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Harvard: trabalhos tomam 50 horas por semana, conta aluno brasileiro

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Gabriel Guimarães, 20, estuda em Harvard: 15 horas de aula por semana, com 50 horas de "lição de casa"

Gabriel Guimarães, 20, estuda em Harvard: 15 horas de aula por semana, com 50 horas de “lição de casa”

Bruna Souza Cruz, no UOL

Há pouco mais nove meses o jovem Gabriel Guimarães, 20, vivencia uma experiência única, segundo ele. Em agosto de 2013, deixou o Brasil em direção aos Estados Unidos para estudar ciências da computação em Harvard, uma das universidades mais conceituadas do mundo.

“Eu estou adorando esse lugar. Estou muito feliz desde que eu cheguei aqui. Quando vim aqui [EUA]e visitei Harvard pela primeira vez soube que era pra cá que eu queria vir. Harvard é demais e a quantidade de oportunidades que eles oferecem é fora do comum. Mas ao mesmo tempo é muito difícil”, diz Gabriel.

O jovem decidiu já no primeiro ano do ensino médio, cursado na escola técnica Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo), em Vitória, que queria fazer faculdade nos Estados Unidos. Foi então que começou sua preparação para aumentar as chances de ser aceito.

O objetivo na época era “criar as próprias oportunidades”, segundo relatou em palestra realizada no instituto federal, em junho do ano passado.

Como pontos fundamentais para o candidato ter chances de ser aceito, Gabriel destaca que é preciso trabalhar em cima de algo que ele goste muito. “Descubra alguma área que desperte sua paixão e se esforce muito para fazer algo relevante nela. Não é necessário ficar esperando uma ideia mágica brotar na sua cabeça. Ideias simples, mas bem implementadas, aliadas ao trabalho duro, dão muito mais resultado do que ideias mirabolantes. Mas ao mesmo tempo, não se foque só em uma coisa. Abra a cabeça para tudo”, aconselha.

“Com certeza o aluno deve ser muito bom na escola, mas isso não é suficiente. Precisa se interessar por outras atividades como empreendedorismo, projetos extracurriculares, esportes, música, etc.”, explica.

Oportunidades criadas

Aos 14 anos, cursando o primeiro ano, Gabriel começou a participar como ouvinte das aulas de física e cálculo de turmas de engenharia. Diante do bom desempenho, foi convidado pelo Ifes a dar monitoria para os demais alunos.

Gabriel torcendo pelo time de futebol americano de Harvard

Gabriel torcendo pelo time de futebol americano de Harvard

Durante sua trajetória até Harvard, outro grande diferencial de Gabriel foi iniciativa de traduzir para o português o curso gratuito de introdução a ciência da computação de Harvard, chamado CS50.net.

“Entrei em contato com o professor e ele achou interessante a ideia. Fiz esse curso e achei super legal e resolvi fazer [traduzir]”, explicou o estudante que fez o curso CS50 da universidade enquanto fazia um intercâmbio escolar na Alemanha, na época com 16 anos. Depois da tradução e de retornar ao Brasil, Gabriel chegou a lecionar três vezes o curso.

A participação no movimento escoteiro por sete anos e as medalhas recebidas em olimpíadas de matemática e competições de robótica também podem ter contribuído para o aceite do jovem em Harvard. O gosto pela música também não deixou de ser descrito em sua aplicação para as universidades nos Estados Unidos.

Rotina

O estudante tem apenas 3h de aula por dia, mas afirma que só de trabalhos e deveres de casa gasta em média 50 horas de tarefas toda semana.  “Aqui é bem flexível, mas tenho que me impor. Essa experiência de aulas está me ajudando muito a administrar meu próprio tempo”, explica.

“Aqui tem muita coisa pra fazer. Se não aprender a administrar meu tempo não dá certo. Quando cheguei aqui nem tinha calendário. Antes conseguia guardar tudo na cabeça, mas logo nas primeiras duas semanas eu perdi três encontros que tinha marcado. Foi aí que precisava urgente de um”, lembra.

Além dos estudos, o jovem já iniciou um trabalho na própria instituição, no qual ajuda a coordenar o curso gratuito CS50.net. “Meu trabalho é organizar toda a logística para fazer o curso acontecer. Trabalho direto com o professor responsável e o objetivo dele é expandir o conhecimento da ciência da computação no mundo”, explica.

