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Grávida se prepara para Enem e diz que bebê pode nascer no dia da prova

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Beatriz Rocha diz que ansiedade pelo nascimento do filho pode atrapalhar.
No Piauí, 166 gestantes se inscreveram para o Enem, segundo dados do Inep.

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Publicado em G1

Os milhões de candidatos que se inscreveram para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) devem estar ansiosos e na expectativa para o grande dia de realização das provas. E essa ansiedade duplica para a jovem Beatriz Rocha, de 20 anos, que está no período final da gestação e o bebê pode nascer a qualquer tempo, incluindo o dia da prova.

Beatriz, que mora no bairro Monte Castelo, Zona Sul de Teresina, é uma das 166 candidatas grávidas que se inscreveram para fazer o exame no Piauí. Em todo o Brasil foram inscritas 8.424 futuras mamães.

Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A jovem contou que se se preparou pouco para a prova, mas se sente bastante confiante por conta da experiência acumulada em duas edições do exame. Em contrapartida, ela se mostra preocupada e ansiosa por conta do nascimento do filho, fato que pode até atrapalhar na hora da prova.

E para buscar um pouco de tranquilidade para ela e para o bebê, ela procura ouvir músicas. Nos estudos, ela foca no conteúdo da prova com aulas pela internet.

“Eu queria ter me preparado mais para a prova, porque estava bem mais preocupada por conta da ansiedade e do nervosismo para o nascimento do meu filho que está previsto para a semana da prova, e pode até cair no mesmo dia do Enem. Por enquanto ainda estou tentando manter a tranquilidade, mas tenho um pouco de receio por conta do nervosismo que está a flor da pele”, contou.

Ela contou ainda que está fazendo o Enem pela terceira vez e pretende ingressar na faculdade para garantir um futuro melhor para o filho que está por vir. O curso para o qual ela vai concorrer é fisioterapia.

“Já fiz o Enem e não consegui passar ainda, mas confesso que lá no fundo algo está me dizendo que irei passar dessa vez, já que tenho a experiência de ter feito a prova duas vezes. Me identifico bastante com esse curso de fisioterapia e não penso em outro que não seja esse”, disse.

Grávidas no Enem
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) oferece o serviço de acompanhamento especial para pessoas com alguma deficiência e que precisam de adaptações no acesso ao local de provas durante o exame, e para pessoas que tenham alguma condição que exija um cuidado específico. No Piauí, 1.583 candidatos solicitaram atendimento especial.

Segundo os dados, 2.197 inscritos têm algum tipo de deficiência e receberão atendimento especializado. Desde 2013, o MEC decidiu redobrar os cuidados com as candidatas grávidas durante a realização do exame depois que, em 2012, uma estudante do Mato Grosso do Sul deu à luz no segundo dia de prova do Enem.

Como parte do atendimento específico a essas mulheres, o Inep notificou os municípios onde elas fariam o Enem para que esses mapeassem os hospitais que ficam próximos ao local das provas onde as candidatas farão o exame.

Além disso, solicitou o apoio de profissionais de saúde no local para quaisquer imprevistos. Em alguns locais de prova, as gestantes receberão ainda apoios para as pernas, mesas e cadeiras sem braço.

Isentos
Dos 7.746.118 inscritos no Enem deste ano, 1.344.797 estavam automaticamente isentos da taxa por serem ourindos de escola pública, 4.417.285 declararam carência e também não pagaram a taxa e outros 1.984.036 candidatos são pagantes.

A partir desta edição, os candidatos isentos que não comparecerem nos dois dias de provas perderão o benefício de isenção de pagamento para a próxima edição do exame.

Data das provas
O primeiro dia de prova acontece no sábado, dia 24, quando serão aplicadas as avaliações com questões de ciências humanas e ciências da natureza, com duração de 4 horas e 30 minutos. Já no domingo, 25, as questões de linguagens, matemática e redação, com duração de 5 horas e 30 minutos.

Filho de Suassuna reúne desenhos do pai para livro inédito do escritor

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Filho de Suassuna reúne desenhos do pai para livro inédito do escritor

Publicado no Portal AZ

Ariano Suassuna, que morreu em julho, vai ser homenageado pelo filho, o artista plástico Dantas Suassuna, na cidade onde passou a infância. Ariano deixou obras inéditas, como o trecho de um livro, que como todos os outros, ele escrevia os livros à mão.

No horizonte os primeiros raios de luz anunciam o nascer do sol em meio à paisagem sertaneja, em Taperoá, cidade paraibana com quase 15 mil habitantes, a 216 km da capital, João Pessoa. Esta é a terra da infância de Ariano Suassuna.

