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Tolkien narra luta do autor de ‘O Senhor dos Anéis’ na Primeira Guerra

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Guilherme Genestreti, na Gaucha ZH

Dos mais sangrentos embates da história, a Batalha do Somme, na Primeira Guerra Mundial, ceifou a vida de um punhado de ingleses interioranos, metralhados pelo fogo alemão.

Ali nas trincheiras britânicas, um segundo-tenente versado em línguas arcaicas e com uma queda por sagas mitológicas foi poupado da carnificina e usou depois a experiência em ricas descrições de confrontos épicos.

A cinebiografia “Tolkien”, que estreia nesta quinta (23), tenta esmiuçar como certos episódios vividos pelo principal escritor de fantasia o inspiraram na criação de “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion”.
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Nicholas Hoult e Harry Gilby se dividem no papel de J. R. R. Tolkien –o primeiro na juventude e o segundo na infância. O enredo narra como o garoto órfão, de formação católica, cresceu cercado por histórias de dragões e guerreiros. E conta como desde cedo ele era capaz de formular seus próprios idiomas, com gramáticas únicas, inspirados na estrutura de poemas épicos.

Amadurecido, ele se tornaria um aluno brilhante em Oxford. A eclosão da Primeira Guerra e a sua convocação para o front, entretanto, postergariam a sua trajetória como filólogo respeitado que mais tarde lecionaria islandês arcaico e galês medieval.

Diretor do longa, o cipriota Dome Karukoski despeja elementos em cena como se fossem “easter eggs”, isto é, surpresas que os mais fanáticos deverão logo notar.

Dessa forma, por exemplo, as chaminés da fabril cidade de Birmingham, para onde ele se muda, remetem à crítica anti-industrialista que o autor mais tarde embutiria em personagens como o mago Saruman. E o cavaleiro sombrio que vaga pelos campos de batalha nos delírios febris de Tolkien seria uma alusão aos corrompidos nazgûl.

Também é possível ver sinais do sábio Gandalf nos conselhos do padre Francis, que ajuda o autor na infância, e do professor Wright, seu mentor em Oxford.

“Não busquei fazer analogias diretas, mas enfocar a sua experiência emocional”, diz o diretor. Fã da obra do escritor desde a adolescência, Karukoski conta que o escapismo da Terra-Média, o universo onde as histórias se passam, o ajudou a superar a própria orfandade e algum isolamento na infância.

De todas as referências à obra do escritor britânico, aquela que paira como a mais forte é à amizade. A cinebiografia defende a ideia que a união de Tolkien a três de seus amigos de infância é o que pode estar por trás de sua ode à lealdade, presente na Sociedade do Anel, que aparece em seu romance mais conhecido.

Durante a guerra, o protagonista insiste em resgatar seus companheiros, perdidos em algum lugar do front, e tem o auxílio de um fiel soldado de patente mais baixa e sotaque caipira. Fica claro que a dinâmica é menção à relação entre Frodo e Sam, de “O Senhor dos Anéis”. Não à toa, o militar também se chama Sam.

“Tolkien falava dos homens que lutaram ao seu lado, gente simples do interior, levada àquele morticínio, sendo corrompida pelos horrores da guerra. Eram vários Sams”, explica Karukoski.

 

Outra alusão é mais inconteste. O filme narra o romance entre o escritor e Edith Bratt (Lily Collins), sua companheira da vida toda e fonte de inspiração para as musas de seus livros. O autor deixou cartas aos filhos descrevendo o encanto de ver a sua amada dançando em bosques, e a imagem seria materializada na Lúthien, de “O Silmarillion”, e na Arwen, de “O Senhor dos Anéis”.

Passagens bucólicas como essas, aliadas às mensagens antibelicistas e igualitárias presentes na obra, fizeram com que o autor fosse abraçado pela contracultura nos anos 1960, uma década após a publicação de sua obra-prima.

Enquanto cópias piratas dos livros de Tolkien eram consumidas sob o efeito de LSD, o Led Zeppelin pingava passagens dos livros nas letras de suas músicas. Tolkien era um ídolo hippie muito antes de virar uma referência geek.

A guinada ficou mais intensa quando Peter Jackson adaptou “O Senhor dos Anéis” para o cinema, no início dos anos 2000, numa trilogia bilionária e oscarizada que foi o gatilho para que a cultura pop se voltasse ao fantástico. O sucesso de “Game of Thrones” é só o cume do fenômeno, do qual a cinebiografia parece querer morder um naco.