Em livro, vítima perdoa Roman Polanski

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Violentada pelo cineasta quando tinha 13 anos, Samantha Geimer, aos 50, lançou memórias anteontem

Detalhes de um escândalo sexual Reprodução

Detalhes de um escândalo sexual Reprodução

Publicado em O Globo

RIO – Jack Nicholson recebia amigos para uma festa na tarde de 10 de março de 1977. O cineasta Roman Polanski, um dos convidados, cuidou de levar champanhe para a bela jovem Samantha Geimer, então com 13 anos. Ele a fotografou, deixou que descansasse e, em seguida, fez sexo com ela.

Trinta e seis anos depois daquela festa, Samantha, agora com 50 anos, detalha a fatídica tarde no livro “The girl: A life in the shadow of Roman Polanski” (em tradução livre, “A garota: uma vida à sombra de Roman Polanski”), lançado anteontem, nos Estados Unidos.

Relembrando a festa, Samantha escreve que estava impressionada pela fama e diz que não lutou contra o cineasta. “Por que lutar? Faria qualquer coisa para que aquilo acabasse”, escreve. Ela lembra ainda que Polanski a levou para casa e, no caminho, vendo que chorava, perguntou o que tinha. “Estou bem, não se preocupe”, ela respondeu. E o diretor (de filmes como “O bebê de Rosemary” e “Chinatown”) então pediu à garota que não contasse nada sobre o ocorrido à sua mãe. Já em casa, Samantha relata que escreveu no diário: “Eu estava sendo fotografada por Roman Polanski e me estupraram”.

No livro, ela diz que até hoje se pergunta se fez bem em não contar o fato à época. Mas sentencia: “O que aconteceu não foi pior do que o que iria acontecer depois”. Embora sua família tenha tentado protegê-la, Samantha se tornou vítima de um sistema jurídico cujo “maior objetivo” era a publicidade. Polanski ficou 42 dias preso e fugiu para a Europa antes de receber a sentença. No final do livro, a vítima, porém, parece redimi-lo, dizendo que o perdoou: “Não o perdoei por ele, fiz por mim”.

Autor de ‘O monge e o executivo’ diz que Jesus é um exemplo de liderança

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Ao G1, best-seller James Hunter lista características de um bom líder. ‘Guru empresarial’ participa da Bienal do Livro do Rio neste sábado (7)

Cauê Muraro, no G1

O escritor James Hunter, autor de 'O monge e o executivo' (Foto: Divulgação/Editora Sextante)

O escritor James Hunter
(Foto: Divulgação/Editora Sextante)

Autor do best-seller “O monge e o executivo” (1998) e “guru empresarial”, James Hunter contabiliza ter treinado, pessoalmente, cerca de 2 mil executivos ao longo das últimas décadas. Mas, na hora de falar do líder mais admirável que já existiu, o consultor cita: “Jesus Cristo”.

Não que conduzir a Santa Ceia seja equivalente a coordenar uma empresa. “É porque Jesus tem influenciado as pessoas há mais de 2 mil anos”, justifica em entrevista ao G1, na qual reconhece respeitar outros líderes anônimos. Ele está no Brasil para participar da Bienal do Livro do Rio, onde fala ao meio-dia deste sábado (7).

Ao atender o telefone no hotel em que está hospedado na cidade, o professor apresenta-se com o apelido: “Olá, aqui é o Jimmy”. “Já fiz 22 viagens para o Brasil desde 2005. Lecionei em 28 cidades diferentes”, enumera. Também é elevado o número de vendas: mais de 4,2 milhões de cópias de seus dois livros – o segundo chama-se “Como se tornar um líder servidor”, título que talvez ajude a entender o porquê da referência a Jesus Cristo.

 

Durante a conversa, o termo “inspiração” surge com frequência. Hunter parece acreditar bastante nas próprias ideias, até porque defende que cargos de chefia devem ser ocupados por pessoas de boa conduta. “Em minhas palestras, nunca encontrei ninguém que tenha levantado a mão e dito: ‘Discordo, quero trabalhar com um líder corrupto, arrogante (risos)’.” Neste momento, aproveita para observar que “o Brasil precisa de bons líderes, assim como os Estados Unidos”. “Os recentes protestos mostram isso”, exemplifica.

