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Livraria Cultura promove quiz nerd

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Welton Sousa, no Blogs Pop Nerd e Geek

No dia 4 de maio, a Livraria Cultura promoverá o lançamento do jogo Nerd Quiz, com direito a participação de todos os clientes que passarem por lá.

O Nerd Quiz é um jogo da Panda Books, que vem numa caixinha com 49 perguntas ligadas ao mundo nerd. Os temas são os mais variados, entre cinema, livros, quadrinhos, ciência e diversas outras referências. Todas as perguntas são dividas entre os níveis Fácil, Médio e Difícil.

Até aí tudo bem, muito legal, temos mais um joguinho nerd pra comprar no mundo. Mas o bacana é o evento programado para o dia, que contará com quiz ao vivo, montados com times de três pessoas. Os vencedores devem ganhar prêmios, brindes e tudo aquilo que não só a nerdalhada, mas todo mundo gosta.

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O evento vai rolar na loja Geek.etc de São Paulo, o espaço da livraria separado para conteúdo nerd e geek. O quiz está marcado para as 15h. O espaço fica na Alameda Santos, 2152, Loja 122.

dica do Thiago Mendanha

Eterno dilema de quem ama livros

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Márcia Lira, no – 1 na estante

Um fluxograma simples, mas que retrata bem os dilemas de todo dia de quem ama livros. Você está precisando de um livro? Não. Você deve estar errado, compre um novo livro. Ou se a resposta for “sim”, compre um novo livro. Essa vontade louca que dá de sair comprando tudo que você quer ler um dia na vida. E em vez de usar esse tempo para ler, você vai gastando na demora em escolher o que quer, e a estante lotada de livros pedindo #menos1naestante.

Tudo é tentador. Você vai no shopping, tem aquela livraria. Anda na rua, passa por um sebo. Recebe um e-mail com “todos os livros do site com 10% de desconto” e fica se debatendo. Estou numa fase bem controlada, só não tenho conseguido resistir muito quando recebo e-mail da Amazon com promoções de e-books por R$ 9,90. Um clique, e está lá no Kindle <3

Se eu tivesse feito esse fluxograma, acrescentaria outras opções para solucionar o problema: pegue um livro emprestado (e devolva), faça uma troca temporária com um amigo, alugue um livro, vá na biblioteca. O importante é ler.

Sempre leia o original

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Bibliotecas, físicas ou virtuais, são democráticas, aceitam todas as classes sociais e etnias. Aceitam curiosos de todas as idades, sete dias por semana.

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Stephen Kanitz, no Artigos Para Se Pensar

Uma greve geral dos professores alguns anos atrás teve uma consequência interessante.

Reintroduziu, para milhares de estudantes, o valor esquecido das bibliotecas.

Os melhores alunos readquiriram uma competência essencial para o mundo moderno – voltaram a aprender sozinhos, como antigamente.

Muitos descobriram que alguns professores nem fazem tanta falta assim.

Descobriram também que nas bibliotecas estão os livros originais, as obras que seus professores usavam para dar as aulas, os grandes clássicos, os autores que fizeram suas ciências famosas.

Muitos professores se limitam a elaborar resumos malfeitos dos grandes livros.

Quantas vezes você já assistiu a uma aula em que o professor parecia estar lendo o material?

Seria bem mais motivador e eficiente deixar que os próprios alunos lessem os livros. Os professores serviriam para tirar as dúvidas, que fatalmente surgiriam.

Hoje, muitas bibliotecas vivem vazias. Pergunte a seu filho quantos livros ele tomou emprestado da biblioteca neste ano.

Alguns nem saberão onde ela fica. Talvez devêssemos pensar em construir mais bibliotecas antes de contratar mais professores. Ou colocar os nossos livros na internet.

Um professor universitário, ganhando 4.000 reais por mês ao longo de trinta anos (mais os cerca de vinte da aposentadoria), permitiria ao Estado comprar em torno de 130.000 livros, o suficiente para criar 130 bibliotecas.

