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Como Asimov ajudou a popularizar a ficção científica

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no Play Replay

A ficção científica tem muitos pais, mas dificilmente você encontrará um apreciador do gênero que não cite Isaac Asimov como inspiração. Nascido Isaak Judah Ozimov, o autor russo nasceu quase 100 anos atrás, mas seu legado certamente ainda será contemplado por décadas a fio.

Em 1958 o autor percebeu que estava ganhando mais dinheiro com seus livros do que com seu trabalho de professor na Boston University, se tornado escritor em tempo integral. Sorte nossa, já que foram quase 500 livros publicados entre mistérios, não ficção e, principalmente, ficção científica.

As séries Império Galático e Fundação já devem estar na estante de todo leitor do PlayReplay que se preze, mas os geeks de plantão também podem curtir a leitura de As Cavernas de Aço, Os Robôs, Os Robôs e o Amanhecer e Os Robôs e o Império, que formam a série Os Robôs; ou mesmo romances como Fim da Eternidade, Viagem Fantástica e Os Próprios Deuses.

Em seus livros o autor adota um estilo meticuloso e detalhista, profundo o suficiente para intrigar as grandes mentes de nossa era, mas ao mesmo tempo acessível o bastante para que leigos possam se divertir, compreender as ideias e viajar pelo mundo da ciência.

E que viagem ele nos proporcionou! Tudo bem que algumas de suas previsões (ainda) não viraram realidade, como carros voadores cortando os céus das cidades, mas, mesmo sem dar nomes, Asimov vislumbrou muitas das invenções que utilizamos diariamente, como microchips, televisores de tela plana, fibra ótica e até mesmo a internet e a Wikipedia, descrita no romance Escolha a Catástrofe como “Biblioteca Computada Global”.

Naturalmente, isso aproximou o autor de outras mídias. Gene Roddenberry, amigo próximo e criador de Jornada nas Estrelas, creditou Asimov com agradecimentos e conselhos no primeiro longa da franquia.

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Percebendo o potencial comercial das grandes obras do autor, não demorou para os estúdios se interessarem em adaptar alguns de seus trabalhos para o cinema, como Eu, Robô. Apesar de compartilhar o nome da coletânea escrita por Asimov, sua principal inspiração vem dos contos Little Lost Robot, Runaround e das três leis da robótica. Estranhamente, apesar de pegar inspiração em tanto material bacana, o filme não agradou devido ao seu foco exagerado na ação e propaganda de diversos produtos.

Melhor sorte teve o longa O Homem Bicentenário. Adaptado do livro The Positronic Man (que, por sua vez, é uma adaptação do conto The Bicentennial Man, de 1976), o filme estrelado por Robin Williams conseguiu capturar bem a essência do autor, levantando questões éticas e morais bem interessantes numa ficção científica de primeira.

Então da próxima vez que assistir um filme ou ler um livro que envolva robôs, leis da robótica, humanismo relacionado às questões éticas e morais do avanço científico, tire um momentinho e agradeça ao mestre Asimov. E, claro, aproveite para mergulhar em sua obra. É certeza de boa leitura!

7 autores de ficção científica preveem o futuro das Olimpíadas

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 (Photo by Ezra Shaw/Getty Images)

(Photo by Ezra Shaw/Getty Images)

 

Publicado no Brasil Post

Os anos passam, mas trabalhadores mal remunerados seguem construindo as instalações olímpicas; o COI se recusa a pagar atletas muitas vezes em situação financeira difícil; os testes anti-doping continuam sendo driblados; as autoridades locais continuam afirmando falsamente que os Jogos vão ajudar a economia local; e a discrepância entre os gêneros continua parecendo datada.

Para muitos fãs de esporte, a Olimpíada é o símbolo da velha guarda, a ponto de nos perguntamos: além de excitar as paixões nacionais, o que mais as Olimpíadas têm de bom? E qual é seu futuro?

Seria pessimismo considerar as Olimpíadas uma distopia sem solução. Então, pedimos que sete autores de ficção científica imaginassem como podem ser os Jogos do futuro. As respostas – incluindo uma visão de atletas humanos competindo contra robôs e uma alternativa aos eventos baseados em gênero – imaginam soluções possíveis e oferecem alento.

Será que os Jogos Olímpicos de Inverno terão de ser realizados em lugares fechados?