Para Hunter, há “líderes natos e líderes que aprendem a cumprir a função”. “Se você tem a habilidade de mover as pessoas, de levá-las à ação, então você é um bom líder. Mas aprender os princípios é fácil, difícil é aplicá-los”, resume. Não se trata de dar ordens nem ser autoritário, insiste – mas de “inspirar”.

Aos 59 anos, Hunter confessa que, quando pensou em escrever “O monge e o executivo”, em 1996, tinha uma ambição modesta. “Queria passar meus princípios à minha filha, que tinha 2 anos de idade na época”, recorda. Brinca ainda que a necessidade de “transmitir um legado” tinha relação com um momento difícil: “Eu estava atravessando uma crise de meia-idade (risos)”.

Segundo o material de divulgação, o resultado é uma obra que serve para quem “tem dificuldade em fazer com que sua equipe dê o melhor de si no trabalho”. Funcionaria ainda para “se relacionar melhor com sua família e seus amigos”. No caso da “família Hunter”, a liderança doméstica é compartilhada com a esposa, psicóloga de formação, que ele diz conhecer desde que era adolescente. Mas seria ela uma boa líder? “É, sim. Porque me influencia”, assume Hunter, usando exatamente o mesmo argumento aplicado a Jesus.

Menos nobre, no entanto,  é a descrição que James Hunter faz de si mesmo ao tentar explicar por que vende tantos livros. Ele atribui o sucesso não à originalidade dos princípios, mas ao modo – supostamente acessível e claro – como os propaga. “Não proponho nada de novo, mas apresento de modo simples”, esclarece. Em seguida, o admirador dos atributos de liderança de Jesus confessa: “Sou um ladrão de ideias (risos).”

Sonho de consumo do brasileiro é um fracasso

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Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

Um dos fatos sociais pouco conhecidos do país é a expansão acelerada de escolas particulares de baixo custo nas periferias das grandes cidades. Em alguns lugares como Fortaleza, por exemplo, já tem mais alunos nas redes privadas do que públicas.

São mensalidades que cabem no apertado bolso da classe C, seguindo o caminho que, no passado, foi trilhado pelas mais ricos, que abandonaram a escola pública.

Essa tendência fica visível na pesquisa que o Datafolha divulgou sobre o sonho de consumo do brasileiro. O resultado reflete um fracasso.

Fracasso porque é uma resposta ao fato de que o brasileiro, se puder, paga para não depender de governos.

No ranking do Datafolha, o segundo mais importante sonho de consumo é poder pagar mensalidade para os filhos. Só perde para a casa própria. Está, inclusive, na frente da saúde.

Pesadelo consiste no seguinte. O brasileiro já paga mais de quatro meses de salário por ano apenas para manter os governo.

Ainda paga por serviços privados que deveriam ser mantidos pelo setor público.

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Aproveitando a dica, volto a falar na importância de os brasileiros conhecerem os recursos digitais gratuitos de educação. Fiz uma seleção dos cursos online gratuitos da USP, FGV, Unesp e Unicamp. Veja.

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Outra seleção que vale a pena ver. O site Universia listou 700 cursos das melhores universidades do mundo. Veja.

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Veja também uma seleção de aulas gratuitas para o Enem.

Bacharéis consideram exame da OAB mais fácil que o anterior

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Segundo OAB, mais de 124 mil pessoas estavam inscritas para o teste.
Questões de ética foram consideradas fáceis pela maioria dos candidatos.

Após a prova, Fernanda Wakim encontra o namorado, Felipe Grecco (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Após a prova, Fernanda Wakim encontra o namorado, Felipe Grecco (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Rodrigo Ortega, no G1

Bacharéis que prestaram a 1ª fase do 10º Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), neste domingo (28), disseram que a prova estava mais fácil do que a edição anterior. O teste, que teve duração de cinco horas, foi encerrado às 18h. No entanto, alguns candidatos reclamaram que havia enunciados difíceis de serem entendidos.

As questões sobre ética foram consideradas fáceis pela maioria dos bacharéis. Direito do Trabalho, Direito Penal e Direito Constitucional foram citados pelos candidatos como os conteúdos mais difíceis.