Seiscentos professores poderiam financiar 5.000 bibliotecas de 10.000 livros cada uma, uma por município do país.

Universidades são, por definição, elitistas, para a alegria dos cursinhos.

Bibliotecas são democráticas, aceitam todas as classes sociais e etnias. Aceitam curiosos de todas as idades, sete dias por semana, doze meses por ano.

Bibliotecas permitem ao aluno depender menos do professor e o ajudam a confiar mais em si.

Nunca esqueço minha primeira visita a uma grande biblioteca, e a sensação de pegar nas mãos um livro escrito pelo próprio Einstein, e logo em seguida o de cálculo de Newton.

Na época, eu queria ser físico nuclear.

Infelizmente, livros nunca entram em greve para alertar sobre o total abandono em que se encontram nem protestam contra a enorme falta de bibliotecas no Brasil.

Visitei no ano passado uma escola secundária de Phillips Exeter, quando meu filho Roberto Kanitz, fez um curso de verão. (Tirou 3 As numa das melhores escolas preparatórias para Harvard do EUA, para a alegria do pai.)

Phillips Exeter fica numa cidade americana de 30.000 habitantes, no desconhecido Estado de New Hampshire.

O Roberto me mostrou com orgulho a biblioteca da escola, de NOVE andares, com mais de 145.000 obras. A Biblioteca Mário de Andrade, da cidade de São Paulo, tem 350.000. A bibliotecária americana ganhava mais do que alguns dos professores, ao contrário do que ocorre no Brasil, o que demonstra o enorme valor que se dá às bibliotecas nos Estados Unidos.

Não quero parecer injusto com os milhares de professores que incentivam os alunos a ler livros e a frequentar bibliotecas.

Nem quero que sejam substituídos, pois são na realidade facilitadores do aprendizado, motivam e estimulam os alunos a estudar, como acontece com a maioria dos professores do primário e do colegial.

Mas estes estão ficando cada vez mais raros, a ponto de se tornarem assunto de filme, como ocorre em Sociedade dos Poetas Mortos, com Robin Williams.

Na próxima aula em que seu professor fizer o resumo de um livro só, ou lhe entregar uma apostila mal escrita, levante-se discretamente e vá direto para a biblioteca.

Pegue um livro original de qualquer área, sente-se numa cadeira confortável e leia, como se fazia 500 anos atrás. Você terá um relato apaixonado, aguçado, com os melhores argumentos possíveis, de um brilhante pensador. Você vai ler alguém que tinha de convencer toda a humanidade a mudar uma forma de pensar.

Um autor destemido e corajoso que estava colocando sua reputação, e muitas vezes seu pescoço, em risco. Alguém que estava escrevendo apaixonadamente para convencer uma pessoa bastante especial:

Você.

dica do Rodrigo Cavalcanti

Biógrafo revela pegadinha com viúvo e surtos psicóticos de Casagrande

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Gilvan Ribeiro fala sobre os desafios de fazer a biografia do ex-jogador

Gilvan Ribeiro fala sobre os desafios de fazer a biografia do ex-jogador

Luis Augusto Símon, no UOL

O jornalista Gilvan Ribeiro vai lançar no dia 9 de abril a biografia de Casagrande, chamada “Casagrande e seus demônios”. Amigos de longa data, eles travaram um duelo de vontades até que o livro saísse. Houve momentos em que Casagrande estava entusiasmado e, em outros, sentia um certo receio por tanta exposição. “Quando a gente conversava, tudo bem, mas agora que está no papel, fica complicado”, disse algumas vezes. Houve outras vezes em que Gilvan irritou-se com a falta de disciplina do biografado.

Na fase final, quando deveria colocar tudo no papel, Gilvan conseguiu um afastamento não remunerado de três meses no Diário de S.Paulo, onde é editor de Esportes. “Foi um tempo para escrever, mas tive problemas familiares com as operações de minha mãe e de meu filho. Então, quando faltava um mês, fui para um chalé em uma praia deserta e me disciplinei. Acordava cedo, tomava café, andava na praia, dava um mergulho e trabalhava até a noite.”

