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FGV é a melhor universidade brasileira na formação de CEOs, segundo ranking internacional

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Instituição ficou com a 35ª posição em listagem de revista britânica
A UFRJ também aparece no levantamento com a 62ª posição

FGV formou profissionais que atuam entre as principais empresas do mundo Ana Branco / AGÊNCIA O GLOBO

FGV formou profissionais que atuam entre as principais empresas do mundo Ana Branco / AGÊNCIA O GLOBO

Publicado em O Globo

RIO – A Fundação Getúlio Vargas (FGV) é a melhor instituição brasileira na formação de CEOs, segundo ranking internacional divulgado pela revista britância Times Higher Education (THE). A outra representante do país a aparecer na lista é a UFRJ, que ficou com a 62ª posição. Intitulado “Índice Alma Mater: Executivos Globais”, o levantamento foi publicado na noite desta quarta-feira e traz a Universidade de Harvard na primeira posição (veja a lista completa aqui).

Para produzir o ranking, a THE partiu de uma listagem com as 500 maiores empresas de 2013, produzida pela revista Fortune Global. Na sequência, por meio da análise do currículo dos CEOs destas corporações, a publicação pode catalogar as 100 instituições de ensino mais recorrentes na formação destes profissionais.

A FGV concedeu diplomas a três CEOs que atuam em empresas que estão na lista da Fortune Global. Juntas, essas corporações reúnem uma renda de US$ 222,9 bilhões. Já a UFRJ contribuiu com a formação de dois profissionais com atuação nestas companhias que juntas reúnem US$ 183.9 bilhões.

Veja as 10 primeiras posições:
1 – Universidade Harvard (EUA)
2 – Universidade de Tóquio (Japão)
3 – Universidade Stanford (EUA)
4 – Escola Politécnica (França)
5 – HEC Paris (França)
6 – École Nationale d’Administration (França)
7 – Universidade da Pensilvânia (EUA)
8 – Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)
9 – Universidade Keio (Japão)
10 -Universidade Nacional de Seul (Coreia do Sul)

 

MEC planeja dar acesso ao livro digital a alunos da rede pública nos próximos anos

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Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por Estadão

Ministério já distribuiu 382.317 tablets a professores; está prevista a distribuição de conteúdos de domínio público e também da Khan Academy

Em 2013, a estudante Beatriz Aguiar ingressou no 1.º ano do ensino médio em uma escola particular de Brasília. Além de todas as mudanças já esperadas para o período, mais uma: o material escolar agora não ocupa mais do que o espaço de um tablet na mochila. Por quatro parcelas de R$ 277 ela comprou as obras que serão usadas e atualizadas durante o período letivo. O Ministério da Educação (MEC), planeja, para os próximos anos, dar acesso a esse material aos alunos da rede pública.

Consta no edital para os livros a serem distribuídas em 2015 pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) a inscrição de obras multimídia, que reúnam livro impresso e digital. Eles deverão ter vídeos, áudios, animações, infográficos, mapas interativos, páginas da web e outros objetos que complementarão as informações contidas nos textos escritos. “Além de termos acesso aos textos, temos outros recursos para ajudar no aprendizado, eu estou gostando muito”, diz Beatriz. Nesta quart-feira, 27, é comemorado o Dia Nacional do Livro Didático. A Agência Brasil procurou a opinião de especialistas sobre as tendências nessa área da educação.

Segundo a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Priscilla Tavares, a digitalização do material didático apresenta pontos favoráveis como a aproximação dos alunos por meio de um material mais atrativo. “Avaliações do ensino reportam que os alunos não frequentam a biblioteca por falta de interesse pela leitura. Por outro lado, além de atrair, essas obras têm alcance restrito: o aluno, em casa, pode não ter computador ou internet”. Dados do Ibope Media mostram que no terceiro trimestre de 2012, 94,2 milhões de brasileiros, menos da metade (47,5%) tinham acesso à internet.