Fernanda Wakim, 23 anos, estudou até 12 horas por dia para o exame e diz que teve “muito apoio psicológico” do namorado, Felipe Grecco, 24 anos que foi buscá-la após a prova. “Achei mais fácil do que a última, em que saí desolada e teve pouca aprovação. Ética foi o tema mais fácil. Em Direito Penal, a prova estava mal escrita, com questões difíceis de entender. Em três que não entendi só deixei uma interrogação e desisti”, afirma.

Luciana Nunes, 24 anos, fez o exame da OAB neste domingo (28) em SP (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Luciana Nunes, 24 anos, fez o exame da OAB neste
domingo (28) em SP (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

“O exame estava mais fácil que a última prova, que eu prestei e foi bem mais complicada. Direito Constitucional estava mais difícil, em minha opinião. Ética foi mais fácil, apesar de eu ter achado algumas questões com esse tema um pouco complicadas. Eu fiz cursinho, estudei durante quatro horas por dia nos últimos meses para esta primeira fase e por isso estou saindo mais confiante”, diz Luciana Nunes, de 24 anos. Ela faz o exame pela terceira vez e saiu quase uma hora antes do horário marcado para o encerramento da prova, às 18h.

Priscila (esq) e Rosângela (dir.) fizeram a prova neste domingo (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Priscila (esq) e Rosângela (dir.) fizeram a prova
neste domingo (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

A jovem Priscila do Rosário, 23 anos, prestou o exame pela segunda vez. “Não estava difícil o exame, mas Direito do Trabalho estava confuso, as questões tinham várias interpretações, dava dúvida.” A reclamação dela também foi feita por outras pessoas que prestaram a prova. A amiga Rosângela Hafez, 40 anos, concorda que a prova não estava difícil. “Foi mais fácil do que a do ano passado. Estou confiante.”

Daniel Barbosa e a amiga, Raíssa Freitas (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Daniel Barbosa e a amiga, Raíssa Freitas
(Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Daniel Barbosa, 23 anos, tenta pela segunda vez e diz que o exame “não foi dos mais difíceis.” Ele cita ética como um tema fácil e Direito Tributário e do Trabalho como difíceis. Amiga de Daniel, Raíssa Freitas, de 23 anos, tenta pela terceira vez passar no exame. “Em Direito do Trabalho, esperava que caíssem coisas atuais, como a PEC das domésticas, mas não caiu”.

Olga Keller, de 47 anos, faz o exame pela quarta vez, mas não tentou a prova anterior. “Direito Tributário foi a parte mais difícil, mas confesso que estudei pouco. Mas Direito Civil achei fácil. Saí de casa confiante e vou voltar um pouco menos. Em geral, foi difícil”, diz.

Olga Keller, 47 anos, após exame da OAB (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Olga Keller, 47 anos, após exame da OAB (Foto:
Rodrigo Ortega/G1)

A turma de amigos Karina Marcato, Marcelo Lima, Thiago Cratão e Natália Rente diz com unanimidade que a prova estava mais fácil que a anterior. “Em relação à outra, essa prova estava mais interpretativa, às vezes difícil de entender”, diz Karina. No ranking deles, as questões mais fáceis eram de Direito Tributário e ética, e as mais difíceis de Direito Constitucional e do Trabalho.

Após prova, grupo de amigos diz que teste foi mais fácil que o anterior (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Após prova, grupo de amigos diz que teste foi mais
fácil que o anterior (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Primeira fase

De acordo com a OAB, mais de 124 mil candidados estavam inscritos para o teste. A prova teve 80 questões de múltipla escolha. Os candidatos precisam acertar 40 questões para passar para a segunda fase, que está marcada para o dia 16 de junho.

O Exame de Ordem é obrigatório para obter a carteira da OAB, necessária ao exercício da profissão de advogado.

O gabarito preliminar do exame foi divulgado na noite deste domingo. O resultado preliminar com os nomes de quem passou para a segunda fase será divulgado no dia 8 de maio. De 8 a 11 de maio, os candidatos que não foram aprovados para a segunda fase podem entrar com recurso no site da OAB.

O resultado final, que inclui a análise dos recursos, será divulgado no dia 28 de maio.

A prova prático-profissional (segunda fase) será realizada no dia 16 de junho, das 13h às 18h (horário de Brasília). O resultado preliminar dos aprovados sairá no dia 9 de julho. O resultado final, após análise de recursos, será divulgado no dia 26 de julho.

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