E o livro saiu. Na entrevista abaixo, Gilvan fala sobre alguns capítulos, que misturam brincadeiras infantis, futebol, Telê Santana, cocaína, heroína, Dops, o demônio Belias e seus 71 companheiros e a redenção do cidadão Walter Casagrande Jr.

Por que o Casagrande resolveu se expor tanto?

Ele era muito amigo do Marcelo Frommer, músico dos Titãs, que morreu atropelado. O Marcelo queria fazer um livro contando a vida dele e eles se reuniram muitas vezes, havia muitas fitas gravadas. Um dia, a gente estava almoçando e ele falou sobre a ideia e perguntou se eu queria fazer. Topei, mas falei que ele precisaria de disciplina. O Casagrande queria que a gente aproveitasse as fitas, mas estava difícil recuperá-las. Então, eu o convenci a falar tudo de novo. Houve muitos contratempos, tivemos várias discussões, mas enfim o livro saiu. Eu acho que ele queria resgatar um projeto que começou devido a amizade dele com o Frommer e também porque queria contar a história da vida dele. É uma historia incrível, daria para fazer um livro muito maior.

O livro fala sobre a luta contra as drogas?
É o primeiro capítulo. Tem a ver com o título do livro, “Casagrande e seus demônios”. Em 2006, ele, por curiosidade intelectual, estava estudando os demônios bíblicos. São 72 e o Rei Salomão os aprisionou em um vaso de cobre e os jogou no Rio Babilônia. Muitos homens, pensando que era um tesouro, pularam no rio e abriram o vaso, soltando, involuntariamente os demônios. Salomão aprisionou todos novamente, menos o mais importante deles, que se chama Belial. Foi com eles que Casagrande convivia.

Eram alucinações?
Sim, entrou em surto psicótico. Era um período em que ele estava usando muitas drogas. Injetava heroína e cocaína. Ficou preso em seu apartamento por um mês e, nos últimos dez dias, não dormiu nem se alimentou. Estava muito fraco. E começou a ver os demônios que estava estudando. Sentava no sofá e um deles estava lá. Disfarçadamente, ia para a cozinha e…lá estava outro. Foi muito duro. Ele sofreu muito.

Eu descrevi assim: “Magro de assustar, usava o cinto com furos adicionais, cada vez mais próximos da outra extremidade para segurar a calça na linha de cintura, e exibia as maçãs do rosto proeminentes, ressaltadas por bochechas chupadas para dentro. A sua figura esquálida e os olhos fundos, com as pupilas dilatadas, agora demonstravam só fragilidade. E medo”.

Ele entrou em surto psicótico. Era um período em que ele estava usando muitas drogas. Injetava heroína e cocaína

E o que ele fez contra os demônios?

Ele ligava para a mãe e para o pai, durante a noite, e não falava nada. Eles ouviam o telefone, atendiam e do outro lado somente a respiração do filho. O Casão estava travado, não conseguia falar. Um dia, rompeu o silêncio. Disse que estava precisando de ajuda. A mãe levou um padre para benzer o apartamento. Ele tem certa rejeição à Igreja Católica, principalmente por causa da Inquisição e do viés conservador, mas aceitou que o apartamento fosse benzido. Precisava de ajuda. Mas não adiantou.

E então?
Tentou se mudar para um hotel e, é claro, não adiantou nada. Os demônios foram junto. Foi então que aconteceu o acidente de carro. Ele deixou o hotel e, sem dormir há muito tempo e sem se alimentar, estava fraco e sem reflexos. Dormiu ao volante e o carro capotou. Ele se levantou e conseguiu escapar. Só não morreu porque é um atleta, é um cavalo de forte.

Ele foi para a Copa da Alemanha e na volta é que teve a recaída forte. A Globo conseguiu que nada vazasse. No afastamento maior, de um ano, isso não foi possível, mas houve muita discrição. Pagaram todo o tratamento

Então, ele resolveu se internar?
Não foi bem assim. Precisou ser internado involuntariamente pelo filho mais velho, Victor Hugo. Ele convenceu a mãe do Casagrande, que estava muito relutante, a também assinar o documento.

