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Telecine fará maratona de filmes de Stephen King em setembro

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Guilherme Coral, no Observatório do Cinema

Em comemoração ao aniversário de 71 anos do autor Stephen King, no dia 21 de setembro, a rede Telecine vai exibir algumas adaptações cinematográficas de clássicos de sua carreira.

As exibições começam já no feriado de 7 de setembro, trazendo uma dose dupla no Telecine Cult, a partir das 20h. Primeiro será exibido Louca Obsessão, clássico de 1990, que rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante à Kathy Bates.

Em seguida, a sessão dupla traz Carrie, A Estranha (1976), mais um clássico, dirigido por Brian De Palma, que rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz para Sissy Spacek e outro de Melhor Atriz Coadjuvante para Piper Laurie.

Já o remake de Carrie, a Estranha, de 2013, estrelado por Chloë Grace Moretz, será exibido no dia 21 de setembro, às 23:50h, no Telecine Action.

‘A Dança da Morte’: Série de Stephen King tem estreia confirmada para 2019

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Thiago Muniz, no CinePop

Já faz algum tempo desde que Josh Boone (‘Novos Mutantes’) começou a trabalhar em uma adaptação do livro de Stephen King, ‘A Dança da Morte’ (‘The Stand’). Inicialmente visionado como uma potencial franquia cinematográfica de 4 filmes, parece que os planos mudaram.

Os filmes se tornaram uma minissérie, que chegará no serviço de streaming da emissora, o CBS All Access, com dez episódios com uma hora cada, em 2019. Porém, o canal não confirmou em qual época do ano a série chegará.

Segundo uma notícia do Tracking Board, Bone irá dirigir a adaptação do livro de Stephen King.

Na trama, “Depois que uma praga mortal matou a maior parte da população, os sobreviventes se dividem em dois grupos – um liderado por um benevolente ancião, e o outro por um ser maléfico –, que irão se enfrentar em uma batalha final pelo bem e o mal.”

‘A Dança da Morte’ já havia ganhado uma adaptação para as telinhas em 1994.

Os novos filmes de terror serão um dia tão importantes quanto “O Exorcista”?

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Cena do filme “O Exorcista” (1973) Imagem: Reprodução

Rodolfo Vicentini, no UOL

Ganhando mais espaço na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, o terror virou tema de debate no painel “Pós-horror: O Novo Terror” nesta sexta-feira (03). Os escritores Santiago Nazarian, Gabriel Tennyson e Marcos DeBrito analisaram como a nova leva de filmes e livros do gênero se diferenciam das produções “jump  scare” — aquelas de susto fácil que inundaram o mercado nos últimos anos — e vem ganhando destaque.

“Para mim, o pós-terror teria um descomprometimento com o gênero, ele utiliza convenções para trazer questões mais profundas do que o medo e o arrepio”, disse Santiago, que lançou “Neve Negra” em 2017 pela Companhia das Letras. “Acho que a questão é além do terror. Leitores mais jovens de gênero acham que eu faço um terror chato. Eu acho bom ter um terror ‘chato’ e outro mais comercial, convencional. As pessoas podem acabar se interessar por isso”.

Diretor e roteirista de “Condado Macabro” e “Mesa Pra Dois”, Marcos não gosta da alcunha por dar a entender que “nega” o que veio antes, mas entende que o pós-terror vem em um momento positivo. “[O termo] Acabou sendo criado para ir contra o ‘jump scare’, tipo [o da franquia] ‘Sobrenatural’, que é um estilo que vem sendo usado muito. A gente está retornando à origem. A gente tem que reeducar o público para além do susto fácil”.

Da esquerda para direita: Gabriel Tennyson, Marcos DeBrito, Antonio Carlos Sartini (mediador) e Santiago Nazarian Imagem: Iwi Onodera/UOL

Gabriel, autor de “Deuses Caídos” (Companhia das Letras, 2018), por sua vez, inseriu um novo tema para análise. Os filmes recentes que cativaram a crítica e não necessariamente o público, como “Um Lugar Silencioso” e “Corra!”, terão o mesmo apelo que alguns clássicos do cinema que uniram o modelo comercial, feito para as massas, com situações criativas e que fugiam do senso comum?

“Lembro quando relançaram ‘O Exorcista’ no cinema, com o corte do diretor. Quando vi o filme ainda pequeno, fiquei com tanto medo que dormia com o cobertor na cabeça, mas na sessão que fui a galera estava rindo. O horror precisa dessa renovação constante. Mas tenho dúvida se esses filmes serão lembrados como ‘O Exorcista’ foi lembrado naquela época”.

