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No meio do caminho tinha uma FLIP

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Festa literária influencia na lista semanal, Cinquenta tons de cinza volta as primeiras colocações e Christiane F reaparece, 35 anos depois

Cassia Carrenho, no PublishNews

Para quem acha que a FLIP só traz efeito nas costas e pés torcidos nas românticas pedras de Paraty, a lista semanal prova o contrário. Alguns livros de autores presentes na festa literária entraram na lista dessa semana: A ilha do conhecimento, de Marcelo Gleiser (Record), Cozinhar, de Michael Pollan (Intrínseca)e O demônio do meio-dia, de Andrew Solomon (Companhia das Letras) aparecem na lista de não ficção.

Nessa semana também tivemos a volta de um ícone dos anos 80, Christiane F. 35 anos depois, seu livro Eu, Christiane F., a vida apesar de tudo (Bertrand) conseguiu o 14º lugar na lista de não ficção.

Outro, que nunca desapareceu, mas estava na fase “come quieto” é o bestseller Cinquenta tons de cinza (Intrínseca). Nessa semana todos os livros da trilogia alcançaram a lista geral dos mais vendidos. Nada como um trailler do filme para reacender o desejo!

O monge e o executivo (Sextante), primeiro na lista de negócios, agora tem nova companhia. De volta ao mosteiro, do mesmo autor, James Hunter, ficou em sexto lugar na lista de negócios.

Se eu ficar (Novo Conceito) também merece destaque, na sua primeira semana de lista vendeu 3.252 exemplares e alcançou quarto lugar na lista de ficção.

No ranking das editoras, a diferença foi mínima: Intrínseca, 14, Sextante, 13 e Record, 12. No ranking anual a Record abriu dois pontos de vantagem, com 45 títulos e a Sextante, 43.

O melhor e o pior da Flip 2014

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Com altos e baixos, como estrutura de tendas reduzida, que deixou público ao sol, edição do evento agradou

RI Paraty (RJ) 03/08/2014 FLIP 2014 - Movimento na cidade no último dia da Festa Literária de Paraty. Na foto, a Praça do Telão.. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo - Márcia Foletto / Agência O Globo

RI Paraty (RJ) 03/08/2014 FLIP 2014 – Movimento na cidade no último dia da Festa Literária de Paraty. Na foto, a Praça do Telão.. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo – Márcia Foletto / Agência O Globo

Publicado em O Globo

PARATY – A incerteza de uma Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) sem grandes estrelas da literatura internacional foi quebrada por boas mesas, algumas que emocionaram a plateia. O resultado do evento, encerrado ontem, fez com que seu curador, Paulo Werneck, chegasse a declarar que essa havia sido a “Flip das Flips” — um termo considerado exagerado por muitos visitantes, sobretudo por causa da estrutura mais enxuta da festa em 2014.

A 12ª edição do evento começou na quarta-feira com uma surpresa para o público: a Tenda dos Autores dos últimos anos foi substituída por uma espécie de pavilhão, mais simples e menos imponente. Além disso, a Tenda do Telão foi abolida. Dois telões, ambos pela primeira vez com entrada gratuita, foram instalados em Paraty, sendo que um parcialmente coberto e outro sem cobertura para proteger o público do sol — que foi inclemente — e da chuva — que felizmente cessou antes do início da festa. Entre editores, jornalistas e escritores, comentou-se a nova configuração.

— Achei muito acertado o fato de o show ter sido aberto ao público. Minha crítica é ao telão, pelo fato de não haver cobertura. Minha impressão é que o público do telão foi muito menor do que os últimos anos — diz o escritor Marcelo Moutinho, que esteve em todas as 12 edições da Flip. — Houve um dia em que eu e meus amigos ficamos embaixo de um sol abrasador, e o evento teve sorte de não ter chovido.

“FLIP DAS FLIPS”

Ontem, na coletiva de imprensa de balanço, os organizadores da festa destacaram, porém, o que chamam de “evolução” na estrutura do evento. Mauro Munhoz, diretor-presidente da Casa Azul, instituição que organiza a Flip, se disse satisfeito, sobretudo pela integração das novas instalações com a cidade.