A Amazon também já depositou suas fichas e prepara uma série sobre “O Senhor dos Anéis” para a sua plataforma sob demanda.

No Brasil, a editora HarperCollins está lançando obras literárias inéditas de Tolkien e novas traduções de livros já publicados. Estão previstos títulos do autor para os próximos cinco anos, inclusive uma nova versão de “O Hobbit”, programada para julho.

Os herdeiros do escritor ainda vivem dos frutos da mente de seu patriarca, morto em 1973. Mas são avessos a todas as adaptações audiovisuais de seus livros.

Desautorizaram, por exemplo, a biografia dirigida por Karukoski. “Adoraria mostrar a eles o meu filme”, conta o cineasta. “Mas foi positivo que não estivessem envolvidos. Pude fazer algo sem servir às necessidades dos herdeiros.”

Motivos para ler O Cemitério Maldito mesmo se você não gostar de terror!

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Maria Confort, no Manual do Homem Moderno

Vamos falar um pouco sobre O Cemitério Maldito, livros de terror e Stephen King?

Em 1983, Stephen King já estava entre os romancistas de terror mais bem sucedidos do mundo, com uma série de best-sellers e adaptações cinematográficas ao seu nome. Enquanto ele já estava se tornando reconhecido como um mestre do gênero, havia idéias tão horríveis de serem escritas que até o rei do gênero tinha medo de se aventurar.

Graças a uma mudança para uma nova casa, uma estrada perigosa e um gato morto, King inventou um livro que ele considerava assustador demais para publicar, e colocou-o em uma gaveta. Um contrato de publicação finalmente tirou o livro daquela gaveta, e nós tivemos acesso a Cemitério Maldito – um romance tão assustador que King não quis mostrar ao mundo.

Nos quase 40 anos desde sua publicação, Cemitério Maldito tornou-se um dos livros mais amados e comentados de King, gerando uma adaptação cinematográfica em 1989 e uma segunda versão que chega aos cinemas em 6 de maio de 2019. Veja mais motivos – além do fato de King ter relutado para publicar a obra – para ler O Cemitério Maldito mesmo se você não gostar de terror!

O livro foi inspirado em acontecimentos reais da vida de Stephen King

A inspiração de Stephen King para Cemitério Maldito veio de forma clara e direta dos acontecimentos de sua própria vida. No final dos anos 1970, King foi convidado para ser um escritor em residência e professor na Universidade de Maine em Orono. Para facilitar isso, ele mudou com sua família para uma casa em Orrington, Maine. Tudo sobre o acordo parecia bom – exceto pela estrada que passava pela casa rural.

Era, como a estrada em Cemitério Maldito, cheia de caminhões pesados ​​e rápidos, e frequentemente ceifava a vida de animais de estimação locais. Como resultado, um cemitério de animais de estimação foi estabelecido na floresta por crianças locais. De acordo com King, ele realmente carregava um sinal que dizia “Pet Sematary” – o título original da obra.

Logo após a família King se mudar para a casa, King descobriu o gato de sua filha morto ao lado da estrada, e eles enterraram o animal no cemitério. Um pouco mais tarde, enquanto a família estava do lado de fora empinando uma pipa, seu filho mais novo – que ainda não tinha 2 anos de idade – correu em direção à estrada em uma cena que claramente espelha os eventos do romance. King conseguiu parar seu filho a tempo, mas as implicações do cenário rapidamente se apossaram de sua imaginação, como ele explicou em uma introdução posterior ao romance: “Mas uma parte da minha mente nunca escapou daquele horrível ‘e se’.” Esse pensamento vívido e horripilante – juntamente com os sonhos mais tarde naquela noite de um cadáver reanimado fora da casa – foi a semente do Cemitério Maldito.

O livro tem relações com outras obras de Stephen King

Como a maioria dos romances de King, Cemitério Maldito existe em um universo povoado por outras histórias, personagens e locais do autor, e o romance faz uma breve referência a eles em vários pontos.

No início do romance, enquanto falava sobre os perigos da estrada e do animal que matou, Jud Crandall refere-se a um São Bernardo que “se enfureceu com a situação de dois anos atrás e matou quatro pessoas”, uma referência ao livro Cujo, de King. Mais tarde, no livro, Rachel Creed está urgentemente dirigindo para casa quando ela passa um sinal de saída que lista Jerusalém Lot entre seus destinos. Jerusalem’s Lot é o cenário para o romance de vampiros de King “Salem’s Lot”.