Priscilla afirma também que os meios digitais podem ajudar no desempenho dos estudantes ou atrapalhar. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de 2007 concluiu que as escolas com acesso à internet têm maior eficiência, que se reflete no desempenho dos estudantes. O mesmo estudo mostrou que os laboratórios podem ser mal utilizados, levando ao pior desempenho por “alocar equivocadamente” o tempo dos estudantes. “Os alunos estão adaptados, têm maior convívio com os meios digitais, mas muitos professores não têm esse conhecimento. O recurso audiovisual é bom quando se sabe usar”, diz a pesquisadora.

Para melhorar o acesso, o Ministério da Educação (MEC) já distribuiu 382.317 tablets. A meta é chegar a 600 mil até o final deste ano. Na primeira etapa, os equipamentos serão destinados a professores de escolas de ensino médio. Apenas o Amapá e o Maranhão não aderiram ao programa. Estão previstos conteúdos de domínio público, outros disponibilizados pelo MEC e pela Khan Academy. Por ano, o ministério investe cerca de R$ 1 bilhão pelo PNLD.

De acordo com o presidente Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), o setor busca o aperfeiçoamento na área para atender à demanda cada vez maior. Ele explica no entanto, que os preços não devem sofrer muitas alterações: “É possível que fique mais barato com a eliminação da cadeia de custo do papel. No entanto, surge outra cadeia, que envolve hospedar a obra em algum servidor para acessá-la pela internet entre outros. No fim, trocam-se alguns custos por outros”.

O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara defende um modelo já adotado nos Estados Unidos, o chamado Recursos Educacionais Abertos (REA), por meio do qual o governo compra os direitos autorais das obras. Isso permitiria que os professores tivessem acesso facilitado não apenas a uma obra por disciplina (como ocorre pelo PNLD), mas a todas as disponibilizadas pelo MEC. “O professor pode usar 20, 30 obras, variando em cada aula como achar melhor”. O REA consta no Projeto de Lei 1513/2011, em tramitação na Câmara dos Deputados. A Abrelivros adianta que caso o modelo passe a vigorar, deverá ser cobrado um valor adequado à disponibilização do conteúdo.

 

10 sites em português para se aprender de graça na Internet

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Yeltsin Lima, no Meio Bit

Como prometi nos comentários do meu texto anterior, fiz uma lista com diversos sites de EaD (Ensino a Distância) em português ou com conteúdo traduzido para o português. Espero que gostem dos sites que cito a seguir e, claro, são sempre bem-vindas novas sugestões nos comentários.

#10 – Buzzero

O Buzzero é um site com mais de 1500 cursos em diversas áreas. Outros cursos custam em média R$20,00. Ao total são 21.000 cursos online (entre pagos e gratuitos).

#9 – Fundação Bradesco

A  Fundação Bradesco possui cursos voltados ao administrativo e tecnologia como Banco de Dados, Desenvolvimento de Aplicações, Governança de TI, Informática, Infraestrutura, Segurança, Sistemas Operacionais e Microsoft Office.

#8 – Senado Federal

O  Senado Federal também possui uma série de cursos totalmente grátis e ministrados online. São cursos voltados sobre o Legislativo, Gestão Administrativa no Setor Público, Direito Eleitoral, entre outros. Alguns cursos possuem tutoria.

#7 – LearnCafe

LearnCafe é um site com mais de 600 cursos diferentes. A maioria dos cursos são bem básicos como Word 2010 Pro 2 (?), “Como ‘por’ seu nome na tela inicial do Google”. Os cursos são produzidos pelos próprios usuários, ou seja, é uma colaboração entre os dois usuários: estudantes e professores. Apesar do nome, todos os cursos são em português.

#6 – African Virtual University

“Mais um site em inglês”? Calma. A African Virtual University, possui cursos em português (europeu/africano), são poucos os assuntos, entretanto já é bem interessante. Os assuntos são Biologia, Física, Matemática, Psicopedagogicas, Química.

