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Escolas de MG passam a exibir placa com nota do Ideb

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Exemplo de placa recebida por escola de Minas Gerais com notas do Ideb  (Divulgação)

Até início de 2013, toda a rede estadual deve ter painéis informativos

Publicado na Veja on-line

As escolas da rede estadual de Minas Gerais estão recebendo placas com o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011 que deverão ser afixadas na porta das instituições ou em outro local de fácil visualização. Até agora, 21 unidades da região metropolitana de Belo Horizonte já receberam os painéis informativos.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação, a distribuição prioriza as escolas mais numerosas. A meta é que, até o início de 2013, todas as 2.977 instituições da rede pública mineira exibam as placas.

Medindo 1,20 metro de largura e 80 centrímetros de altura, as placas trazem a nota da escola no Ideb no 5º e no 9º anos do ensino fundamental. Além disso, exibem a média da rede pública do município e da rede estadual de Minas Gerais.

De acordo com a secretaria, a intenção é dar destaque a escolas que apresentam boa gestão e estimular as unidades que ficaram abaixo do índice desejado. Pretende-se ainda incentivar os pais a acompanhar o rendimento das instituições e dos próprios filhos.

Na soma das escolas públicas e privadas, Minas Gerais foi o estado que obteve a maior nota no Ideb anos iniciais do ensino fundamental (4ª série), com 5,9 pontos. A média nacional foi cinco. Já nos anos finais do ensino fundamental, o estado ficou com 4,6, atrás de São Paulo (4,7) e Santa Catarina (4,9). A média nacional é de 4,1.

Moradora da Rocinha vira escritora e volta a estudar

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A moradora da Rocinha Lindacy da Silva: volta à escola
A moradora da Rocinha Lindacy da Silva: volta à escola Foto: Fernanda Dias / EXTRA

Bruno Rohde, no Extra

Quando Lindacy Fidélis da Silva Menezes, de 55 anos, coloca a ponta do lápis no papel sua vida se transforma de alguma maneira. A vontade dela de preencher com histórias as folhas em branco de seu caderno está mudando, aos poucos, a trajetória desta doméstica e hoje escritora. Lindacy é uma das autoras do livro “Pensa Flupp”, lançado este mês na Festa Literária das Unidades de Polícia Pacificadora. A obra reúne textos de escritores moradores de comunidades do Rio.

E foi esse desejo de se tornar autora que levou Lindacy de volta para a sala de aula este ano. Moradora da Rocinha, ela cursa o 6º ano do ensino fundamental, na Escola Municipal Rinaldo de Lamare, em São Conrado.

Na última sexta-feira, Lindacy apresentou o conto “Último cliente” para os colegas numa feira de ciências da escola. No texto, que integra o livro recém-lançado, ela relata parte da infância, no Recife, em Pernambuco. O título da história faz referência ao local de trabalho de sua mãe adotiva: um bordel.

— Nunca conheci meus pais. Fui adotada por uma prostituta. Apesar de toda a pobreza, eu era amada por ela. O problema é que ela começou a beber e foi perdendo tudo. Eu tinha 6 ou 7 anos quando ela morreu — diz.

Entre idas e vindas de Recife para o Rio, Lindacy casou e teve três filhos. O estudo ficou de lado. Ainda sim, vez ou outra ela “conversava com os cadernos”, como Lindacy mesmo define. Ao saber que a Flupp procurava novos autores, ela se ofereceu:

— Pedi para minha filha me inscrever. Fiz um texto sobre o Rio e me chamaram.

Gerações diferentes

Além de Lindacy, outras quarenta e duas pessoas colaboraram com textos para o livro. Elas passaram por uma seleção que envolveu 102 candidatos e durou quatro meses. Colega de Lindacy, Francisca Paula de Araújo, de 44 anos, também estuda na Rinaldo de Lamare. Ela não ficou surpresa quando soube que a colega participaria da publicação:

— Já conheço a Lindacy há anos. Achei muito legal. Ela é a prova que nunca é tarde.

A unidade em que as duas estudam atende basicamente ao ensino infantil e ao Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja). Entre os 245 alunos do Peja, adolescentes e adultos dividem as salas de aula de olho num futuro melhor. Se a diferença de gerações às vezes gera conflito, também acrescenta. Jacqueline Nogueira Rodrigues, de 49 anos, e Diego Vinícius da Silva, de 17, são prova disso. O compromisso da aluna mais velha vem auxiliando o estudante mais novo a manter o foco.

— É uma troca. Um ajuda o outro — diz Jacqueline.

O estudante agradece:

— Ela ganhou um “filho”.

A importância da leitura na formação cultural dos filhos

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Como ainda não sabe ler, Isabela acompanha a leitura pelas figuras – foto: arquivo pessoal

Publicado originalmente no Em Tempo

Cada vez mais os adultos estão incentivando menos as crianças ao hábito da leitura. Este dado foi divulgado semana passada pela Fundação Itaú Social com o Instituto Data Folha. De acordo com a pesquisa, apesar de 96% dos adultos considerarem importante o incentivo da leitura para crianças de até 5 anos, apenas 37% informaram ter o hábito de contar as histórias e ler para elas.

A leitura estimula o desenvolvimento intelectual e cultural, como também na formação educacional, e ainda reforça os valores e reduz o tempo livre com curiosidades e estímulo do raciocínio. Na Região Norte, de acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro em março deste ano, a média de livros lidos nos últimos três meses pesquisados foi de 1,51 livro, sendo apenas 0,08% desses de literatura indicados pela escola e 0,17% lidos por iniciativa própria.

Os pais de Isabela Fierro, 5, o jornalista Leonardo Fierro, 33, e a contadora Alessandra Margatho, 35, estão incluídos nos 37% dos que incentivam a leitura dos filhos, e contam que desde que a sua filha tinha dois anos, adquiriram o hábito de sempre ler para a jovenzinha antes de ela ir dormir.

“Minha mãe sempre me incentivou a ler. Aos 12 anos tinha mais de cem títulos da coleção Vaga Lume, e foi assim que adquiri o hábito da leitura. Com a Isabela não foi diferente, mas começamos a leitura com a intenção de fazê-la dormir, e quando observamos, na verdade ela havia começado a gostar e sempre a pedir mais livros, e isso se tornou um hábito”, conta Fierro.

Depois de três anos, a própria Isabela escolhe o livro que quer que seja lido pelos pais antes de dormir. Como ainda não aprendeu a ler, sempre acompanha a leitura pelas figuras.

Já a empresária executiva Stephanie Lauren Pitts, 25, mãe de Isaac Levy, 5, incentiva a leitura do filho desde os três anos, período em que o colocou na escola. A empresária não lê durante as noites, mas sempre propõe as leituras recomendadas como tarefa escolar.

“A listas dos livros didáticos sempre são grandes, e faço com que o meu filho leia todos, pois após a leitura, os seus professores passam vários questionários voltados para o que foi lido, então sempre estou a cobrar a leitura dos didáticos”, explica Stephanie.

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