— A Tenda dos Autores era toda aberta, você não sabia onde terminava a tenda e começava o espaço comum — disse, destacando, ainda, os dois telões instalados na cidade. — No telão da Praça da Matriz, foi um clima supergostoso, com pessoas tomando sol de biquíni e curtindo a tenda.

De acordo com Munhoz, os acessos à Tenda dos Autores foram maiores este ano do que nas últimas edições, muito pela “fila do último minuto”, ou seja, a possibilidade de os visitantes comprarem ingressos conforme a organização fosse percebendo que havia assentos vazios. Foram 16.806 espectadores na Tenda dos Autores, mais do que os 13.471 de 2013.

Munhoz não confirmou se Paulo Werneck, curador pela primeira vez este ano, continuará em 2015. Werneck, por sua vez, fez um balanço bastante positivo de seu trabalho:

— É a Flip das Flips, se a gente pudesse usar uma expressão que a Dilma usou na Copa. Mas com a diferença de que a gente saiu ganhando.

A avaliação geral entre os visitantes foi que, realmente, a programação agradou — mas sem o mesmo entusiasmo do curador. O sábado, com debates que abordaram jornalismo, ditadura, a questão indígena e a guerra na Faixa de Gaza, foi o dia mais forte do evento, com destaque para a mesa que reuniu Bernardo Kucinski, Marcelo Rubens Paiva e Pérsio Arida, que emocionou o público. Outras boas mesas foram as de Andrew Solomon, na sexta, e a de Fernanda Torres e Daniel Alarcón, ontem. Uma das decepções foi com o encontro da britânica de origem indiana Jhumpa Lahiri, que ocupou o horário nobre de sábado.

A Flip 2014 também será lembrada por ter sido a primeira a incluir na programação principal um vencedor do Oscar (o diretor Charles Ferguson, de “Trabalho interno”) e um índio (Davi Kopenawa), além do sucesso da homenagem a Millôr Fernandes.

— Vi mesas muito boas e outras que me decepcionaram um pouco. Como é minha primeira Flip, não tenho como comparar com edições passadas. Mas foi uma boa experiência — disse a escritora Socorro Acioly.

Por outro lado, houve reclamações sobre a falta de nomes literários de peso.

— Minha impressão é que esta Flip foi pouco literária. Mas isso não é um juízo de valor. De todo modo, foi uma boa festa — avaliou Carlos Andreazza, editor-executivo do Grupo Record, que, meses antes, criticou a programação da Flip nas redes sociais.

No ano que vem, sem a concorrência da Copa do Mundo, a Flip volta ao mês de julho. O próximo autor homenageado deve ser anunciado em dois meses.

FLUPP – Festa Literária das Periferias – lança com Amazon.com.br e–books exclusivos na Loja Kindle

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Amazon promove workshop sobre plataforma de publicação para autores independentes

 

A FLUPP – Festa Literária das Periferias – publica com exclusividade na Loja Kindle (Amazon.com.br) os e-books da FLUPP 2013. Os livros são resultado do projeto FLUPP Pensa, que promove a formação de leitores e novos autores em comunidades do Rio de Janeiro. Em sua segunda edição, o projeto selecionou trabalhos de 41 autores para o lançamento de três livros. Duas coletâneas, uma de narrativas curtas e outra de poesias, e um romance. Em 2012 a Festa Literária das Periferias publicou apenas uma coletânea, que também tem sua versão digital disponível exclusivamente na Loja Kindle.

Os livros foram lançados durante o Sarau da Festa Literária das Periferias no Centro Cultural Waly Salomão, que aconteceu na última quinta-feira, dia 21 de novembro.

No sábado, durante a FLUPP, a Amazon.com.br realizará um workshop sobre sua plataforma de autopublicação – Kindle Direct Publishing (KDP), para os autores interessados em publicar suas obras gratuitamente e com facilidade na Loja Kindle, a loja de e-books da Amazon. O workshop será dia 23/11, às 12h30,  no Centro Cultural Waly Salomão, Vigário Geral – RJ. 

