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Inspiração de filme do Oscar, livro de James Baldwin chega ao País

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Cena do filme ‘Se a Rua Beale Falasse’ Foto: Annapurna Pictures

‘Se a Rua Beale Falasse’ foi considerado pelo próprio autor um de seus livros mais esquisitos e concorreu a duas estatuetas

Paulo Nogueira, no Estadão

A carreira de James Baldwin durou quatro décadas, de 1947 a 1987, quando morreu na França, onde se expatriou aos 24 anos. Negro e gay, o escritor ralou (e rolou) num período de mudanças sísmicas nos EUA, nas quais nunca deixou de meter a colher. O autor de Se a Rua Beale Falasse, cuja edição brasileira acaba de sair (a versão cinematográfica concorre a dois Oscar), nasceu no Harlem, bairro nova-iorquino que iria moldá-lo. Foi pregador adolescente, mas apostasiou, encarando a Igreja como uma instituição fundada não no amor, mas no medo. Sempre tentou ser honesto consigo mesmo, independentemente de modinhas mais ou menos edificantes – incluindo sua sexualidade e seu destino num país de hostilidade racial. Quando jovem, namorou mulheres e homens, mas nunca morou em armários: “Amei alguns homens. Amei algumas mulheres.” A luta contra a homofobia tinha de ser pública para o amor poder ser privado, da conta de ninguém, exceto dos envolvidos. 

De Paris, Baldwin foi revisitando a nave-mãe, seja em textos seja em carne e osso, se envolvendo no movimento pelos Direitos Civis dos anos 1960. Esgrimiu na TV americana com vultos tão díspares quanto Malcolm X e William F. Buckley (vídeos disponíveis no YouTube). Em 1964, publicou o ensaio Por Que Parei de Odiar Shakespeare, onde fixou uma mudança de paradigma: “Minha briga com a língua inglesa era porque tal linguagem não refletia nada da minha experiência. Agora vejo a questão de outro jeito. Se a língua não era minha, podia ser culpa dela, mas eu também tinha culpa no cartório. Pois nunca tentei usá-la, apenas aprendi a imitá-la.” Ao customizar seu estilo a partir dos clássicos (especialmente Henry James), temperando-o com o blues de Bessie Smith, Baldwin se tornou um virtuose da prosa literária – a meu ver, o maior ficcionista afro-americano. 

Sobre o racismo, Baldwin realça que ele envenena o caráter moral dos EUA, a partir do que chamou de “inocência” branca, que podemos traduzir como “alienação” ou “má-fé”. Segundo Baldwin, tudo derivava do déficit de amor. Em suas obras, ele tratou do amor gay entre brancos, do amor hétero entre brancos e negros, e do amor hétero entre negros. Claro que Baldwin não falava de sair por aí fazendo coraçõezinhos com as mãos – mas também repudiava aquele oximoro contemporâneo do “ódio do bem”. Ódio é tóxico: gangrena a alma e ponto final. 

No dia 12 de outubro de 1973, Baldwin enviou uma carta ao irmão, participando que acabara seu primeiro romance em cinco anos (e seu penúltimo). Comentou que Se a Rua Beale Falasse era “a obra mais estranha” que já escrevera. Era o Dia de Colombo, e um dos personagens do romance resmunga: “Quem descobriu a América merecia ser arrastado para casa, acorrentado e morrer.” O que Baldwin pensaria do fato de que, décadas depois, um negro seria eleito e reeleito para a Casa Branca, virando o homem mais poderoso dos EUA e do mundo? E serem esses mesmos EUA em que eventos como os de Charlotteville ainda precisam gerar movimentos como o Black Lives Matter? 

A estranheza de Se a Rua Beale Falasse reside em ser o primeiro e único romance de Baldwin narrado na primeira pessoa por uma protagonista feminina: Tish, de 19 anos. Ela descobre que está grávida depois que seu namorado Fonny é preso, acusado de estupro. A história segue a gravidez e a luta para libertar o rapaz, presumivelmente inocente. 