Será que os Jogos Olímpicos de Inverno terão de ser realizados em lugares fechados?

1. A mudança climática vai obrigar os Jogos de Inverno a mudar drasticamente

Madeline Ashby, autora de Company Town

“Primeiro eu questiono se as Olimpíadas têm muito futuro. Entendo que há estruturas de poder existentes trabalhando para manter os Jogos, e por essa razão é provável que eles continuem. Mas, no longo prazo, diante de escândalos, custos cada vez mais altos – e temperaturas cada vez mais altas –, parece improvável que os Jogos possam continuar da mesma maneira.

Afinal de contas, como é possível ter esportes de inverno quando o inverno é só uma lembrança?

Mas as pessoas amam esporte. Amam competição. Amam demonstrações de força – tanto física quanto de vontade, necessária para se tornar um atleta olímpico (honesto).

É por isso que, com o tempo, vamos ver mais movimentos como o Revival dos Jogos Nemeus, que têm menos a ver com marcas e mais a ver com, bem, com jogos. Também acredito que vamos ter uma diversidade de jogos: para humanos “modificados”, para diferentes tipos de corpos, jogos que reconheçam que os gêneros são fluidos.

Se o COI quiser ser fiel a seus ideais, terá de acabar com a corrupção e abrir espaço para mudanças.”

2. Uma alternativa mais ambientalmente sustentável vai surgir

Malka Older, autora de Infomocracy

“Gostaria de imaginar uma Olimpíada separada do nacionalismo (ou, por que não?, um mundo sem nacionalismo!), em que veríamos os melhores atletas competindo uns contra os outros, não só os melhores escolhidos por cada país.

Neste mundo, os países não teriam nenhum orgulho especial em sediar os jogos, e a decisão seria tomada de acordo com análises sóbrias sobre quem seria beneficiado e quem seria prejudicado.

Ou talvez pudéssemos separar os Jogos dos interesses comerciais, de modo que o país que se oferecesse para sediá-los o faria com seus próprios recursos. (Nestes dois casos, a propósito, o COI está devendo muito, provavelmente inclusive à Justiça.)”

Os Jogos não teriam novas construções, estacionamentos lotados e instalações pouco seguras, com um rastro de trabalhadores mortos.

Nenhum desses cenários parece provável. A combinação de nacionalismo subsidiado por empresas e investimentos subsidiados pelo dinheiro do contribuinte é benéfica demais para os dois lados. Em vez disso, imaginemos uma fagulha de esperança menor, um evento alternativo, a Olimpíada Sustentável.

Elas poderiam levar o nome do primeiro lugar que aceitar não construir arenas caríssimas, causar enormes congestionamentos e explorar os trabalhadores: Jacartíada? Talinníada? Reykjavikíada?”

De qualquer modo, esses jogos não teriam novas construções, estacionamentos lotados e instalações pouco seguras, com um rastro de trabalhadores mortos.

Eles seriam transmitidos para quem quisesse assistir, sem histórias melodramáticas sobre os atletas além das que eles escolherem contar. Seria um evento tranquilo, de baixa manutenção, baixas emissões de carbono, mas o que estaria em jogo seria o mesmo de sempre: o título de melhor do mundo.”

ão é difícil imaginar assistir à Olimpíada via um sistema de realidade virtual.

Não é difícil imaginar assistir à Olimpíada via um sistema de realidade virtual.

 

3. Histórias piegas de interesse humano serão substituídas por uma experiência de mídia mais imersiva, controlada pelos atletas

S.B. Divya, autora de Runtime

“O futuro da Olimpíada não parece muito promissor, a menos que os Jogos façam mudanças para aumentar o envolvimento do público. Hoje, o Comitê Olímpico Internacional está preso na era da TV de mão única, tentando usar a internet mas estrangulando os atletas e o acesso à comunicação.

Que os competidores sejam os olhos e ouvidos e comentaristas dos Jogos.

Enquanto isso, o mundo caminha em direção a mais interatividade – vídeos 3D, realidade virtual, celebridades em tempo real. Essa sede por experiências compartilhadas só vai aumentar. Os Jogos Olímpicos são uma maneira incrível de mostrar o drama de uma vida inteira que tem o objetivo de atingir o pico da performance.

As pessoas devoram esse tipo de história, mas a audiência de amanhã está cada vez mais sofisticada. As pessoas percebem muito facilmente quando uma história é editada e curada. O que elas querem – desde já – é a perspectiva individual, nua e crua de cada atleta. Acesso instantâneo, sem filtros.