E como foi a Globo em relação às drogas?
O Casagrande é muito agradecido a eles. Antes desse período em que ficou preso no apartamento, ele havia tido uma overdose, que o tirou do trabalho por um mês. Ele foi para a Copa da Alemanha e na volta é que teve a recaída forte. A Globo conseguiu que nada vazasse. No afastamento maior, de um ano, isso não foi possível, mas houve muita discrição. Pagaram todo o tratamento.

E hoje, você vê o Casagrande pronto para novos voos profissionais?
Bom, ele já recuperou a posição dele na principal rede de televisão do Brasil. Cobriu o Mundial Interclubes, onde o lado torcedor aflorou. Se emocionou bastante. Mas ele sabe que é um dependente químico e que a luta é cotidiana.

Ele frequenta alguma associação de dependentes?
Não, mas se consulta uma vez por semana com uma psiquiatra. E trabalha com três acompanhantes terapêuticas, que se revezam. Elas o acompanham ao banco, aos restaurantes, sempre está com uma delas.

E a parte política de Casagrande?
Eu trato disso também. Fui com ele até o Arquivo do Estado e recuperamos a sua ficha no Dops. Não há nada de criminoso ali, mas fizemos questão de publicar um dos relatórios para que se visse como tudo aquilo era um absurdo. Houve um dia em que, pela manhã, teve um jogo no Parque São Jorge de artistas contra os jogadores do Corinthians, em prol da democratização do país. Gonzaguinha, Fagner, Toquinho estavam lá, entre outros. E, de noite, houve um show para arrecadar fundos para a campanha do Lula para governador. Era 1982.

Então, um agente do Dops acompanhou o jogo e outro viu o show. Não há nada demais relatado. Apenas a descrição de quem estava no jogo e do que se falou no show, quais artistas e jogadores participaram. Tudo era tratado como ação subversiva. O Casagrande também é citado, num outro documento, por haver assinado um manifesto contra o racismo, imagina só.

O livro parece denso, não?
Creio que sim, ele não tem a pretensão de esgotar a história do Casagrande, principalmente porque ele está vivo e ela ainda não terminou. Não é feito em ordem cronológica, mas o final de cada capítulo remete ao seguinte. É tortuoso, mas consegui achar todos esses “ganchos”. Acho que ficou interessante. Tem a parte alegre, um capítulo chamado Pegadinhas do Casão, que conta coisas da juventude dele.

Um exemplo?
O Casão e seus amigos da Penha têm um humor muito parecido com o daquele filme “Quinteto Irreverente”, conhece? O filme conta a vida de cinco caras que só pensam em sacanear os outros. Um dos casos é assim: o cara vai até o cemitério e vê um viúvo deixando flores no túmulo da esposa. Então, ele chega também, começa a chorar e diz para o viúvo que tinha muita inveja dele. Que a falecida o amava de verdade, sempre falava bem dele e, quando o viúvo já intrigado pergunta quem é ele, responde: “Não sou ninguém, sou só o amante. Comigo era só sexo, mas ela te amava muito”. E o viúvo, italiano, começa a gritar putana, putana…. O Casão fez algo assim.

Como foi?
Ele participou de uma pornochanchada e arrumou um papel de figurante para um amigo dele, o Marquinho. E o cara se apaixonou por Acácia, uma das atrizes. Foi contente contar para o Casagrande, que fez uma cara de quem não aprovava. Marquinho se frustrou: “Pensei que você fosse gostar, pô”. Mas o Casão disse que ela era uma atriz pornô, coisa e tal.