A cidade é lembrada em obras como “O Auto da Compadecida” e “A Pedra do Reino”. Em uma fazenda, a oito quilômetros do centro de Taperoá, que o artista plástico Dantas Suassuna encontra inspiração para pintar. Filho do escritor Ariano Suassuna, ele diz que aqui viveu momentos marcantes com o pai.

“Um dia eu estava pensando: qual é a palavra que mais representava meu pai? Ai eu fiquei pensando e cheguei na palavra lealdade”, comenta Dantas Suassuna, artista plástico.

Ariano deixou com família o último livro ainda não publicado. Como todos os outros de uma extensa obra, escrito à mão. Dantas mostra algumas páginas com poemas e partituras de músicas. No roda-pé desenhos que lembram pinturas rupestres.

“Papai deixou um legado de… Não só o legado do livro inédito. Tem também três peças inéditas, ele tem uma vastidão de legado pra gente trabalhar. E essa pedra que a gente está fazendo eu pretendo levar à frente este legado que ele deixou”, diz Dantas.

O artista começou a esculpir em uma pedra os desenhos do pai Ariano Suassuna. A ideia dele é tirar do papel as gravuras que vão fazer parte do livro inédito de Ariano, que deve ser lançado no ano que vem.

O artista também vai reproduzir desenhos de Ariano em locais públicos da cidade. A ideia é que Taperoá guarde para sempre figuras que lembram mitos tão presentes no movimento armorial criado pelo escritor. Uma forma de eternizar o amor que Ariano sempre procurou demonstrar pelo sertão onde garimpou personagens tão ricos e imortalizados na literatura brasileira.

Em livro, pai revela luta comovente de filho contra o câncer: “ele se preparou para partir”

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Em livro, pai revela luta comovente de filho contra o câncer: “ele se preparou para partir”

Foto: Arquivo pessoal

Ricardo Gonzalez perdeu filho em 2010; jornalista critica estrutura para tratamento no Brasil

Publicado no R7

Foram dez meses de tratamentos médicos, idas e vindas a hospitais, momentos de desespero, mas, acima de tudo, de muita esperança e alegria. Assim foram os últimos momentos de Rafael, filho do jornalista Ricardo Gonzalez, que morreu em decorrência de câncer linfático no dia 19 de novembro de 2010, aos 21 anos.

Apesar da grande dor de perder um filho, Gonzalez decidiu que os últimos momentos vividos ao lado do seu filho não deviam ficar guardados. Por isso, decidiu escrever o livro Nem a Morte nos Separa, obra que relata a história de luta e valentia de Rafael. O lançamento da publicação aconteceu nesta semana, em São Paulo.

 

R7 — Como foi receber a notícia de que Rafael estava com câncer?

Ricardo Gonzalez ― Imagino que seja a mesma de quando estamos em queda livre. Em um dia, eu estava no paraíso com ele: jovem, saudável, fazendo duas faculdades (história e jornalismo), a dez dias de começar a estagiar numa das maiores empresas do País. E em 24 horas, passamos a um inferno do qual não tínhamos ideia de como sair e se sairíamos

 

R7 — E o Rafael? Ele reagiu como ao receber a notícia?

Ricardo Gonzalez — O Rafael já estava com uns pequenos nódulos, que achávamos que eram sequelas de uma mononucleose [doença transmitida pelo beijo]. Um desses nódulos surgiu ao lado da coluna, pressionando-a. Tivemos de interná-lo porque as dores nas costas estavam o impedindo de andar. Ele ficou na UTI, porque era a única vaga que havia. Assim, ele ficou sabendo pelo médico.

Naquele momento, a ideia da morte não passava na cabeça de ninguém, nem na dele. O Rafa sempre foi muito centrado, muito ponderado. Naquele momento, o foco dele era se recuperar da cirurgia para voltar a andar. Quando encontrou comigo e com a mãe, já sabendo da notícia, ele estava muito tranquilo e brincando

 

R7— Como foi o tratamento do Rafael?

Ricardo Gonzalez ― Como ele tinha câncer no sistema linfático, três ações foram necessárias: quimioterapia, para conter o avanço da doença, depois uma quimioterapia diferente para reduzir a doença a zero e após uma pausa de 20 a 25 dias para recuperar o organismo ele poderia fazer transplante de medula. A primeira parte ele reagiu muito bem, tivemos forte esperança de que ele se curaria. Na segunda não tão bem porque, quando houve a parada no medicamento, a doença voltou, era um câncer muito agressivo. O hospital no Rio, então, encerrou o tratamento e fomos a São Paulo, numa tentativa de resgate. Ele tomou outra dose violenta de quimioterapia mas, de novo, a doença zerou mas enquanto se esperava para o organismo recuperar ela voltou

 

R7 — Como o Rafael lidou com esses dias difíceis de tratamento e aceitação da doença?