Se a Olimpíada quiser prosperar, o COI precisa abrir as comportas da informação e permitir que os atletas interajam diretamente com o mundo. Que os competidores sejam os olhos e ouvidos e comentaristas dos Jogos. A experiência olímpica do futuro será imersiva. Espero que cheguemos lá.”

O americano Alfred Adolf Oerter quebrou o recorde olímpico do lançamento de disco com uma distância de 58,22 metros, em 1960. Em 2012, o alemão Robert Harting ganhou a medalha de ouro com um arremesso de quase 68,3 metros.

O americano Alfred Adolf Oerter quebrou o recorde olímpico do lançamento de disco com uma distância de 58,22 metros, em 1960. Em 2012, o alemão Robert Harting ganhou a medalha de ouro com um arremesso de quase 68,3 metros.

 

4. Os Jogos serão uma ode nostálgica aos tempos em que os humanos eram menos perfeitos cientificamente

Max Gladstone, autor de Four Roads Cross

“Qual é o futuro dos Jogos Olímpicos? Pense no vinil.

Deixe de lado mudança do clima, revoluções e escassez de recursos e presuma que a nossa sociedade dura mais dois séculos. Quanto mais entendemos o corpo humano, mais rápido vamos correr, mais alto vamos saltar. Atletas, reguladores e público terão de negociar o que significam os ideais atléticos quando o corpo humano torna-se um fator limitante.

Um dia os filhos dos nossos filhos vão se reunir para assistir, com olhos de metal, um grupo de crianças ferozes feitas de carne e osso correndo os 400 m com obstáculos.

A discussão já começou. Os atletas podem usar algumas drogas, como a cafeína, mas não outras, como o seu próprio sangue. Não para pernas artificiais que permitem que os velocistas corram mais rápido, sim para os maiôs que deixam os nadadores mais lisos. A cada novo desenvolvimento, decidimos o que é um atleta ‘autêntico’.

Um dia uma mente humana num corpo robótico vai correr os 100 m rasos em um segundo. Mas, durante muito tempo, vamos achar que esse resultado não conta.

O esporte vai enfrentar o dilema do hipster. O vinil é pesado e frágil. Um disco maior um iPads tem apenas quatro músicas de cada lado. Mas as pessoas compram discos, cuidam deles e valorizam o chiado ‘autêntico’.

Se sobrevivermos, um dia os filhos dos nossos filhos, que poderão pular até o topo de um prédio, vão se reunir para assistir, com olhos de metal, um grupo de crianças ferozes feitas de carne e osso correndo os 400 m com obstáculos.”

5. E eles vão fazê-lo pelo mesma motivo que gostam de ir ao cinema ou apreciar arte

Patrick Hemstreet, autor de The God Wave

“[No futuro], seu contador, seu massagista e seu mordomo (sim, todos teremos um C-3PO pessoal) vão cuidar das suas necessidades por meio de uma confluência sinfônica de circuitos e sistemas hidráulicos.

Computação ultra-rápida processadores precisos vão garantir que todas as tarefas pertinentes sejam realizadas de forma eficiente e livre de erros. Da mesma forma, os Jogos Olímpicos vão mostrar o talento dessas amadas estrelas do esporte, como X4-T34G e RP4567-F.

‘Sim – só que eu realmente duvido dessa última parte’.

Não há esteroides suficientes para transformar um atleta olímpico num X4-T34G.

Ainda vou ao teatro para ver seres humanos vivos representando histórias de ficção e fantasia. O maior teatro de Houston fica a cerca de 50 metros de um cinema, mas ainda gosto de assistir a peças. Ainda vou a concertos de música clássica, embora tenha um smartphone (e um bom par de fones de ouvido) para escutar a música que eu quiser com apenas um toque do meu dedo.

E é bem possível que também seja assim com você. Ainda quero ver humanos interagindo com outros humanos para demonstrar habilidades adquiridas com treinamento e talento.

Por quê? Eu – não – nós gostamos de testemunhar os picos e as complexidades da capacidade humana. Ver membros de nossa espécie rompendo barreiras aparentemente intransponíveis é a maior forma de entretenimento. Ouvir uma nova história ou ficar maravilhado com a criatividade de um artista novo é uma experiência que está firmemente consagrada em carne e osso. Este intercâmbio entre almas é, ouso dizer, sagrado e nunca será cedidos a autômatos metálicos não-conscientes.

