ABL acontece, porém, apenas no próximo ano.

Fique de olho: eles podem virar imortais

0

Nathália Bottino, no Brasil Post

No mês de julho, a ABL perdeu três grandes nomes da literatura nacional: Ivan Junqueira, João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna. Essas cadeiras passam agora para Ferreira Gullar, Evaldo Cabral de Mello e Zuenir Ventura. E assim a vida na Academia segue. Mas a questão é: quem são os jovens de hoje que vão se sentar nas cadeiras nos próximos anos? Com base numa lista divulgada pela renomada revista literária Granta dos melhores jovens autores do Brasil e finalistas e vencedores de prêmios como o Jabuti e o Prêmio São Paulo de Literatura, fiz uma seleção com os autores promissores que podem virar imortais nos próximos anos. Vale a pena ficar de olho neles! 😉

1

Daniel Galera
Nasceu em 1979, em São Paulo, mas passou a maior parte da vida em Porto Alegre. É um dos criadores da editora Livros do Mal, pela qual publicou o volume de contos Dentes guardados. É autor dos romances Até o dia em que o cão morreu, adaptado para o cinema, Mãos de cavalo, publicado também na Itália, na França, em Portugal e na Argentina, Cordilheira e Barba ensopada de sangue.

Por que ficar de olho?
O garoto venceu o Prêmio Machado de Assis de Romance, da Fundação Biblioteca Nacional, com o romance Cordilheira. Ele está na lista da revista Granta dos melhores escritores brasileiros jovens, é finalista do Prêmio Jabuti de Melhor Romance com Barba ensopada de sangue e venceu, com a mesma obra, o melhor livro do ano pelo Prêmio São Paulo de Literatura 2013.

1

Ricardo Lísias
Nasceu em 1975, em São Paulo. É autor de Anna O. e outras novelas, Cobertor de estrelas, traduzido para o espanhol e o galego, Duas praças, O livro dos mandarins, atualmente sendo traduzido para o italiano. Em 2012, publicou o romance O céu dos suicidas, depois Divórcio e recentemente lançou Intervenções: álbum de crítica, obra exclusiva no formato digital.

Por que ficar de olho?
Reconhecimento não falta para ele: foi o terceiro colocado no Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira de 2006 com Duas praças, finalista do Prêmio Jabuti de 2008 com Anna O. e outras novelas, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010 e 2013 (com O céu dos suicidas) e finalista do Jabuti 2013 de melhor romance com a mesma obra. Seus textos já foram publicados na Piauí e nas edições 2 e 6 da revista Granta em português, que, aliás, indicou Lísias como um dos melhores autores jovens do Brasil.

1

Tatiana Salem Levy
Tatiana é escritora, tradutora e doutora em estudos de literatura pela PUC-Rio. A autora, que nasceu em Lisboa, mas se naturalizou brasileira e vive no Rio, escreveu o ensaio A experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze e os romances A chave de casa, Dois rios, e o infantojuvenil Tanto mar.

Por que ficar de olho?
Seu romance A chave de casa foi finalista do prêmio Jabuti 2008 e deu à autora o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria autor estreante, além de ter sido publicado em Portugal, França, Espanha, Itália, Turquia e Romênia. Tanto mar venceu o Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil. Além disso, a autora também integra a lista Granta dos melhores escritores jovens do Brasil.

1

Antonio Prata
Nasceu em 1977, em São Paulo, e, além de roteirista, Antonio tem nove livros publicados, entre eles Douglas, Meio intelectual, meio de esquerda, Felizes quase sempre e Nu, de botas. Ele já foi colunista da revista Capricho, do jornal O Estado de S. Paulo e atualmente é colaborador da Folha de S. Paulo.

Por que ficar de olho?
Antonio Prata está entre os melhores escritores jovens do Brasil, de acordo com a revista Granta, seu livro Felizes quase sempre foi finalista do Jabuti 2013 como melhor romance infantil e, com Nu, de botas, venceu o 2º Prêmio Brasília de Literatura na categoria crônicas. (mais…)

Concurso Cultural Literário (9)

26

1

As entrevistas com Elizabeth Bishop, que compõem este livro, revelam-nos a pessoa especial que era ela: discreta, ciosa de suas opiniões – que exigia ver transcritas com absoluta fidelidade –, consciente, portanto, de sua responsabilidade como escritora. As opiniões que emite nessas conversas deixam evidente a integridade intelectual dessa mulher, que o acaso da vida trouxe para perto de nós, brasileiros.

Dessas conversas ressalta também que Elizabeth Bishop tinha plena compreensão da importância da poesia, consciente do fazer poético que dominava magistralmente. Não obstante – e isso nos dá a medida da poetisa que era – sabia que, na criação do poema, além da lucidez, interferem fatores incontroláveis que lhe dão a verdadeira dimensão e que se poderia chamar de espanto.

Por tudo isso, este livro será certamente um caminho para o leitor chegar à Elizabeth inspirada que encontramos em seus poemas.

Ferreira Gullar

3 exemplares de “Conversas com Elizabeth Bishop” serão sorteados em mais um Concurso Cultural Literário que preparamos especialmente pra você que aprecia bons livros.

Para participar, basta completar a frase: “Gosto de ler poesias porque…”.

O resultado será divulgado no dia 10/9 às 17h30 neste post e no perfil do twitter @livrosepessoas.

Importante: Se você participar pelo Facebook, por gentileza mencione um  e-mail de contato.

***

Parabéns aos ganhadores: Meg Heloise, Iletrado e Iara Barros. =)

Por gentileza enviar seus dados completos p/ [email protected] em até 48 horas.

Go to Top