A questão levantada é válida, afinal “O Exorcista”, lançado em 1973, foi indicado a 10 Oscars (inclusive o de melhor filme) e entrou para a cultura pop como um dos mais assustadores da história do cinema.

Santiago crê que algumas produções atuais, que carregam a marca do “terror psicológico”, podem sim ficar tão marcantes quanto o filme dirigido por William Friedkin. “Eles estão sendo indicados ao Oscar, e isso já eterniza o filme de uma certa forma”.

Entre tantos temas debatidos pelo trio, o terror brasileiro tanto na literatura quanto na sétima arte também ganhou destaque, principalmente a necessidade de criar uma identidade própria para falar do que é palpável ao brasileiro.

“Eu escrevo sobre Egum em ‘Deus Caídos’, por exemplo. O brasileiro é um público conservador ainda, com paradigmas. O essencial seria filmes mais complexos, mas que atingisse a mensagem clara de entretenimento. É uma responsabilidade nossa [escritores, roteiristas e diretores]. É natural uma emulação do que vem de fora, mas eu creio que aos poucos vamos dar uma noção nacional e exportar isso.”

Marcos completou a ideia. “Precisamos criar mundos da nossa realidade. Não fazer [filmes e livros] porque estamos mais acostumados [com o que está sendo feito lá fora]. Estamos trazendo a nossa verdade com pitadas de comercial para um público que está começando a ler”.

O diretor, roteirista e escritor usou como exemplo seu livro “O Escravo de Capela”, em que muda a imagem popular do Saci. “Peguei as lendas africanas e criei um novo saci. Em vez de ser da natureza, peguei um escravo que cortaram a perna e voltou dos mortos para se vingar. É uma imagem real que reflete mais a nossa cultura. O saci original era tenebroso, e virou algo mais comercial com o tempo”.

Ewan McGregor estará em “Doutor Sono”, a sequência de “O Iluminado”

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Ator interpretará Danny Torrance, garotinho do filme original, depois de adulto

Tony Alex, no Tenho Mais Discos Que Amigos

Em 2013 o mega influente escritor Stephen King lançou um livro chamado Doctor Sleep, ou “Doutor Sono” aqui no Brasil.

O livro é a sequência do aclamado O Iluminado, lançado em 1977, e assim como aconteceu com o primeiro título, também ganhará uma adaptação para o cinema.

No Iluminado das telonas, Jack Nicholson teve a responsabilidade de ficar com o papel principal em um filme dirigido pelo mestre Stanley Kubrick, e agora temos uma confirmação pra lá de interessante em relação a Doutor Sono.

Ewan McGregor estará no elenco e irá interpretar Danny Torrance, o garotinho do primeiro filme que assustou muita gente e que agora cresceu, ainda está traumatizado com os eventos do passado e é procurado por conta dos seus “poderes” especiais.

Passando por problemas de comportamento e alcoolismo, ele luta pela sobriedade enquanto ajuda pessoas internadas em um hospital, fazendo uma conexão com uma jovem garota que compartilha das suas habilidades e tornou-se alvo de um grupo com habilidades similares.

De acordo com a Variety, que deu a notícia em primeira mão, Stephen King já aprovou a escolha por McGregor, conhecido por filmes como Trainspotting e da franquia Star Wars.

A direção vai ficar com Mike Flanagan, responsável pelo trabalho de adaptação de Jogo Perigoso, também de Stephen King, para a Netflix.

Cemitério Maldito pode ser a adaptação mais apavorante dos livros de Stephen King

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Karoline Póss, no Cinema 10

Publicado por Stephen King em 1983, o romance de terror Cemitério Maldito já foi convertido aos cinemas em 1989 e está sendo atualmente trabalhado para receber uma nova adaptação cinematográfica que deve estrear em abril de 2019.

A equipe responsável pela produção do filme acredita que este será um dos mais assustadores filmes já adaptados de livros de Stephen King, considerado como o mestre do terror, uma vez que esta obra é a mais apavorante de suas produções literárias, com o filme prometendo ser fiel ao arquivo original.

Com roteiro de Jeff Buhler, direção de Dennis Widmyer e Kevin Kolsch, o filme deve começar a ser gravado na segunda metade do ano, em Montreal. Ansiosos?

Enquanto Cemitério Maldito não estreia, conheça outros filmes de terror em nossa seção especial.

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