Contando e Cantando (Volume 2)

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Bolsista negra é hostilizada em atividade no campus da FGV de SP

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Prédio da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo

Prédio da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo – FGV – divulgação

 

Joana Cunha e Jairo Marques, na Folha de S.Paulo

Uma caloura do curso de administração da FGV-SP, uma das faculdades mais conceituadas do país, foi hostilizada dentro do campus da instituição durante um campeonato esportivo interno, na última sexta (3). Da torcida, uma pessoa ainda não identificada gritou para a garota, que estava na lateral da quadra: “Negrinha, aqui, não!”.

A aluna, que tem 17 anos, faz parte do programa de bolsas de estudos da faculdade, que atende pessoas de baixa renda, numa tentativa de ampliar a diversidade na escola, diminuindo a elitização. Após a agressão, o jogo foi interrompido, e parte dos alunos se mobilizou para encontrar o responsável pelo ato.

O caso gerou comoção entre estudantes de administração, que não conseguiram identificar quem era o agressor, porque estavam na arquibancada oposta à do curso de economia, de onde saiu a ofensa. Procurada, a FGV informou que abriu uma sindicância para apurar o caso.

A garota não quer ser identificada e não quis dar entrevista. Ela está recebendo apoio do coletivo 20 de Novembro, que reúne estudantes negros da escola e chegou a emitir uma nota, em redes sociais, repudiando o ato. “Não vamos admitir que atos como esse continuem acontecendo dentro dos muros da instituição. Exigimos que a coordenação do curso de economia apure o fato e responsabilize os envolvidos”, informa parte da nota.

Após a repercussão do caso entre o alunato, o diretor da escola de economia, Yoshiaki Nakano, também redigiu nota de repúdio sobre o caso –divulgada entre os alunos. “Consideramos inaceitáveis e injustificáveis quaisquer ações preconceituosas ou intolerantes e ressaltamos que estas são passíveis de sanções por má conduta, tais como advertência, suspensão ou exclusão previstas em regimento e normas da escola”, diz trecho do documento.

O casal Daniela Nogueira Mendes, 23 e Fabio Bruno Queiroga, 22 na Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde tem bolsa integral e cursa administração pública

O casal Daniela Nogueira Mendes, 23 e Fabio Bruno Queiroga, 22 na Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde tem bolsa integral e cursa administração pública

 

MOMENTO HISTÓRICO

Com mensalidades superiores a R$ 3.500, a FGV (Fundação Getulio Vargas) tem entre seus alunos os filhos de alguns dos empresários mais ricos do país e de presidentes das maiores empresas. Desde que intensificou a oferta de bolsas a estudantes de baixa renda, há cerca de três anos, a instituição criou uma coordenadoria da diversidade para promover a integração entre os alunos.

Não há cotas na FGV, todos os bolsistas do programa foram aprovados nos processos seletivos convencionais. Neste ano, a fundação matriculou dois refugiados africanos, um de Camarões e outro de Angola, que serão bancados por recursos oferecidos pelo escritório Mattos Filho.

“Isso [a agressão] é um marco. Estamos vivendo um momento de entrada do diferente na GV e ele tem esse tipo de recepção por parte dos que reinaram sempre”, afirmou Danilo Santos, aluno bolsista e negro, que defende a causa. A FGV declarou que “repudia qualquer tipo de discriminação, seja de raça, cor, sexo ou religião”. A instituição, porém, não admitiu envolvimento de um de seus alunos.

“A FGV já constituiu, de imediato, uma comissão de sindicância para apurar os fatos, sendo prematuro fazer qualquer prejulgamento acerca destes, notadamente quanto à suposta autoria, considerando que o evento esportivo era aberto ao público em geral e não restrito a alunos da instituição.”

Questionada pela reportagem, a instituição não informou se tem imagens de câmeras de segurança da quadra onde ocorreu a partida. A diretoria da instituição não quis dar entrevista.

Em nota, a assessoria de imprensa disse apenas que “com base na conclusão dessa comissão [de sindicância] serão adotadas todas as medidas cabíveis, inclusive junto às autoridades constituídas, com as quais a FGV nunca se eximiu de contribuir.”

Biblioteca digital da FGV libera acesso a mais de dez mil títulos

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Rodney Eloy, na Pesquisa Mundi

Com biblioteca digital, FGV libera acesso a mais de dez mil títulos entre base de dados e obras

Os pesquisadores e leitores de plantão têm uma boa notícia: a Fundação Getúlio Vargas liberou o acesso a mais de dez mil títulos de sua biblioteca virtual. São artigos, arquivos, coleções e muito mais disponível no acervo da FGV que agora pode ser acessado pelo público no site da Biblioteca Digital.

A fundação vem investindo na modernização de seu sistema de bibliotecas, que conta com acervos físicos no Rio de Janeiro, São Paulo e em Brasília, e a Biblioteca Digital é um dos resultados. Foram reunidas bases de dados e conjuntos de obras que podem ser acessados livremente online.

Há também o Acervo Acadêmico, ferramenta que permite ao usuário encontrar todas as referências sobre o trabalho pesquisado existentes nos acervos da FGV.

via Universia

Estudar mais tempo resulta em melhores salários, diz pesquisa

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Pesquisa da FGV aponta que estudar mais tempo é sinônimo de melhor remuneração, entenda

Publicado no Universia Brasil

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) comprovou que educação é, como já se esperava, sinônimo de melhores salários. Ao relacionar os anos de estudo com a remuneração de um profissional, os pesquisadores concluíram que quanto mais tempo a pessoa se dedica ao aprendizado, melhor é o seu salário.