As obras publicadas usando o KDP ficam disponíveis na Loja Kindle Brasil, e podem ser acessadas em Amazon.com.br, e em todas as Lojas Kindle da Amazon no mundo. Os livros digitais Kindle podem ser lidos com os aplicativos gratuitos de leitura Kindle, disponíveis para computadores, tablets e smartphones (iOS, Android e Windows Phone). Também é possível ler os livros nos e-readers Kindle e Kindle Paperwhite, à venda em revendas autorizadas no Brasil a partir de R$299.

Quem mexeu nas “Memórias do cárcere”

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O Partido Comunista censurou e editou o clássico de Graciliano Ramos?
A suspeita existe desde a publicação da obra. O que há de verdade nela

OBRA PÓSTUMA Graciliano Ramos nos anos 1950. Ele deixou quatro versões para Memórias do cárcere (1953), publicadas após sua morte. E aprovou a versão final, crítica ao Partido Comunista, do qual fez parte (Foto: Arq./Estadão Conteúdo)

OBRA PÓSTUMA
Graciliano Ramos nos anos 1950. Ele deixou quatro versões para Memórias do cárcere (1953), publicadas após sua morte. E aprovou a versão final, crítica ao Partido Comunista, do qual fez parte (Foto: Arq./Estadão Conteúdo)

Marcelo Bortoloti, na Época

Filiado ao Partido Comunista, pelo qual chegou a ser candidato a deputado federal, o escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953) nunca permitiu que questões partidárias interferissem em sua literatura. Essa atitude independente, presente em cada um de seus livros, é o mote central dos debates da Festa Literária Internacional de Paraty (a Flip), que acontecerá no próximo mês e homenageará Graciliano com mesas de discussão e leituras. O tema também põe em evidência uma polêmica antiga, que manchou a trajetória de uma de suas obras mais importantes, Memórias do cárcere. Desde que foi lançado, pesa sobre o livro a acusação de ter sido adulterado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Uma denúncia que nunca foi completamente comprovada e ainda ecoa, até nos meios acadêmicos. Até que ponto Memórias do cárcere seria um texto legítimo?

O livro foi publicado no final de 1953, oito meses depois da morte de Graciliano. Ele apresenta um relato contundente, em que descreve o período de um ano que passou encarcerado pela ditadura de Getúlio Vargas, de março de 1936 a janeiro de 1937. Mantém sua independência e visão crítica da realidade. Por esse motivo, a acusação de que o partido teve acesso aos originais, trocou adjetivos e suavizou passagens controversas foi inicialmente recebida com descrença.

A insistência com que a denúncia foi levantada semeou a dúvida no meio literário. Como consequência mais desastrosa, provocou também um racha na família de Graciliano, com uma briga pública entre a filha Clara Ramos e o filho Ricardo, responsável pela publicação do livro. Eles morreram sem se falar. Nas últimas três semanas, com a ajuda dos professores Vanda Cunha Nery, da Universidade Federal de Uberlândia, e Godofredo de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do pesquisador Thiago Mio Salla, da Universidade de São Paulo (USP), ÉPOCA mergulhou nos originais de Memórias do cárcere, para colocar um ponto final no caso.

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Tratava-se um livro importante para os comunistas, pois deveria ser uma obra-chave sobre a Intentona Comunista de 1935. Depois da morte de Graciliano, foi noticiada uma visita que Astrojildo Pereira, um dos fundadores do PCB, fez a sua família. Astrojildo argumentava que, por se tratar de uma obra política, o livro precisava da aprovação da cúpula do PCB, que faria eventuais mudanças e supressões. A família não concordou. Os comunistas já haviam lido alguns capítulos, publicados em jornais, e estavam indóceis. Agildo Barata, um dos líderes do PCB, achou ridículo ser retratado como um sujeito baixinho e de fala fina. Também não havia o tom de manifesto político que os comunistas esperavam, mas um mergulho profundo no drama humano de pessoas confinadas em condições adversas.

