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Apple vai produzir série baseada em Fundação, um dos maiores clássicos da sci-fi

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

A Apple está desenvolvendo uma série baseada na trilogia de livros iniciada com o clássico “Fundação”, de Isaac Asimov, uma das obras mais famosas da ficção científica.

Segundo a revista Variety, o projeto está sendo desenvolvendo pela dupla de roteiristas-produtores David S. Goyer (criador de “Krypton” e “Constantine”) e Josh Friedman (criador de “Emerald City”), em parceria com a produtora Skydance.

Os livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) têm como pano de fundo um futuro em a Via Láctea está sob o controle do Império Galático. Mas um matemático chamado Hari Seldon desenvolve um método de prever a queda do império e passa a liderar um grupo conhecido como A Fundação, para preservar os humanos e criar um novo império.

Em 1981, após a trilogia da “Fundação” ser incensada como um dos trabalhos mais importantes da ficção científica moderna, Asimov foi convencido por seus leitores a escrever um quarto livro, que se tornou “Limites da Fundação” (1982). Inspirado, ele escreveu mais uma sequência, “Fundação e Terra” (1986), além de dois prólogos, “Prelúdio para Fundação” (1988) e “Origens da Fundação” (1993), e interligou na sua série vários outros trabalhos, criando um universo ficcional unificado.

Não é a primeira vez que esta trama é considerada material rico para uma série. A HBO tentou fazer uma adaptação em 2015, com o co-criador de “Westworld”, Jonathan Nolan. Mas o orçamento se provou impeditivo para a TV.

Considerado um dos maiores escritores da ficção científica, Issac Asimov (1942-1993) formulou as chamadas “leis da robótica” e já teve um de seus livros mais conhecidos adaptados por Hollywood: “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith em 2004.

7 livros de ficção científica escritos por mulheres que você já deveria conhecer

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 Montagem/Getty Elas mostram que esse gênero literário pode ser ainda mais rico e diverso do que você imaginava.

Montagem/Getty
Elas mostram que esse gênero literário pode ser ainda mais rico e diverso do que você imaginava.

Amauri Terto, no HuffpostBrasil

Pare o que você está fazendo agora e pense em três escritores de ficção científica.

Pensou? Pois bem, Isaac Asimov, Philip K. Dick e George Orwell provavelmente aparecem nesse breve exercício de memória. Isso traz a tona uma informação meio óbvia, mas que merece ser ressaltada: a literatura de ficção científica é um campo ainda dominado por homens. Em sua maioria, homens brancos com uma visão restrita de mundo.

Isso não significa que as mulheres estão fora desse área de atuação.

Pelo contrário, a história da literatura de ficção científica e de seus subgêneros (cyberpunk, space opera, distopia, viagem no tempo e invasão alienígena) é povoada por grandes escritoras, mulheres que pensaram outras realidades sob cenários surpreendentes e, por meio de suas narrativas, desencadearam reflexões sobre questões sociais como feminismo, política e religião.

Aqui estão 7 escritoras que se aventuraram com sucesso pela ficção científica. Com obras premiadas e carreiras consagradas, elas mostram que esse gênero literário pode ser ainda mais rico e diverso do que você imaginava:

1. Octavia E. Butler

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Montagem/Getty/Divulgação

Filha de uma empregada doméstica e um engraxate, a norte-americana Octavia Butler foi a primeira autora negra de ficção científica a ser reconhecida mundialmente. Ela escreveu contos, ensaios e 15 livros ao longo de sua carreira. Por eles, recebeu mais 20 indicações e diversos prêmios, incluindo Nebula e Hugo – duas das mais prestigiadas honrarias de ficção científica e fantasia.

Seu romance mais emblemático, Kindred, acaba de ser publicado no Brasil pela editora Morro Branco depois de 40 anos do lançamento original. A trama é sobre Dana, uma mulher negra que nos anos 70 vive sucessivos episódios de volta no tempo, para os EUA dos início do século 19. Questões de raça e gênero permeiam o livro que já vendeu mais de meio milhão de cópias e que tornou Octavia conhecida como a “Grande Dama da Ficção Científca”.

2. Charlotte Perkins Gilman

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Montagem/Getty/Divulgação

Charlotte Perkins Gilman (1860-1935) é uma escritora com obra consagrada, cujos livros trazem o feminismo como espinha dorsal. A obra mais conhecida norte-americana é O Papel de Parede Amarelo, título que se tornou leitura obrigatória em diversas escolas de Ensino Médio nos EUA. Mas aqui, vale ressaltar outro grande título de seu currículo: Herland – A Terra das Mulheres, lançado em 1915 no periódico The Forerunner, publicada Brasil pela editora Francisco Alves e encontrada hoje apenas em sebos.