Na época, muitos críticos espinafraram o romance por causa da narradora, considerada “sofisticada demais” e um boneco de ventríloquo do autor. Uma pinoia: Tish é sofisticada o suficiente, enquanto mulher sagaz, diligente e corajosa – mas nunca dona da verdade: “Não conhecemos o suficiente sobre nós mesmos. Acho que é melhor saber que não sabemos, desse modo a gente pode crescer carregando o mistério, assim como o mistério cresce dentro da gente. Mas hoje em dia, é claro, todo mundo sabe tudo, e é por isso que tanta gente está perdida.” 

Sim, Tish estapeia o racismo: “Olhavam para nós como se fôssemos zebras – e você sabe, algumas pessoas gostam de zebras e outras não.” Mas também é capaz de reconsiderar sua relação com o advogado branco que tenta inocentar Fonny: “Sorri, e ele sorriu, e alguma coisa realmente humana aconteceu entre nós, pela primeira vez.” Se a Rua Beale Falasse é um romance feminista: sua mulherada faz e acontece. Só que sem uma migalhinha de misandria: se seus personagens mais formidáveis são mulheres (Tish, sua mãe e sua irmã), os mais desprezíveis também (a sogra e as cunhadas de Tish). E todas elas são negras.

Bem antes de a decodificação do genoma humano (em 2003) lacrar que há apenas uma raça (a humana), Baldwin insinuava que somos todos diferentes, e precisamente por isso iguais. Continua novinho em folha o clamor do Dr. King (amigo de Baldwin): “Tenho um sonho, de que meus quatro filhos pequenos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo seu caráter.” Implicitamente, Baldwin propõe a universalidade desse sonho, rejeitando coisas como a “apropriação cultural”, a ideia de que as culturas são guetos e propriedades privadas, e não patrimônios humanos (como se, por exemplo, um físico negro pudesse ignorar Einstein). 

Já dizia Edmund Wilson: nunca dois leitores leram o mesmo romance – isto é, as grandes obras são plurívocas, fazendo de cada leitor um coautor. Os valores de Se a Rua Beale Falasse transparecem não numa homilia unidimensional e panfletária, através de abstrações sociológicas, mas de indivíduos prismáticos, singulares e contraditórios – como compete a um ficcionista. As biografias destes personagens nunca degeneram em hagiografias. 

Por isso, e a despeito do desfecho algo abrupto (como se Baldwin amarelasse diante de um final feliz, por soar demasiado otimista), Se a Rua Beale Falasse não é programático nem datado, mas para mim o melhor romance de um grande autor.

In the Tall Grass: obra de Stephen King ganha filme na Netflix

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Karoline Póss, no Cinema 10

In The Tall Grass, conto de Stephen King, será adaptado em formato fílmico a ser lançado pela Netflix e promete ser um dos filmes mais assustadores com base em obras de King. Vincenzo Natali está na direção do filme e conta com nomes como Rachel Wilson, Tiffany Helm, Will Buie Jr., e Avery Whitted no elenco. 

A obra, escrita em parceria com seu filho, Joe Hill, foi originalmente publicada em 2012 pela revista Esquire e conta a história de dois irmãos que estavam em uma viagem de carro pelo Kansas quando ouviram pedidos de ajuda. Ao pararem o carro para averiguar a situação, se perdem em um campo de grama alta que esconde mistérios sombrios.

Dos gêneros suspense e terror, o filme tem previsão de estreia ainda para o ano de 2019. O trailer ainda não foi revelado.

Enquanto isso, outras obras de King ganharão forma fílmica nesse ano: o remake de Cemitério Maldito chega aos cinemas em 04 de abril e It: A Coisa – Parte 2 deve ser lançado ainda em setembro. 