Em certo ponto, a família também olha para o vale do rio Penobscot, e Louis Creed pensa em Derry, o cenário do livro A Coisa. As referências são pequenas e não afetam muito o enredo, mas são suficientes para lembrar aos leitores que King construiu mundos e mundos ao longo de sua carreira.

A frase mais famosa do livro ainda assusta Stephen King

O Cemitério Maldito será, sem dúvida, lembrado como um dos romances mais memoráveis e horripilantes de King, algo com que o próprio autor parece ter feito as pazes. Mas King parece não conseguir abalar os temas com os quais ele estava trabalhando naquele livro, e a influência que eles têm sobre sua própria mente e seu público. Em sua introdução à versão de 2000 do livro, King admitiu que ele também ainda é frequentemente assombrado pela linha mais memorável do romance: “Às vezes, Louis, morto é melhor.” “Essa lição sugere que, no final, só podemos encontrar paz em nossas vidas humanas aceitando a vontade do universo. Isso pode parecer uma porcaria brega da nova era, mas a alternativa me parece uma escuridão terrível demais para criaturas mortais como a nossa.”, diz King.

Família de Tolkien desaprova cinebiografia com Nicholas Hoult

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Nicholas Hoult em cena de ‘Tolkien’, cinebiografia do autor de ‘O Senhor dos Anéis’ (//Divulgação)

Grupo que administra o legado do autor publicou um comunicado esclarecendo que não participou da produção de nenhuma forma

Publicado na Veja

O filme Tolkien, que contará a história do criador de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e de todo o idioma élfico contido nessas obras, não terá o apoio da família do autor, segundo informou o jornal britânico The Guardian.

Na manhã da terça-feira, 23, o Tolkien Estate, grupo que administra o legado e os direitos autorais de J.R.R. Tolkien, divulgou um comunicado informando à imprensa que não participou da elaboração da cinebiografia e que, portanto, não aprova a produção.

“A família de J.R.R. Tolkien e o Tolkien Estate estão cientes do longa-metragem da Fox Searchlight intitulado Tolkien, que será lançado em maio de 2019, e querem deixar claro que não aprovam, autorizam ou tiveram participação na realização desse filme”, diz a nota, reforçando que o grupo “não endossa a obra ou seu conteúdo de nenhuma forma”. Apesar disso, um representante da família informou ao jornal que o órgão não pretende tomar medidas legais.

O longa, previsto para estrear no dia 23 de maio no Brasil, traz Nicholas Hoult (Mad Max: Estrada da Fúria e X-Men: Primeira Classe) no papel principal e narra sua relação com um grupo de amigos, a que chama de “Sociedade” (como os protagonistas do primeiro livro da trilogia O Senhor dos Anéis), mostrando seus estudos no campo de linguística e o eventual envolvimento de todos eles na I Guerra Mundial, evento que marcaria para sempre a vida e a literatura de Tolkien.

Sob o Sol da Toscana: Casarão do filme virou hospedagem

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A casa que serviu de cenário para o filme (Villa Laura/Divulgação)

A casa do filme ‘Sob o Sol da Toscana’ virou hospedagem. Agora é possível se hospedar na Villa Laura, casarão onde boa parte do filme foi gravado.

Publicado no Embarque na Viagem

O desafio de reformar uma casa de campo e se habituar ao modo de vida italiano deu origem ao livro ‘Sob o sol da Toscana’ e, mais tarde, ao filme de mesmo nome com Diane Lane.

Os fãs do filme que visitam o vilarejo de Cortona se divertem reconhecendo os cenários, como a Piazza della Repubbica. É ali que acontece o mercado, que Frances escreve um cartão-postal para outro viajante e também onde o coro de crianças se apresenta no Natal. Mas boa parte das gravações, no entanto, foram feitas na Villa Laura: um casarão real, a seis minutos do centro da cidade, que serviu de locação para as cenas da protagonista em sua nova moradia. A propriedade do século 17 passou por uma bela renovação e agora pode ser alugada pelos viajantes através da Luxury Retreats, empresa que pertence ao grupo Airbnb.

A escadaria do Palazzo Comunale aparece bastante no filme (Sorin Popovich/Flickr)

A estadia mínima é de sete dias, tempo perfeito para explorar as principais atrações da Toscana em passeios de bate-e-volta, e os seus dez quartos acomodam confortavelmente vinte pessoas. Fora as vistas para Cortona e os olivais que a cercam, a casa possui uma cozinha moderna com ilha central, forno de pizza, adega subterrânea e mesa ao ar livre no jardim, tudo pensado para curtir ao máximo a gastronomia local. Isso sem falar da piscina e da sala de jogos.