Segundo os dados apresentados pela FGV, cada ano de estudo concluído corresponde a um aumento médio de quase 15% na remuneração. Além disso, um estudante que conquista o diploma do ensino médio pode ter um retorno salarial até três vezes maior do que alguém que não tenha esse mesmo nível escolar.

Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, o pesquisador e diretor do FGV Social, Marcelo Neri, disse que o mercado continua bastante receptivo a quem tem um diploma do ensino médio profissionalizante, mas que para os estudantes que chegam ao ensino superior, a situação pode ser ainda mais interessante.

Segundo Neri, mesmo em períodos de desaceleração da economia, profissionais com graduação, mestrado e doutorado continuam sendo bem remunerados e acabam sofrendo menos os efeitos de uma baixa no mercado.

Editora FGV libera mais de 50 livros para download gratuito

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Publicado no Catraca Livre

Obras são assinadas por autores da própria instituição

Obras são assinadas por autores da própria instituição

A Editora FGV, da Fundação Getulio Vargas, disponibiliza gratuitamente para download uma série de obras especiais.

São mais de 50 itens para baixar . A maioria das publicações passeia pelas áreas de economia, direito, história e ciência política.

Os livros privilegiam os autores da própria instituição, que já imprimiu mais de 450 títulos. Clique aqui e confira o catálogo gratuito. Bons estudos!

Moradores de favela, namorados estudam na FGV com bolsa integral

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Sabine Righetti, em Folha de S.Paulo

Desde o início do ano, o casal de namorados Daniela Nogueira Mendes, 23, e Fábio Bruno Queiroga, 22, deixa para trás, todas as manhãs, a favela Monte Azul, na zona sul de São Paulo, rumo ao centro –numa região com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) semelhante ao europeu.

Eles acabaram de entrar na FGV (Fundação Getúlio Vargas), uma das melhores e mais elitistas escolas de administração do país. Fazem parte de um esforço recente da instituição para ter turmas de alunos heterogêneas, de diferentes origens e classes sociais.

Os dois passaram no vestibular e conseguiram bolsa de estudos integral, auxílio transporte, auxílio alimentação e uma ajuda de custo de R$ 7.000 para cada por semestre –espécie de salário, já que tiveram que parar de trabalhar para estudar em período integral. Com esse dinheiro, ajudam no sustento da família. Os benefícios são da própria FGV e do Instituto Grupo Pão de Açúcar.

Rodam 15 km em uma van e dois ônibus, num trajeto de uma hora e meia –acompanhado pela Folha– até a FGV.

Moradores de bairros vizinhos da mesma favela, Daniela e Fábio concluíram o ensino médio em uma escola pública estadual, há cinco anos, quando começaram a namorar. Nem sabiam o que era a FGV ou como era um processo seletivo para entrar na universidade. “Os professores nem falavam sobre vestibular com a gente”, diz Daniela.

“Uma vez, para tentar controlar a bagunça da sala, um dos professores disse que nunca seríamos ninguém. Somos uma exceção, a maioria desiste dos estudos no caminho”, conta Fábio. Fato: no Brasil, um em cada dois alunos nem termina o ensino médio.

A sorte mudou por persistência dos dois. Filha de uma babá e de um dono de bar na periferia de Guarulhos, Daniela entrou em jornalismo na Fapcom. Filho de uma dona de casa e de um camelô regularizado da 25 de Março, Fábio passou no vestibular de economia na PUC-SP.

Nos dois casos, com bolsa. Não gostaram. Queriam um curso “com mais possibilidade de impacto social”. Sonharam com o de administração pública da FGV –o melhor curso privado de administração no Ranking Universitário Folha 2014. “Pensei em usar o conhecimento de ter crescido em uma região pobre com a teoria para trabalhar no setor público”, conta Fábio.

Juntos, largaram os cursos que faziam, deixaram os respectivos empregos e decidiram estudar durante um ano para entrar na FGV. Como não conseguiram pagar um curso pré-vestibular, estudaram por conta própria em um CEU (Centro Educacional Unificado), por causa da biblioteca.

“Eles não se contentaram com o simples fato de entrar no ensino superior e quiseram ir além”, afirma Marco Antonio Carvalho Teixeira, vice-coordenador do curso de administração pública da FGV.

A mensalidade da faculdade, de R$ 3.350 mensais, é maior do que a renda familiar de cada um deles. E como é conviver com alunos de níveis sociais tão diferentes? “Quem entra em administração pública já tem uma cabeça mais aberta”, conta Daniela. “Somos bem recebidos.”

A FGV oferece dez bolsas no curso: cinco por mérito e mais cinco para alunos com necessidades econômicas, como Daniela e Fábio. Neste ano, em mais uma tentativa de diversificação da turma, haverá provas do vestibular até na região Norte.

O casal também estuda francês e inglês (nível básico, uma exceção aberta para eles) na FGV. Querem fazer intercâmbio nos próximos anos.

Daniela também entrou em geografia à noite na USP e pensa em conciliar os dois cursos. “Quero ter bagagem suficiente para mudar o Brasil.”

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