Ricardo Gonzalez ― Com valentia, ponderação e, principalmente, com o humor que o marcou a vida inteira. Eu e ele nunca tivemos medo de brincar e rir das mazelas do mundo e de nós mesmo. Não dá pra dizer que não houve períodos difíceis e de incerteza, mas a partir da segunda etapa do tratamento, que começou a não ir tão bem, ele foi se preparando com muita sabedoria para partir

 

R7— Como era sua relação com Rafael durante o tratamento?

Ricardo Gonzalez ― Nossa relação sempre foi intensa, um era a referência do outro, e sempre falávamos de coisas boas, como futebol cinema, música, tocávamos violão, víamos shows e fazíamos planos. Na fase mais crítica da doença, conversamos menos profundamente, porque não sabíamos bem o que dizer sobre algo tão triste, algo que cortava a perspectiva de futuro. A ponderação dele era tamanha que um dia, sentindo que eu não estava num dos meus melhores dias, ele disse: “Pai, fica tranquilo que a educação que vocês me deram e a nossa relação me prepararam para qualquer situação, inclusive para essa. Fica tranquilo porque eu estou legal”

 

R7— Qual foi o momento mais difícil nestes dez meses?

Ricardo Gonzalez ― Não sei dizer se houve um. Sei que houve vários. Quando o médico me disse que depois da cirurgia na coluna quem assumia o caso era um oncologista; quando o primeiro hospital desistiu do tratamento; quando, na reta final em São Paulo, eu o via com a boca toda arrebentada pela químio no hospital, sem forças; quando o médico de São Paulo disse que os nódulos haviam voltado e não havia como fazer novas tentativas; quando, na reta final, o médico que o assistia disse a mim e à mãe dele que se ele continuasse indefinidamente com a quimioterapia paliativa, via oral, poderia começar a perder a visão, a fala, a audição, e que nós tínhamos de decidir se continuaríamos ou se a medicação seria interrompida e, com isso, o fim seria mais rápido; quando eu saí do hospital e fui ao camelódromo comprar uma bandeira do Flamengo, que eu sabia que muito em breve cobriria o caixão dele; e quando eu peguei no pulso dele e não senti mais nada

 

R7 — Você acha que o sistema de saúde brasileiro está apto para tratar pacientes com câncer?

Ricardo Gonzalez ― Na capacidade dos profissionais e no nível do tratamento sim. O Brasil evoluiu muito no tratamento, e hoje, o câncer não é a sentença de morte que era. Em termos de quantidade de centros de atendimento, aí não, aí o País está muito mal. O Rio tem apenas um centro de referência, e vem gente de todas as partes do Estados, do Brasil e do exterior. Não há como dar conta de todos. São Paulo tem três ou quatro, mas também não dá vazão. É inacreditável a quantidade de vítimas dessa doença maldita, e cada vez aumenta

 

R7 Como veio a ideia de escrever o livro?

Ricardo Gonzalez ― Na primeira fase do tratamento, mesmo indo bem, foram tantas experiências em hospitais, tantas conversas, tantos pensamentos, tantas reflexões sobre vida e morte, relação pai e filho, envolvimento da família com essa tragédia, que eu, com o olhar do jornalista, achava que não podia guardar aquilo tudo comigo. Comecei a pensar no livro, e minha ideia inicial era fazer um com o título “Meu filho não tem mais câncer”. As coisas evoluíram por outro caminho, mas esse caldo de experiências e reflexões só aumentou. Depois que ele morreu, o projeto foi um dos três que estabeleci para me fazer seguir em frente

 

R7— Qual o objetivo do livro e que mensagem você quer transmitir aos leitores?

Ricardo Gonzalez ― O livro tem vários objetivos, mas dois são básicos: homenagear o Rafa, sua valentia e dignidade e fazer os leitores conhecerem esse legado dele. O outro é provocar todos os pais a pensarem e fazerem o que eu fiz: desde que um filho nasce, ele deve ser a prioridade absoluta em nossa vida. Temos de cuidar deles, orientá-los, dar-lhes suporte, dar-lhes a confiança de que sempre estaremos a seu lado, de que estamos ali pra resolver qualquer problema. O que me desesperava é que eu sempre disse isso a ele, e a vida colocava uma situação que eu não podia resolver. Fazer os pais entenderem que a tragédia é democrática, não escolhe credo, cor, idade ou profissão. E sempre tendemos a achar que nunca acontecerá com a gente

 

R7— O que mudou em sua vida após a perda do Rafael?