Com preços que variam entre US$ 2.379 e US$ 4.079 a noite, se você juntar mais 19 amigos para se hospedarem com você, a empreitada fica um pouco mais viável. Para reservar acesse: luxuryretreats.com/vacation-rentals/italy/tuscany/cortona/villa-laura-112033.

As diferenças entre o livro e o filme de Cemitério Maldito

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Augusto Ikeda, no EiNerd

Em breve, estreia nos cinemas brasileiros o filme Cemitério Maldito, que se trata de mais uma adaptação dos livros de Stephen King. A obra foi lançada em 1983 e seis anos mais tarde, em 1989, um filme inspirado no livro foi lançado. E como é de praxe, existem pequenas, mas importantes diferenças entre as duas versões.

Caso você não conheça a obra, Cemitério Maldito aborda os Creed, uma família que se mudou para a cidade de Ludlow, no estado americano do Maine, e começou a vivenciar uma série de acontecimentos estranhos e bizarros após a morte de Church, o gato de estimação deles. E com a ajuda de um vizinho, percebem que um antigo cemitério, aos fundos da casa em que moram, pode ter relação com esses eventos.

Agora, vamos falar das diferença entre o livro e o filme. Ou seja, se não quer saber grandes detalhes da história, encerre sua leitura por aqui.

Ellie e Gage

Na obra e no filme lançado em 1989, Gage Creed, o integrante mais jovem da família, é morto após ser atropelado por um caminhão. Esse é um elemento muito importante da história, pois foi a partir daí que os demais acontecimento estranhos começaram a aparecer na vida dos Creed, aliado com a morte e o renascimento de Church. No entanto, para o novo longa, será a irmã mais velha do garoto, Ellie, que morrerá em seu lugar.

Dennis Widmyer, um dos diretores do novo filme de Cemitério Maldito, explicou que a mudança foi feita para adicionar algumas camadas psicológicas extras para a narrativa do filme. Além disso, esse fator adiciona um pouco mais de suspense, já que não sabemos qual será o papel de Gage a partir de agora.

Zelda

Zelda Goldman é a irmã de Rachel Creed, que tem sua importância em todas as versões de Cemitério Maldito. Na obra original e no novo filme, a personagem é descrita com uma menina de 10 anos que morreu após ser diagnosticada com meningite e ainda assombra Rachel.

No entanto, no filme lançado em 1989, Zelda foi interpretada por um ator adulto, o que foi feito com o intuito de acrescentar um pouco mais de terror. Mas de qualquer forma, a deterioração de Zelda e sua subsequente morte estão entre as partes mais assustadoras da história de Cemitério Maldito.

Timmy

Timmy Baterman é um adolescente de 17 anos, morto durante a Segunda Guerra Mundial e que foi enterrado no cemitério aos fundos da casa dos Creed. Ele acabou sendo ressuscitado por conta da maldição Micmac, só que apesar de sua aparência normal, retornou como um zumbi e precisou ser morto de uma vez por todas.

Timmy apareceu tanto no livro quanto no filme lançado em 1989. No entanto, acabou ficando de fora do novo longa.

O sotaque de Jud

Uma pequena, mas importante diferença do livro para o filme é a ausência do sotaque dito pelos moradores do estado de Maine, algo que havia ficado muito evidente por Stephen King no personagem Jud Crandall, vizinho dos Creed, que tinha um sotaque bem carregado na obra original.

Para o novo filme, o ator John Lithgow, intérprete de Jud Crandall, abriu mão do sotaque usado pela versão do livro. Em um entrevista, Lithgow acredita que essa mudança foi feita pelo fato de Jud ter se tornado um personagem mais sério para o longa.

Wendigo

Por fim, um aspecto muito importante do livro é a presença dos Wendigo, um monstro do folclore dos indígenas americanos que é capaz de mudar de forma e se trata de um híbrido entre ser humano e animal. Segundo as palavras de Jud, a criatura reside no cemitério em questão e era temido pelos habitantes nativos do local.

No filme de 1989, o monstro acabou ficando de fora da narrativa. No entanto, os trailers da mais nova adaptação de Cemitério Maldito já confirmaram a presença dessa criatura, que como você já deve ter notado, também é importante para o desenvolvimento da história.

Fontes: Mirror e Dread Central

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