#5 – FGV Online

Fundação Getúlio Vargas possui uma lista de diversos cursos, voltados para empreendedores. Ela foi a primeira instituição brasileira a ser membra do OpenCourseWare Consortium – OCWC, um consórcio de instituições de ensino que oferecem cursos de graça pela internet.

#4 – Sebrae

O Sebrae já me ajudou bastante (e foi citado pelo Magno Paz no artigo anterior). Para quem está iniciando uma empresa ou está planejando abrir uma empresa, é possível encontrar ótimas referências, inclusive cursos online. Todos os cursos são gratuitos e são bem informativos. Gostaria de deixar uma recomendação dos três cursos que eu acho bem importante:  Internet para Pequenos Negócios,  Atendimento ao Cliente e Empreendedor Individual. O Sebrae possui uma ótima referência também em artigos, vale a pena dar uma olhada em Quero abrir um negócio.

#3 – e-Aulas da USP

Também recomendado por um leitor do blog, o Alexandre Suaide, o portal da USP possui uma gama incrível de cursos. Lançado recentemente, o número de aulas está crescendo, então é de se esperar que, por enquanto, você não encontre vídeos mais específicos, como Publicidade e Propaganda (eu fui direto lá). Como citado pelo Alexandre no comentário:

(O portal) É bem novo, foi lançado pela USP há poucas semanas oficialmente. A tendência dentro da USP é disponibilizar cada vez mais conteúdo digital. Não apenas aulas mas artigos científicos, etc.

Basicamente a USP está acompanhando uma tendência digital, como vimos no  artigo anterior, faculdades como a MIT já disponibilizam boa parte do seu conteúdo em formato digital.

#2 – Veduca

Recomendado gentilmente pelo comentarista Christiano, Veduca é uma coleção de vídeos do YouTube separados por áreas de estudo acadêmico. Grande parte dos vídeos são do TED, todos são legendados em português. Boa parte da coleção é destinada ao ensino de Ciência da Computação e Medicina.

#1 – Khan Academy em Português

Como citado pelo(a) leitor(a) Tetizera, o site da Fundação Lemann possui boa parte dos vídeos da Khan Academy traduzidos para português. São diversos assuntos abordados pela “academia” como: Aritmética, Biologia, Física e Química. Na versão em inglês, é possível ter acesso a uma “gama” bem maior de assuntos. É possível ainda acessar o canal do YouTube da Khan Academy em Português, contando com mais de mil vídeos.

dica do Tom Fernandes

 

Projeto auxilia na criação de bibliotecas pelo País

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Professora da rede municipal lê para aluna da educação infantil na biblioteca comunitária de Taiaçupeba, distrito de Mogi das Cruzes, em São Paulo


Publicado originalmente no Terra.com

Aos 63 anos, Maria do Carmo já havia abandonado os livros de chamada, o giz e as apostilas. Por conta da aposentadoria, não precisaria mais dar aulas em uma escola na cidade de Bezerros, em Pernambuco. Finalmente poderia descansar. Foi então que recebeu um convite para participar de um curso de formação de Promotores de Leitura e Auxiliar de Biblioteca. A ideia era montar um espaço comunitário de empréstimo de livros. Resolveu voltar à ativa. “Eu deveria estar na cadeira de balanço, mas não consigo”, brinca. Hoje, coordena a iniciativa em sua cidade e comemora: “Trouxemos a comunidade aqui para dentro. A mudança é perceptível. Todo mundo quer ler”, diz.

A Biblioteca Comunitária Ler É Preciso, de Bezerros, é uma das mais de 90 criadas com o apoio do Instituto Ecofuturo – fundado em 1999 e qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) – em parceria com instituições privadas e poder público. Com o objetivo de ampliar o número de bibliotecas no Brasil, a organização criou a campanha permanente Eu quero minha biblioteca. A iniciativa busca reforçar a Lei 12.244/10, que prevê que, até 2020, todas as instituições de ensino do País, públicas e privadas, tenham um espaço de leitura.