Considerado uma “distopia feminista”, o livro conta a história de três rapazes americanos que fazem uma expedição a um país desconhecido (Herland, do título) composto apenas por mulheres e meninas há mais de 2000 anos. Com a imagem cristalizada do ideal de mulher que conheciam, eles se surpreendem com o que encontram nesse novo lugar. Nesse lugar, não há mais guerras e violência e a reprodução assexuada é o que regra as vidas.

3. Ayn Rand

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Montagem/Getty/Divulgação

Política, filosofia e o conceito de individualismo se entrelaçam na obra de Ayn Rand. Escritora russa de origem judaica, Ayn fugiu da Revolução Comunista de 1917 e se instalou nos Estados Unidos em 1926 onde construiu uma carreira de sucesso como escritora, dramaturga e roteirista.

Uma de suas obras mais célebres é A Nascente, que conta a história de Howard Roark, um jovem que se recusa a seguir os padrões de uma sociedade que não compreende seu modo independente de pensar e agir. Roark não abre mão de seus valores e longe da faculdade, acaba pagando um preço alto que envolve desemprego, pobreza e humilhação pública. A trama traz a tona uma ideia que a autora defendeu durante toda a sua trajetória: a de que o homem nasce livre e pode fazer o que desejar.

4. Mary Shelley

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Montagem/Getty/Divulgação

Nascida em Londres, Mary Shelley (1797-1851) foi pioneira na ficção científica antes mesmo da consolidação do gênero literário com esse nome. Sua obra mais conhecida é Frankenstein, publicada em 1818 e adaptada incontáveis vezes para o teatro, cinema e televisão.

O livro conta a história de Victor Frankenstein, um jovem estudante de ciências naturais que, mexendo com tecidos mortos, descobre a fórmula da criação de um ser consciente. Essa descoberta dá origem à Criatura. Victor rejeita o ser que criou e recebe como retribuição o ódio da Criatura – que passa a aterrorizar todos os seus familiares. Frankenstein é a obra-prima de Mary, mas não o único título de sua carreira. Ela escreveu outros romances, livros de memórias e também colaborou com contos e ensaios para publicações como Keepsake e Westminster Review.

5. Suzanne Collins

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Montagem/Getty/Divulgação

Nascida em 1962 em Connecticut, nos EUA, a escrita americana Suzanne Collins trabalhou como roteirista de diversos programa infantis antes de escrever Jogos Vorazes, título infanto-juvenil que se tornou fenômeno em todo o mundo no final dos anos 2000. A trama do livro se passa em um futuro distópico onde adolescentes são forçados a participar de um jogo de vida ou morte transmitido pela televisão.

A ideia para livro surgiu em um dia que Suzanne estava em frente à TV. Em um canal, ela viu um grupo de competidores de um reality show. No outro, imagens gravadas na Guerra do Iraque. A combinação dos dois temas recebeu ainda influência do mito de Teseu e o Minotauro. O resultado? Sucesso. Como se sabe, o título foi o primeiro de uma trilogia, adaptada posteriormente – e também com sucesso – para o cinema.

6. Ursula K. Le Guin

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Montagem/Getty/Divulgação

No planeta Gethen, todos os habitantes são “ambissexuais”. Isso signifca que são todos ao mesmo tempo homens e mulheres. Não há gênero em Gethen e, consequentemente, não há também machismo. A manifestação biológica ocorre somente nos períodos de procriação, quando os todos podem escolher o sexo que vão assumir. Diferente de todos os habitantes, o protagonista Genly tem gênero definido e pode acasalar a qualquer momento. No contexto de Gethen, isso faz dele uma aberração.

Em linhas gerais, é essa trama de A Mão Esquerda da Escuridão, publicado em 1969 e considerado a obra-prima da escritora Ursula K. Le Guin. Hoje com 87 anos, a escritora foi a primeira mulher a conquistar os maiores prêmios da ficção científica (Hugo e Nebula). A obra vasta da norte americana reúne 21 romances, 12 livros de poesia, 13 títulos infantis, além de coletâneas de contos, críticas e roteiros.

7. Margareth Atwood

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Em um futuro próximo, os EUA vivem sob uma ditadura militar, uma teocracia. Os direitos das mulheres são retirados e elas são divididas entre férteis e inférteis. As férteis são mantidas na casa dos comandantes do governo, onde uma vez por mês são estupradas por eles. Essas mulheres agora precisam trazer novas vidas ao país, que passou a se chamar “Gilead”.