Dito isso, a presença de cidadãos mecânicos Lucasianos terá algum efeito sobre os Jogos Olímpicos, principalmente no que diz respeito aos produtos farmacêuticos. O uso de drogas que melhoram o desempenho certamente irá permanecer ilegal.

Mas o doping ilícito em uma sociedade pós-revolução robótica será inútil e, francamente, tolo. Afinal, não há esteroides suficientes para transformar um atleta olímpico num X4-T34G.

Quando chegar o dia em que estivermos cercados por IBMs e Apples ambulantes, vamos apreciar o que significa ser humano, com todas as nossas falhas inerentes. A santidade da esportividade (e de todas as empreitadas humanas) será ressuscitada e celebrada como resultado da evolução implacável.”

Uma representação digital do genoma humano.

Uma representação digital do genoma humano.

 

6. Ou… pode ser diferente, e as empresas vão patrocinar atletas com base em suas sequências de DNA

Stacey Berg, autora de Dissension

“O futuro dos Jogos Olímpicos já chegou. Atletas tiram proveito de toda a tecnologia disponível, de monitores portáteis a câmaras que simulam altitude e, é claro, o doping. O que vai mudar no futuro é que os atletas serão a tecnologia.

A nova discussão é se devemos permitir a participação de atletas cuja sequencia inteira do DNA é sintética, uma tecnologia desenvolvida originalmente para aplicações militares.

Quando a 50ª edição dos Jogos Olímpicos começar, em 2092, os eticistas ainda estarão debatendo se é um direito ou um privilégio que traços causadores de doenças sejam removidos de seus embriões. Mas a Olimpíada já estará muito à frente. A edição do gene humano torna possível criar o esportista perfeito para cada modalidade, com corações maiores, pulmões melhores e músculos mais rápidos e mais fortes.

Empresas soberanas patrocinam atletas dotados de sequências genéticas patenteadas; os torcedores, pelo menos aqueles que podem pagar, compram essas sequências para inseri-las em seus próprios embriões. A nova discussão é se devemos permitir a participação de atletas cuja sequencia inteira do DNA é sintética, uma tecnologia desenvolvida originalmente para aplicações militares.

Enquanto isso, os CyborGames, cujos atletas abraçam abertamente as modificações mecânicas e biológicas, atraem o público mais jovem e descolado. Ninguém sabe ainda que, em 2093, o Reboot Retro-Olímpico vai ser a surpresa do ano, com seus atletas produzidos por cruzamentos aleatórios.”

Brett Hawke durante uma sessão de fotos na piscina do Somerset College, 7 de maio de 2004, na Austrália.

Brett Hawke durante uma sessão de fotos na piscina do Somerset College, 7 de maio de 2004, na Austrália.

 

7. E cada evento olímpico lidará com a questão do gênero de maneira diferente

Ada Palmer, autora de Too Like the Lightning

“Uma grande mudança que eu acho que os Jogos Olímpicos terão de enfrentar no próximo século é como lidar com a segregação de gênero no esporte. Mesmo aqui no começo do século 21, as categorias de gênero binárias já estão se despedaçando. Imagino uma Olimpíada em que cada evento lida com a questão do gênero de forma diferente. Em eventos onde há pouca diferença — como tiro ou xadrez — todos competiriam juntos.

Eventos em que tamanho ou peso oferecem grandes vantagens teriam uma divisão “aberta”, da qual qualquer um poderia participar, mas também eventos segregados por altura ou peso, bem como o boxe, por exemplo. As categorias menores teriam participantes principalmente do sexo feminino, e as maiores, principalmente do sexo masculino, mas o sexo não seria o divisor – isso ficaria por conta das características secundárias, como altura, alcance, tamanho das pernas, largura dos ombros etc.

As categorias menores teriam participantes principalmente do sexo feminino, e as maiores, principalmente do sexo masculino, mas o sexo não seria o divisor – isso ficaria por conta das características secundárias, como altura, alcance, tamanho das pernas, largura dos ombros etc.