O desafio é enorme: de acordo com estudo realizado em 2010 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), para que a proposta seja atendida, 24 bibliotecas deveriam ser construídas diariamente. “Esse número é de 2010. Hoje, deve ser maior. O que nós precisamos é compreender o tempo necessário para as práticas públicas, que costumam ser mais demoradas, principalmente quando envolvem editais. A partir disso, será possível agir com mais eficácia. Nós acreditamos que, se unirmos a iniciativa privada e pública e traçarmos planos para 2020 será possível atingir a meta. O que não pode acontecer é atuarmos de forma isolada”, diz a coordenadora de Educação e Cultura do Ecofuturo, Christine Fontelles.

Mesmo com as dificuldades, Christine acredita em bons resultados. “Se fizermos um mutirão cuidadoso, bem feito, com bom planejamento estratégico, é possível. Com controle social, revisão de prazos governamentais e ações conjuntas, vamos fazer com que todas as instituições de ensino tenham bibliotecas”, diz.

A movimentação começou com a abertura de espaços em locais cedidos pela comunidade ou pela prefeitura. Em 2004, acompanhando o que viria a ser proposto pela lei, migrou para dentro das escolas. A ideia é buscar forças nas prefeituras – que cedem espaços e realizam melhorias em locais já existentes – e em empresas interessadas – que normalmente ficam responsáveis por ceder o acervo inicial, de cerca de mil exemplares. Desses, 70% fazem parte de um catálogo montado previamente. O restante é escolhido a partir das demandas da comunidade.

Prefeituras são encarregadas de manter espaço
Inaugurada em 2005, a biblioteca comunitária de Bezerros está localizada a cinco quilômetros do centro da cidade onde vivem cerca de 60 mil habitantes. Por conta da distância e das carências no transporte público, a coordenadora Maria do Carmo reúne uma pilha de livros e, todas as semanas, visita um grupo diferente – de idosos a dependentes químicos, passando ainda por gestantes e crianças.

“Eu acho que todo mundo tem o direito de ler. Coloco alguns livros na mala e saio por aí. Se eles não conseguem chegar até a biblioteca, nós podemos fazer a biblioteca chegar até eles”, diz. Além da biblioteca comunitária dentro do Centro de Ensino Experimental Escola Técnica do Agreste, a organização dos envolvidos no espaço agora permite que não apenas alunos e vizinhos do espaço, mas outros grupos do município tenham acesso à leitura. Ao todo, são realizados cerca de 1,5 mil empréstimos por mês.
As escolas escolhidas para receber uma biblioteca são as que melhor se encaixam na demanda da população – que, eventualmente, já tenham um espaço para funcionar, por exemplo. Mas, em 2002, antes de o projeto se voltar apenas às instituições de ensino, a comunidade de Turmalina, em Minas Gerais, começou a se envolver na reforma de armários e estantes que abrigariam os livros doados pelo projeto. A prefeitura auxiliou na reforma do prédio, onde antes já havia funcionado uma associação. “O local estava jogado às traças, mas saberíamos que era possível fazer algo com aquilo. Com ajuda do Ecofuturo, firmamos parcerias, a comunidade colaborou reformando móveis e a biblioteca começou a nascer”, diz a promotora de leitura Neick Lopes.

Voluntária, hoje ela reclama da falta de apoio da prefeitura, que deveria se encarregar da manutenção do local – o Ecofuturo se dispõe a realizar assistências técnicas remotas ou prestas auxílio em casos específicos. Dar continuidade ao projeto, porém, é um dever do governo municipal. “Eles não têm renovado o acervo. Também estamos com número reduzido de funcionários. Temos que seguir de pé, por isso me ofereci para atuar como voluntária”, diz.

Inscrições em prêmios, contatos com editoras e doações têm ajudado a manter a biblioteca de Turmalina atualizada. Mesmo com as dificuldades, Neick aposta na leitura. “Temos que valorizar esse espaço, que é extremamente importante para o desenvolvimento da população”, afirma. Até agora, de acordo com o Ecofuturo, 246 municípios brasileiros nos 26 estados e no Distrito Federal já foram alcançados pela campanha.

dica do Chicco Sal

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