Temas atuais como a opressão sofrida pelas mulheres e o fundamentalismo cristão na política se combinam em O Conto de Aia, romance distópico de Margareth Atwood, lançado em 1985, que voltou aos holofotes neste ano após a premiada adaptação para a TV pelo serviço de streaming Hulu. Considerada um dos principais nomes da literatura contemporânea em língua inglesa, a canadense tem títulos reverenciados não só dentro da ficção científica. Margareth coleciona mais 50 livros no currículo, entre reunião de contos, poesias, títulos infantis e de não-ficção.

Quer ser um líder melhor? Leia ficção científica

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Ficção científica (Pinkypills/Thinkstock)

Ficção científica (Pinkypills/Thinkstock)

 

Cada vez mais escritores de sci-fi são contratados como consultores por empresas como Apple e Google, e até pelo governo norte-americano. Entenda por quê

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo — Na hora de tomar uma decisão, qual é o melhor material de consulta para um líder: um estudo recheado com gráficos e estatísticas sobre seu setor de atuação, ou um instigante livro de ficção científica?

É claro que os relatórios são indispensáveis, mas a arma secreta do gestor pode estar na segunda alternativa. Sim, isso mesmo: em meio às páginas de uma história inventada sobre o futuro, frequentemente estão escondidas sementes de inovação perfeitamente aplicáveis ao presente.

Em artigo para o site da Harvard Business Review, Eliot Peper, autor de livros de sci-fi e conselheiro de investidores e empreendedores do setor digital, diz que a ficção frequentemente inspira os pioneiros no mundo da tecnologia.

O livro “The Diamond Age”, por exemplo, escrito pelo autor de ficção científica Neal Stephenson, inspirou o fundador da Amazon, Jeff Bezos, a criar o e-reader Kindle.

Assinada pelo mesmo escritor, “Snow Crash” (ou “Nevasca”, na versão publicada em português pela Editora Aleph) influenciou as ideias de Sergey Brin, um dos fundadores do Google, sobre as possibilidades da realidade virtual.

Até os famosos “comunicadores” da clássica série “Star Trek”, produzida entre 1966 e 1969, influenciaram a invenção dos celulares.

“Embora seja associada com naves espaciais e alienígenas, a ficção científica oferece muito mais do que escapismo”, escreve Peper. “Ao apresentar realidades alternativas plausíveis, as histórias (…) revelam como o status quo é frágil, e como o futuro pode ser maleável”.

Ter essa consciência é essencial para exercer uma liderança criativa, ágil e arrojada — tanto no mundo da tecnologia quanto em qualquer outra área de atuação.

Estrume e máquinas voadoras

Um fato marcante da história de de Nova York demonstra claramente o papel da fantasia para a solução de problemas reais. No fim do século 19, a metrópole estava na iminência de uma catástrofe sanitária causada pelo principal meio de transporte da época: os cavalos.

Havia entre 100 mil e 200 mil equinos em trânsito constante pela cidade, levando pessoas e produtos para lá e para cá, e deixando no meio do caminho nada menos do que 45 mil toneladas de estrume por mês.

O excremento dos animais se acumulava de tal forma pelas ruas que, em 1898, as autoridades de Manhattan chamaram com urgência especialistas do mundo inteiro para trazer ideias de como solucionar a crise.

A convocação foi em vão, porque nenhum dos experts em urbanismo imaginou um meio de transporte independente da força dos cavalos — os carros só invadiriam Nova York na década de 1910.

“Se os urbanistas do século 19 pudessem ter tido acesso a big data, técnicas de machine learning e outras teorias modernas de gestão, essas ferramentas não os teriam ajudado”, diz Peper. “Elas só teriam confirmado as preocupações que eles já tinham”.

Talvez a história tivesse sido diferente se algum deles tivesse lido histórias “fantasiosas” sobre meios de transporte autônomos — mesmo que as narrativas descrevessem máquinas voadoras que nada tivessem a ver com o protótipo do primeiro carro fabricado na história.

Sem bola de cristal

A história sobre a crise do estrume em Nova York não quer dizer que a ficção científica ajude a fazer previsões. Ao contrário: ela é útil para os líderes não por revelar o futuro, mas por jogar luzes inéditas sobre o presente.

O clássico “1984”, de George Orwell, por exemplo, não tem nada de premonitório. Para Peper, a famosa distopia não previa os problemas de 2017, embora tenha voltado à lista dos best-sellers este ano. O livro era mesmo sobre 1948, o ano em que foi concluído: Orwell projetava ficcionalmente os resultados do que efetivamente estava acontecendo após a Segunda Guerra Mundial.

É pelo poder de sondar os meandros do presente de forma criativa — e não de entreter o leitor com fantasias mirabolantes sobre o futuro — que muitos escritores de ficção científica prestam consultoria a empresas como Google, Microsoft e Apple e até para o governo dos Estados Unidos.