Também imagino que no futuro os Jogos Olímpicos continuem sendo uma peça central do processo de paz e de cooperação internacional. De muitas maneiras, a maior barreira entre nós e um futuro Jetsons, em que podemos pular de um país para o outro só para fazer um piquenique, são as lei internacionais, as fronteiras, os conflitos e a segurança nacional num mundo essencialmente sem fronteiras.

Muitos setores que se beneficiariam com mais viagens internacionais — como turismo e esporte – pressionam por fronteiras mais permeáveis, mas poucas organizações contam com tanto respeito internacional, confiança e influência como os Jogos Olímpicos.

Então eu imagino que os Jogos Olímpicos, e os fãs de esportes em geral, poderiam liderar um movimento por regulamentações de viagens mais simples, que permitam que todos os cidadãos do planeta possam entrar num carro voador e assistir a Olimpíada ao vivo.

Olhando para o futuro, acho que os Jogos Olímpicos continuarão sendo um espaço em que nações inimigas se reúnem após o conflito, em que grupos marginalizados e oprimidos pressionam por reconhecimento, em que alianças são celebradas, causas discutidas.

Um espaço em que os países que ainda não existem continuam a manter os mais altos padrões de excelência. Afinal, se a Antártica representa o sexto anel da futura bandeira olímpica, a Lua ou Marte podem ser o sétimo.”

Star Wars | Novo livro pode ter revelado quem é o Supremo Líder Snoke

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Cuidado com possíveis spoilers da história

Camila Sousa, no Omelete

Star Wars – Aftermath: Life Debt, novo livro de Star Wars que continua Marcas da Guerra, pode ter revelado a verdadeira identidade do Supremo Líder Snoke, vilão apresentado em Star Wars – O Despertar da Força. Cuidado com possíveis spoilers da história abaixo.

A novidade foi divulgada no Star Wars Post, em uma análise extensa sobre a história que é apresentada no livro. O site cita o misterioso Almirante Gallius Rax, que é criado como um órfão em Jakku durante o período da República, e acaba ficando amigo do jovem Palpatine.

Rax é sensível à Força e também se mostra capaz de resistir ao poder de Palpatine, que começa a vê-lo como algo valioso para o futuro Imperador. Ele acaba se tornando um “mestre das marionetes”, sempre aconselhando o Imperador Palpatine e tomando decisões nos bastidores.

Em certo momento do livro, a capitã do Império Rae Sloane olha para ele e o vê como um holograma, algo semelhante ao que foi mostrado em O Despertar da Força. A descrição física do personagem diz que ele é extremamente pálido, com olhos que parecem buracos negros.

Gallius Rax acredita que o Império deve recrutar crianças e doutrina-las ainda jovens, o que vemos que é feito pela Primeira Ordem com os Stormtroopers. No final do livro, o personagem chama a si mesmo de Imperador Rax.

O livro termina quando a batalha de Jakku está prestes a começar e, apesar de não citar o personagem como o Supremo Líder Snoke, isso pode acontecer na terceira publicação da série, Star Wars – Aftermath: Empire’s End, prevista para ser lançada em janeiro de 2017.

Star Wars: Episódio VIII tem a direção de Rian Johnson, enquanto o Episódio IX será comandado por Colin Trevorrow. A franquia voltará aos cinemas este ano com Rogue One: Uma História Star Wars, que estreia em 15 de dezembro.

Bill Pullman vem ao Brasil para o lançamento de ‘Independence Day’

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Publicado no Massa News

Bill Pulman voltará ao Brasil para divulgar a estreia de Independence Day: O Ressurgimento, que chega aos cinemas no próximo dia 23 de junho. O ator participará de uma sessão especial no dia 22, no estádio Allianz Parque, em São Paulo. O evento terá a exibição do primeiro filme e de Independence Day: O Ressurgimento na sequência.

Ao todo, 5 mil pessoas poderão assistir aos filmes, em sete setores diferentes do estádio. Os ingressos terão valor entre R$ 45 e R$ 140, e estarão disponíveis a partir do dia 9 (quinta-feira), pela Cinépolis (plataforma Velox Tickets).

Na trama, David Levinson (Goldblum) é o diretor da agência de defesa espacial humana. O grupo trabalha sem fronteiras, já que todos os países do planeta se uniram contra a ameaça alienígena. Ward será a presidente Lanford, com uma personalidade mais agressiva do que a do ex-presidente Whitmore (Pullman, cuja participação no longa não foi especificada).

Livro " Independence Day O Ressurgimento", de Alex Irvine, publicado pela Editora Nemo.