Foi uma polêmica sem razão
de ser, mas que provocou
uma briga na família ”
RICARDO RAMOS FILHO, NETO DE GRACILIANO RAMOS

Graciliano não sabia bater à máquina, e os originais entregues à editora estavam datilografados. Havia suspeitas de que o partido ajudara nessa tarefa, aproveitando para corrigir o texto a seu contento. O livro foi lançado meses depois pela editora José Olympio. Era ilustrado com imagens de sete páginas manuscritas por Graciliano. Tais manuscritos meramente ilustrativos aguçaram a curiosidade do crítico literário Wilson Martins (1921-2010). Ele teve a ideia de compará-los com os capítulos impressos. Martins percebeu que havia diferenças e, num artigo publicado um mês depois da primeira edição, no jornal O Estado de S. Paulo, acendeu o debate. “Infelizmente estas memórias, na edição atual, não merecem confiança”, escreveu. Martins dizia entender a gravidade do que afirmava e que, na comparação que fez dos manuscritos com a versão impressa, ficava evidente que o texto original de Graciliano não fora seguido. Eram mudanças apenas estéticas, mas davam margem a suspeitar de outras alterações mais profundas, de cunho ideológico. “Julgamentos sobre o Partido Comunista, por exemplo, ou sobre homens ou ideias pessoais de Graciliano Ramos não teriam também sido modificados ou suprimidos?”, questionou Martins.

O livro sustenta um tom anticomunista. Ridiculariza tanto a revolução como seus heróis. Mesmo conhecendo o conteúdo da obra, Martins manteve sua acusação até o fim. Argumentava que Graciliano poderia ter sido ainda mais severo com os comunistas. Uma série de intelectuais escreveu artigos defendendo a veracidade do texto. O filho Ricardo Ramos (1929-1992) também veio a público expressar seu repúdio à denúncia. A polêmica poderia ter arrefecido aí, com o desmentido da família. Ganhou um novo capítulo em 1979, desta vez mais doloroso. Clara Ramos, a filha mais nova de Graciliano, localizou na editora José Olympio sete capítulos inteiros manuscritos por Graciliano. Algumas páginas eram aquelas usadas como ilustração na primeira edição do livro. O restante do material, ainda inédito, também tinha diferenças em relação ao texto publicado.

Com esses capítulos nas mãos, Clara travou uma briga pública com o resto da família. Na ocasião, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem com o título: “As memórias que Graciliano não escreveu”. Clara acusava a mãe, Heloísa, e o irmão Ricardo de ter permitido a interferência na obra do pai. Cobrava deles a entrega dos outros capítulos manuscritos. Clara morreu em 1993, aos 71 anos, sem ter se reconciliado com os familiares. Ela ainda acreditava que o livro fora alterado pelos comunistas. “Mais uma vez tenho consciência de minha precariedade. Relaciono num livro as implicações do caso, assino embaixo, deixo o caso registrado, a solução nas mãos de Deus”, escreveu em seu último livro, Cadeia, publicado um ano antes de morrer.

OPONENTES No alto, o crítico Wilson Martins em 1996. Em 1953, ele acusou o PCB de atenuar o tom de Graciliano. Ricardo Ramos (abaixo, em foto com Graciliano) confirmou que o texto era do pai (Fotos: José Cordeiro/Estadão Conteúdo e arq./Estadão)

OPONENTES
No alto, o crítico Wilson Martins em 1996. Em 1953, ele acusou o PCB de atenuar o tom de Graciliano. Ricardo Ramos (abaixo, em foto com Graciliano) confirmou que o texto era do pai (Fotos: José Cordeiro/Estadão Conteúdo e arq./Estadão)

Na ocasião, Ricardo Ramos também publicou o livro de memórias, Retrato fragmentado, em que contou sua versão da história. Ele afirmava que Graciliano escrevia e reescrevia os capítulos à mão, sempre perseguindo a expressão mais sucinta. Portanto, era de esperar a existência de versões diferentes do livro. Em seguida, ele passava o texto para Heloísa Ramos datilografar. Todos os meses Graciliano entregava três capítulos datilografados ao editor José Olympio. Ele os guardava num cofre. Não poderia haver intermediários.