Duna | Jason Momoa se junta ao elenco do filme

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Longa de Denis Villenueve continua crescendo

Arthur Eloi, no Omelete

Duna, filme de Denis Villenueve (Blade Runner 2049) que adapta a obra clássica de Frank Herbert, continua crescendo o seu impressionante elenco: agora, Jason Momoa (Aquaman) está negociando um papel no projeto. A informação é da Variety.

Na trama, Timothee Chalamet será o protagonista Paul Atreides, cuja família aceita controlar o planeta-deserto Arrakis, produtor de um recurso valioso e disputado por diversas famílias nobres. Ele é forçado a fugir para o deserto – com a ajuda de sua mãe, Lady Jessica, que será vivida por Rebecca Ferguson – e se junta à tribos nômades, eventualmente liderando-as por conta de suas habilidades mentais avançadas. Dave Bautista será Rabban, sobrinho sádico de um barão que comanda Arrakis e também é chamado de A Besta.

Já Momoa deve interpretar Duncan Idaho, um espadachim da casa Atreides que é braço-direito do pai de Paul, interpretado por Oscar Isaac. O elenco ainda conta com Stellan Skarsgard, Charlotte Rampling, Josh Brolin e Javier Bardem. Denis Villeneuve dirige o novo filme, que ainda não tem data de lançamento prevista.

O livro é conhecido como uma das obras mais complexas de ficção científica de todos dos tempos, e já foi adaptado para os cinemas em 1984 por David Lynch. O livro também virou minissérie do canal Syfy em 2000. No Brasil, os livros da franquia Duna são publicados pela Editora Aleph.

A Torre Negra | Saiba quando começam as gravações da série baseada nos livros de Stephen King

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Alexandre Guglielmelli, no Observatório do Cinema

A saga A Torre Negra, de Stephen King, foi adaptada para o cinema em 2017, em um filme protagonizado por Idris Elba e Matthew McCounaughey. O longa não foi bem recebido pelo público, e pouco depois do lançamento, a Amazon adquiriu os direitos sobre os livros para a produção de uma série de TV.

De acordo com o site The Hashtag Show, as gravações da série vão começar em abril, na Croácia. A primeira temporada deve contar com 13 episódios.

Pouco se sabe sobre o projeto, mas a diretora de programação da Amazon garantiu que o roteiro já está pronto.

“Alguns roteiros ainda não foram revisados por mim. Eu os verei nas próximas semanas. O projeto está vivo”, afirmou Jennifer Salke em entrevista ao site Deadline.

Ainda não se sabe se Idris Elba e Matthew McConaughey vão reprisar seus papéis do filme na série.

A série A Torre Negra ainda não tem previsão de estreia.

A adaptação cinematográfica de Dumplin’ chega esta semana na Netflix

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Nesta sexta-feira a adaptação cinematográfica de Dumplin’ chega ao catálogo da Netflix. O filme já foi lançado em território internacional e agora chegou o momento ser estreado para os brasileiros assinantes da Netflix.

O título conta a história de uma adolescente plus size chamada Willowdean, ela é apaixonada por Dolly Parton, e para irritar sua mãe decide entrar em um concurso de beleza do Texas. Inicialmente o seu intuito era protestar contra a ditadura do corpo magro, porém a sua coragem acaba sendo um gancho para um grupo de meninas desajustadas entrarem no mesmo ramo.

Dumplin’ pode ser mais um filme de sucesso da Netflix, já que Anne Fletcher (A Proposta e Vestida Para Casar) está responsável pela direção, por outro lado, Jennifer Aniston e Danielle MacDonald fazem parte do elenco.

A obra foi escrita por Julie Murphy, no Brasil o livro foi publicado pela Editora Valentina e carrega um grande número de fãs e todos eles demonstram ansiedade para conferir a adaptação da história. A avaliação de público do livro e do filme são similares, carregando ótimas críticas.

Dumplin’ foi lançado nos Estados Unidos dia 07 de dezembro.

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