Livro ” Independence Day O Ressurgimento”, de Alex Irvine, publicado pela Editora Nemo.

 

Usher será Dylan Hiller, o filho de Steven Hiller, personagem de Will Smith no primeiro filme. Dylan terá crescido à sombra do pai, um herói que salvou a Terra. Patricia Whitmore (Maika Monroe), a filha do ex-presidente Whitmore, também terá os mesmos conflitos, apesar de trabalhar como uma agente especial da presidente Lanford. Por último, Liam Hemsworth vive Jake Morrison, um órfão e ex-piloto que cometeu um erro e, por isso, acaba trabalhando na Lua.

Um livro escrito em 1909 previu a era da internet

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LIONEL BONAVENTURE/AFP/Getty Images

LIONEL BONAVENTURE/AFP/Getty Images

O escritor E.M. Forster previu a era da internet num livro escrito em 1909, em que retrata o isolamento humano e as consequências de se viver a comunicar apenas através de ecrãs.

Publicado no Observador

O escritor E.M. Forster previu há mais de um século a era da internet e o domínio das comunicações virtuais sobre as realizadas cara-a-cara. As previsões estão descritas na novela de ficção científica A Máquina Pára. O autor é mais conhecido pelas obras Howards End (1910), que deu origem a um filme com o mesmo nome e que valeu à atriz britânica Emma Thompson um Óscar em 1992, e Uma Passagem Para a Índia (1924), entre outros — que versam sobretudo sobre as relações de classe e a hipocrisia da sociedade britânica do início do século passado.

A novela, cujo título no original inglês é The Machine Stops, foi publicada inicialmente em 1909, na The Oxford and Cambridge Review e foi republicada em 1928 na obra The Eternal Moment and Other Stories. Na história, o autor analisa algumas tendências do século que então estava a começar, tais como o isolamento crescente dos indivíduos face ao desenvolvimento tecnológico e industrial e o maior afastamento do homem em relação à natureza.

O livro retrata um mundo dominado pela tecnologia, num período em que os seres humanos, depois de terem esgotado os recursos disponíveis na Terra, têm que passar a viver no subsolo e tornaram-se totalmente dependentes de uma infraestrutura conhecida como “A Máquina”, que parece ser uma vasta rede que permite a videoconferência e funciona como uma plataforma de troca de ideias em segunda mão, conta o The Guardian.

A obra conta a história de uma mãe e de um filho — Vashti e Kuno — que vivem num mundo pós-apocalíptico onde as pessoas vivem em casulos subterrâneos num universo no qual “A Máquina” satisfaz todas as suas necessidades humanas, descreve a BBC.

Os habitantes dos casulos vivem as suas vidas em isolamento e comunicam com o exterior através de ecrãs e de um tubo acústico (speaking tube). Quando “A Máquina” pára, as pessoas não conseguem adaptar-se à vida sem a tecnologia da qual dependiam, a cidade subterrânea colapsa e muitos morrem soterrados pelos escombros.

“Ele previu, com uma precisão surpreendente, o efeito que a tecnologia tem sobre as nossas relações uns com os outros, com os nossos corpos, com a nossa filosofia e cultura,” disse Neil Duffield, que adaptou a história para o palco da York Theatre Royal à BBC, uma peça que vai estar em cena até ao próximo dia 4 de junho.

E. M. Forster descreve na novela um mundo onde as pessoas comunicam essencialmente através de um ecrã, antecipando invenções como as mensagens instantâneas ou o Skype e muito antes de a rádio ser um meio de comunicação de massas. Hoje, “A Máquina Pára” já se tornou alvo de culto, com muitos inovadores e empreendedores a recomendarem a sua leitura, tais como Elon Musk, inventor do Paypal e atualmente presidente das empresas Tesla e Space X.

“As pessoas ao lê-lo dizem: olha, alguém há mais de 100 anos parece ter imaginado o mundo da internet e dos smartphones e muitas das questões que hoje abordamos sobre a forma como as pessoas vivem as suas vidas através da tecnologia e não olham para cima nem veem o mundo ao seu redor”, disse Howard Booth, da Universidade de Manchester e especialista na literatura de Forster à BBC.

A obra tem uma tradução em português do Brasil (A Máquina Para), da autoria de Celso Braida, mas ainda não está publicada em Portugal.

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