Ricardo Gonzalez ― Ninguém perde um filho e fica incólume [ileso] a isso. Mas a essência não muda, exatamente porque sempre tive como baliza o fato de que não somos nada nesta vida. Nunca me aborreci por bobagens, sempre procurei aproveitar cada minuto da vida, incluindo a companhia dele, porque passa rápido. E como Rafael sempre me viu como exemplo, sempre fui referência, ele verbalizava o quanto gostava do meu jeito e de minha postura, até por respeito a isso e por saber que ele está por perto, não tenho por que mudar

 

R7— Quais são as lembranças que você tem do Rafael? O que quer levar com você para o resto da sua vida?

Ricardo Gonzalez ― Não há um único dia desde 19 de novembro de 2010 em que eu não pense nele. Muitas pessoas próximas, da família, a mãe dele, não gostam muito de falar nele, ou se emocionam ao lembrar e evitam as lembranças. Eu me alimento delas. Não passa mais de uma semana sem que eu não coloque algum DVD caseiro em que estou com ele e meu primo Paulo. Rio como se estivesse vivendo tudo de novo, realmente me divirto. Rafa está no meu coração e na minha mente, e portanto é ele o que vou levar sempre comigo

 

R7 — Recentemente você teve uma filha. Qual foi o seu sentimento em voltar a ser pai?

Ricardo Gonzalez
― Eu nunca deixei de ser pai. Eu nasci pai. Ser pai é o que de melhor sei fazer na vida. Além do livro, ter um outro filho foi um projeto que me impulsionou à frente, após a morte do Rafa. Não foi fácil, por minha idade (hoje 49), pela idade de minha segunda mulher [hoje 45 anos]. Mas não sossegamos enquanto Maria Luísa não chegou, há sete meses. Ela não substitui o Rafa, cada um tem sua história. Mas ela, de certo modo, ressuscitou uma parte do que havia morrido em mim. Todo o meu empenho e dedicação será para torna-la um ser humano tão especial como foi o irmão, e para ser um pai tão exemplar quanto o irmão achava que eu era.

* Colaborou: Luiz Guilherme Sanfins, estagiário do R7

 

25 maneiras de como perguntar aos seus filhos ‘Como foi a escola hoje?’ sem perguntar ‘como foi a escola hoje’

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Blend Images - JGI/Jamie Grill via Getty Images

Blend Images – JGI/Jamie Grill via Getty Images

Liz Evans, no Brasil Post

Esse ano, Simon está na quarta série e Grace na primeira, e me pego fazendo a mesma pergunta todo dia quando chegam da escola: “Então, como foi a escola hoje?”

E todo dia eu recebo uma resposta tipo “legal” ou “tudo bem”, que não me diz muita coisa.

E EU QUERO SABER BASTANTE COISA!!!

Ou pelo menos ouvir uma frase completa. Então a outra noite, eu sentei e fiz uma lista de perguntas mais estimulantes para fazer aos meus filhos sobre a escola. As perguntas não são perfeitas, mas pelo menos meus filhos respondem com frases completas e algumas até renderam boas conversas… e respostas hilárias… e me fizeram entender melhor como os meus filhos pensam e sentem sobre a escola.