“Explorar futuros fictícios liberta o nosso raciocínio de falsos limites e nos desafia a pensar se estamos mesmo fazendo as perguntas certas”, resume Peper. “Isso nos força a reconhecer que às vezes a imaginação é mais importante do que a análise”.

James Cameron vai fazer série documental sobre ficção científica

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Publicado no Comunidade Cultura e Arte

O cineasta James Cameron vai produzir uma série documental que explora a evolução da ficção científica desde a sua origem como um gênero cinematográfico menor e de culto, até se transformar num fenômeno de cultura popular e sucesso de bilheteiras.

O anuncio foi feito pelo canal de televisão AMC, que adianta que a série, com o título provisório ‘James Cameron’s Story of Science’, terá seis episódios de uma hora e tem estreia prevista em 2018.

De ‘Star Wars’ a ‘Avatar’, passando por ‘The Hunger Games’ e ‘The Walking Dead’, a ficção científica tornou-se um pilar da cultura popular e o documentário vai explorar as dúvidas que cada um suscita, como por exemplo, a ciência por detrás de The Walking Dead, ou como poderia surgir uma epidemia de mortos-vivos.

Assim, nesta nova série sobre as origens e a história da ficção científica, James Cameron introduz em cada episódio uma das “grandes questões” com que a humanidade se tem confrontado ao longo dos anos, e regressa ao passado para melhor compreender como é que os filmes, programas de televisão, livros e vídeos favoritos do público nasceram e para onde é que este gênero – e a espécie humana – caminha.

O realizador afirma que esta série regressa às origens da ficção científica, seguindo o seu DNA: sem Jules Verne e H.G. Wells não haveria Ray Bradbury ou Robert A. Heinlein e, sem eles, não haveria Lucas, Spielberg ou Ridley Scott.

“Como cineasta especializado em ficção científica, estou interessado em explorar as lutas e os triunfos que trouxeram essas histórias incríveis à vida e ver como a arte imita a vida, bem como a ficção científica imita e às vezes informa a ciência”, disse.

O cineasta canadense – autor de filmes como ‘O Exterminador Implacável’, ‘Aliens’, ‘Titanic’, ‘A verdade da Mentira’ ou ‘Avatar’ – e outros contemporâneos que ajudaram a impulsionar o crescimento da ficção científica nas últimas décadas debatem os méritos, os significados e os impactos dos filmes e romances que influenciaram o gênero.

O próprio James Cameron autoproclamava-se “nerd da ficção científica”, antes de se tornar um dos realizadores de maior sucesso da sua geração.

“Quando eu era miúdo, basicamente lia qualquer livro que tivesse uma nave espacial na capa e vi o filme ‘2001: Odisseia no Espaço’ vezes sem conta”, disse o realizador, acrescentando que aquele filme o inspirou a tornar-se um realizador.

Segundo James Cameron, além dos efeitos especiais, o que mais o intrigava naqueles filmes eram as ideias e as questões por detrás deles: “Como vai o mundo acabar? A tecnologia vai acabar por nos destruir? O que significa ser humano”?

Texto de Lusa

Peter Jackson irá produzir adaptação dos livros de fantasia Mortal Engines

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Realizador de O Senhor dos Anéis e O Hobbit deixará a direção para o seu protegido de longa data, Christian Rivers.

Rodrigo Torres, no Adoro Cinema

Peter Jackson fechou com a Universal o seu próximo projeto cinematográfico — porém, ainda não de volta à direção. O realizador e seu time de confiança realizarão um novo projeto de fantasia e ficção científica: a adaptação dos livros “Mortal Engines”, de Philip Reeve.

Mortal Engines é ambientado numa distopia pós-apocalíptica provocada pela “Guerra dos Sessenta Minutos”, que causou maciça turbulência goelógica. Para contornar terremotos, vulcões e outras instabilidades, o líder Nikola Quercus instala grandes motores e engrenagens que desmantelam cidades próximas e proveem recursos à sua cidade, Londres. A tecnologia se espalha rapidamente e evolui para o que se torna conhecido como “Darwinismo Municipal”.

"Mortal Engines", de Philip Reeve.

“Mortal Engines”, de Philip Reeve.

 

Realizador das trilogias O Senhor dos Anéis, O Hobbit e de King Kong, Jackson assina o roteiro de Mortal Engines com Fran Walsh, sua esposa, e o amigo Philippa Boyens. A direção ficará a cargo de um colaborador de longa data, Christian Rivers, que fará sua estreia na função em longa-metragem.

A Universal produzirá Mortal Engines em parceria com a MRC. As filmagens terão início no segundo semestre de 2017, na Nova Zelândia.

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