Marquinho argumentou que Acácia não fazia cenas de sexo explícito, insistiu no namoro e passou a ser vítima de brincadeiras sacanas de Casão e Magrão, outro amigo inseparável da Penha. Um dia, os três foram almoçar no Grupo Sérgio, que tinha uma clientela tradicional, bem familiar, de classe média. Então começou um diálogo mais ou menos assim:

Casagrande – Estou numa situação complicada, com um dilema: se você, Marquinho, soubesse que a mina de um amigo seu o traía, você contaria pra ele?
Marquinho – Eu não falaria, não. Às vezes, o cara pode até ficar com bronca de você.
Casagrande – Mesmo se fosse um grande parceiro, você não contaria?
Marquinho – Não, não diria nada.
Casão – Mas… e se fosse assim como um irmão?
Marquinho – Nãooo, pô, já disse. Aonde você quer chegar?
Casão – Ah… e se você tivesse comido a mina do seu melhor amigo?

Depois de um silêncio tenso no ar, Casão voltou à carga:
E se eu lhe disser que eu transei com a sua namorada…

Nem deu tempo de terminar a frase. Marquinho subiu na mesa e provocou tumulto no Grupo Sérgio. Ele foi para o carro, quis ir embora sozinho, mas Casagrande e Magrão entraram atrás. No caminho, a gozação continuou. Casagrande perguntou a Magrão como era o nome de uma música famosa de Sidney Magal e, em vez de cigana Sandra Rosa Madalena, ele falou pilantra Acácia Rosa Madalena.

Muito irritado, Marquinho puxou o breque de mão e o carro deu um cavalo de pau. Quase bateu. Então, o motorista falou que só levaria os dois para casa se não abrissem mais as boca.

Passado uns dias, Magrão foi procurar Casagrande e falou que havia brigado com Acácia. “Perdeu uma princesa”, disse Casão. “Como, uma princesa, você falou que ela fazia pornô!”, gritou Marquinho. “Falei brincando, você tem cabeça fraca, acredita em tudo”, disparou Casão.
“Mas por que não me contou depois?”, questionou. “Mas você falou que o assunto estava morto e não podíamos falar mais nada…”.

E o Casagrande na seleção?

Tem um capítulo sobre isso que mostra a relação conflituosa que teve com o Telê. Nas Eliminatórias para a Copa de 86, o ataque era Renato Gaúcho, Casagrande e Éder. Estava muito bem, mas os três se desgastaram muito com Telê, que cobrava muito. Era uma coisa extrema, de falar não enche o saco e de gritos. Houve um jogo em que Eder deu uma cotovelada em um peruano e ele foi cortado. Renato Gaúcho foi punido pelo Telê por fugir da concentração e também ficou fora da Copa.

Casagrande tem certeza que também não foi cortado porque se cuidou e teve um comportamento espetacular. Além disso, uma enquete com jornalistas apontou ele, Zico e Leandro como insubstituíveis. Depois, nos treinos, irritou-se muito quando Telê o tirou do time titular para colocar o Zico que estava se recuperando de uma contusa. Não pelo Zico, que é um ídolo do Casão, mas por serem de posições diferentes. O Casagrande achava que o Telê o estava testando muito, exigindo muito sempre. E ele acha também que treinou e excesso, até no Carnaval e que por isso virou o fio. Ficou na reserva do Muller e do Careca.

O Casão e seus amigos da Penha têm um humor parecido com o filme “Quinteto Irreverente”. O filme conta a vida de cinco caras que só pensam em sacanear

Em livro, Casagrande relata luta para se livrar das drogas

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A partir da próxima segunda-feira será possível conhecer detalhes da luta enfrentada pelo ex-jogador e atual comentarista da TV Globo Walter Casagrande. O dia marca o lançamento do livro “Casagrande e Seus Demônios” (Globo Livros; 248 páginas), escrito pelo jornalista Gilvan Ribeiro, editor de esportes do jornal Diário de S. Paulo.

Na obra, Casão, como é chamado pelos amigos, conta o calvário que sofreu com as drogas, histórias do seu tratamento e a sua recuperação, que segue até hoje com a ajuda de psicólogos.