1. Qual foi a melhor coisa que aconteceu na escola hoje? (Qual foi a pior coisa que aconteceu na escola hoje?)

2. Me conte sobre alguma coisa que te fez rir hoje.

3. Se pudesse escolher, do lado de quem gostaria de sentar na classe? (Ao lado de quem NÃO gostaria de sentar? Por quê?

4. Qual é o lugar mais legal na escola?

5. Me diga uma palavra esquisita que você ouviu hoje. (Ou uma coisa estranha que alguém disse hoje.)

6. Se eu ligasse para a sua professora hoje a noite, o que ela me diria sobre você?

7. Como você ajudou alguém hoje?

8. Como alguém lhe ajudou hoje?

9. Me diga uma coisa que você aprendeu hoje.

10. Em que momento você se sentiu mais feliz hoje?

11. Quando ficou com tédio hoje?

12. Se uma espaçonave alienígena chegasse para abduzir alguém da sua sala, quem você gostaria que eles levassem?

13. Com quem você gostaria de brincar no recreio e nunca brincou antes?

14. Conte uma coisa boa que aconteceu hoje.

15. Que palavra a professora mais falou hoje?

16. O que você acha que deveria fazer/aprender mais na escola?

17. O que você acha que deveria fazer/aprender menos na escola?

18. Com quem você poderia ser mais legal na sua classe?

19. Onde você mais gosta de brincar no recreio?

20. Quem é a pessoa mais engraçada na sua classe? E porque ele/ela é tão engraçado(a)?

21. Do que você mais gostou na hora do almoço (ou lanche)?

22. Se você fosse o professor/professora amanhã, o que você faria?

23. Tem alguém na sua classe que precisa ficar de castigo?

24. Se você pudesse trocar de lugar com alguém na classe, com quem trocaria? Por quê?

25. Me conte sobre três vezes diferentes em que você usou o seu lápis hoje na escola.

Até agora, as minhas respostas favoritas foram as das perguntas 12, 15 e 21. Perguntas como a do “alienígena” deixa a criança expressar de forma não-ameaçadora quem eles preferiam não ter na classe e abre o caminho para um diálogo sobre o por quê desse sentimento, possivelmente revelando questões das quais você não fazia ideia antes.

E as respostas que ouvimos são realmente surpreendentes, as vezes. Quando eu fiz a pergunta 3, eu descobri que um dos meus filhos não queria mais sentar do lado de um melhor amigo na classe – não por um desejo de ser maldoso ou chato, mas pela vontade de ter a chance de interagir com outras pessoas.

À medida que os meus filhos ficarem mais velhos, eu sei que vou ter que me esforçar cada vez mais para manter a conexão com eles – mas sei que o meu empenho vai valer a pena.

Por sonho de cursar faculdade, mãe e filhos estudam juntos para o Enem

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Por sonho de cursar faculdade, mãe e filhos estudam juntos para o Enem (Foto: Camilla Motta/ G1)

Por sonho de cursar faculdade, mãe e filhos estudam juntos para o Enem (Foto: Camilla Motta/ G1)

Aos 48 anos, Ester Faria voltou a estudar e divide os estudos com os filhos.
Sonho da cozinheira é cursar assistência social para ajudar as pessoas.

Publicado no G1
Mãe de dois jovens estudantes que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a auxiliar de cozinha Ester da Silva Faria, de São José dos Campos, encontrou na dedicação dos filhos aos estudos a oportunidade de realizar o sonho de cursar uma faculdade. Aos 48 anos, Ester voltou a estudar e divide a rotina de preparação para o exame com os filhos.

Para assimilar as matérias, Ester tem os filhos como aliados – Igor Torres da Silva Faria, de 19 anos, que quer cursar medicina, e Iani Torres da Silva de 18 anos, que sonha em ser advogada. A opção da mãe é o curso de assistência social. O trio se reúne diariamente para estudar.

Para a filha, a rotina de estudos tem sido gratificante e uma forma de retribuir o aprendizado. “É bem diferente, faz tempo que ela [minha mãe] não estuda. Ela ensinava para a gente a ler e a escrever, agora a gente que está fazendo isso”, afirma Iani.

A rotina de preparo para a prova é intensa e para Ester começa cedo, antes de ir para o trabalho. “Eu começo a estudar cedo, minha filha chega da escola 12h, almoça e já recomeçamos o estudo. Só paro quando vou trabalhar às 16h”, disse a cozinheira que terminou o ensino médio há 20 anos.

O filho mais velho diz que sempre acompanha os estudos da mãe. “Quando ela tem dúvida, eu sento e explico. Quando eu saio, deixo uma vídeo-aula ensinando a fazer os exercícios. Quando chego, corrijo e falo para ela o que ela acertou e errou. Eu pego no pé dela”, disse Igor. As vídeo-aulas são selecionadas por Igor na internet.

Sonho
O sonho da auxiliar de cozinha de se formar assistente social tem como inspiração a possibilidade de ajudar mais as pessoas. “Eu me identifico muito com a área, já faço trabalhos voluntários na igreja que frequento, agora que tenho mais tempo quero explorar essa vontade de ajudar o próximo, as pessoas mais carentes, dando uma força e oportunidade de vida. Com a faculdade vou conseguir realizar esse sonho”, avalia.

O primeiro passo para que ela consiga cursar assistência social é o Enem, que será realizado no dia 8 e 9 de novembro. Ester afirmou que sabe da importância da prova, mas que está tranquila. “Acho que vou ficar mais nervosa no dia, por não saber na prática o que me espera, mas sei que com a ajuda dos meus filhos vou estar preparada”, concluiu.

(*) Colaborou Camilla Motta

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