Para esclarecer o caso, desde então em aberto, um trabalho foi realizado há alguns anos pela pesquisadora Vanda Cunha Nery. Em sua tese de doutorado em comunicação na PUC de São Paulo, Vanda reuniu todas as versões do texto e fez uma comparação entre elas, que os estudiosos chamam de crítica genética. Ela também verificou como as várias versões apareciam no livro publicado. Memórias do cárcere tem dois esboços e uma versão completa manuscrita, guardados na USP. Também existe a versão datilografada, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. “Comparei linha por linha e posso garantir que não houve nenhuma alteração significativa no texto. Mesmo na versão datilografada, há correções com a letra de Graciliano”, diz a pesquisadora.

Já seria um desmentido poderoso. Mas ele não encerrou o assunto, porque Vanda não analisou os sete capítulos em poder de Clara Ramos, hoje nas mãos da filha dela, Luciana. No final da vida, Clara dizia que esses sete capítulos traziam alterações que sugeriam a existência de uma nova versão da obra, a definitiva, cujos outros originais estavam desaparecidos. A história é repetida até hoje. ÉPOCA analisou esses manuscritos com a ajuda de Godofredo de Oliveira, professor da UFRJ. Ele descobriu que toda a polêmica estava fundada num erro: os sete manuscritos não são originais do livro, mas versões alternativas de capítulos, que Graciliano publicou na imprensa daquele tempo.

Com a ajuda do pesquisador Thiago Mio Salla, organizador do livro Garranchos, foi localizado cada um dos capítulos publicados na imprensa. Eles saíram no Correio da Manhã, no Diário Carioca e na revista Temário. Os textos nos jornais são idênticos aos dos manuscritos guardados por Clara. Isso revela que tais originais foram produzidos unicamente para esse fim e anula a possibilidade de outra versão para a obra. “Foi uma polêmica sem razão de ser, mas que provocou uma briga na família”, diz Ricardo Ramos Filho, neto do escritor.

Wilson Martins e Clara Ramos foram induzidos ao erro, porque a imagem dos manuscritos destinados à imprensa foi publicada na primeira edição da José Olympio, como se fossem de originais do livro. A denúncia ganhou força diante do histórico de orientação ideológica e controle que o PCB exercia sobre seus autores. “Era uma polêmica antiga, mas que nunca teve um desfecho”, diz Godofredo. Ao completar 60 anos, a história aparentemente ganhou seu ponto final.

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EUA: pela 1ª vez, escola integra brancos e negros em baile de formatura

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Casais de brancos e negros entraram juntos para o primeiro baile de formatura sem a segregação racial Foto: Daily Mail / Divulgação

Casais de brancos e negros entraram juntos para o primeiro baile de formatura sem a segregação racial
Foto: Daily Mail / Divulgação

Publicado por Terra

Pela primeira vez na história de um colégio da Geórgia alunos brancos e negros puderam dançar juntos no baile de formatura, no último sábado. A festa aconteceu quase 60 anos após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter decidido pela proibição da segregação racial nas escolas do País. As informações são do Daily Mail.

A festa contou com toda a pompa de uma formatura de ensino médio normal americana, com casais chegando juntos em limusines, as meninas usando vestidos longos com babados e muita animação. A única diferença é que os alunos da Wilcox County High School terminaram com a tradição de segregação da comunidade depois de levantar dinheiro para um baile integrado.

Durante décadas, o distrito escolar evitou a união das raças, promovendo bailes separados organizados pelos pais. Mas este ano quatro amigos – dois negros e dois brancos – se uniram para acabar com a prática de fazer festas de formatura separadas para brancos e negros. Eles começaram uma campanha no Facebook pelo baile integrado, que rapidamente ganhou mais de 26 mil seguidores.

Após o sucesso da festa, o distrito escolar anunciou que a partir do próximo ano o baile de formatura integrado será adotado oficialmente pelas escolas. A decisão pode representar o fim definitivo de um dos bastiões da segregação racial que ainda perduram nos Estados Unidos.

dica da Rina Pri

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