Na edição deste final de semana, a revista Veja traz trechos inéditos do livro. No quinto capítulo da obra há detalhes sobre o período em que Casagrande permaneceu internado. Durante sete meses, ele ficou sem ter nenhum contato com amigos e familiares.

Estudantes de colégio municipal carioca onde livros foram jogados da janela não têm kit escolar

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Fachada da Escola Municipal Renato Leite, na Taquara Foto: Thayná Rodrigues

Fachada da Escola Municipal Renato Leite, na Taquara Foto: Thayná Rodrigues

Luã Marinatto e Fernanda Pizzotti, no Extra

Os livros atirados pela janela da Escola Municipal Renato Leite, numa cena que gerou revolta nas redes sociais e deu início a uma sindicância interna da Secretaria de Educação, estão longe de ser o único problema enfrentado pelos alunos da colégio da Taquara, na Zona Oeste. Os estudantes ainda não receberam da prefeitura os uniformes nem o kit escolar, que inclui mochila, cadernos e lápis, entre outros itens.
Até agora, o único material entregue é uma apostila multidisciplinar de uso bimestral, chamada pela Secretaria de Educação de caderno pedagógico e elaborada por educadores da rede.

De acordo com o órgão, os livros didáticos do Ministério da Educação (MEC) estão disponíveis na escola, mas utilizá-los ou não fica a critério de cada professor.

– Eles só receberam as apostilas até agora. Não veio livro nenhum – protesta, mesmo assim, a dona de casa Joelza Oliveira, mãe de três alunas, do 3º, do 6º e do 8º anos do Ensino Fundamental.

Uma estudante do 7º ano faz crítica semelhante:

– Eles nem usam os livros. Na maioria das vezes, a gente tem que copiar a matéria inteira do quadro e fazer os exercícios da apostila.

Apesar das queixas, a secretaria não deu prazo para solucionar a falta de kit e uniforme. Por nota, o órgão afirma que o material está “em processo de entrega para todas as escolas da rede” e que a unidade da Taquara “também trabalha com a Educopédia, plataforma de aulas digitais online”.

As apostilas pedagógicas recebidas pelos alunos Foto: Thayná Rodrigues

As apostilas pedagógicas recebidas pelos alunos Foto: Thayná Rodrigues

Pais e adolescentes criticam descarte

Os internautas não foram os únicos que se revoltaram com o vídeo que mostra livros sendo jogados do quarto andar da Escola Renato Leite. Na porta da unidade, estudantes e responsáveis também criticaram a cena.

– É um absurdo! Tinha que dar um jeito de reaproveitá-los – reclamou uma aluna do 9° ano, que viu o flagrante no Facebook.

– Qualquer material didático jogado assim é desperdício. Eles deveriam ter um destino para livros antigos. Tem tanta criança precisando de livro por aí – opinou a mãe de dois alunos, um de 9 e outro de 11 anos.

Estudantes contaram ainda que uma funcionária da escola passou de sala em sala orientando os alunos a não falarem com a imprensa. A mesma pessoa teria dito que os livros eram de 15 anos atrás e seriam doados. O diretor Vitor Hugo Almeida, que assumiu o cargo há dois meses, chegou a dizer, em mensagens que foram apagadas da internet, que o destino do material seria a reciclagem. Confira o vídeo do descarte.

A íntegra da nota da Secretaria Municipal de Educação

“A Secretaria Municipal de Educação esclarece que não há falta de material didático na Escola Municipal Renato Leite. Assim como toda a rede municipal, a unidade escolar conta com os livros do MEC e os cadernos pedagógicos, preparados por professores da rede. A escola também trabalha com a Educopédia, plataforma de aulas digitais online de cada disciplina, com material de suporte aos professores, planos de aula, jogos pedagógicos e vídeos, entre outras ferramentas. A Secretaria esclarece ainda que os kits escolares, compostos de caderno, mochila, entre outros itens, estão em processo de entrega para todas as escolas da rede municipal. Eventualmente esta escola, pelo que pudemos verificar, ainda não recebeu as mochilas dos alunos.”

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